quarta-feira, 11 de março de 2026

Santa Rosina de Wenglingen, Virgem, mártir - 11 de março

 Embora poucos sejam os dados sobre esta mártir, Rosina é uma das santas mais populares santas ​​em algumas partes da Alemanha. Diferentes fontes dizem que ela morreu nos anos 400, ou em torno de 1000. Venerada no sul da Baviera, não está claro se isso implica que ela viveu na região.

     Em um relato sobre a procissão levada a cabo em 1769 para a festa de "Corpus Christi" em Miesbach, a santa foi representada em um quadro vivo, o que é reservado para os santos mais populares.
     Ao mesmo tempo, devemos considerar que celebrações dedicadas a ela no dia 11 de março existem há séculos e a data ainda hoje é conservada em Wenglingen, Bavária.
     Quanto à sua vida, nada se sabe sobre ela; provavelmente viveu no século IV como uma virgem, ou como uma virgem mártir. É por isso que ela está representada no altar mor da igreja de Wenglingen, na diocese de Augsburg, com a palma tradicional e a espada. Às vezes ela é considerada como uma mártir ermitã no bosque. Nas pesquisas históricas Rosina é confundida por vezes com uma Santa Eufrosina, ou com Santa Rufina.
     Desde o século XIII ela é padroeira da cidade de Wenglingen. Nos séculos XVIII e XIX seu culto se tornou cada vez maior, o que resultou no fato de que muitas meninas recebessem seu nome; as muitas imagens religiosas populares também testemunham este fenômeno.

Sofrónio de Jerusalém Asceta, Filósofo, Santo (+638)

Bispo, grande defensor da ortodoxia na Igreja. 
Os seus escritos são muito apreciados, 
mesmo se ele não faz parte dos Padres da Igreja.
Vida e obras 
Sofrónio tinha ascendência árabe e era um professor de retórica. Ele se tornou um asceta no Egipto em 580 e depois entrou para o Mosteiro de São Teodósio, nas redondezas de Belém. Ele acompanhou o cronista João Mosco em suas viagens pelos principais centros urbanos da Ásia Menor, Egipto e Roma, o que acabou lhe rendendo a homenagem de João, que dedicou a ele o seu tratado sobre a vida religiosa, Leimõn ho Leimõnon (em grego: “O Campo Espiritual”). Eles são celebrados juntos na mesma data. Com a morte de Mosco em Roma (619), Sofrónio acompanhou o traslado de seu corpo até Jerusalém para um enterro monástico. Ele viajou até Alexandria e para Constantinopla (633) para persuadir os respectivos patriarcas a renunciarem ao monotelismo, uma doutrina herética que ensinava que Jesus teria uma única vontade, a divina, excluindo assim a vontade humana na Sua encarnação. As extensas obras de Sofrónio sobre o assunto se perderam todas.

Constantino da Escócia Rei, Santo (+ 598)

Não foi um governante justo, até sua conversão, 
mas depois desta tornou-se penitente, pregador
e foi também companheiro de São Columbano.
Constantino faz parte da heróica história do cristianismo na Escócia. Ele era rei da Cornualha, pequena região da Inglaterra e se casou com a filha do rei da Bretanha. Depois se tornou o maior evangelizador de sua pátria e o responsável pela conversão do país. O rei Constantino não foi um governante justo, até sua conversão. No início da vida cometeu sacrilégios e até assassinatos, em sua terra natal. Para ficar livre de cobranças na vida particular, divorciou-se da esposa. Foram muitos anos de vida mundana, envolvido em crimes e pecados. Mas quando soube da morte de sua ex-esposa, foi tocado pela graça tão profundamente que decidiu transformar sua vida. Primeiro abriu mão do trono em favor de seu filho, depois se converteu, recebendo o baptismo. Em seguida se isolou no mosteiro de São Mócuda, na Irlanda, onde trabalhou por sete anos, executando as tarefas mais difíceis, no mais absoluto silêncio. Os ensinamentos de Columbano, que também é celebrado pela Igreja, e que nesse período estava na região em missão apostólica, o levaram a se ordenar sacerdote. Assim, partiu para evangelizar junto com Columbano, e empregou a coragem que possuía, desde a época em que era rei, para a conversão do seu povo.

