segunda-feira, 9 de março de 2026

Francisca Romana Viúva, Religiosa, Santa (1384-1440)

Esposa e mãe; depois religiosa 
e fundadora das Oblatas de São Bento.
Santidade em todos os estados de vida 
Esta santa foi exemplo de donzela católica, esposa, mãe, viúva, religiosa, e um prodígio de graça e santidade. Ainda na vida teve mistérios desvendados de além-túmulo, sendo favorecido pelas visões do Inferno, Purgatório e Céu, bem como pela presença visível de seu Anjo da Guarda. Recebeu também a protecção de um Arcanjo, e depois de uma Potestade.
Francisca, nascida em 1384 de uma alta família do patriciado romano, recebeu a formação católica de mãe, mas foi dirigida nas vias da santidade pelo Divino Espírito Santo. De virgindade original, não concebido senão em consagrar-se exclusivamente a Deus. Aos 12 anos fez voto de ser religiosa. Mas não era esse o desígnio de Deus, pelo menos naquele momento. E assim, aconselhado pelo diretor espiritual, teve que aceitar o matrimônio proposto por seu pai com o jovem Lourenço Ponziani, também de alto estirpe e boa disposição para a virtude. Apesar de sua pouca idade, a jovem esposa se comprometeu em estudar o gênio do marido, para com ele viver em perfeita harmonia conjugal.

Nossa Senhora da Piedade de Sielenbach – 9 de março

Nossa Senhora da Piedade, entalhada em 1600, 
foi colocada em uma capela. 
No ano de 1632, durante a guerra dos 30 anos, 
soldados suecos protestantes queimaram a capela
 e jogaram a imagem no pântano.
     Um pastor do vilarejo de Sielenbach (Alemanha) a encontrou parcialmente queimada e deteriorada. Ele a colocou na parte oca de uma pereira. A peregrinação mariana teve início após duas curas milagrosas em 1659 e 1660, ocorridas diante da Pietà colocada no oco da pereira. Muitos ex votos fornecem informações sobre graças recebidas ali desde então. Ainda hoje uma parte do tronco da pereira pode ser vista no altar-mor.

Domingos Sávio Seminarista Salesiano, Santo (1842-1857)

O MAIS JOVEM SANTO NÃO MÁRTIR DA IGREJA
Falecendo com apenas 15 anos, aliou inocência 
e pureza angélicas à sabedoria de homem maduro,
 alcançando a heroicidade das virtudes 
O primeiro e mais abalizado biógrafo de São Domingos Sávio foi seu diretor espiritual e mestre, o grande São João Bosco. Dele extraímos os dados para este artigo. Filho de Carlos Sávio e Brígida Agagliate, Domingos Sávio nasceu em Riva, vila de Castelnuovo de Asti, em 2 de abril de 1842. Desde pequeno foi dotado “de uma índole doce e de um coração formado para a piedade, aprendeu com extraordinária facilidade as orações da manhã e da noite, que rezava já quando tinha apenas quatro anos de idade”. Certo dia, durante um almoço em sua casa oferecido a um visitante, não tendo este rezado antes de começar a comer, Domingos pegou seu prato e retirou-se a um canto. Seu pai perguntou-lhe depois por que fizera isso. Ele respondeu: “Não me atrevo a pôr-me à mesa com uma pessoa que começa a comer como o fazem os bichos”. Quando tinha cinco anos, ia à igreja com sua mãe; sua atitude devota chamava a atenção de todos. Se o templo estava ainda fechado, ajoelhava-se junto à porta, e aí ficava orando até que fosse aberto, não lhe importando se chovia ou nevava, se fazia calor ou frio. Nessa idade, aprendeu a ajudar a Missa, o que fazia com muita devoção, apesar da dificuldade que tinha para transportar o enorme missal.

