terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 13 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
13 – Terça-feira – Santos: Benigno, Estêvão de Rieti, Ermelinda
Evangelho (Mc 8,14-21) “Então Jesus os advertiu: – Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes.”
Os discípulos entenderam que Jesus se referia aos pães que tinham esquecido de trazer para a barca. Quase parece que o Mestre perdeu a calma: – Ainda não entendeis e nem compreendeis? Jesus não estava se referia ao fermento, bom ou mau, dos pães. Queria que evitassem a maneira de pensar dos fariseus, confiantes em sua própria justiça, e de Herodes, confiante em nas riquezas e na força de seu poder.
Oração
Senhor Jesus, foi assim que compreendi vossa palavra, espero não ter errado. Peço, então, que limpeis meu coração do orgulho, da confiança em minha bondade, da minha dureza no julgar e condenar, da mentira e da falsidade. Libertai-me da ansiosa procura de riquezas, de prestígio e de poder. Fazei, Senhor, que o fermento de vosso evangelho me transforme interiormente, para eu ser vosso e dos irmãos. Amém.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “O maior dentre os nascidos”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Que virá a ser este menino?
 
São João Batista é o único santo do qual celebramos o nascimento e a morte. Dos santos dizemos que sua morte foi seu nascimento para o Céu. João, já em seu nascimento, nasceu para Deus. O evangelho narra a visita de Maria a Isabel. Jesus estava no seio de sua Mãe, Maria. Ao ver Maria e ouvir sua saudação, Isabel exclamou cheia do Espírito Santo: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre... Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre” (Lc 1,42.40). Cremos que João foi santificado por Jesus naquele momento. A liturgia reflete este sentimento com as palavras de Isaías: “O Senhor chamou-me antes de eu nascer. Desde o seio de minha mãe, Ele tinha na mente o meu nome” (Is 49,1). Rezamos no salmo: “Vós me formastes nas entranhas e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes” (Sl 138,13,15). Todos os que foram à circuncisão de João, vendo as maravilhas de Deus, se perguntavam: “O que virá a ser este menino? De fato a mão do Senhor estava com ele. E o menino crescia e se fortalecia em espírito” (Lc 1,66.80). Nas Sagradas Escrituras há outros nascimentos marcados pela presença de Deus para uma missão. O nascimento de João Batista não foi diferente. Diz João Evangelista: “Não nasceram nem do sangue nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1,13). A liturgia responde à pergunta “o que será esse menino”, lembrando que João preparou a vinda de Jesus. Sua missão era preparar os caminhos do Senhor. Paulo diz nos Atos dos Apóstolos: “Antes que Jesus chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel” (At 13,24). Está em sintonia com Jesus, pois foi seu precursor (Prefácio). Coerente com o chamado de Deus dá o exemplo da verdadeira humildade: “É necessário que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30). Ele sabe de seu lugar 
Misericórdia de Deus 
O evangelho de Lucas é chamado também Evangelho da Misericórdia. Temos como que uma síntese do Evangelho nesses textos que falam de João Batista com referência à misericórdia: Seu próprio nome significa Deus foi misericordioso. Zacarias cantou em seu hino: “Graças ao misericordioso coração do nosso Deus, pelo qual nos visita o Astro das alturas” (Lc 1,78). Maria diz que Deus “socorreu Israel, seu servo, lembrado de sua misericórdia” (Lc 1,54). A gravidez de Isabel é mais uma expressão: “os vizinhos e parentes ouviram dizer que Deus a cumulara com sua misericórdia, e com ela se alegraram” (Lc 1,58).
Modelo do cristão 
Na cidade grande o que fazemos para preparar os caminhos do Senhor? Notamos a necessidade da humildade para acolher o que vem ao nosso encontro. Num mundo de tanta vaidade na cultura do eu, João ensina a humildade. Experimentou o fogo do Espírito, pois diz que o Messias batizará com Espírito e o Fogo. Sabe ser pequeno para que Jesus cresça. Como Isabel, estamos sempre recebendo a visita de Jesus naquele que vem ao nosso encontro. Jesus nos dá o Espírito Santo para cumprirmos nossa missão de preparar os caminhos para que o Jesus chegue aos corações. Ele nos estimula à evangelização. Cada celebração nos dá o Espírito que nos coloca em união a Cristo e sua missão. 
Leituras: Isaias 49,1-6; Salmo138; 
Atos, 13,22-26;Lucas 1,57-66.80 
1. Nós celebramos também o nascimento de João, não só seu nascimento para Deus no seu martírio. João, ao receber o Espírito Santo de Jesus no seio de Maria, recebeu a vida nova. A liturgia se apoia nas S. Escrituras. Ele tem uma missão, como diz Paulo em Atos dos Apóstolos, de preparar os caminhos do Senhor. 
2. Lucas escreve o Evangelho da Misericórdia. É uma síntese desta misericórdia em seu nome – Deus foi misericordioso. Zacarias e Maria falam desta misericórdia. A própria gravidez de Isabel é vista como misericórdia de Deus. 
3. No mundo atual vivemos a vaidade e o egoísmo, João é modelo para o cristão preparando os caminhos do Senhor na humildade. Acolhemos a visita de Jesus que nos dá o Espírito para cumprir a missão de preparar os caminhos para que Jesus chegue a todos os corações. 
O homem que tinha um nome. 
Falando do Reino de Deus, celebramos o nascimento de João Batista. Ele veio preparar o caminho de Jesus, isto é, a inauguração do Reino de Deus no mundo, na pessoa de Jesus. Seu nascimento está cheio dos sinais de Deus: O milagre de uma senhora idosa engravidar; O pai Zacarias ficar mudo; Maria está presente, levando o Filho no seio. A primeira leitura fala de um servidor de Deus que vai ser luz para o mundo. João prepara o caminho para essa luz. Seu nome é sua missão: manifestar a misericórdia de Deus. Já no nascimento de João, a misericórdia é grande, como diz seu Pai: “Luz que vem do alto para nos iluminar”. Maria, servindo a prima é um prenúncio do Reino que acontece no serviço aos irmãos. João pregou a conversão para que o povo se preparasse para receber a luz. 
Homilia da Natividade de São João Batista (24.06.2012)

