sábado, 31 de janeiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Bem aventurados vós”

PADRE LUIS CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Descer da montanha
 
Conforme o evangelista Lucas, Jesus passou a noite em oração na montanha, escolheu os doze apóstolos e desceu para a planície. Ali encontrou os discípulos e a multidão que vieram de toda a região para ouvi-Lo e serem curadas. A multidão procurava tocá-lo, pois Dele saía uma força que a todos curava (Lc 6,12-19). Começou então a dizer: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus”... Bem-aventurados os que tendes fome, ... que agora chorais... que sereis odiados... Alegrai-vos e exultai, porque no Céu será grande a vossa recompensa (Id 20-23). Depois me diz qual o mal que acontece aos que não são assim. Parece que Jesus está fazendo a apresentação da realidade que o apóstolo vai encontrar em sua missão. A intimidade com Deus na montanha, o silêncio, a solidão e a paz são maravilhosos. Mas o apóstolo desce para a planície onde está o campo de Deus. Ali se vive a realidade e o Reino de Deus cresce. Jesus está sempre indo em direção ao povo sofrido. Ele o faz agora através de seus discípulos. Lucas não segue o mesmo esquema de oito bem-aventuranças de Mateus. E acrescenta como péssimo o resultado de quem vive diferentemente. Lucas apresenta situações fundamentais do ser humano: pobreza, fome, sofrimento e perseguição. A abundância de riqueza, a fartura, a vida folgada e o elogio do mundo não têm consistência. Não que sejam coisas ruins, mas... é bom pensar que quando há muita riqueza de um lado e pobreza do outro, pode ocorrer a exploração dos humildes e o egoísmo na percepção da realidade. 
Confia no Senhor. 
O salmo primeiro descreve a situação de quem confia no Senhor. Não está desfazendo da confiança nas pessoas. É um modo hebraico de se expressar para salientar o oposto. Não nega que devemos ter confiança nas pessoas, pois há muita gente boa e de muita confiança. O profeta Jeremias diz: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor” (Jr 17,5). Quer chamar a atenção para a importância de colocarmos nossa confiança em Deus. Quem assim faz dará fruto abundante e sempre terá vigor. É como a árvore plantada à beira d’água. A descrição do salmo qualifica feliz o que “não anda conforme os conselhos dos perversos e que não entra no caminho dos malvados... mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita noite e dia, sem cessar” (Sl 1). A condenação não se faz por um ato de Deus, mas por uma opção pessoal que busca o mal. A confiança em Deus também nossas responsabilidades pessoais não podem ser jogada nas “costas” de Deus. Por mais que tenhamos que nos entregar totalmente, continuamos na responsabilidade de escolher e enfrentar nossos caminhos. Deus acredita que podemos fazer sem precisar de escoras. 
Se Cristo não ressuscitou... 
O Pai enviou seu Filho ao mundo para abrir o caminho da salvação. Por sua Ressurreição garantiu nossa ressurreição. Paulo nos diz que, “se é para essa vida que pusemos nossa esperança em Cristo... somos dignos de compaixão’ (1Cor 15,19). É a ressurreição de Cristo que nos dá a Vida Nova na qual plantamos nossa vida, tiramos força, crescimento e produzimos fruto. Ela é o rio de água viva que vindo de Deus nos leva para Deus. A oração final da missa nos convida a “desejar sempre o alimento que nos traz a verdadeira vida”. Nosso relacionamento vital com Jesus se dá na pela Eucaristia que nos dá todos os frutos da salvação. 
Leituras: Jeremias 17,5-8; Salmo 1; 
1 Coríntios 15,12.16-20; Lucas 6,17.20-26 
1. Jesus confia aos apóstolos sua missão que enfrenta as situações duras da vida. 
2. Dizendo que não se pode confiar no homem, salienta nossa confiança total em Deus. 
3. Deus nos abre o caminho da vida com a ressurreição de Jesus. 
Plantando árvores 
Deus plantou o jardim do Éden para que o homem cuidasse. Mas deixou também a responsabilidade de criarmos um jardim para podermos, como plantas novas, crescer. Deus pôs quatro grandes rios no paraíso terrestre. Quer igualmente que busquemos as águas do Rio da Vida para crescermos e darmos frutos em abundância. Assim o Reino de Deus se estabelece em nosso paraíso. Viver significa não andar fora de Jesus o caminho da vida. Por isso temos as palavras pesadas: maldito o homem que confia no homem e não põe sua confiança em Deus. 
Homilia do 6º Domingo Comum (17.02.2019)

EVANGELHO DO DIA 31 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 4,35-41. 
Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse aos seus discípulos: «Passemos à outra margem do lago». Eles deixaram a multidão e levaram Jesus consigo na barca em que estava sentado. Iam com Ele outras embarcações. Levantou-se então uma grande tormenta e as ondas eram tão altas que enchiam a barca de água. Jesus, à popa, dormia com a cabeça numa almofada. Eles acordaram-no e disseram: «Mestre, não Te importas que pereçamos?». Jesus levantou-Se, falou ao vento imperiosamente e disse ao mar: «Cala-te e está quieto». O vento cessou e fez-se grande bonança. Depois disse aos discípulos: «Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?». Eles ficaram cheios de temor e diziam uns para os outros: «Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresinha do Menino Jesus 
(1873-1897) 
Carmelita, doutora da Igreja 
Manuscrito autobiográfico 
A (História de uma alma, Paço d'Arcos, 
Ed. Carmelo, 2000), 75 vº - 76 rº 
«Jesus, à popa, dormia com
 a cabeça numa almofada» 
Eu deveria, querida Madre, ter-vos falado do retiro que precedeu a minha profissão de fé. Esteve longe de me trazer consolação: a mais absoluta aridez e quase o abandono foram o que me coube, Jesus dormia como sempre na minha pequena barquinha; ah, bem vejo como raramente as almas O deixam dormir tranquilamente em suas barcas, Jesus anda tão cansado por ter sempre trabalhos para fazer e por ter de tomar tantas iniciativas, que logo Se apressa a aproveitar o repouso que Lhe ofereço. Não acordará certamente antes do meu retiro para a eternidade, mas isto, em vez de me causar sofrimento, dá-me na verdade um extremo prazer. Claro que estou longe de ser uma santa, e o que acabo de dizer prova-o bem. Deveria, em vez de me regozijar com esta minha secura, atribuí-la ao meu pouco fervor e pouca fidelidade, deveria afligir-me por dormir (desde há sete anos) durante as orações e as ações de graças. Pois bem, não me aflijo com isso; penso que as criancinhas agradam tanto a seus pais enquanto dormem como quando estão acordadas; penso que, para fazer operações, os médicos põem os doentes a dormir. Enfim, penso que o Senhor conhece bem a nossa fragilidade, «sabe de que somos formados; não Se esquece de que somos pó da terra» (Sl 102,14). O meu retiro de profissão de fé foi pois, como todos os que se seguiram, um retiro de grande aridez. No entanto, o Bom Deus mostrava-me à evidência, sem que eu me apercebesse, a maneira de Lhe agradar e de praticar as mais sublimes virtudes. Bastas vezes percebi que Jesus não quer dar-me provisões: nutre-me, a cada instante, com um novo alimento; encontro-o em mim sem saber como ali veio parar. Acredito simplesmente que é o próprio Jesus, escondido no fundo deste meu pobre e pequeno coração, quem faz a graça de agir em mim, quem me faz pensar em tudo o que quer que eu faça no presente momento.