ORAÇÕES - 09 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
9 – Segunda-feira – Santos: Francisca Romana, Cândido, Gregório de Nissa.
Evangelho (Lc 4,24-30)“E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio.”
A seus patrícios de Nazaré, que se julgavam com direito a um tratamento especial, Jesus lembra que diante de Deus não existem privilegiados. Todos são igualmente necessitados de misericórdia, e tratados com o mesmo amor gratuito. Tenho de me perguntar se tenho isso bem claro diante de mim. Reconheço minha pobreza enecessidade de salvação? Até que ponto isso guia minha vida?
Oração
Senhor Jesus, não discutistes com os de Nazaré: apenasfostes embora, e os deixastes em sua confiança enganadora. Nãoquero que me deixeis, porque sem vós não posso ser justoe feliz.Tomai conta de minha vida. Só levado por vós, em tudo, a cada momento, poderei viver a vida que oPai planejou para mim. Não leveis em conta se, de vez em quando, pareço esquecer-vos. Amém.

domingo, 8 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “O desapego liberta”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Assumir com responsabilidade
 
Jesus diz aos que O querem seguir, que devem assumir com responsabilidade e que façam uma escolha bem pensada. Para seguir tem que deixar tudo, até a própria vida. Deve deixar a família. O deixar não significa não amar mais, mas amar mais aquele que o chamou. Depois faz a comparação do sujeito que começa fazer uma torre e não dá conta de acabar. Não pensou se tinha o suficiente para construir. Pensamos hoje que fazemos a opção por Jesus, mas há um mundo de coisas que nos impedem que seja completa e total. Jesus não nos quer pela metade. O mesmo se diz do rei que vai fazer guerra e não vê que está em pior condição que o outro. Esse ensinamento aos discípulos é muito claro sobre a totalidade de entrega que se exige para o seguimento de Jesus e de seu Evangelho. E acrescenta: “Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo” (Lc 14,33). Deixar muitas coisas por Jesus não resolve, temos que deixar tudo. Não se trata só de bens temporais e família. O mais difícil é deixar a própria vida, o próprio modo de pensar, as opções que fazemos, os nossos projetos pessoais. Se não queremos assumir com totalidade, não conseguimos seguir. Vamos atrás, mas não seguimos. É o que estamos vendo na Igreja na qual tudo que nos toca vem em primeiro lugar, deixando o Evangelho de lado. Podemos afirmar que o nosso pecado é a falta de radicalidade. É o que vemos na carta de Paulo a Filemon. Paulo é radical não ficando com o escravo. Pede radicalidade de tê-lo como irmão na fé. 
A sabedoria ensina 
A fragilidade humana diante da grandeza de Deus e de seu mistério, parece não ter condições de conhecer os desígnios de Deus. A grandeza de Deus nos deixa pequenos. Somos fracos no pensamento. O corpo torna pesada a alma, nossa argila oprime a mente. Não sabemos nem o que está perto de nós, como investigar os céus? Deus nos responde que a Sabedoria que nos é dada pelo seu Santo Espírito abre esse caminho. A Sabedoria de Deus nos salva. Essa Sabedoria revelada na pessoa de Jesus nos abre o conhecimento das coisas de Deus. O seguimento total de Jesus, mesmo que tenhamos o peso na alma e a argila que oprime, pode ser realizado em nossa fragilidade. Não somos deuses. Deus nos fez de barro para sermos moldados. Cabe a nós, ao iniciar nosso caminho de seguimento de Jesus, reconhecer nossa fragilidade e ir aprendendo o que a Sabedoria ensina. Por isso o salmo nos ensina a rezar: “Ensinai-nos a contar nossos dias e, dai ao nosso coração sabedoria... Saciai-nos de manhã com vosso amor e, exultaremos de alegria todo dia... tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho” (Sl 89). Assim vencemos.
O direito à liberdade cristã 
Paulo faz um jogo de palavras. Onésimo, em grego, significa útil. Esse escravo fugido e convertido por Paulo vai voltar a seu dono, não mais como escravo, mas como irmão querido, pois Filêmon é cristão. Paulo o manda de volta, com o pedido que ele venha ajudá-lo. Sabe que ele é útil para Filêmon, por isso o reenvia. Gostaria de tê-lo consigo para ajudá-lo na prisão. Mas respeita o direito de Filemon. Diz-se que Paulo não fala contra a escravidão. Ele vê de modo diferente. Como cristãos vão ser irmãos e se tratarem assim como convertidos no Senhor. É um novo modo de viver. Respeita o direito do senhor. Unindo os textos, entendemos que a Sabedoria vencerá também as dificuldades que podemos encontrar nos problemas de cada dia. Nada está oculto aos olhos de Deus (Hb 4,13). 
Leituras Sabedoria 9,13-18;Salmo 89; 
Filemon 9b-10.12-17; Lucas 14,25-33 
1. Deixar muitas coisas por Jesus não resolve, temos que deixar tudo. 
2. A Sabedoria revelada na pessoa de Jesus nos abre o conhecimento das coisas de Deus. 
3. Como cristãos, vão ser irmãos e se tratarem assim como convertidos no Senhor. 
Negou fogo
Jesus, com essas parábolas dos que não pensam bem antes de tomar uma atitude, nos dá um estímulo de entrar para valer quando fazemos a escolha para segui-lo. Se quero de verdade aceitar seu convite, entrar com tudo. Mas não se pode assumir pela metade. Os santos assumiram totalmente. Os exemplos são muitos. O exemplo maior é do próprio Jesus que não fez por menos em sua entrega total ao Pai, até às últimas consequências. Ele é o modelo. Pensou bem em sua decisão de encarnação, pois não arredou pé em nada. Mesmo quando se sentiu abandonado pelo Pai. Nós afinamos no primeiro aperto e damos meia volta em nossas atitudes. Por aí podemos ver a fragilidade de nossas opções. Quem realmente escolheu bem e assumiu, fez muito pelo Reino. 
Homilia do 23º Domingo Comum (08.09.2019)