EVANGELHO DO DIA 12 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 8,11-13. 
Naquele tempo, apareceram alguns fariseus e começaram a discutir com Jesus. Para O porem à prova, pediam-Lhe um sinal do Céu. Jesus suspirou do fundo da alma e respondeu-lhes: «Porque pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo: não se dará nenhum sinal a esta geração». Depois deixou-os, voltou a subir para o barco e foi para a outra margem do lago. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa de Calcutá 
(1910-1997) 
Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade 
 «Um caminho simples» 
«Para por o porem à prova, pediam-Lhe um sinal do céu» 
Deus está em toda a parte, em tudo, e sem Ele não podemos existir. Nem um só instante duvidei da sua existência, mas sei que há quem viva na dúvida. Mesmo que não acrediteis em Deus, podeis ajudar os outros com atos inspirados pelo amor, e os frutos dessas obras serão graças suplementares que descerão à vossa alma. Começareis então a desabrochar lentamente e aspirareis à alegria de amar a Deus. Há tantas religiões! Cada um segue Deus à sua maneira. Quanto a mim, sigo o caminho de Cristo: Jesus é o meu Deus, Jesus é o meu Esposo, Jesus é o meu único Amor, Jesus é o meu tudo em tudo, Jesus é tudo para mim. Por isso, nunca tenho medo. Faço o meu trabalho com Jesus e faço-o por Ele, entregando-Lho; assim, os resultados são seus e não meus. Se precisais de um guia, só tendes de voltar os olhos para Jesus: entregar-vos a Ele e contar inteiramente com Ele. Quando fazeis isso, as dúvidas dissipam-se e sentis-vos seguros. Mas Jesus disse: «Se não vos tornardes como crianças, não podereis vir a Mim» (Mt 18,3).

Beato José Olallo Valdês RELIGIOSO

José Olallo Valdés (12 de fevereiro de 1820 - 7 de março de 1889), religioso cubano da ordem de São João de Deus , que vivia a serviço dos enfermos e dos mais necessitados. Foi uma das crianças abandonadas na Casa de Beneficência de Havana no ano de 1820. Olallo cresceu na Beneficência e desde criança mostrou inclinação para a piedade. Ainda adolescente ingressou na ordem de São João de Deus como noviço. Em 1835 chegou à Villa de Santa María del Puerto del Príncipe (atual Camagüey ). Lá começou a trabalhar no Hospital San Juan de Dios. O povo o conhecia como Padre Olallo , apesar de não ser padre . Logo começou a agir de acordo com sua fé: cuidou dos enfermos com carinho especial, instruiu as crianças pobres na doutrina cristã e ensinou-as a ler e escrever, defendeu os escravos e o povo começou a ver naquele homem, um santo. Ele havia pegado um garotinho, que tinha problemas mentais e havia sido abandonado; Seu nome era Vicente (mas todos o conheciam pelo apelido: Mamía ). Olallo amava Mamía como a um filho e satisfazia-lhe todos os seus caprichos. Em 1868 eclodiu a luta pela independência cubana. Devido à guerra, o hospital está destinado ao uso militar. Na praça em frente ao hospital foi abandonado o corpo sem vida do major-general Ignacio Agramonte , herói de Camagüey muito apreciado pelo povo, e que havia travado importantes batalhas na guerra. Olallo lavou o corpo do patriota e levou-o ao hospital, para que o povo lhe prestasse homenagem; Lá ele também o protegeu das autoridades espanholas, que queriam profanar os seus restos mortais.