Santa Marcela de Roma, Viúva - Festejada 31 de janeiro

Algumas cartas de São Jerônimo, em especial a de número 127 (1) para a virgem Principia, discípula de Marcela, constituem a principal fonte para a vida da Santa. A presença pagã ainda era forte no Império quando Marcela nasceu. Havia decorrido pouco mais de uma década do Edito de Milão (ano 313), pelo qual Constantino tirou a Igreja das catacumbas, dando-lhe liberdade e permitindo sua expansão. Santa Marcela viveu quando Roma já não era mais a orgulhosa cidade que causava inveja a todos os povos. Com a divisão do Império e a importância que adquiriu Bizâncio, perdera muito de sua grandeza. Os imperadores posteriores a Constantino pouco permaneceram em Roma, escolhendo outras cidades do Império para capital, como Milão e Ravena. A Cidade Eterna tornou-se cobiçada como possível presa por vários povos bárbaros. Alarico, rei dos visigodos, a sitiou duas vezes em 408. Alarico retornou dois anos depois, invadindo e saqueando a cidade a ferro e fogo. Marcela pertencia a uma das mais ilustres famílias romanas, os Marcelos (segundo outros dos Claudios). Nasceu em 325, ficando órfã do pai na adolescência. Com a educação que recebeu, Marcela tornou-se uma donzela muito culta, capaz de manter conversação em qualquer campo do saber.

Beata Candelária de São José (Susanna Paz-Castillo Ramirez) Fundadora Festa: 31 de janeiro

(*)Altagracia de Orituco, Venezuela, 11 de agosto de 1863
+)Cumaná, Venezuela, 31 de janeiro de 1940 
A Serva de Deus Candelária de São José nasceu em 11 de agosto de 1863 em Altagracia de Orituco, na diocese de Caracas, Venezuela, filha de Francisco de Paula Paz Castillo e María del Rosario Ramírez. Ela foi batizada em 27 de fevereiro de 1864 e confirmada em 13 de junho de 1870. Aos 16 anos, recebeu sua Primeira Comunhão. Desde menina, a Serva de Deus, dirigida espiritualmente pelo pároco Dom Alberto González, era muito devota de Nossa Senhora da Candelária, a quem recorria com intensa piedade. Sentindo a vocação à vida consagrada, a Serva de Deus, em 1906, junto com quatro companheiras, vestiu o hábito religioso no Instituto das Irmãs dos Pobres de Altagracia de Orituco, tomando o nome de Candelária de São José. Ele fez sua profissão religiosa em 31 de dezembro de 1910 e em 31 de dezembro de 1916 emitiu seus votos perpétuos. A Serva de Deus dedicou-se intensamente ao serviço dos pobres e doentes, destacando-se pelo seu incansável zelo no apostolado.

MARTINHO DE COIMBRA Sacerdote, Mártir, Santo + 1147

Sacerdote português, cativo dos Mouros
 e martirizado em Córdova.
Martinho nasceu em Arouca, nos fins do século XI, de pais pouco afortunados, mas cheios de probidade e piedade. Seu pai chama-se Arrius Manuelis e sua mãe Argia. Os primeiros cuidados que estes santos pais tiveram para com filho, foi de o educarem cristãmente e de lhe inculcarem os princípios evangélicos no mais profundo do seu juvenil coração, o que resultou, visto que a criança se mostrou receptiva e que os seus progressos eram contínuos, o que não significa que fosse como todos as crianças da sua idade. Assim, procurando a sua própria felicidade espiritual, os pais de Martinho, souberam alicerçar a do filho. Os primeiros preceptores nas verdades da religião reconheceram nele disposições para as ciências, as-sim como outras qualidades que pareciam contrariar a sua vocação para o estado eclesiástico. Todas estas conclusões foram explicadas aos pais de Martinho assim como o desejo que estes conselheiros acalenta-vam de o guardarem e de lhe oferecerem um ensino adequado às suas possibilidades naturais: estudos de ordem superior. Movidos pelo amor a Deus, os pais de Martinho sentiram-se felizes de oferecerem a Deus o fruto do seu amor e aceitaram que ele fosse estudar, o que logo a seguir aconteceu: começou a estudar filosofia e teologia. Martinho foi tão estudioso e sério que pouco tempo depois era apresentado aos seus con-discípulos, como um modelo de abnegação e de seriedade.

Pedro Nolasco Sacerdote, Fundador, Santo 1182-1258

Além da humildade, caridade, amor ao próximo e fé irrestrita em Cristo e Maria, virtudes inerentes à alguém que é declarado Santo, Pedro Nolasco se notabilizou também pela luta em favor da libertação de cristãos tornados escravos sempre movido pelos ensinamentos do Cristianismo, num período conturbado para a humanidade, nos idos dos séculos XII e XIII. Procedente de uma cristã e nobre família francesa, Pedro Nolasco nasceu num castelo no sul da França, próximo de Carcassone, próximo ao ano 1182. Desde pequeno demonstrou grande solidariedade com os pobres e desamparados. Todos os dias fazia os pais lhe darem dinheiro para as esmolas e até a merenda que levava quando estudante era dividida com eles. Assim cresceu, vivendo em intima comunhão com Jesus Cristo e a Virgem Maria, de quem era um devoto extremado. Aos quinze anos de idade, quando seu pai morreu, foi com a família para Barcelona, Espanha, onde se estabeleceram. E ali ingressou na vida religiosa. Na juventude, quando acompanhou a tragédia dos cristãos que caíam nas mãos dos muçulmanos, devido à invasão dos árabes sarracenos, empregou toda sua fortuna para comprar os escravos e, então, libertá-los. E também, quando seu dinheiro acabou, arregaçou as mangas e trabalhou para conseguir fundos para esta finalidade, pedindo-os às famílias nobres e ricas que conhecia.

Beata Ludovica Albertoni, Terceira franciscana - 31 de janeiro

Ludovica, ou Luísa, nasceu em Roma, de uma família nobre, os Albertoni, em 1473. Perdeu o pai aos dois anos e, por motivo do segundo casamento da mãe, foi entregue aos cuidados de tias paternas e da avó materna, que lhe deram uma esmerada educação. Privilegiada em graça e beleza incomparáveis, Ludovica era admirada e cortejada por muitos jovens da nobreza romana. Mas logo a família prometeu-a ao jovem nobre Giacomo della Cetera. Aos 20 anos casou-se e desse casamento teve três filhas. No bairro de Trastevere, onde vai passar a maior parte de sua vida, ela frequenta a Igreja de São Francisco a Ripa, absorvendo a espiritualidade franciscana. As suas características mais marcantes foram a fidelidade no cumprimento dos deveres e o amor aos pobres. Dedicou ao marido um santo afeto; por causa do temperamento brusco de seu esposo o casamento é turbulento, mas Ludovica vive com sacrifício e abnegação confiando na graça do sacramento do matrimônio.

Francisco Xavier Maria Bianchi Sacerdote, Santo 1743-1815

Francisco Xavier Maria Bianchi nasceu no dia 2 de dezembro de 1743, na cidade de Arpino, França, e viveu quase toda a sua vida em Nápoles, Itália. Era filho de Carlo Bianchi e Faustina Morelli, sua família era muito cristã e caridosa. Francisco viveu sua infância num ambiente familiar, de doação ao próximo e que o influenciou durante toda sua existência religiosa. Aos doze anos entrou para o "Colégio dos Santos Carlos e Felipe" da ordem dos Barnabistas e em 1762, para o seminário onde jurou fidelidade a Cristo e fez seus votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência. Completou os estudos de direito, ciência, filosofia e teologia em Nápoles e Roma. Foi ordenado sacerdote aos 25 de janeiro de 1767. Tendo em vista sua alta cultura, seus Superiores o enviam de volta para lecionar no Colégio de Belas Artes e Letras de Arpino e, dois anos depois, ao Colégio São Carlos em Nápoles, para ensinar filosofia e matemática. Em 1778 foi chamado para ensinar na Universidade de Nápoles. No ano seguinte recebe o título de "Sócio Nacional da Real Academia de Ciências e Letras". A intensa atividade no campo da cultura não o impediu, todavia, de viver plenamente a vida de religioso, desempenhando importantes cargos na Congregação e continuando a exercer seu ministério sacerdotal.