EVANGELHO DO DIA 08 DE MARÇO

Evangelho segundo São João 4,5-42. 
Naquele tempo, chegou Jesus a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, junto da propriedade que Jacob tinha dado a seu filho José, onde estava o poço de Jacob. Jesus, cansado da caminhada, sentou-Se à beira do poço. Era por volta do meio-dia. Veio uma mulher da Samaria para tirar água. Disse-lhe Jesus: «Dá-Me de beber». Os discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos. Respondeu-Lhe a samaritana: «Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber, sendo eu samaritana?». De facto, os judeus não se dão com os samaritanos. Disse-lhe Jesus: «Se conhecesses o dom de Deus e quem é Aquele que te diz: "Dá-Me de beber", tu é que Lhe pedirias e Ele te daria água viva». Respondeu-Lhe a mulher: «Senhor, Tu nem sequer tens um balde, e o poço é fundo: donde Te vem a água viva? Serás Tu maior do que o nosso pai Jacob, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu, com os seus filhos e os seus rebanhos?». Disse-Lhe Jesus: «Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede. Mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma nascente que jorra para a vida eterna». «Senhor», suplicou a mulher, «dá-me dessa água, para que eu não sinta mais sede e não tenha de vir aqui buscá-la». Disse-lhe Jesus: «Vai chamar o teu marido e volta aqui». Respondeu-lhe a mulher: «Não tenho marido». Jesus replicou: «Disseste bem que não tens marido, pois tiveste cinco, e aquele que tens agora não é teu marido. Neste ponto falaste verdade». Disse-lhe a mulher: «Senhor, vejo que és profeta. Os nossos antepassados adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar». Disse-lhe Jesus: «Mulher, acredita em Mim: Vai chegar a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos Judeus. Mas vai chegar a hora – e já chegou – em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são esses os adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade». Disse-Lhe a mulher: «Eu sei que há de vir o Messias, isto é, Aquele que chamam Cristo. Quando vier, há de anunciar-nos todas as coisas». Respondeu-lhe Jesus: «Sou Eu, que estou a falar contigo». Nisto, chegaram os discípulos e ficaram admirados por Ele estar a falar com aquela mulher, mas nenhum deles Lhe perguntou: «Que pretendes?», ou então: «Porque falas com ela?». A mulher deixou a bilha, correu à cidade e falou a todos: «Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Não será Ele o Messias?». Eles saíram da cidade e vieram ter com Jesus. Entretanto, os discípulos insistiam com Ele, dizendo: «Mestre, come». Mas Ele respondeu-lhes: «Eu tenho um alimento para comer que vós não conheceis». Os discípulos perguntavam uns aos outros: «Porventura alguém Lhe trouxe de comer?». Disse-lhes Jesus: «O meu alimento é fazer a vontade daquele que Me enviou e realizar a sua obra. Não dizeis vós que dentro de quatro meses chegará o tempo da colheita? Pois bem, Eu digo-vos: Erguei os olhos e vede os campos, que já estão loiros para a ceifa. Já o ceifeiro recebe o salário e recolhe o fruto para a vida eterna e, deste modo, se alegra o semeador juntamente com o ceifeiro. Nisto se verifica o ditado: "Um é o que semeia e outro o que ceifa". Eu mandei-vos ceifar o que não trabalhastes. Outros trabalharam e vós aproveitais-vos do seu trabalho». Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram em Jesus, por causa da palavra da mulher, que testemunhava: «Ele disse-me tudo o que eu fiz». Por isso os samaritanos, quando vieram ao encontro de Jesus, pediram-Lhe que ficasse com eles. E ficou lá dois dias. Ao ouvi-lo, muitos acreditaram e diziam à mulher: «Já não é por causa das tuas palavras que acreditamos. Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Gregório de Nissa