12 de fevereiro - Beato Paulo de Barletta

O ano de nascimento do Beato Paulo de Barletta é desconhecido para nós, assim como sua família. Podemos reunir as informações que temos sobre ele nas crônicas da Ordem Agostiniana, das quais ele era membro. Ele entrou na ordem de Santo Agostinho quando jovem e, gradualmente, seu desejo de viver com maior perfeição cresceu tanto que ele se afastou de sua terra natal para "ir aonde ninguém o conhecia pessoalmente, senão somente Deus". De fato, sabendo do voto da Observância, que naquele momento estava sendo conduzido na Província Portuguesa da Ordem, ele obteve uma licença do Superior Geral Frade Perozino para se mudar para lá. De caráter jovial, mas particularmente dedicado à oração e à penitência, viveu intensamente o relacionamento com o Mistério da paixão e da morte de Jesus. Mas, apesar da estima criada ao seu redor, devido a mal-entendidos, não faltaram perseguições por parte do prior do convento, que ele sabia aceitar com paciência e alegria evangélica. Tendo provado sua inocência, para reabilitar seu nome, o próprio Prior escreveu cartas edificantes, endereçadas a várias partes da Província, nas quais divulgou as grandes virtudes deste homem de Deus, daquilo que sofrera injustamente e paciência admirável. que, sem se desculpar, o tolerara. Enviado como missionário à ilha de São Thomé, nas Índias Orientais, trabalhou incansavelmente para espalhar o Evangelho. Frei Paolo aceitou sua última doença com resignação, vista como mais purificação.

12 de fevereiro - Beata Ombelina

“Associados no serviço do Amor”
, assim Bernardo e Ombelina se identificavam. Irmãos com o mesmo propósito: fazer grandes coisas para Deus. Bernardo previu que ela seria santa: “porque conservou o bom humor. Sendo capaz de rir de si mesma. O inferno jamais foi capaz de produzir bom humor.” Beata Ombelina, irmã do grande São Bernardo de Claraval, é conhecida em particular pelas relações que tinha com o famoso irmão, invariavelmente contada em todas as "vidas" de Bernardo. A ligação entre eles, estreita e carinhosa, foi evidenciado pela dor de Bernardo na morte de seu irmão o Beato Gerard que partilhou com Ombelina. Um ano mais novo seu irmão, assemelhava-se em termos de beleza física, mas provavelmente também por seu caráter resoluto. Enquanto seus pais e irmãos se consagram a Deus na vida religiosa, Ombelia casa-se com Guido de Marcy, da casa nobre de Lorraine e leva uma vida mundana. Passado algum tempo, ela teve a oportunidade de visitar Bernardo em Claraval, ostentando com suas roupas, a posição social nobre à qual ela pertencia e a vida mundana que levava. Bernardo se recusou a recebê-la e provoca nela o choque decisivo para sua conversão: Para fazer as pazes em suas vidas, ela deveria despojar-se de todo o luxo. Ombelina em seguida, começou a chorar, mas ainda teve forças para responder: "Eu posso ser uma pecadora, mas é para aqueles como eu que Cristo morreu, e é porque que eu sou uma pecadora que eu preciso da ajuda de homens piedosos."

SANTOS SATURNINO E COMPANHEIROS, MÁRTIRES DE ABISSÍNIA, ÁFRICA

Tratam-se de 49 cristãos, presos em 304, por terem participado de uma Missa dominical. Foram torturados, mas não negaram à sua fé. Um deles, interrogado por que havia desobedecido, respondeu: "Sine dominico non possumus": "Não podemos viver sem celebrar o dia do Senhor".
Santos Mártires de Abitene 
12 de fevereiro  † Cartago, 304 DC 
Realmente não é possível viver sem celebrar o Senhor, porque abrir mão dela seria como cortar as raízes de uma planta, secar uma fonte que alimenta um povo. Esta consciência animou os 49 santos mártires (incluindo 19 mulheres) de Abitiania, cidade da África Proconsular, perante o perseguidor. Naqueles anos - a história se passa entre o final do século III e o início do IV - o imperador Diocleciano desencadeou dura repressão contra os cristãos, obrigando o clero a entregar os livros sagrados e proibindo as reuniões. Mas o grupo de Abitia, liderado pelo padre Saturnino, desafiou a proibição, reunindo-se secretamente para a Eucaristia. Descobertos, foram presos e depois enviados a Cartago pelo procônsul Anulinus, perante quem, durante os interrogatórios, todos declararam que não podiam abrir mão da celebração dominical. Por isso foram presos e martirizados: alguns foram executados, outros, talvez, morreram de fome e das torturas da prisão. 