Eulógio de Córdoba Bispo, Mártir, Santo (+ 859)

Bispo, martirizado pelos muçulmanos, 
então senhores de todo o sul da Espanha.
Eulógio talvez seja a vítima mais célebre da invasão da Espanha pelos árabes vindos da África ao longo dos séculos VIII ao XIII. Entretanto, inicialmente todos os cristãos espanhóis não eram candidatos ao martírio Santo Eológio, Bispo de Córdobaou à escravidão e os Califas não eram tidos como intolerantes e sanguinários. Ao contrário, a Espanha gozava, sob a dominação dos árabes, longos períodos de paz e de benesses, determinantes para o desenvolvimento de um alto padrão de civilização, diferente do concedido pela dominação dos romanos. Também na religião, eles pareciam tolerantes. Não combatiam o Cristianismo, mas o mantinham na sombra e abafado, sem força para se difundir, para fazer progressos, para que não entrasse em polémica com a religião do Estado, ou seja, a muçulmana. Desejavam um Cristianismo adormecido. Mas os católicos da Espanha não se submeteram aos desejos dos árabes. Não por provocação aos muçulmanos, mas porque a sua fé, vivida com coerência, não podia se apagar pela renúncia e pelo silêncio. Também Eulógio, nascido em Córdoba de uma família da nobreza da cidade, foi um desses cristãos íntegros.

ORAÇÕES - 11 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
11 – Quarta-feira – Santos: Constantino, Firmino, Zósimo
Evangelho (Mt 5,17-19) “Antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra.”
Jesus não diz apenas que veio aperfeiçoar a lei antiga, mas afirma também que veio cumprir todas as promessas de salvação. Ele é o Filho de Deus, o Salvador Enviado; por isso podemos ter confiança: há de se realizar tudo que Deus planejou para o bem da humanidade. Nenhuma de suas promessas deixará de ser cumprida. Não precisamos ter medo, porque a vitória final será dele.
Oração
Senhor Jesus, por mim mesmo não posso fazer o bem e não posso ser feliz. É bom saber que vós me podeis salvar, podeis libertar-me do mal e dar-me felicidade. Tenho confiança em vós, acredito que, apesar de todas as dificuldades a vitória final será vossa. Aumentai minha fé e meu amor, para que esteja sempre unido a vós e a meus irmãos. Afastai de mim o medo e o desânimo. Amém.

terça-feira, 10 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “A riqueza que permanece”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(✝︎)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR
Bom administrador
 