JOÃO BOSCO Sacerdote, Fundador, Santo 1815-1888

Presbítero, fundador da Congregação Salesiana 
de São Francisco de Sales.
Fundador dos Salesianos Joãozinho Bosco nasceu em 16 de agosto de 1815 numa pequena fracção de Castelnuovo D’Asti, no Piemonte (Itália), chamada popularmente de “os Becchi”. Ainda criança, a morte do pai fez com que expe-rimentasse a dor de tantos pobres órfãos dos quais se fará pai amoroso. Em Mamãe Margarida, porém, teve um exemplo de vida cristã que marcou profundamente o seu espírito. Aos nove anos teve um sonho profético: pareceu-lhe estar no meio de uma multidão de crianças ocupadas em brincar; algumas delas, porém, proferiam blas-fémias. Joãozinho lançou-se, então, sobre os blasfe-madores com socos e pontapés para fazê-los calar; eis, contudo, que se apresenta um Personagem di-zendo-lhe: “Deverás ganhar estes teus amigos não com bastonadas, mas com a bondade e o amor... Eu te darei a Mestra sob cuja orientação podes ser sábio, e sem a qual, qualquer sabedoria torna-se estultícia”. O Personagem era Jesus e a Mestra Maria Santís-sima, sob cuja orientação se abandonou por toda a vida e a quem honrou com o título de “Auxiliadora dos Cristãos”. Foi assim que João quis aprender a ser saltimbanco, prestidigitador, cantor, malabarista, para poder atrair a si os companheiros e mantê-los longe do pecado. “Se estão comigo, dizia à mãe, não falam mal”.

Beato Luis Talamoni

Reflexo fiel da misericórdia de Deus é o sacerdote Luís Talamoni. O mais ilustre dos seus alunos no Seminário Liceal di Monza, Achille Ratti, depois Papa Pio XI, definiu-o "pela santidade de vida, luz de ciência, grandeza de coração, perícia de magistério, ardor de apostolado e pelas benemerências cívicas a honra de Monza, pedra preciosa do clero ambrosiano, pai e guia de almas sem número". O novo Beato foi assíduo no ministério do confessionário e no serviço aos pobres, nos cárceres e especialmente aos doentes indigentes. Que fúlgido exemplo é ele para todos! Exorto a olhar para ele sobretudo os sacerdotes e a Congregação das Irmãs Misericordinas. 
Papa João Paulo II – Homilia de beatificação
– 21 de março de 2004 
Padre Luís ensinou no Colégio São Carlos de Milão, de 1875 até sua morte, no Seminário de bacharelado de Monza. Seus alunos, entre os quais o futuro Papa Pio XI, o viam como um grande mestre, exemplo de ativa vida sacerdotal. Sua frequente pregação foi sempre frutuosa, porque em seu coração teve muito amor por Deus e pelos homens. Na catedral de Monza confessou por muito tempo, cada dia, por 50 anos; foi um verdadeiro “mártir” do confessionário.

ORAÇÕES - 31 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
31 – Sábado – Santos: João Bosco, Marcela, Luísa Albertoni
Evangelho (Mc 4,35-41) “Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: – Silêncio! Cala-te! O vento cessou e houve uma grande calmaria.”
Naquela noite os discípulos perceberam outro aspecto do poder de Jesus, o Messias. Ele pode libertar-nos do medo, de todos os medos. Porque sabemos que ele está sempre conosco, ainda que pareça dormir, não precisamos ter medo nem de forças ocultas da natureza, nem de maldosos poderes espirituais. Podemos viver na paz e na tranquila alegria dos filhos de Deus, donos do mundo.
Oração
Senhor meu Deus, tudo está nas mãos de Jesus, vosso Filho encarnado em nossa natureza humana. Pusestes a serviço de nosso bem toda a natureza, nada é impuro, nada está a serviço do mal para nos ameaçar. Mesmo a maldade humana não nos pode tirar a salvação que nos destes. Agradeço tanta bondade, alegro-me porque sou vosso filho, e quero ajudar todos a viver em paz. Amém.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

RELETINDO A PALAVRA - “Alegria e o sentido de humor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Um estado de Espírito
 
Nosso Pontífice, em seu ministério de apascentar as ovelhas de Jesus, deu-nos uma bela orientação sobre a santidade em uma “Exortação apostólica” com o nome de “Gaudete et Exultate” (GE). Continuando nossa reflexão sobre esse documento encontramos o tema da alegria. Já existe o provérbio eclesiástico: “Um santo triste é um triste santo”. O Papa Francisco é uma expressão viva da alegria de servir o Senhor. É um homem do riso espontâneo. Ele diz que o tema anterior sobre a humilhação e humildade implicou certa tristeza. Mas “o santo é capaz de viver com alegria e sentido de humor. Sem perder o realismo, ilumina os outros com um espírito positivo e rico de esperança. Ser cristão é “alegria no Espírito Santo” (Rm 14,17), (GE 122). Os profetas anunciavam o tempo de Jesus, que estamos vivendo, como uma revelação da alegria: “exultai de alegria” (Is 12,6). “Sobe a um alto monte, arauto de Sião. Grita com voz forte, arauto de Jerusalém” (Is 40,9). Todas as ações de libertação que Deus fez com o seu povo sempre resultaram em exultante alegria. O povo reconhece que Deus se compadece e se manifesta de muitos modos. Lembramos o que diz o profeta Zacarias sobre a entrada do futuro Messias: “Exulta de alegria, filha de Sião! Solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém! Eis que o teu Rei vem a ti” (Zac 9,9). Mais ainda:E diz Neemias: “não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é que é a vossa força” (8,10) (GE 123). A alegria é acompanhada de humor. O mau humor não é sinal de santidade. (GE126). 
Meu espírito se alegra 
Maria sempre é aquela que levou à perfeição o evangelho de Jesus e se tornou o modelo de seguimento. Entre Jesus e Maria havia não somente uma união de sentimentos, mas uma identidade de temperamento. Nele dominava a tranqüilidade e a alegria. Diz o Papa Francisco: “Maria, que soube descobrir a novidade trazida por Jesus, cantava: ‘o meu espírito se alegra”’ (Lc 1,47) e o próprio Jesus “estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo” (Lc 10,21) (GE 124). Maria, em seu cântico, transpira a alegria que a ação de Deus provou nela, pois a ação de Deus é de plena alegria. Não é uma alegria de um prazer puramente humano, mas plenamente Divino. Os prazeres espirituais, como ocorreu com Maria, são de outra categoria, mas não deixam de dar à alegria humana a capacidade de ser duradoura e consistente. Uma das experiências fabulosas de Deus é sentir a alegria de ser amado. O amor de Deus que gerou Jesus em Maria, gera em nós a vida de Jesus. Essa alegria está presente no sofrimento e na dor humana, tornando-a resistente e serena. Jesus afirmou: “Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa” (Jo 15,11). Existem tempos de cruz, mas nada pode destruir a alegria sobrenatural, que “se adapta e transforma, mas sempre permanece pelo menos como um feixe de luz que nasce da certeza pessoal de sermos infinitamente amados” (GE 125) 
Feliz em toda situação 
Assim nos convida o seu amor paterno: “Meu filho, se tens com quê viver, trata-te bem. Não te prives da felicidade presente” (Sir 14,11.14). Quer-nos positivos, agradecidos e não demasiado complicados: “No dia da felicidade, sê alegre (Ecl 7,14.29). Em cada situação, devemos manter um espírito flexível, fazendo como São Paulo: aprendi a adaptar-me ‘às situações em que me encontre’” (Fl 4,11) (GE 127). No amor fraterno podemos crescer nessa alegria em estar com o outro, em ser para o outro, em fazer bem a quem precisa, em viver em comunhão com as pessoas e com a natureza. A alegria espiritual nasce e se torna fonte.
ARTIGO PUBLICADO EM FEVEREIRO DE 2019