Santo Neomártir Christos, o Jardineiro, 12 de Fevereiro

 

VIDA DO SANTO NEOMÁRTIR CHRISTOS, 
O JARDINEIRO
Christos (Xristos), *o santo neomártir de Cristo, nasceu na Albânia. Aos quarenta anos, ele viajou para a “Rainha das Cidades”, Constantinopla, e lá tornou-se jardineiro.
Um dia, enquanto vendia maçãs no mercado, ele fechou negócio com um Turco para vender-lhe todas as suas maçãs. Em seguida, eles discutiram por causa do preço (que deveria ser estabelecido). O Turco, para se vingar, começou a falar mal de Christos, dizendo que este desejava tornar-se muçulmano. Ele fez, então, levarem a força o santo diante do juiz, apresentando também três falsas testemunhas diante da corte. Elas atestaram que Christos realmente queria tornar-se muçulmano. O juiz interrogou o mártir a respeito desta alegação. Ele respondeu com grande coragem que ele era cristão, que jamais havia dito tal coisa e que lhe seria impossível renegar a Ortodoxia mesmo se tivesse que sofrer mil tormentos.
Então, o juiz ordenou que Christos fosse duramente chicoteado. O santo foi atingido por um golpe na cabeça que o fez sangrar abundantemente. Jogaram-no na prisão e amarraram-no ao pelourinho. Nesta mesma ocasião, o célebre monge Kaisarios (Cesário) Dapontes encontrava-se nesta mesma prisão ( foi ele quem testemunhou o martírio de Christos) e, ao ver o pobre vendedor de maçãs preso aos grilhões, foi tentar reconfortá-lo.

EULALIA DE MÉRIDA Virgem, Mártir, Santa + 304

Virgem e mártir. 
Queimada com tochas ardentes, 
ainda teve forças para dizer ao algoz : 
« Deita sal no meu corpo para que não me 
apresente insossa ao meu Esposo celestial ! »
A PADROEIRA DE BALASAR 
Esta notícia biográfica sobre Santa Eulália é da autoria do Padre Humberto Pasquale, que a publicou no Boletim de Graças da Alexandrina. A vida e o martírio de Eulália estão narrados num livro, em língua latina, do ano 405, pelo poeta Aurélio Santa Eulália de Mérida, padroeira de BalasarPrudêncio. A perseguição de Maximiano contra os cristãos alastrou-se, no fim do terceiro século, por todas as regiões do Império Romano e, portanto, à Península. A comunidade cristã florescia e a crueldade dos pagãos recrudesceu com mais violência no centro mais importante da Espanha, na cidade Emérita Augusta, chamada hoje Mérida. Os habitantes fugiram pelos campos e bosques. Assim fez Libério com a esposa e a única filha, uma moça de 12 anos já conhecida pela sua bondade e modéstia. Eulália, no seu esconderijo, não tinha sossego ao saber que muitos irmãos da cidade eram vítimas das perseguições. Resolveu um dia, embora tão nova e fraca, intervir directamente junto do legado imperial. Numa noite, com uma amiga de nome Júlia, partiu para Mérida. Chegada à frente do Pretor, pediu-lhe encarecida e corajosamente que acabasse com a perseguição.

JULIÃO HOSPITALEIRO Sacerdote, Santo Século VI

Depois de ter assassinado os pais, converteu-se. 
Após os funerais, colocou a esposa num mosteiro, 
doou os bens aos pobres e partiu para cuidar da alma. 
Dedicou-se aos leprosos que serviu 
com grande humildade e carinho.
Conta a tradição que os pais de Julião eram nobres e viviam num castelo. No dia do seu batizado, seus pais tiveram um sonho idêntico. Nele, um ermitão lhes dizia que o menino seria um santo. O menino foi educado como um nobre, apreciando a caça como esporte, e apesar do caráter violento, era caridoso com os pobres. Na adolescência, foi a vez de Julião. Ele sonhou com um grande veado negro que lhe disse: "Você será o assassino de seus pais". Impressionado, fugiu para nunca mais voltar. Ficou famoso como soldado mercenário. Casou-se com uma princesa e foi morar num castelo. Certa noite, saiu para caçar, avisando que voltaria só ao nascer do sol. Algumas horas depois, seus pais, já idosos, chegaram para revê-lo. Foram bem acolhidos pela nora que lhes cedeu o seu quarto para aguardarem o filho, repousando. Julião regressou irritado porque não conseguira nenhuma caça. Mas a lembrança da esposa a sua espera acalmou seu coração. Na penumbra do quarto, percebeu que na cama havia duas pessoas. Possuído pela cólera matou os dois com seu punhal. Ao tentar sair, viu o vulto de sua mulher na porta do quarto. Então, ele compreendeu tudo. Desesperado abriu as janelas e viu que tinha assassinado os pais. Após os funerais, colocou a esposa num mosteiro, doou os bens aos pobres e partiu para cuidar da alma.