Lucas nos apresenta os ensinamentos de Jesus sobre as questões de dinheiro, mostrando a maneira nova e segura de gerir os bens. Conta, para isso, a parábola do administrador espertalhão. O homem administrara mal os bens do patrão. Este pede uma séria prestação de contas. Vendo-se em dívida e apertado, apela para o costume de então, de tirar lucro com os negócios que fazia pelo patrão. É louvado por sua esperteza em se safar da situação. Jesus diz uma frase dura: “Os filhos desse mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”... “Fazei amigos como dinheiro da iniquidade, a fim que, no dia em que faltar, vos recebem nos tabernáculos eternos” (Lc 16,8-9). Por que são mais lerdos que os filhos das trevas? Porque não aproveitam o que possuem para fazer o bem na caridade. Assim disse Jesus: “Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas!”... Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? ... Se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso?” (Lc 16,9.11-12). Os bens materiais são bons quando são destinados a “comprar o Céu”, isto é, quando usados para produzir o bem. É a economia espiritual que atinge o homem no seu todo. Jesus disse na casa de Lázaro que “pobres sempre tereis entre vós” (Mt, 26,11). Sempre haverá necessidades que nos empobreçam. Esse processo realizou Jesus que, sendo rico se fez pobre. Não se trata de tirar os bens do outro, mas que haja um saber partilhar. Nem pobre, nem rico, mas irmãos.
Dois senhores 
Temos a continuação da parábola com a afirmação: “Ninguém pode servir a dois senhores. Cristianismo sem a caridade é ideologia. Jesus sempre nos toca o coração para termos seu misericordioso. Vemos, pela leitura do livro de Amós, a que ponto se chega quando se vive na ganância. A maldade parece eterna. O homem, sem Deus é um animal pouco racional. É o que estamos vendo na sociedade. A ganância faz de seres inteligentes e muito competentes, verdadeiros monstros devoradores de tudo. Monstro é o que destrói o humano. Jesus ensina que o verdadeiramente humano é divino, como Ele foi. O mundo cresce em sabedoria, mas perde em humanidade. O verdadeiramente humano é terreno fértil para o divino. Basta ser como Deus: “Levanta da poeira o indigente e do lixo ele retira o pobrezinho, para fazê-lo assentar-se com nobres, assentar-se com os nobres de seu povo” (Sl 112). Os pobres podem ser nossos mestres em solidariedade. Sabem partilhar. O conhecimento pode inchar, mas a sabedoria nos faz crescer. Mesmo a Igreja e seus muitos departamentos podem viver a mentalidade consumista e exploradora, pior, do sagrado. 
Deus quer todos salvos 
Encontramos essas situações difíceis na sociedade, fruto da falta de fé ou da ganância, às vezes institucionalizadas. Paulo, na carta a Timóteo tem um remédio salutar: “Recomendo que se façam preces, e orações, súplica e ações de graças, por todos os homens; pelos que governam e por todos que ocupam altos cargos... Isso é bom e agradável a Deus” (1Tm 2,1-2). A oração é excelente remédio para todos. E estimula a rezar pelas autoridades, “para que possamos levar uma vida tranqüila e serena, com toda piedade e dignidade” (1Tm 2,2). Nós não fazemos a ligação de um noticiário que nos mostra tantos problemas e situações calamitosas, com a oração da comunidade. A prece dos fiéis na litúrgica pede que se apresentem as intenções locais. A liturgia é vida. 
Leituras: Amós 8,4-7; Salmo 112; 
1 Timóteo 1,1-8; Lucas 16,1-13. 
1. Os bens materiais são bons quando são destinados a “comprar o Céu”, fazer o bem. 
2. O mundo cresce em sabedoria, mas perde em humanidade.
3. Estimula a rezar pelas autoridades, para que possamos levar uma vida tranqüila. 
Sujeito ruim de negócio 
Hoje o ensinamento parece um final de mês quando só se fala naquilo que falta para completar o orçamento. Todo mundo é vítima de uma exploração, da situação, da falta de gestão. Vemos, no antigamente, o quanto já havia de reclamação sobre a maldade dos exploradores. Jesus passa para uma necessidade contrária: não se trata de explorar, mas de fazer render para o bem. Aqui está o nó da economia cristã. Nossos negócios vão alem de nosso território, vão até às colinas do Céu. Na medida em que aplicamos na terra para o bem dos outros, abrimos uma conta no Céu e adquirimos um bom território.
Homilia do 25º Domingo Comum (22.09.2019)

EVANGELHO DO DIA 10 DE MARÇO

Evangelho segundo São Mateus 18,21-35. 
Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?». Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Na verdade, o Reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida. Então, o servo prostrou-se a seus pés, dizendo: "Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei". Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia cem denários. Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: "Paga o que me deves". Então, o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: "Concede-me um prazo e pagar-te-ei". Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia. Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido. Então, o senhor mandou-o chamar e disse: "Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque mo pediste. Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?". E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa de Calcutá 
(1910-1997) 
Fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade 
«Um caminho simples» 
«Perdoai-nos as nossas ofensas, como nós
 perdoamos a quem nos tem ofendido» 
Todos os dias, antes de te deitares, deves fazer um exame de consciência (porque não sabes se no dia seguinte ainda estarás neste mundo!). Por maior que seja o mal que tiveres feito, deves empenhar-te em repará-lo, se for possível. Se, por exemplo, roubaste alguma coisa, deves devolvê-la. Se trataste mal alguém, tenta pedir-lhe desculpa sem demora. Se for impossível reparar, exprime a Deus a tua pena e o teu remorso. É muito importante que o faças, porque temos de ser capazes de contrição para nos tornarmos capazes de amar. Podes dizer, por exemplo: «Senhor, lamento muito ter-Te ofendido e prometo esforçar-me por não voltar a fazê-lo». Que impressão de bem-estar, de alívio, se tem então, sentindo o coração purificado! Recorda-te de que Deus é misericórdia. Ele é um Pai atencioso, disposto a tudo perdoar e a tudo esquecer, desde que nós procuremos fazer o mesmo com aqueles que nos ofenderam.