(335-395) 
Monge, bispo 
Vem ao Líbano 
«A água que Eu lhe der tornar-se-á nele 
uma nascente que jorra para a vida eterna» 
«Vem do Líbano, esposa, vem do Líbano, aproxima-te. Desce do cimo de Amaná, do cume de Senir e do Hermon, dos esconderijos dos leões, das tocas dos leopardos» (Cant 4,8). O que significa isto? A fonte da graça atrai a si aqueles que têm sede, como diz a própria fonte no Evangelho: «Se alguém tem sede, venha a Mim e beba» (Jo 7,37). Ele não impõe limites à sede, nem ao anseio por Ele, nem à saciedade, e a duração do seu mandamento é um convite permanente a ter sede e a beber dele. Para aqueles que já beberam dele e aprenderam, através dessa experiência, que o Senhor é bom (cf 1Pe 2,3), o facto de beberem torna-se um apelo a uma participação ainda maior. Assim, aquele que sobe ao monte ouve um chamamento incessante que o impele a ir cada vez mais longe. Recordemos como o Verbo estimula a Esposa: «Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem, minha pomba, escondida nas fendas dos rochedos» (Cant 2,13-14). «Desce do cimo de Amaná, do cume de Senir e do Hermon»: o texto evoca o sacramento do nascimento do alto, de onde brotam as fontes do Jordão; acima delas ergue-se a montanha, dividida em dois picos, o Sanir e o Hermon. O rio que brota destas fontes é o início da nossa transformação em Deus. Por isso, a alma ouve aquele que a chama, dizendo-lhe: «Vem do incenso, do princípio da fé», do cimo destes montes de onde jorraram para ti as fontes do sacramento.

São João de Ávila confessor, doutor da Igreja, +1569

Santo espanhol nascido em Almodóvar del Campo, próximo de Toledo, de espírito reformista e um do maior pregadores do seu tempo, conselheiro de bispos e nobres, diretor de almas, coluna da Igreja e um dos paladinos da Contra-Reforma católica no século XVI, considerado o pai espiritual de um grande número de santos na Espanha de sua época. Descendente de uma família de judeus convertidos e de boas posses, era filho único de Alonso de Ávila e Catarina Xixón, aos 14 anos entrou para a famosa Universidade de Salamanca para estudar Direito. Porém seu apego à fé em Jesus Cristo pesou mais fortemente e abandonou os estudos para voltar para casa. Depois de três anos de profunda dedicação à religiosidade, dirigiu-se à famosa Universidade de Alcalá, com o objetivo de seguir o sacerdócio e estudou filosofia e teologia. Foi discípulo do renomado Domingos de Soto e recebeu a ordenação sacerdotal. Com a morte dos pais vendeu sua grande fortuna, distribuiu pelos necessitados e passou a viver de esmolas. Dirigiu-se a Sevilha com o intuito de embarcar para as Índias, mas foi persuadido a permanecer na Espanha, onde deu início à sua brilhante carreira apostólica, que o tornaria conhecido como o grande Apóstolo da Andaluzia. Autor e diretor espiritual cuja liderança religiosa animou a Espanha durante o século XVI, morreu em Montilla, de problemas renais. Foi proclamado Doutoir da Igreja em 2011 por Bento XVI.