Santo Etevaldo de Lindisfarne, Bispo-12 de fevereiro

Abade em Melrose e depois Bispo de Lindisfarne. 
Era muito admirado por São Beda, o Venerável.
Nascido entre os séculos VII e VIII, foi discípulo de São Cuthbert. Tendo entrado no mosteiro de Melrose, tornou-se primeiro reitor e depois abade. Em 721, após a morte do bispo Ealfrid, foi eleito bispo de Lindisfarne. Ele morreu por volta do ano 740 e foi sepultado na catedral. Suas relíquias, juntamente com as de São Cuthbert e outros santos, foram transferidas para a Escócia em 875, depois para Chester em 883 e finalmente para Durham em 995. Santo Etevaldo (Aediluualdus) é um bispo que viveu entre os séculos VII e VIII. Lembrado como discípulo de São Cuthbert, tornou-se religioso e ingressou no mosteiro de Melrose. Nesta comunidade ele primeiro se tornou reitor e depois abade. Em 721, após a morte do Bispo Ealfrid, foi eleito bispo de Lindisfarne. Acredita-se que ele tenha morrido por volta do ano 740. Após seu funeral, ele foi enterrado na catedral. No ano de 875, suas relíquias, junto com as de São Cuthbert e outros santos, foram transferidas para a Escócia. Treze anos depois, em 883, as relíquias foram trazidas primeiro para Chester e depois, no ano de 995, para Durham. Ainda que não se conheça nenhuma festa deste santo bispo, em alguns martirológios a sua memória é fixada no dia 12 de fevereiro. 
Autor: Mauro Bonato

Santo Antônio Cauleas, Patriarca de Constantinopla 12 de fevereiro

Abade perto de Constantinopla 
(onde seu pai estava sob a sua conduta), 
depois Patriarca desta mesma cidade do Oriente cristão.
† Constantinopla, c. 901 
Nascido perto de Constantinopla no século IX, ele entrou em um mosteiro aos doze anos de idade e se tornou abade. Em 893 foi eleito patriarca de Constantinopla em um período de grande confusão, depois que o imperador expulsou os legítimos patriarcas Inácio e Fócio. Antônio conseguiu persuadir os seguidores de Inácio a reconhecer sua legitimidade, conseguindo assim a reconciliação das duas facções e a pacificação da Igreja. Morreu pouco depois, em 901. 
Martirológio Romano: Em Constantinopla, Santo Antônio, conhecido como Cauléas, bispo, que no tempo do imperador Leão VI trabalhou arduamente para fortalecer a paz e a unidade na Igreja. 
Santo Antônio Cauleas nasceu perto de Constantinopla, em um lugar onde seus pais haviam se aposentado por medo de perseguição iconoclasta. Com a morte de sua mãe Antônio, então com apenas doze anos de idade, ele entrou em um mosteiro na capital imperial bizantina, do qual logo se tornou abade com o nome de "Antonio II Cauleas" (tendo sido precedido por Antônio I Cassimatas, 821-837). Mais tarde, o pai de Antônio também entrou no mosteiro e recebeu o hábito religioso diretamente das mãos do filho.