Santo Emiliano pastor eremita, séc. VI

Nos primeiros tempos da chegada dos visigodos à Península Ibérica, Milão (conhecido também por Emiliano), filho de pastores e pastor também, deixou seu ofício e foi viver junto do ermitão Félix [no castelo Bilíbio]. Instruído na doutrina e práticas ascéticas, teve uma vida de eremita nos montes Distercios. O bispo de Tarazona [Dídimo] ordenou-o sacerdote e pároco da Paróquia de Vergegio. Devido à sua grande caridade, os demais clérigos acusaram-no de desperdiçar os bens da igreja. Ele retirou-se de novo para vale do Suso como eremita. Aí formou-se ao seu redor uma comunidade de religiosos e religiosas. Morre no ano de 574 [durante o reinado de Leovigildo] com 101 anos. Os primeiros seguidores de São Milão formam o monastério de São Milão de Cogolla (pico mais alto da cadeia montanhosa) também conhecido por mosteiro de San Millán de Suso. Séculos mais tarde, o rei Garcia, que era muito devoto de São Milhão, quis levar os restos mortais do Santo, para onde se encontrava a corte. Os restos do Santo foram colocados numa carreta puxada por bois e assim empreenderam a viagem. Com a perda do seu patrono, o descontentamento dos monges foi grande. Os bois, quando chegaram perto do rio, pararam e já não quiseram voltar a andar e não houve forma de obrigá-los. O rei e toda a comitiva acharam que aquilo era um milagre, que São Milhão estava impondo a sua vontade de não passar dali e ser enterrado de novo noutro lugar. Foi então que o rei mandou construir o mosteiro, ao qual se chamou Yuso ("em baixo"), em contraposição com o de "em cima" (Suso). https://repositorio.unesp.br/server/api/core/bitstreams/cd5e4ec2-6278-4108-a5ba-2d646e415b75/content https://www.arautos.org/vida-dos-santos/santo-emiliano-do-cogolla-monge-140273 https://pt.wikipedia.org/wiki/Mosteiro_de_San_Mill%C3%A1n_de_Suso

10 de março - Beato João José Lataste

Um dominicano de trinta e dois anos, sacerdote há 18 meses, entra pela primeira vez, em 15 de setembro de 1864, em uma prisão. O nome dele é João José Lataste. A prisão está localizada perto de Bordéus (França), a pequena cidade vinícola de sua infância. Há cerca de quatrocentas mulheres confinadas lá, divididas em três categorias, de acordo com a natureza e a duração da sentença. Enviado pelo Prior do convento de Bordéus, o padre Lataste vem pregar a essas mulheres durante um retiro de quatro dias: será uma experiência decisiva para a orientação de sua vida. Alcides Vital Lataste nasceu em Cadillac em 5 de setembro de 1832, sendo batizado no dia seguinte. Ele foi precedido por seis irmãos e irmãs. Seu pai, Vital, proprietário de algumas vinhas, também se dedica ao comércio de tecidos, o que lhe confere certo bem-estar. No final da escola primária, seus pais o matricularam no seminário menor em Bordéus. A atração que ele abriga pelo sacerdócio é contrariada por um sentimento muito forte de sua própria indignidade: "Não me atrevi a manifestar, tão grande que me pareceu a missão do sacerdote e tão indigno me sentia". Depois de alguns anos, eles o enviaram para a escola Pons e no final do terceiro ano, o superior escreve aos pais "que não acredita que o menino seja chamado ao estado eclesiástico". Desanimado, no ano seguinte, Alcides se deixa levar para longe de Deus... "Eu esqueci Deus, pouco a pouco, e meu amor pela Virgem diminuiu ... Acreditava mais facilmente que não tinha vocação, porque queria menos ter isso".

Beato Elias do Socorro Nieves

Aos discípulos, assombrados ante as dificuldades para entrar no Reino, Jesus adverte: «aos homens é impossível, mas a Deus não, pois a Deus tudo é possível» (Mc 10, 27). Acolheu esta mensagem o Padre Elias do Socorro Nieves, sacerdote agostiniano, que foi elevado à glória dos altares como mártir da fé. A total confiança em Deus e na Virgem do Socorro, de quem era muito devoto, caracterizou toda a sua vida e o seu ministério sacerdotal, exercido com abnegação e espírito de serviço, sem se deixar vencer pelos obstáculos, os sacrifícios ou o perigo. Este fiel religioso agostiniano soube transmitir a esperança em Cristo e na Providência divina. A vida e o martírio do Padre Nieves, que não quis abandonar os seus fiéis apesar do perigo que corria, são por si mesmos um convite a renovar a fé em Deus que tudo pode. Enfrentou a morte com integridade, abençoando os seus verdugos e dando testemunho da sua fé em Cristo. A Igreja no México conta hoje com um novo modelo de vida e poderoso intercessor, que o ajudará a renovar a sua vida cristã; os seus irmãos agostinianos têm mais um exemplo a imitar, na sua constante busca de Deus na fraternidade e no serviço ao Povo de Deus; para a Igreja inteira é uma demonstração eloquente dos frutos de santidade, que o poder da graça de Deus produz no seu seio. 
Papa João Paulo II - Homilia de beatificação 12 de outubro de 1997