EVANGELHO DO DIA 30 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 4,26-34.
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Dorme e levanta-se, noite e dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga, por fim o trigo maduro na espiga. E quando o trigo o permite, logo se mete a foice, porque já chegou o tempo da colheita». Jesus dizia ainda: «A que havemos de comparar o Reino de Deus? Em que parábola o havemos de apresentar? É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes que há sobre a terra; mas, depois de semeado, começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra». Jesus pregava-lhes a palavra de Deus com muitas parábolas como estas, conforme eram capazes de entender. E não lhes falava senão em parábolas; mas, em particular, tudo explicava aos seus discípulos. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Carta a Diogneto (200) § 6 
Semeados em terra 
O que a alma é para o corpo, os cristãos são-no no mundo. A alma está difundida por todos os membros do corpo, tal como os cristãos pelas cidades do mundo. A alma habita no corpo e, no entanto, não é do corpo, tal como os cristãos habitam no mundo, mas não são do mundo (cf Jo 17,16). Invisível, a alma está prisioneira num corpo visível. Assim os cristãos: vivem no mundo, mas o culto que prestam a Deus é invisível. A carne detesta a alma e combate-a, sem dela ter recebido qualquer dano, mas porque ela a impede de gozar de todos os prazeres; assim também o mundo detesta os cristãos, que nenhum mal lhe fazem, mas se opõem aos seus prazeres. A alma ama essa carne que a detesta e os seus membros, tal como os cristãos amam aqueles que os detestam. A alma está fechada no corpo; contudo, é ela que mantém o corpo. Os cristãos estão como cativos na prisão do mundo; contudo, são eles que mantêm o mundo. Imortal, a alma habita uma tenda mortal; assim também, os cristãos montam a sua tenda no que é corruptível, mas na esperança da incorruptibilidade celeste (cf 1Cor 15,50). E é tão nobre o posto que Deus lhes destinou que não lhes é permitido desertar.

30 de janeiro - Beata Maria Bolognesi

Com alegria recordo que ontem, em Rovigo, foi proclamada Beata Maria Bolognesi, fiel leiga, nascida em 1924 e morta em 1980. Passou toda a sua vida a serviço dos outros, especialmente dos pobres e doentes, suportando grande sofrimento em profunda união com a paixão de Cristo. Demos graças a Deus por este testemunho do Evangelho! 
Papa Francisco – Angelus 08 de setembro de 2013 
A história de Maria Bolognesi é de uma mulher muito simples chamada a ser, de uma maneira singular, sinal de presença de Deus. Nasceu em 1924 em Bosaro, na província de Rovigo, no nordeste da Itália, de uma família pobre e numa situação difícil. Frequentou as escolas até o segundo ano primário; mas através da avó aprendeu a sabedoria da fé e o amor pela oração. Por isso desde menina sua assiduidade à missa cotidiana, ao catecismo, à Ação católica, enquanto ajuda a família no trabalho da terra. A 21 de junho de 1940, porém, acontece, algo misterioso: para Maria começa um período de trevas, que se caracteriza por um profundo mal-estar.

São David Galván Bermúdez

O México, um dos países com maior numero de católicos, sofreu uma grande perseguição religiosa no inicio do século XX. Milhares de cristãos foram martirizados, de modo especial podemos contar a história de São David Galván Bermúdez, sacerdote, perseguido pela defesa de uma jovem e pelo zelo pelos moribundos por quem deu a vida dizendo: "Não haverá maior glória do que morrer salvando uma alma que eu consiga absolver!" David nasceu em Guadalajara, no México em 1881, quando tinha apenas 3 anos de idade, sua mãe faleceu e David ficou aos cuidados de seu pai e seus irmãos. Mais tarde tendo seu pai casado novamente, passou a ser cuidado também por sua madrasta Victoriana Medina. Logo manifestou a seu pai o desejo de ingressar no Seminário, tendo ele aceitado levá-lo para matricular-se em outubro de 1895.

Santa Aldegunda, Abadessa - 30 de janeiro

Santa Aldegunda (ou Aldegonde, em francês; Aldegundis ou Adelgundis, em latim) foi uma santa do século VII. Há muitos escritos sobre sua vida, mas nenhum deles contemporâneo da Santa. Alguns deles, incluindo a biografia escrita no século X por Hucbald, foram publicados pelos Bolandistas (Acta SS., Janeiro 11, 1034–35). O Senhorio de Malzy há muito tempo pertencia a uma ordem religiosa: as Damas Abadessas e Canonisas do Muito Ilustre Capítulo de Maubeuge, cuja fundadora é Santa Aldegunda. Ela nasceu por volta do ano 630 em Coulsore, perto de Maubeuge. Filha de Valberto IV e de Bertila, seu pai, de origem franca, era conde de Hainaut, governador das províncias entre Sambre e Meuse. Sua mãe era princesa da Turíngia. Sua irmã mais velha, Santa Valdru, nascida por volta de 620, tornou-se abadessa de Mons. Aldegunda recebeu uma educação mística com o monge Sobin da Abadia de Nivelles e fora convertida ao cristianismo por Santo Amando. À espera da idade legal para o casamento (12 anos na época), seu pai a prometeu a um príncipe anglo-saxão, Eudon. Desejando obter o véu das virgens, que somente era conferido na idade de 30 anos, Aldegunda fugiu do castelo da família atravessando a floresta dos arredores.

Beata Aberilla, Virgem Festa: 30 de janeiro

No século XII, Aberilla, uma mulher do Bregenzerwald, foi para o mosteiro de Mehrerau, às margens do Lago de Constança, para assumir a vida monástica. Segundo a tradição, Aberilla foi presa na cela de Santa Viborada, mas é mais provável que ela fosse freira. Seu culto, inicialmente local, se espalhou rapidamente e seu nome foi incluído nas ladainhas da diocese de Constança. Seu corpo foi sepultado na basílica dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, onde permaneceu até o final do século XVIII, quando foi transferido para a cripta dos abades. Ela foi presa no mosteiro de Mehrerau, às margens do Lago de Constança, e provavelmente prosperou no início do século XII. A lenda segundo a qual Aberilla foi nomeada abadessa de Mehrerau por s. Gallo, e portanto teria vivido no século VII, parece que nasceu não antes do século XVI em apoio às reivindicações do mosteiro que se gabava de ser uma fundação de s. Columbano ou São Galo. Que Aberilla (uma forma claramente latinizada de um nome alemão, talvez Eberwilla) seja do Bregenzerwald parece ser uma tradição digna de crença, assim como aquela segundo a qual Aberilla era freira ou reclusa em Mehrerau: como em todos os fundamentos da reforma de Hirsau, certamente também deve ter havido um mosteiro feminino nas proximidades.