REGINALDO DE ORLEANS Dominicano, Beato 1175-1220

Sacerdote dominicano. 
Figura extremamente carismática e singela, 
generoso com o próximo 
mas austero consigo mesmo. 
Beatificado em 1875, por Pio IX.
Reginaldo nasceu em 1175 na pequena cidade de Saint Gilles, sul da França . Desde a infância foi uma criança especial, possuía inteligência acima da média e vocação religiosa. Comunicador nato, se tornou uma figura extremamente carismática e singela, generoso com o próximo mas austero consigo mesmo. Com estas características, ao atingir a idade indicada, foi estudar direito canónico na Universidade de Paris. Em 1206, recebeu o diploma de doutor, sendo convidado para ser titular da cadeira de direito canónico, cargo que exerceu durante cinco anos. Reginaldo dividia o seu tempo com o trabalho, o estudo, a caridade e a oração contemplativa unida a rígida penitência, alcançando grandes progressos espirituais. Ficou conhecido e se tornou respeitado no meio académico e do clero. Os seus contemporâneos registraram que era um gigante durante os sermões, ardoroso e veemente, adquiria um brilho especial, fazendo com que a presença de Deus fosse sentida no ambiente e o no coração dos ouvintes. No início de 1212, Reginaldo aceitou ser o decano e canónico na diocese da cidade francesa de Orleans. Sempre humilde, continuou cativando os fiéis com sua oratória.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 12 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
12 – Segunda-feira – Santos: Eulália, Antônio de Constantinopla, Etevaldo
Evangelho (Mc 8,11-13) “Os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu.”
Jesus recusou-se a comprovar sua missão com um milagre, um sinal dado por Deus. Ele não precisa apresentar nenhum documento que garanta sua autoridade, sua qualificação para nos ensinar o caminho. Ele age diretamente em nosso coração, ele nos convida, ele nos torna possível acreditar nele. Pode arrastar-nos, mas nunca violenta nossa liberdade. Ele nos dá a possibilidade de acreditar e aceitar o convite.
Oração
Senhor Jesus, desde quando eu era criança falam-me de vós, que sois o Filho de Deus, bondoso e misericordioso, com poder para me salvar do mal. Deixei-me levar, aos poucos ia conhecendo mais as vossas propostas. Com vossa ajude acreditei em vós, e me comprometi cada vez mais convosco. Agradeço vossa bondade e peço que me guardeis em vosso seguimento. Não permitais que vos abandone. Amém.

domingo, 11 de fevereiro de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “A alegria da fé no meio do povo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A fé ilumina a cultura
 
Jesus é o modelo primordial da vida cristã. Notamos que Jesus não fazia parte de uma classe social que o distanciasse do povo. Não era da classe sacerdotal nem pertencia a nenhum grupo religioso e político que eram opressores. Seu partido era fazer parte do povo que O amava e vibrava ao escutá-lo (Mc 11,18). Quando o cristianismo entrou no mundo pagão não exigiu que os convertidos tomassem a vida o povo judeu como modelo. O Evangelho pode ser vivido em qualquer cultura. O Concílio Vaticano II declarou que a Igreja deve inserir-se nas novas culturas como foi a encarnação de Jesus. Deve assumir das culturas tudo o que for bom para anunciar a graça como lemos no documento Ad. Gentes sobre a Atividade Missionária da Igreja: “Igreja deve inserir-se em todos esses agrupamentos, impelida pelo mesmo movimento que levou o próprio Cristo, na Encarnação, a sujeitar-se às condições sociais e culturais dos homens com quem conviveu”. ... “As igrejas jovens, enraizadas em Cristo e construídas sobre o fundamento dos Apóstolos, recebem, por um maravilhoso intercâmbio, todas as riquezas das nações que foram dadas a Cristo em heranças. Recebem dos costumes e das tradições dos seus povos, da sabedoria e da doutrina, das artes e das disciplinas, tudo aquilo que pode contribuir para confessar a glória do criador, ilustrar a graça do Salvador, e ordenar, como convém, a vida cristã” (Ad.Gentes 10.22). A uniformidade está na fé e não em suas manifestações.
Evangelizar a fé popular 
A cultura religiosa do povo católico tem raízes profundas que bebem do evangelho. Cada século deu sua contribuição, às vezes ricas, às vezes pobres. A fé do povo de Deus acolheu a Palavra e a viveu de acordo com sua cultura. Desprezar as culturas e suas manifestações religiosas como expressão da fé é desconhecer o modo como Jesus viveu. Nos meses de junho e julho temos muitas manifestações populares que tem um fundo evangélico: Viver em comunidade e alegrar-se em comunidade. Foi o que disseram os pagãos sobre os cristãos: “Vede como se amam”. Trata-se de viver a caridade alegre, festiva e promotora do amor na amizade com todos. De Jesus nunca ouvimos dizer: é um esquisitão, não participa com o povo. Nestas manifestações da cultura religiosa popular, como Semana Santa, Natal, festas juninas há muitos elementos provindos do evangelho. Não ter a Palavra de Deus só como um texto escrito, mas como Palavra Viva que penetra tudo. Temos, por exemplo, o carinho do povo acolhendo os outros, e colocando-se a serviço nestas atividades, colocar os dons em ação, usar a música para alegrar e proclamar a vida e o amor. Assim se fortalecem os laços da fraternidade, se promove a comunhão fraterna e se abre espaço para a caridade para com os necessitados. Criar espaço para as pessoas se alegrarem é um dom de Deus. Assim se mantém a cultura do povo. 
Um olhar sobre a cidade
Vivemos tempos diferentes. O mundo rural acabou e agora é a cidade que tem tudo. Por isso é necessário olhar a cidade e ver o bem que podemos fazer acolhendo as pessoas que chegam de longe, arrancadas de seu mundo e jogadas numa cidade grande onde eles perdem seus laços culturais. São vítimas de espertalhões que os enganam e destroem a fé, dando um ambiente daninho, tirando-lhes do coração essas virtudes tão bonitas da partilha da vida, da alegria inocente, da cultura sadia. Deus gosta de ver seu povo feliz. Temos que olhar a cidade grande com os olhos de Deus que cuida de cada filho com carinho.
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM JUNHO DE 2012