São Simplicio Papa Festa: 10 de março Século V

Simplício governou a Igreja de 468 a 483 e viu a queda do Império Romano do Ocidente. No tumulto daqueles anos, enfrentou a heresia monofisista, que reconhecia a única natureza divina de Cristo. Reforçou a Igreja na Itália e defendeu o papado durante as desordens causadas pelas migrações bárbaras. 
(Papa de 03/03/468 a 10/03/483) 
Nascido em Tivoli, ele foi papa em um período atormentado da história ocidental que viu a queda do Império Romano do Ocidente, quando o bárbaro Odoacro, em 476, depôs o último imperador Rômulo Augustulo. Ao mesmo tempo, a Igreja Oriental estava preocupada com as consequências da heresia monofisita, que sustentava que em Cristo havia apenas a natureza divina. Poucas informações são disponíveis sobre Simplicio: ele tomou uma posição clara contra a heresia até mesmo contra o imperador oriental Zenão, estabeleceu mudanças de padres nas basílicas principais do cemitério e não apenas restaurou e dedicou igrejas em Roma, mas, respeitando a verdadeira arte, salvou os mosaicos pagãos da Igreja de Santo André da destruição. 
Etimologia: Simplicio = ingênuo, do latim 
Martirógio Romano: Em Roma, em São Pedro, São Simplício, papa, que, na época das invasões da Itália e Roma pelos bárbaros, confortou os aflitos, incentivou a unidade da Igreja e fortaleceu a fé.

Santa Maria-Eugênia de Jesus (Anna Milleret de Brou) Fundadora Festa: 10 de março

(*)Metz (França), 25 de agosto de 1817
(✝︎)Auteuil (Paris), 10 de março de 1898 
Anna Milleret de Brou nasceu em Metz (França) em 25 de agosto de 1817, em uma família de origem italiana. Após a morte de sua mãe em 1832, Anna passou por um período de forte apatia do qual foi abalada graças à pregação do Padre Lacordaire, durante a Quaresma de 1836. Incentivada pelos religiosos, Anna conheceu o abade Maria-Teodoro Comballot, que há muito desejava fundar uma comunidade de freiras para a educação das filhas da burguesia liberal. Após um período de "noviciado" e estudo de teologia, em 30 de abril de 1839 fundou a nova Congregação "Instituto da Assunção de Maria" em Paris. Em 1844, ela adotou o nome de Maria Eugênia di Gesù e assumiu a gestão da Obra até sua morte em 10 de março de 1898. (Avvenire) 
Etimologia: Maria = amada por Deus, pelo egípcio; senhora, pelo hebraico 
Martirógio Romano: Em Paris, França, Beata Maria Eugênia Milleret de Brou, virgem, fundadora da Congregação das Irmãs da Assunção para a educação cristã de jovens mulheres.

Macário de Jerusalém Bispo, Santo + 335

Essa Jerusalém, da época de Macário,
já não existe, visto que em 135, 
ela foi de novo completamente 
destruída pelos romanos.
Seu nome, Macário, tem um significado interessante, quer dizer: "feliz", "iluminado". São poucos os dados registrados sobre sua origem e de boa parte de sua vida. Mas, A sua actuação foi singular para a Igreja de Roma quando se tornou bispo de Jerusalém, cidade santa para os hebreus, lugar do único Templo erguido ao único Deus; e para os cristãos, lugar da Crucificação e da Ressurreição de Jesus Cristo. Essa Jerusalém, da época de Macário, não existe mais. Já no ano 70, após ter dominado uma insurreição anti-romana, o futuro imperador Tito havia destruído o Templo. Porém, no ano 135, depois de outra revolta, essa no tempo do imperador Adriano, a mesma cidade foi colocada no chão, perdendo inclusive seu próprio nome. Nas suas ruínas ergueram uma colónia romana chamada "Aelia Capitolina", com seu Capitólio, construído no lugar exacto da sepultura de Jesus. Macário viveu um momento importantíssimo como bispo. Após a última perseguição anticristã, ordenada e depois suspensa pelo imperador Galério, entre os anos 305 a 311. Foram os seus sucessores, Constantino e Licínio, que concederam aos cristãos plena liberdade para praticarem sua fé, para celebrarem seu culto e também, para construírem suas igrejas.