Santa Martina Mártir Festa: 30 de janeiro

Não temos informações biográficas certas sobre Santa Martina, mesmo que a antiguidade do culto ateste sua historicidade. Segundo a tradição, Martina era uma diaconisa que viveu no século III, filha de nobres. Presa por sua fé e levada perante o tribunal do imperador Alexandre Severo, ela recusou-se a fazer um sacrifício ao deus Apolo. Além disso, diante dela as estátuas dos deuses romanos foram destruídas. Sua coragem lhe custou a vida: levada até a décima milha da Via Ostiense, foi decapitada. As primeiras notícias históricas sobre seu culto remontam ao século VII, quando o Papa Honório I lhe dedicou uma igreja. A data de sua memória foi fixada no século XVII pelo Papa Urbano VIII, em 30 de janeiro. Etimologia: Martina = dedicado a Marte 
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Em Roma, comemoração de Santa Martina, sob cujo título o Papa Dono dedicou uma basílica no fórum romano. 

Santa Bathilde, Rainha dos Francos Festa: 30 de janeiro

(✝︎)Chelles, Paris, 680
 
De origem anglo-saxã, Bathilde foi capturada por piratas durante uma viagem e vendida na França, em 641, a Erchinoaldo, dignitário da corte da Neustria, que, após ficar viúvo, quis se casar com ela. O ex-escravo recusou e então concordou em se casar com Clóvis II, rei da Nêustria e Borgonha. Ele teve três filhos: Clotário III, Tierrico III e Childerico II. Em 657, Bathilde tornou-se viúva e depois regente do reino em nome de seu filho Clotário; sob a orientação do abade Genesio, dedicou-se a obras de caridade, ajudando os pobres e mosteiros. Lutou vigorosamente contra a simonia e a escravidão, proibidas para cristãos, enquanto com seu próprio dinheiro restaurou a liberdade de muitos escravos. Quando seu filho Clotário III atingiu a maioridade, Bathilde retirou-se para o mosteiro de Chelles, na diocese de Paris, que ela mesma restaurou em 662. Ele morreu lá em 680. Ela foi sepultada em Chelles, ao lado de seu filho Clotário III, que morreu em 670. (Avvenire) 
Martirológio Romano: Em Chelles, perto de Paris, na França, Santa Bathilde, rainha: fundou mosteiros sob o governo de São Bento segundo o costume de Luxeuil; após a morte de seu marido Clóvis II, assumiu o governo do reino dos francos e, durante o reinado de seu filho, viveu seus últimos anos em absoluta observância da regra da vida monástica.

Santa Jacinta Marescotti Virgem Festa: 30 de janeiro

Religiosa franciscana, durante dez anos não deu bom exemplo a suas irmãs de hábito, pois não quis observar
o espírito de pobreza 
e viveu num quarto decorado com luxo. 
Dando-se conta do escândalo que causara, 
Jacinta arrependeu-se sinceramente 
e pediu perdão a toda a comunidade. 
(*)Vignanello, Viterbo, 1585 
(✝︎)Viterbo, 30 de janeiro de 1640 
Clarice Marescotti era uma garota que mirava alto, queria um casamento bonito para se estabelecer, ela queria, em resumo, uma vida digna de sua linhagem. Mas, no fim, encontrou sua maior nobreza na pobreza absoluta e na oferta de si mesmo para os marginalizados e doentes. Ela nasceu no castelo de Vignanello (Viterbo) em 1585; quando chegou a hora, seus pais preferiram casar-se com sua irmã mais nova, Hortense, e enviar Clarice para o mosteiro das Clarissas de San Bernardino em Viterbo. Era 1605 e ela adotou o nome de Jacinta, mas não aceitou a vida de freira. Somente após uma doença grave em 1616 a jovem começou a enxergar sua vida de forma diferente, abraçando a pobreza e a penitência, trabalhando pelo menos possível. Ela morreu em 1640, imediatamente venerada como santa por suas irmãs e pelos fiéis. Etimologia: Jacinta = do nome da flor 
Martirológio Romano: Em Viterbo, Santa Jacinta Marescotti, virgem da Terceira Ordem Regular de São Francisco, que, após quinze anos passados em prazeres vãos, abraçou uma vida muito dura e estabeleceu confrarias para a assistência dos idosos e para a adoração da Santa Eucaristia.

São Muziano Maria Wiaux Festa: 30 de janeiro

(*)Mellet, Bélgica, 20 de março de 1841
(✝︎)30 de janeiro de 1917 
"Siga a regra do primeiro ao último capítulo e escreva também em cada artigo: Irmão Muziano a cumpriu à risca." Foi assim que um confrade que o conheceu descreveu a obediência do religioso belga São Mutianus Mary Wiaux ao carisma dos Irmãos das Escolas Cristãs. Nascido como Louis Joseph – em 1841, na família de um ferreiro em Mellet – ele entrou para a congregação aos 15 anos de idade. Foi catequista e professor em Chimay, Bruxelas e Malonne, onde permaneceu até sua morte em 1917. Jovem e inexperiente, corria o risco de ser removido do apostolado escolar por incapacidade. Mas ele não desistiu e continuou, dando aulas complementares de música (tocava piano e harmônio). Lembrando o carisma original da "educação cristã dos pobres", foi designado por seus superiores para uma escola gratuita para os menos favorecidos. Ele foi um professor da vida evangélica, tanto que os meninos o chamavam de "o irmão que sempre ora". (Avvenire) 
Martarógio Romano: Em Malonne, Bélgica, São Mutianus Mary (Louis) Wiaux, irmão das Escolas Cristãs, que com grande constância e solicitude assidua dedicou quase toda a sua vida à educação dos jovens.

Beato Columba (José) Marmion Abade Beneditino Festa: 30 de janeiro

Monge beneditino irlandês em Maredsous (Bélgica), 
e depois abade. 
Beatificado em 2000. 
(*)Dublin, Irlanda, 1º de abril de 1858 
(✝︎)Maredsous, Bélgica, 30 de janeiro de 1923
Nascido em Dublin (Irlanda), foi ordenado sacerdote em 1881 em Roma e exerceu sua atividade ministerial na Bélgica. Em 1886, ingressou na Abadia de Maredsous (Bélgica), onde adotou o nome de Columba. Em 1899, ele fez parte da fundação de Mont-Cesar (Leuven), iniciando uma longa série de atividades pastorais não apenas na Bélgica, mas também na Grã-Bretanha. Em 1909, foi eleito abade de Maredsous (conhecido por suas atividades humanísticas com a famosa 'Revue Benedictine'). Em 1920, criou a Congregação Belga da Anunciação. 
Martirológio Romano: No mosteiro de São Bento em Maredsous, também na Bélgica, o Beato Columba (José) Marmion: nascido na Irlanda, ordenado sacerdote e depois abade da Ordem de São Bento, destacou-se como pai do mosteiro e guia das almas, pela santidade da vida, doutrina espiritual e eloquência.

Bem-Aventurada Carmela Garcia Moyon Mártir Festa: 30 de janeiro

Leiga espanhola, cooperadora Terceira Capuchinha. 
Foi queimada viva, durante a guerra civil espanhola.
Beatificada em 2001.
(*)Nantes, França, 13 de setembro de 1888 
(✝︎)Torrent, Espanha, 30 de janeiro de 1937 
Carmen Marie Anne Garcia Moyon, uma leiga leiga da Arquidiocese de Valência, nasceu em Nantes, França, em 13 de setembro de 1888. Depois, mudou-se para a Espanha, onde foi uma professora convicta da doutrina cristã. No início da guerra civil e da feroz perseguição religiosa que varreu a Espanha, Carmen foi chamada a derramar seu sangue e dar sua vida para defender sua fé em Cristo em 30 de janeiro de 1937 em Torrent, perto de Valência: ela foi estuprada por sua fé e queimada ainda viva. Em 11 de março de 2001, o Papa João Paulo II elevou às honras dos altares até 233 vítimas da mesma perseguição, incluindo a Beata Carmela Garcia Moyon, que é celebrada no aniversário de seu martírio. 
Martirológio Romano: Na vila de Torrent, na Espanha, a Beata Carmela García Moyón, mártir: fervorosa professora de doutrina cristã, durante perseguição religiosa, por sua fé em Cristo foi estuprada e queimada ainda viva.