EVANGELHO DO DIA 11 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 1,40-45. 
Naquele tempo, veio ter com Jesus um leproso. Prostrou-se de joelhos e suplicou-Lhe: «Se quiseres, podes curar-me». Jesus, compadecido, estendeu a mão, tocou-lhe e disse: «Quero, fica limpo». No mesmo instante o deixou a lepra e ele ficou limpo. Advertindo-o severamente, despediu-o com esta ordem: «Não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho». Ele, porém, logo que partiu, começou a apregoar e a divulgar o que acontecera, e assim, Jesus já não podia entrar abertamente em nenhuma cidade. Ficava fora, em lugares desertos, e vinham ter com Ele de toda a parte. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Isaac da Estrela (1171) 
Monge cisterciense 
Sermão 11, 6-13; PL 194, 1728A-1729C 
Cristo e a sua esposa perdoam os pecados 
A prerrogativa de receber a confissão dos pecados e o poder de perdoar os pecados pertencem exclusivamente a Deus. É a Ele que devemos confessar os nossos pecados e dele que podemos esperar o perdão. Uma vez que só Ele tem o poder de perdoar os pecados, é a Ele que devemos confessar-nos. Quando o Todo-Poderoso, o Altíssimo, desposou uma noiva fraca e de baixa condição, fez dessa serva uma rainha. E, assim como tudo o que pertence ao Pai pertence também ao Filho, porque por natureza são um só, assim também o noivo deu tudo o que tinha à noiva e partilhou tudo o que era dela. Deste modo, o noivo é um só com o Pai e um só com a noiva. Tudo o que encontrou na noiva que fosse alheio à sua própria natureza, tirou-lho e pregou-o na sua cruz, quando carregou os seus pecados e os destruiu no madeiro. Recebeu dela e revestiu-se do que era dela por natureza e deu-lhe o que lhe pertencia como Deus. Partilhando a fraqueza da noiva, o noivo fez seus os gritos de angústia da sua noiva, e deu-lhe tudo o que era divino: a honra de receber a confissão e o poder de perdoar os pecados. É essa a razão das palavras de Cristo: «Vai mostrar-te ao sacerdote».

SANTA SOTERA, VIRGEM E MÁRTIR, NA VIA ÁPIA

A jovem Sotera, de família nobre, mas de espírito humilde, dedicou sua vida às obras de caridade. Foi presa no ano 304, durante as perseguições de Diocleciano. Açoitada pelos algozes, ofereceu, com coragem, seu rosto, que foi espancado com ferocidade; foi decapitada, por não renegar à sua fé.
Jovem, de família nobre, mas de alma humilde, dedicada às obras de caridade, foi presa em 304 durante as perseguições desencadeadas por Diocleciano. Esbofeteada por seus algozes, ela mostra bravamente seu rosto e está sendo espancada ferozmente. Recusando-se a renunciar à fé, ela é decapitada. 
Martirológio Romano: Em Roma, no Caminho Ápio, no cemitério que hoje leva seu nome, Santa Sotera, virgem e mártir, que, como testemunha Santo Ambrósio, desprezando pela fé a nobreza da linhagem e das honras, não obedeceu à ordem de sacrificar aos ídolos, não abaixou a cabeça sob os golpes dos ultrajes servis e, condenada a morrer trespassada com a espada, Ele não abominava a morte. 