João Ogilvie Presbítero, Mártir, Santo 1579-1615

Sacerdote jesuíta inglês 
martirizado quando das perseguições 
organizadas por Isabel I da Inglaterra.
João Ogilvie nasceu na Escócia, em 1579 numa localidade de Aberdeenshire ou de Banflhshire, duma nobre família que aderiu à separação da Igreja da Inglaterra com a de Roma. Educado numa rígida doutrina calvinista, João, com treze anos, foi enviado para a França e Alemanha por causa dos estudos. Aí, ao deparar-se com o testemunho de vida dos católicos, converteu-se à religião católica e entrou no colégio escocês de Douai, transferindo-se em 1595 para Lovaina, onde teve como mestre o famoso Cornélio Lápido. Prosseguiu os estudos em Ratisbona no colégio dos beneditinos escoceses (1598), depois junto aos jesuítas em Omutz, onde foi admitido no noviciado da Companhia de Jesus em Brunn (Morávia) em 1599. Estudou em diversos lugares e recebeu a ordenação sacerdotal em Paris no ano de 1610. Pediu várias vezes para lhe ser concedido trabalhar na Escócia.

ORAÇÕES - 10 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
10 – Terça-feira – Santos: Dinis, Crescêncio, Simplício
Evangelho (Mt 18,21-35) “Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”
Pedro achava que estava sendo generoso, dispondo-se a perdoar algumas vezes. Mas Jesus disse que devemos perdoar sempre, tantas vezes quantas nosso irmão pecar contra nós. E dá a razão: Deus sempre nos perdoa, e nós estamos sempre precisando de seu perdão. Nosso amor, para ser amor, tem de ser sem limites. E nosso amor é do tamanho de nossa capacidade de perdoar ao irmão.
Oração
Senhor, para mim não é fácil perdoar, porque meu amor é mesquinho, e eu me deixo dominar por sentimentos e emoções. Aumentai minha capacidade de amar, e não me deixarei levar pelo ódio e pelos ressentimentos. Se me ajudais a perdoar, meu perdão acabará sendo uma bênção para meu irmão, e poderei ser instrumento vosso para sua salvação. Fazei-me sinal de vosso amor. Amém.

segunda-feira, 9 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Amar como Pai”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SEMHOR
Ovelha perdida
 