ORAÇÕES - 30 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
30 – Sexta-feira – Santos: Jacinta de Mariscotti, Savina,Martinha
Evangelho (Mc 4,26-34) “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, e a semente vai germinando ...”
Como o povo do tempo de Jesus, temos nossas ideias de como deveria ser o Reino de Deus, e a ação do poder divino para a salvação da humanidade. Para os antigos e para nós a resposta de Jesus é que não somos capazes de entender os caminhos de Deus. Sua força de salvação não é como as nossas forças, os caminhos e os meios que usa estão muito acima de nossa sábia compreensão.
Oração
Senhor Jesus, fico mesmo confuso quando vejo que no mundo o mal parece ser mais forte do que o bem. Foi bom terdes chamado minha atenção, fazendo-me lembrar que vosso poder não é igual ao nosso, nem tendes os mesmos prazos que nós. E, se presto atenção, vejo que fazeis brotar no mundo muitos sinais de salvação. Renovo minha confiança em vosso poder e em vossa sabedoria. Amém.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Lançando as redes”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Avança para as águas mais profundas
 
Depois de sua manifestação na sinagoga de Nazaré como enviado de Deus, Jesus começa a chamar os discípulos para participarem de sua missão. O Hoje de Deus será realizado também por homens que Jesus escolheu pessoalmente. O chamamento se dá no local simbólico da pescaria no mar profundo. Não mais em uma sinagoga cheia de tradições e embaraços, mas no mar profundo. Como o profeta Isaias que tem uma experiência magnífica no templo (Is 6,1-8), os discípulos experimentam a força de seu Senhor, cuja palavra conduz a uma pesca abundante. Esse paralelo é importante, pois é o mesmo Senhor que dá vigor ao anúncio dos discípulos. Isaias se dispõe e os discípulos deixam tudo e seguem Jesus. É na força de sua palavra que vão novamente à pesca. É na força da palavra de Jesus que vão anunciar. É preciso arriscar tudo para ter tudo. Vemos que foi depois que falou ao povo da barca que os discípulos Lhe prepararam, que Jesus escolhe e chama os apóstolos. A barca é símbolo da Igreja que anuncia através da palavra simbolizada nas redes. O mar profundo é o mundo que recebe a pregação. Os peixes são os que acolhem a pregação. A força da palavra é tão forte que eles vêm em grande quantidade. Os pescadores são os anunciadores da palavra. A ajuda dos outros barcos é o símbolo da comunidade que trabalha unida, todos no mesmo sentido. A palavra de Jesus é a força de Deus que sustenta a pregação. Sem uma experiência significativa de Deus não poderemos frutificar em nosso ministério. Pregar o vazio nos leva ao vazio. 
Trabalhamos a noite toda 
Há um paralelo entre a visão de Isaias e a pescaria dos discípulos: A grandiosidade de Deus assusta a ponto de Isaias clamar: “Ai de mim, estou perdido! Sou apenas um homem de lábios impuros, mas eu vi com meus olhos o rei, o Senhor dos exércitos” (Is 6,5). Para o judeu, ver Deus significava morrer. Pedro tem o mesmo sentimento diante da pesca maravilhosa: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um homem pecador” (Lc 5,9). Há uma ponta de desânimo nos discípulos que voltam de uma noite sem resultados. O reconhecimento de sua própria fraqueza por ser pecador é condição para a abertura ao novo que é o ministério com Jesus. O anúncio da Palavra se torna para eles a nova maneira de pescar: “Diz Jesus: ‘Não tenhas medo! De hoje em diante serás pescador de homens’” (Id 10). Vivemos um processo doloroso de evangelização, pois estamos sem forças e num mar muito revolto e profundo. Parece que perdemos a força evangelizadora. E isto se deve ao vazio de nossa experiência com Deus e nossa busca seja muito rasa. O que falta? Ouvir a palavra de Jesus? Ficamos confiando só nos lambaris que caem na rede? Não está nos faltando aquela experiência de Jesus como pecadores? Ou precisamos de algo mais profundo e forte? Falta Jesus e a experiência da força de sua palavra. 
O que recebi, transmiti a vós
A fé que temos foi-nos transmitida pelo anúncio evangélico. Paulo nos dá esse testemunho. A Sagrada Tradição vem junto com a Sagrada Escritura. A Tradição nos passou o conhecimento da Ressurreição de Jesus. Assim acolhemos o Vivo e deixamos de lado o que é morto, o que não aceita a Vida. Essa é a experiência fundamental que temos para construir nossa vida de fé. As aparições de Jesus aos discípulos continuam para nós que o acolhemos em sua Palavra. Ela é tão sublime quanto a visão de Isaias. A grandeza está no acolhimento que estimula a dizer como o profeta: “Aqui estou, envia-me” (Is 6,8). 
Leituras: Isaias 6,1-2ª.3-8; Salmo 137; 
I Coríntios 15,3-8.11; Lucas 5,1-11. 
1. A missão é continuação da obra de Jesus. Acontece na força da palavra de Jesus. 
2. O paralelo entre Isaias e os discípulos nessa pesca explicita para nós a missão. 
3. É fundamental a experiência de Deus em Jesus para a pesca da Missão. 
Hoje tem lambari 
Diante da experiência dos apóstolos na pesca maravilhosa, fruto das palavras de Jesus, nós devemos examinar nossos processos de evangelização. Há momentos em que falta tudo. A evangelização a partir da experiência de Jesus é garantida. Sem essa, quando muito pegamos uns lambarizinhos. O profeta teve a ousadia de se reconhecer pecador e ao mesmo tempo de se oferecer para a missão depois que o Serafim tocou seus lábios com uma brasa do altar. Os apóstolos foram tocados pela palavra de Jesus. A missão foi forte e frutuosa. O vigor dos apóstolos depois de Pentecostes nos mostra quanto é possível fazer quando se crê de fato na ressurreição de Jesus. 
Homilia do 5º Domingo Comum (10.02.2019)

EVANGELHO DO DIA 29 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 4,21-25. 
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Quem traz uma lâmpada para a pôr debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não se traz para ser posta no candelabro? Porque nada há escondido que não venha a descobrir-se, nem oculto que não apareça à luz do dia. Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça». Disse-lhes também: «Prestai atenção ao que ouvis: Com a medida com que medirdes vos será medido e ainda vos será acrescentado. Pois àquele que tem, dar-se-lhe-á, mas àquele que não tem, até o que tem lhe será tirado».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa de Calcutá 
(1910-1997) 
Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
«Não há amor maior» 
Ser a luz do mundo (cf Mt 5,14) 
Pode acontecer que eu seja incapaz de manter a minha atenção completamente fixa em Deus enquanto trabalho — mas Deus não exige isso de mim. Contudo, posso perfeitamente desejar e projetar fazer o meu trabalho com Jesus e para Jesus. Isso é uma coisa muito bonita e é isso que Deus quer: que a nossa vontade e o nosso desejo se dirijam para Ele, para a nossa família, os nossos filhos, os nossos irmãos e os pobres. Cada um de nós continua a ser apenas um pequeno instrumento. Se observarmos os componentes dum aparelho elétrico, veremos um emaranhado de fios, grandes e pequenos, novos e velhos, caros e baratos; e, se a corrente não passar por eles, não pode haver luz. Esses fios és tu e sou eu; e a corrente é Deus. Nós temos o poder de deixar passar a corrente através de nós, de deixar que ela nos utilize, de deixar que ela produza a luz do mundo — ou de nos recusarmos a ser utilizados, deixando que as trevas alastrem.