08 de março - Beato Vicente Kadlubek

Vicente Kadlubek nasceu de uma família nobre por volta do ano de 1153 em Karnow, no ducado de Sandomir, em solo polonês. Estudou na França e na Itália, onde recebeu a ordenação do presbiteral, antes de 1189 ele conseguiu o título de Mestre, aparentemente se tornando o cônego e reitor da escola da Catedral de Cracóvia. Um documento de 1206 tem sua assinatura como "praepositus de Sandomirensis del quondam", que é o Preposto da catedral de Sandomir. Com a morte do bispo Fulk de Cracóvia, 11 de setembro de 1207, o capítulo votou a favor da eleição de Vicente para Bispo. O Papa Inocêncio III aprovou este ato em 28 de março e o novo bispo foi consagrado pelo metropolita Henry Kielicz, arcebispo de Gnesen. A Polónia estava naquela época em um período de degradação moral, tanto no campo político como eclesial, e Inocêncio III pediu ao metropolita, seu colega de classe, que empreendesse uma profunda reforma do clero e do povo. Vicente então propôs prosseguir em harmonia com a linha indicada pelo Papa e com suas visitas pastorais e seus sermões, tentou transmitir o espírito de renovação desejado pelo pontífice. Ele também acompanhou de perto a vida dos religiosos em sua diocese e fez grandes doações aos mosteiros de Sulejow, Koprzywnica e Jedrzejow.

Beato Faustino Miguez

«Quem se humilha será exaltado» (Lc 18, 14). Ao elevar à glória dos altares o sacerdote escolápio Faustino Míguez, cumprem-se estas palavras de Jesus que escutamos no Evangelho. O novo Beato, renunciando às próprias ambições, seguiu Jesus Mestre e consagrou a sua vida à educação das crianças e dos jovens, conforme o estilo de São José de Calasanz. Como educador, a sua meta foi a formação integral da pessoa. Como sacerdote, buscou sem cessar a santidade das almas. Como cientista, quis aliviar a enfermidade libertando a humanidade que sofre no corpo. Na escola e na rua, no confessionário e no laboratório, o Padre Faustino Míguez foi sempre transparência de Cristo, que acolhe, perdoa e anima. «Homem do povo e para o povo», nada nem ninguém lhe esteve alheio. Constatou a situação de ignorância e marginalização em que vivia a mulher, a quem considerava a «alma da família e a parte mais interessante da sociedade ». Com a finalidade de a guiar desde a infância pelo caminho da promoção humana e cristã, fundou o Instituto Calasanziano das Filhas da Divina Pastora, dirigido para a educação das meninas na piedade e nas letras. O seu exemplo luminoso, entretecido de oração, estudo e apostolado, prolonga-se hoje no testemunho das suas filhas e de tantos educadores que trabalham com denodo e alegria, para gravar a imagem de Jesus na inteligência e no coração da juventude.
Homilia de Beatificação – Papa João Paulo II – 25 de outubro de 1998 

JOÃO DE DEUS Religioso, Fundador, Santo (1495-1550)

Religioso, fundador da comunidade
 dos Irmãos Hospitaleiros. 
Nasceu em Portugal mas passou 
quase toda a sua vida em Espanha.
Dois anos antes da partida de Vasco da Gama para a Índia, nascia em Montemor-o-Novo, Alentejo, um outro grande herói de seu nome João. Este nasceu no dia 8 de Março de 1495, na Rua Verde, numa habitação modesta, de gente humilde e honrada. Aos oito anos, João ouviu, de um padre em visita, sobre as aventuras que o poderiam esperar, nesse ano de 1503, na descoberta de novos mundos. Nessa mesma noite fugiu de casa para viajar com o padre e nunca mais viu os seus pais. Foram vivendo da ajuda popular de aldeia em aldeia até que João adoeceu. O homem que tratou dele, regente de uma grande propriedade, adoptou-o posteriormente. João trabalhou como pastor nas montanhas até aos vinte e sete anos. Sentindo-se pressionado para casar com a filha do regente, a qual amava como irmã, João foi-se embora e alistou-se no exército espanhol na guerra contra França. Como soldado, era tudo menos modelo de santidade, participando no jogo, na bebida e nas pilhagens que os seus camaradas apreciavam. Um dia, caiu de um cavalo roubado perto das linhas francesas. Com medo de ser capturado ou morto, reviu toda a sua vida e fez um voto impulsivo de mudança. Quando regressou, mantendo o estímulo do voto feito, confessou-se, e imediatamente mudou a sua vida.