Jesus era recriminado por viver misturado com os pecadores. Para Ele não valia o provérbio: “Diga-me com quem andas, e direi quem tu és”. Podemos até dizer o contrário: Diga-me com quem andas que conhecerei que és como teu Pai’. Ele faz, o que faz o Pai: “O Filho, por si mesmo, nada pode fazer, mas só aquilo que vê o Pai fazer; tudo o que Ele faz o Filho o faz igualmente” (Jo 5,19). Assim entendemos por que tem essa preferência em estar com os “pecadores”. Eles são as ovelhas perdidas e o filho extraviado. O próprio Paulo, na carta a Timóteo, diz que ele era o perseguidor e, foi designado para o maior serviço de evangelização. E ajunta: “Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. Eu sou o primeiro deles”! Não se trata de um desprezo e exclusão dos justos, fariseus e escribas que viviam a lei com perfeição. Não entendendo a vontade do Pai, se puseram contra o Filho. Assim Jesus, com a parábola do filho perdido que é acolhido com festas, ensina que a salvação é para quem precisa. Vemos que no livro do Êxodo, no caso do bezerro de ouro, pecado com o qual o povo rejeita o Deus que o tirara do Egito, por ter colocado sua glória numa imagem de um bezerro que come capim (Sl 105,20). Moisés convence Deus a não destruir o povo. A conversão é motivo de festa no Céu: “Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão” (Lc 15,7). Na Igreja que privilegiamos os bons e desprezamos os “ruins” aos nossos olhos. Somos chamados a ter a atitude de Jesus, que é a de seu Pai. 
Este teu irmão 
Na parábola do filho perdido há um diálogo importante que nos faz ver sua continuação alertando os fariseus para que eles acolham os pecadores. O pai acolhe. O filho mais velho, que viveu sempre junto do Pai, não percebeu a riqueza que tinha em mãos. Viveu com o pai e não percebeu que tinha tudo e quanto era querido. Recusa, como os fariseus, a participar da festa da volta. Ele acusa o pai dizendo: “Esse teu filho que gastou ... teus bens, fazes festa”. O pai lhe devolve a fraternidade: “Esse teu irmão estava perdido e foi encontrado. É preciso festejar e alegrar-nos, porque ele estava morto e tornou a viver” (Lc 15,29-32). Pelo fato de ter se perdido, não perde o direito de ser amado. O filho mais velho é a figura dos fariseus que não aceitam a atitude de Jesus para com os pecadores. Diz Jesus: Vocês procuram até achar uma ovelha ou uma moeda perdidas . Mais alegria há no céu por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão (Id 7). As pastorais de nossas igrejas privilegiam os bons que não dão um passo. A Igreja não os despreza. Infelizmente não há uma opção clara e decidida pelos “pecadores” e pobres. Deveria acontecer que todos os “santos e bons” movessem-se em favor dos necessitados. Pior é que dizem que é política. Deus não desiste. 
Encontrei misericórdia 
Paulo, na primeira carta a Timóteo, diz que foi buscado por Deus que teve confiança nele para designá-lo a seu serviço. Ele era um bom judeu e fariseu convicto e fiel. Ele blasfemava, insultava e perseguia os cristãos. Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. E eu sou o primeiro deles! Mesmo que a trajetória de Paulo seja única e diferenciada, tem consciência de ser uma ovelha perdida. Mais que perdido é convicto de estar no caminho certo. A misericórdia de Deus o desperta para Cristo. Perseguindo os cristãos, perseguia Cristo. É bom vermos nosso caminho pessoal de encontro com Cristo. 
Leituras: Êxodo 32,7-11.13-14;Salmo 50; 
1 Timóteo 1,12-17;Lucas 15,1-32. 
1. Jesus, com a parábola do filho perdido, ensina que a salvação é para quem precisa. 
2. A atitude do filho mais velho reflete o comportamento dos fariseus que não aceitam a atitude de Jesus. 
3. Paulo tem consciência de ser uma ovelha perdida. E escolhida para o ministério. 
O bezerro fez a festa 
Os empregados, não estavam entendendo o assunto. Ele tem valor só porque que vai haver um churrasco. O empregado diz: Seu pai mandou matar um novilho gordo. É interessante ver a alegria do empregado pela festa. Vai sobrar para eles também. Sabem que é porque o pai recuperou o filho com saúde. Tudo concorre para manifestar a alegria da salvação. É festa no Céu, é festa na terra. Toda a parábola mostra qual é a missão de Jesus e é também uma indicação de como devemos nos envolver com Ele na salvação dos abandonados. Sem isso, não passamos de fariseus bons, mas que não entendem o projeto de Jesus. A Igreja tem dificuldades de assumir esse projeto. Poderíamos sanar tantos males. E haveria alegria. 
Homilia do 24º Domingo Comum (15.09.2019)

EVANGELHO DO DIA 09 DE MARÇO

Evangelho segundo São Lucas 4,24-30. 
Naquele tempo, Jesus veio a Nazaré e falou ao povo na sinagoga, dizendo: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra. Em verdade vos digo que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a Terra; contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia. Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã». Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga. Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e levaram-no até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo. Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho. 
Tradução litúrgica da Bíblia 

Guilherme de Saint-Thierry 

(1085-1148)

Monge beneditino, 
depois cisterciense 
A Contemplação de Deus, 12; SC 61 bis
«Havia em Israel muitas viúvas» 
Senhor, a minha alma miserável está nua, gelada e transida; ela deseja ser aquecida ao calor do teu amor. Na imensidade do meu deserto, na vastidão da vaidade do meu coração, não apanho ramos como a viúva de Sarepta, mas apenas uns galhos, a fim de preparar a minha comida com um punhado de farinha e a vasilha de azeite, e depois entrar em minha casa e morrer (cf 1Rs 17,10ss) – ou melhor, não, não morrerei assim tão depressa; não, Senhor, «não morrerei, mas hei de viver para anunciar as obras do Senhor» (Sl 118,17). Permaneço, pois, na minha morada solitária e abro a boca para Ti, Senhor, procurando alento. Por vezes, Tu pões-me qualquer coisa na boca do coração, mas não permites que eu saiba o que é. É certo que sinto um sabor tão doce e tão delicioso, tão reconfortante que já não quero mais nada. Mas Tu não permites que eu compreenda, nem com a vista, nem com a inteligência; gostaria de retê-la, de a ruminar, de a saborear, mas ela passa depressa. Aprendo pela experiência o que dizes sobre o Espírito no Evangelho: «Não sabes de onde vem nem para onde vai. O Espírito sopra onde quer» (Jo 3,8). Descubro em mim que Ele não sopra quando eu quero, mas quando Ele quer. Devo elevar os olhos somente para Ti, para Ti que és a «fonte de vida», e «na tua luz, verei a luz» (cf Sl 36,10). Para Ti, Senhor, é para Ti que os meus olhos se voltam. Mas quanto tempo mais tardarás, durante quanto mais tempo se inclinará a minha alma para Ti, miserável, ansiosa, sem fôlego? Peço-Te: esconde-me ao abrigo da tua face, guarda-me das maquinações dos homens; esconde-me no teu tabernáculo das línguas provocadoras (cf Sl 31,21).