São Severino, Abade (+ 507), 11 de Fevereiro

São Severino nasceu na Borgonha (França), por volta da metade do Século V, época em que o arianismo reinava em sua pátria; contudo, seus pais conseguiram criá-lo na fé católica. Ainda muito jovem, sem conhecer os perigos do mundo, Severino consagrou-se a Deus no Mosteiro de Saint-Maurice en Valais, do qual tornou-se abade, dirigindo-o durante vários anos com sabedoria e prudência. O rei Clóvis, informado de que um grande número de doentes recuperavam a saúde todos os dias graças à virtude das orações de Severino, mandou que o buscassem, em 504, para alcançar a cura de uma febre da qual nem os mais hábeis médicos haviam conseguido livrá-lo. O santo partiu, após ter se despedido de seus irmãos monges, aos quais anunciou que não tornariam a revê-lo. Em Nevers, Severino curou Eulalius, bispo daquela cidade, que havia ficado surdo e mudo. Devolveu a saúde a um leproso que encontrou na entrada de Paris. Chegando diante do rei Clóvis, cobriu-o com seu hábito e logo a febre o deixou. O soberano, então, num gesto de agradecimento a Deus, distribuiu aos pobres uma grande soma de dinheiro em esmolas e colocou todos os prisioneiros em liberdade (práticas daquela época, de acordo com a realidade de então – N.T.). Severino, julgando que sua presença não era mais necessária em Paris, retomou o caminho de seu mosteiro. Decidiu parar em Chateau-Landon, que então pertencia à diocese de Sens, onde dois santos sacerdotes serviam a Deus num pequeno oratório. Severino pediu-lhes que o acolhessem ali e, após ter auxiliado na edificação dos dois santos homens com a graça das suas virtudes, ele morreu em 507. Há em Paris uma igreja paroquial dedicada a São Severino. 
Vidas dos Santos, Mame. 
Tradução e Adaptação: Gisèle do Prado 

CASTRENSE DE CARTAGENA Bispo, Mártir, Santo + 450

Nasceu nessa cidade do norte da África, 
actual Tunísia. 
Foi mais tarde bispo da cidade italiana de Sessa, 
depois de ter sido deportado pelo rei Genserico.
Castrense viveu no século V, era cristão e bispo de Cartagena, actual Tunísia, África. Durante a invasão dos Vândalos, comandados pelo rei Genserico, ele foi lançado ao mar, junto com outros sacerdotes e fiéis, dentro Bispo do século Vde um velho navio desprovido de velas, remos e leme. Com certeza, o intuito era que morressem afogados, mas milagrosamente ele sobreviveu, desembarcando na costa italiana, próxima a Nápoles. Pelos registros, ele retomou sua missão apostólica e logo se tornou bispo de Castel Volturno. Depois, de acordo com o antiquíssimo "Calendário Marmóreo" de Nápoles, ele também foi eleito bispo de Sessa, aceitando a difícil tarefa de conduzir os dois rebanhos, os quais guiou com amor e zelo paternal. Castrense era humilde e carismático, penitente e caridoso, durante a sua vida patrocinou dois episódios prodigiosos, registrados nos arquivos da Igreja: libertou um homem possesso pelo demónio e salvou um navio cheio de passageiros de uma grande tempestade. Assim, a fama de santidade já o acompanhava, quando morreu como mártir de Jesus Cristo, em 11 de fevereiro de 450, em Sessa, Nápoles. Logo passou a ser venerado pela população em toda Campânia e em muitas outras cidades, inclusive na África.

GREGÓRIO II Papa, Santo 669-731

Papa de 715 a 731). 
Reconstruiu diversos mosteiros 
e enviou São Bonifácio em missão.
Gregório nasceu no ano de 669. Pertencia a uma família cristã da nobreza romana, o pai era senador e a mãe uma nobre, que se dedicava à caridade. Ele teve uma educação esmerada junto à cúria de Roma. Muito culto, era respeitado pelo clero Ocidental e Oriental. Além da conduta reta, sabia unir sua fé inabalável com as aptidões inatas de administrador e diplomata. Tanto que, o papa Constantino I pediu que ele o acompanhasse à capital Constantinopla, para tentar resolver junto ao imperador do Oriente, Leão II, que se tornara iconoclasta, a grave questão das imagens. Escolhido para o pontificado em 19 de maio de 715, Gregório II governou a Igreja durante dezasseis anos. Neste longo período, administrou seu rebanho com generosidade e sabedoria, consolidando a posição da Igreja no cenário político e religioso. Em 719, enviou são Bonifácio à Alemanha e nos anos seguintes encorajou e apoiou a sua missão apostólica. Incentivou a vida monástica e enfrentou com firmeza, o imperador Leão II, que com um decreto proibia o culto das imagens, o qual, provocou um levante das províncias da Itália contra o exército que marchava para Roma. Gregório não se intimidou, mas para evitar um confronto com os muçulmanos, mandou consertar as muralhas de Roma. Desde os primeiros tempos, o cristianismo venerou as imagens de Cristo, da Virgem e dos santos.