Santo Aquilino, sacerdote e mártir Festa: 29 de janeiro

(✝︎)Milão, c. 1018
 
Ele nasceu em Würzburg, Alemanha, em uma família nobre. Logo se aproximou da fé católica ao concluir seus estudos teológicos em Colônia, onde se tornou padre. No entanto, recusou o cargo de bispo que lhe foi oferecido, pois desejava dedicar-se inteiramente ao ministério e à oração. Por essa razão, fugiu para Paris, onde tratou pacientes com cólera, curando-os milagrosamente e, lá também, recebeu a oferta de bispo, que recusou novamente fugindo para Pavia. A cidade, no entanto, estava nas mãos de seguidores do arianismo e do catarismo, heresias contra as quais Aquilino pregava e que lhe custaram a vida quando foi para Milão, onde, numa noite de 1015, foi esfaqueado por um grupo de hereges. Seu corpo foi retirado de um esgoto, próximo a Porta Ticinese, por alguns carregadores, que o levaram ao oratório da basílica próxima de San Lorenzo. Seu corpo foi então enterrado na Capela da Rainha, que imediatamente recebeu o nome do santo. Nesta capela, até hoje, você pode ver a urna que preserva suas relíquias. (Avvenire) 
Patrocínio: Facchini 
Emblema: Palmeira, faca

São José Freinademetz presb., +1908

Giuseppe (José) Freinadmetz nasceu no dia 15 de Abril de 1852, em Oies (Bolzano), um pequeno aglomerado de casas nas Dolomitas, do Norte de Itália. Foi baptizado no dia em que nasceu e herdou da família uma fé simples e tenaz e uma grande capacidade de trabalho. Enquanto estudante de Teologia no Seminário Diocesano de Bressanone (Brixen), ele começou a pensar em dedicar a vida ao serviço das missões. Foi ordenado sacerdote no dia 25 de Julho de 1875 e encarregado da Paróquia de S. Martinho (St. Martin di Badia), muito próximo da casa paterna, onde muito rapidamente conquistou os corações da sua gente. No entanto, o apelo ao serviço da missão não o abandonou. Dois anos após a ordenação entrou em contacto com o P. Arnaldo Janssen, Fundador da casa de Steyl, que ficaria a conhecer-se como Congregação do Verbo Divino. Com a autorização do Bispo, José deixou a paróquia e dirigiu-se a Steyl, na Holanda, no mês de Agosto de 1878. No dia 2 de Março de 1879 recebeu a cruz missionária e partiu para a China com o P. João Baptista Anzer, outro missionário do Verbo Divino. Cinco semanas mais tarde, chegavam a Hong Kong, onde ficaram dois anos preparando-se para a etapa seguinte. Em 1881 partiram para a nova missão no Shantung do Sul, uma província com 12 milhões de habitantes e somente 158 cristãos. Os próximos dois anos foram marcados por duras e longas viagens, assaltos de bandidos e as dificuldades na formação das pequenas comunidades cristãs.

29 de janeiro - São Julião Hospitaleiro

Conta a tradição que os pais de Julião eram nobres e viviam num castelo. No dia do seu batizado, seus pais tiveram um sonho idêntico. Nele, um ermitão lhes dizia que o menino seria um santo. O menino foi educado como um nobre, apreciando a caça como esporte, e apesar do caráter violento, era caridoso com os pobres. Na adolescência, foi a vez de Julião. Ele sonhou com um grande veado negro que lhe disse: "Você será o assassino de seus pais". Impressionado, fugiu para nunca mais voltar. Ficou famoso como soldado mercenário. Casou-se com uma princesa e foi morar num castelo. Certa noite, saiu para caçar, avisando que voltaria só ao nascer do sol. Algumas horas depois, seus pais, já idosos, chegaram para revê-lo. Foram bem acolhidos pela nora que lhes cedeu o seu quarto para aguardarem o filho, repousando. Julião regressou irritado porque não conseguira nenhuma caça. Mas a lembrança da esposa a sua espera acalmou seu coração. Na penumbra do quarto, percebeu que na cama havia duas pessoas. Possuído pela cólera matou os dois com seu punhal. Ao tentar sair, viu o vulto de sua mulher na porta do quarto. Então, ele compreendeu tudo. Desesperado abriu as janelas e viu que tinha assassinado os pais. Após os funerais, colocou a esposa num mosteiro, doou os bens aos pobres e partiu para cuidar da alma. Tornou-se outro homem, calmo, humilde e pacífico. Andou pelos caminhos do mundo, esmolando.

29 de janeiro - São Gelásio II (Papa)

159º Papa da Igreja, era italiano. Foi batizado com o nome de João de Gaeta, era monge na abadia de Montecassino, conhecido pela sua sapiência e que desde o ano de 1089 exercia o cargo de chanceler pontifício. Foi eleito secretamente na igreja romana de Santa Maria de Pallara, pelos cardeais, devido a uma perigosa situação política e militar em Roma. Foi violentamente agredido e aprisionado por Cencius Frangipini, de uma família que odiava o falecido Papa Pascoal II, a quem o Papa Gelásio II era profundamente leal. Apesar de ter sido aprisionado no meio da eleição, a 24 de janeiro de 1118, a manifestação popular fez com que fosse libertado, tendo-se então refugiado em Gaeta, onde foi ordenado sacerdote (era apenas diácono quando foi eleito papa) e consagrado Bispo de Roma em 10 de março de 1118.

Santos Papias e Mauro Soldati, mártires Festa: 29 de janeiro

Estes dois Santos soldados romanos, Papia e Mauro, que viveram na época de Diocleciano, foram sepultados ao longo da Via Nomentana, no “Coemeterium Maius”. Foram martirizados por terem-se convertido ao cristianismo. Eles são os Santos Padroeiros da Congregação do Oratório de São Felipe Neri. 

Os santos mártires Papias e Mauro eram soldados na época do imperador Diocleciano. Na primeira confissão de Cristo, Laódico, o prefeito da cidade, teve suas bocas sendo golpeadas com pedras, depois os mandou prender, depois com paus e, finalmente, com flagelos, até que morressem.
Patrocínio: Congregação do Oratório de San Filippo Neri
Martirógio Romano: Em Roma, na Via Nomentana, no cemitério maior, os santos mártires Pápia e Mauro, soldados.

São Constâncio de Perugia, bispo e mártir Festa: 29 de janeiro

Constâncio foi o primeiro bispo de Perugia. Salvou-se, uma vez, do martírio, durante as perseguições de Marco Aurélio. Ao ser preso, converteu seus carcereiros e recobrou a liberdade; mas foi novamente preso e decapitado em 170. A primeira catedral da cidade foi construída no lugar da sua sepultura. 
Nascido em Foligno, foi o primeiro bispo de Perugia. Martirizado na época das perseguições ao imperador Marco Aurélio. Segundo a tradição, ele foi levado por alguns soldados diante do cônsul Lúcio e, barbaramente, açoitado, depois mergulhado em água fervente, de onde milagrosamente saiu ileso. Levado de volta à prisão, ele converteu seus custódios que o ajudaram a escapar. Refugiou-se na casa do cristão Anastácio, foi preso com ele novamente e decapitado na cidade de Foligno, por volta do ano 170. O corpo do santo, após seu martírio, foi levado para Perugia e enterrado não muito longe da cidade, em um local chamado Areola, fora da Porta S. Pietro, onde foi construída a primeira catedral de Perugia.
Etimologia: Constâncio = quem tem firmeza, tenacidade, do latim 
Emblema: Cajado pastoral, palmeira 
Martirológio Romano: Em Perugia, São Constâncio, bispo.