Santos Quirino e Candido, Mártires-Festa: 9 de março Século IV.

Na Armênia do século IV, quarenta soldados cristãos, incluindo Candido e Quirino, sofreram um martírio atroz por sua fé: expostos nus em um lago congelado durante uma noite gelada. Eles se recusaram a abjurar, testemunhando seu amor por Deus e esperança pela vida eterna. Na manhã seguinte, todos, exceto o mais novo, morreram. Sua mãe o carregou nos braços entre os corpos de seus companheiros até seu último suspiro. Seus corpos, deitados juntos, são um símbolo de coragem e perseverança. Quirino e Cândido são dois santos mártires venerados como padroeiros em Montaldo di Castro. Em Montaldo di Castro há uma urna que contém dois crânios cobertos de cera com alguns ossos e uma ampola. Essa urna é guardada no altar-mor da paróquia e, no dia da festa, eles são levados em procissão pelas ruas da cidade.

Santos Quarenta Mártires de Sebaste -Festa: 9 de março

Quarenta soldados santos, pertencentes a diferentes partes da Capadócia, foram presos, em 320, durante as perseguições de Licínio, por terem-se convertido à religião cristã. Deixados nus no frio invernal, em Sebaste, na Armênia, preferiram morrer congelados a renunciar à sua fé. https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia.html
Sebaste (Armênia), † 320 
São quarenta soldados santos de diferentes partes da Capadócia, presos em 320 durante as perseguições a Licínio por se converterem à religião cristã. Deixados nus no frio do inverno de Sebaste, Armênia, eles preferem morrer de frio a apostatar pela fé. 
Martirológio Romano: Perto de Sivas, na antiga Armênia, paixão dos santos quarenta soldados da Capadócia, que, companheiros não de sangue, mas de fé e obediência à vontade do Pai celestial, na época do imperador Licínio, após sofrerem prisão e torturas cruéis, durante o inverno muito frio, foram forçados a permanecer nus à noite ao ar livre em um lago congelado e, tendo quebrado as pernas, assim completaram seu martírio.

Santa Catarina de Bolonha, Mística - 9 de março

      Clarissa e escritora mística, Catarina nasceu em Bolonha, no dia 8 de setembro de 1413 e morreu na mesma cidade em 9 de março de 1463. Filha de Benvinda Mamellini e de João Vigri, Catarina foi educada na corte de Ferrara, como dama de companhia de Margarida, filha de Nicolau III, marquês D’Este, a serviço de quem estava seu pai como diplomata. Nossa Senhora, um dia, aparecendo a João Vigri, disse-lhe: - Tua filha será um grande e luminoso farol para o mundo!

     Na corte de Ferrara Catarina prosseguiu o estudo de literatura e das artes plásticas; um manuscrito pintado por ela, que já pertenceu a Pio IX, é atualmente reconhecido entre os tesouros de Oxford.
     Aos treze anos de idade, após ter ficado órfã de pai e depois do casamento de Margarida com Roberto Malatesta de Rimini, Catarina voltou para casa determinada a se juntar ao pequeno grupo de donzelas devotas que estavam vivendo em comunidade e seguindo a regra da Ordem Terceira de Santo Agostinho na cidade vizinha de Ferrara.
     Foi exatamente na corte de Ferrara, num ambiente moralmente deturpado, que a semente da vocação religiosa germinou no coração de Catarina. Deixando a mãe, uma irmã e um irmão, ingressou no mosteiro de Terciárias Agostinianas (1427) aos catorze anos. Era uma comunidade fundada por uma grande dama de Ferrara, Lúcia Mascaroni que na época a dirigia.