quinta-feira, 6 de agosto de 2026

EVANGELHO DO DIA 06 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 17,1-9. 
Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os, em particular, a um alto monte e transfigurou-Se diante deles: o seu rosto ficou resplandecente como o Sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E apareceram Moisés e Elias a falar com Ele. Pedro disse a Jesus: «Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Ainda ele falava quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra, e da nuvem uma voz dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O». Ao ouvirem estas palavras, os discípulos caíram de rosto por terra e assustaram-se muito. Então, Jesus aproximou-Se e, tocando-os, disse: «Levantai-vos e não temais». Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus. Ao descerem do monte, Jesus deu-lhes esta ordem: «Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do homem ressuscitar dos mortos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Efrém
(306-373) 
Diácono da Síria, 
doutor da Igreja 
Opera Omnia, p. 41 
«Este é o meu Filho muito amado» 
Simão Pedro diz: «Senhor, como é bom estarmos aqui!». Que dizes, Pedro? Se ficarmos aqui, quem realizará o que predisseram os profetas. Quem confirmará as palavras dos arautos? Quem levará a bom termo os mistérios dos justos? Se ficarmos aqui, a quem se referirão as palavras: «Trespassaram as minhas mãos e os meus pés»? A quem se aplicarão as afirmações: «Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sortes sobre a minha túnica» (Sl 21,17.19)? Quem realizará o anúncio do salmo: «Misturaram-me fel na comida e deram-me vinagre a beber» (Sl 68,22)? Quem dará vida à expressão: «Estou abandonado entre os mortos» (Sl 88,6)? Como se consumarão as minhas promessas, como construiremos a Igreja? E Pedro diz mais: «Farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Enviado a erigir a Igreja no mundo, Pedro quer levantar três tendas na montanha. Ainda não vê a Cristo senão como homem e classifica-O juntamente com Moisés e com Elias. Mas Jesus vai mostrar-lhe que não precisa de tenda nenhuma; pois durante quarenta anos Ele próprio erguera para os patriarcas no deserto uma tenda de nuvem (cf Ex 40,34). «Ainda ele falava quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra». Vês, Simão, esta tenda montada sem esforço? Ela afasta o calor sem impor as trevas, é uma tenda brilhante e resplandecente! Estando os discípulos surpreendidos, faz-Se ouvir da nuvem uma voz vinda do Céu: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O». Era o Pai a ensinar aos discípulos que a missão de Moisés estava concluída e que, de então em diante, era ao Filho que deveriam escutar. Na montanha, o Pai revelou aos apóstolos aquilo que ainda lhes estava oculto: «Aquele que é» revelou «Aquele que é» (cf Ex 3,14), o Pai deu a conhecer o seu Filho.

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