Santa Sabrina (Savina, Sabina) Virgem de Troyes Festa: 29 de janeiro

(*)Samos, Grécia, século III 
(+)Troyes, Gália, 288 
Convertida ao cristianismo, partiu para Roma para receber o batismo e depois rumou para a Gália em busca de seu irmão, São Sabiniano, martirizado em Troyes. Durante a viagem ele realizou muitos milagres. Uma vez em Troyes, ela soube da morte de seu irmão e morreu pouco depois. O seu culto é evidenciado pela construção de uma igreja a ela dedicada perto de Troyes no século VII e pela sua inclusão no Martirológio de Usuardo no final do século IX. 
Etimologia: Sabrina = afiado, pungente, do hebraico
Emblema: Palma 
Também catalogada como Sabina ou Savina, (na França Savine); Santa Sabrina (29 de janeiro), não confundir com Santa Sabrina. Savina, viúva de Lodi, martirizada em 311 em Milão, que é lembrada em 30 de janeiro, nem com Santa Sabina, mártir romana de 119, que é lembrada em 29 de agosto, era uma virgem da diocese de Troyes, na França, que viveu no século III .

Beata Inês de Bagno Di Romagna Festa: 29 de janeiro


Biografia
 
A Bem-Aventurada Inês de Bagno di Romagna, também conhecida como Inês de Sarsina ou Agnese, foi uma freira camaldulena no convento de Santa Lucia, próximo a Bagno di Romagna, Itália. Ela nasceu em Sarsina, Forlè, Itália, no século XII, e acredita-se que tenha morrido em Bagno di Romagna por causas naturais. Agnes viveu na época em que a ordem religiosa camaldulena florescia na Itália. Essa ordem seguia a Regra de São Bento e enfatizava uma vida de solidão, oração e trabalho. Agnes dedicou-se à ordem, abraçando suas tradições espirituais e buscando aprofundar seu relacionamento com Deus. Agnes tornou-se conhecida por sua profunda devoção e santidade, atraindo a atenção de suas colegas freiras e da comunidade local. Ela viveu uma vida de contemplação em oração e autodisciplina, inspirando outros a seguir um caminho semelhante de crescimento espiritual. Uma das amigas próximas de Agnes foi a Beata Joana de Bagno di Romagna, outra figura mística e religiosa renomada da época. Agnes e Joan compartilhavam um profundo vínculo de amizade, apoiando-se e incentivando-se mutuamente em suas jornadas espirituais. Embora abençoada com uma forte fé e percepção espiritual, a vida de Agnes permanece em grande parte envolta em mistério, com informações limitadas disponíveis sobre detalhes específicos de suas experiências.

Santos Sarbelio e Bebaia Mártir Festa: 29 de janeiro século III.

Ou,originalmente de Edessa, foram martirizados durante a perseguição a Décio. Sarbelio era padre, enquanto Bebaia era sua irmã. Os dois eram muito próximos e compartilhavam a mesma fé em Cristo. Eles se recusaram a abjurar sua fé, mesmo sob tortura, e foram decapitados. O testemunho de fé deles é um exemplo para todos os cristãos. 
Martirógio Romano: Em Edessa, em Osroene, hoje na Turquia, os santos mártires Charbel, um sacerdote, e Bebáia, sua irmã, que dizem terem sido levados ao batismo pelo bispo São Barsimeu e sofreram martírio por Cristo. 
Os santos Sarbelio e Bebaia são dois mártires cristãos que viveram no século III, durante a perseguição a Diocleciano. Eles nasceram em Edessa, em Osroene, atualmente na Turquia, e foram batizados pelo bispo São Barsimeu. Sarbelio era padre, enquanto Bebaia era sua irmã. Os dois eram muito devotos a Cristo e viviam em plena comunhão com a Igreja. Quando a perseguição começou, eles foram presos e levados perante o governador. O governador tentou convencê-los a abjurar a fé, mas Sarbelio e Bebaia recusaram firmemente. Eles foram então torturados, mas não se dobraram.

São Sulpico Severo, Bispo de Bourges Festa: 29 de janeiro

(†)Bourges, 591
Foi bispo dessa cidade de 584 a 591. Ele era um homem de grande espiritualidade e caridade, que se dedicou à pregação, à conversão dos judeus e ao cuidado dos pobres e dos doentes. Ele se opôs firmemente ao coletor de impostos do rei Dagoberto, que saqueava sua diocese, e estancou um incêndio no palácio de Theudogisilo. Ele morreu em 591. 
Martirológio Romano: Em Bourges, na Aquitânia, França, São Sulpício Severo, bispo, senador da Gália, cuja sabedoria, cuidado pastoral e zelo em restaurar a disciplina São Gregório elogiou. 
Conhecemos Sulpice por Gregório de Tours, com quem ele era ligado pela amizade e que, na Historia Francorum, nos deixou um retrato biográfico dele com parte da correspondência trocada entre eles. Uma fonte menos confiável é a Vida composta entre 647 e 671. Ele não deve ser confundido com seu homônimo Sulpice Severus, escritor e discípulo de São Martinho. Segundo Gregório de Tours, Sulpice pertencia à mais alta nobreza da Aquitânia. A vida o apresenta a nós na casa de seus pais, determinado a gastar sua fortuna em esmolas e na construção de igrejas e mosteiros. Ele ocupava um cargo muito alto na corte do rei Gontrano quando Remigius, bispo de Bourges, faleceu.

São Gildas de Rhuys, Abade-Festa-29 de janeiro


Sacerdote natural da Escócia 
e possuidor de grande cultura,
trabalhou arduamente na Irlanda, 
na Inglaterra e na Bretanha, 
convertendo pecadores e reformando mosteiros. 
(*)Grã-Bretanha, século V 
(✝︎)Houat (Bretanha, França), 29 de janeiro de 570 aprox. 
Ele nasceu perto do final do século V, às margens do Clyde, na Grã-Bretanha, em uma família principesca. Desde a infância, foi confiado ao santo abade Iltud e foi discípulo dos santos Paulo de Leão, Sansão de Dol e Lúnio. Ordenado sacerdote por volta de 518, decidiu trazer de volta à fé, por meio de sua pregação, as regiões do norte da Grã-Bretanha, onde o cristianismo quase havia desaparecido. Pouco depois, chamado por Santa Brígida, foi para a Irlanda, onde a Igreja estava em completo declínio após a morte de São Patrício. Gildas restabeleceu a disciplina nos mosteiros, realizou inúmeras conversões. Ao final de sua missão, retornou à Inglaterra e retirou-se em solidão para a ilha de Houat, no meio do oceano. Mas os pescadores da região não demoraram a encontrá-lo e, assim, cercado por um grande grupo de discípulos, logo teve que se estabelecer na península próxima de Rhuys, onde fundou um mosteiro. Nesse mesmo lugar, diz-se que ele ressuscitou Santa Trífida, mãe de Santa Tremoro, assassinada por seu marido, o tirano de Conomor. Mais tarde, ele viajou por Cornwall pregando e fundando mosteiros. Ele retornou a Rhuys, mas morreu em Houat, onde gostava de se isolar, em 29 de janeiro de 570.