DEVOÇÃO À SAGRADA FACE DE CRISTO

                              

Esta santa devoção teve origem com a impressão milagrosa do Rosto de Cristo no lenço de Verônica, uma tradição muito respeitada na Igreja. O Papa Bento XVI fez questão de venerar o Véu de Verônica na cidade de Manoppello na Itália, em setembro de 2006. Durante sua visita ao santuário, Bento XVI foi o primeiro Papa a poder novamente venerar a relíquia, meio milênio após seu desaparecimento da Basílica de São Pedro. Esta devoção cresceu muito também por causa da importância que a Divina Face teve na vida de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face. Outro fato que fortaleceu a devoção foram os surpreendentes estudos da figura de JESUS no santo Sudário de Turim; além das revelações à Irmã M. Pierina de Micheli (†1945), a mensageira da Sagrada Face dos últimos tempos.

ORAÇÕES - 08 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
8 – 3º Domingo da Quaresma –
Evangelho (Jo 4,5-42)“Sei que o Messias (que se chama Cristo) vai chegar. Quando ele vier, vai nos fazer conhecer todas as coisas.
A mulher era samaritana, de um povo nascido da mistura entre hebreus e colonos trazidos pelos invasores assírios. Sua religião era também uma mescla entre a tradicional eelementos estranhos.E havia também a inimizade e separação por motivos políticos e outros interesses. Isso torna mais surpreendente o encontro e o diálogo entre ela e Jesus. Ela vê em Jesus um profeta que conhece segredos, e fala do Messias que também os samaritanos esperavam, o enviado que lhes revelaria toda a verdade de Deus. Ela diz que espera o Messias, o salvador prometido.É para uma mulher, mulher samaritana, que Jesus se apresentou claramente como o Messias esperado:– Sou eu, que estou falando contigo. Ela abrira seu coração, e Cristo sempre se manifesta a um coração aberto.
Oração
Senhor meu Deus, não vos posso descobrir, mas apenas perceber o vazio de meu íntimo, a falta de sentido para minha vida, a desesperança. Posso apenas me abrir para vós, reconhecer minha pobreza pesada e frágil, se vierdes ao meu encontro e abrirdes meucoração.Agradeço vossa bondade que, por misericórdia, ajudou-me a conhecer o caminho do bem, e a perceber meus erros e pecados.Reconheço que só vós podeis livrar-me do pecado e fazer-me participar da vida nova de união convosco. Sois meu salvador, minha única esperança. Pensando na mulher à beira do poço, hoje vos quero pedir ajuda e luz para tantos que ainda vivem na ilusão, confiados em sua própria justiça, e querem levar a vida de seu próprio jeito. Dai-lhes a sede que os leve a vós. Amém.

sábado, 7 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Quem se humilha será exaltado

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Humildade como sabedoria
 
A humildade não é um tema amado em nossa realidade atual. Há um permanente desejo de uma vida na grandeza. Humildade não faz parte de seu vocabulário. Sempre se procura ser mais que os outros. Em tudo se quer estar no pódio com uma medalha de ouro. “Sou o maior nisso”. Há grande concorrência para ser o maior. O último lugar não serve. Isso invade de tal modo a sociedade e invade também a Igreja. Há uma luta intestina na busca de cargos, títulos, posições etc. A política confere uma posição de destaque muito procurado. Os políticos são simples só na campanha. Quem busca poder procura ter sempre mais. A vaidade exige gastos, mesmo acima das próprias condições, mesmo agravando sua condição. É uma sociedade imatura que vive do orgulho e provoca o consumismo. Ser pobre é uma condição inaceitável. Devemos acabar com a pobreza para dar o direito à vida digna. Precisamos acabar com as forças que levam ao orgulho e à vaidade. Jesus nos orienta com a parábola dos convidados ao banquete. Um quer sentar-se no primeiro lugar, mas está reservado a outro de maior prestigio e poder. Assim é humilhado. Jesus explica que ele deve ser humilde e buscar o último lugar. As forças da humildade podem transformar a sociedade. A Igreja está repleta de vaidade. Como se luta por ter as melhores paróquias, querer um episcopado etc... É vergonhoso. O Papa Francisco é um tema frequente. A humildade não impede termos bens, lugares de honra, dinheiro, poder e posição de honra. Já diz o livro do eclesiástico: “Na medida em que fores grande deverás praticar a humildade” (Eclo 3,20). 
O Senhor é Pai do pobre 
O salmo nos descreve a humildade como atenção aos necessitados e pobres: “Dos órfãos Ele Pai, e das viúvas, protetor. É assim o nosso Deus em sua santa habitação. É o Senhor quem dá abrigo, dá um lar aos deserdados, quem liberta os prisioneiros e os sacia com fartura...” Dizer que Deus toma a Si a causa dos pobres, não quer dizer que abandone os que vivem na fartura. O que deseja é que esse bem perecível se torne fonte de vida e caminho fácil para o Céu em seu bom uso. Dom Helder dizia: “Que não se deve fazer os ricos pobres e os pobres ricos, mas todos irmãos”. Essa virtude é participação da vida de Deus que em seu amor mútuo na Trindade tem a humildade como seu ser o mútuo acolhimento. Unidos a Deus Pai, Filho e Espírito, vivemos seu modo de ser no humilde acolhimento. A falta de humildade tira o alicerce das virtudes. Somente a humildade pode reformar a sociedade e nossa Igreja. Por isso o Papa Francisco tem se batido contra o clericalismo onde predomina a busca dos primeiros lugares do mundo. Gostam dos holofotes da sociedade. O holofote é servir aos pobres, não aos ricos. Esses devem servir. 
Humildade, retrato do Pai 
Essa reflexão quer nos mostrar a face do Pai. Como não vemos o Pai com olhos humanos, Jesus O mostrou para nós. Ele é a expressão completa do Pai. Disse: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 12,45). Por isso, para ser um autêntico fiel, é necessário ter humildade e aceitar a Palavra Viva, que é Jesus. É preciso entender que toda a vida espiritual não nos tira da realidade terrestre para viver as espirituais, mas não envia à realidade humana. Esse é o critério: saber se estamos vivendo a vida cristã. O que é espiritual, se não for vivido no serviço fraterno, na humildade, fazendo-se próximo de todos, não se sustenta nem tem utilidade. Nossos santos sempre fizeram tudo pelos pobres.
Leitura: Eclesiástico 3,19-21. 30-31; 
Salmo 67; 
Hebreus 12,18-19;Lucas, 14,1.7-14 
1. Precisamos acabar com as forças que levam ao orgulho e à vaidade. 
2. Essa virtude é participação da vida de Deus em seu amor mútuo na Trindade. 
3. Para ser um autêntico fiel, é necessário ter humildade e aceitar a Palavra Viva. 
Trocando de cadeira 
Existe a dança da cadeira. Ao sinal, todos se acomodam na cadeira à sua frente. Um fica fora. Refletindo sobre os convidados ao banquete, Jesus diz que não se deve procurar tomar os primeiros lugares. Foi mandado para um lugar no final. Jesus disse que, em lugar de servir os ricos que vão retribuir. Assim já recebeu sua recompensa. O que deve fazer é fazer banquetes para os pobres que não poderão retribuir. Deus então retribuirá. Nossa sociedade que procura os primeiros lugares em tudo. Sendo tão distante do caminho de Jesus, colocam-se no lugar de Deus. A Igreja é chamada a levar a todos as riquezas que Deus oferece a que assume Jesus e sua Palavra. Desse modo realizamos o mandamento de Jesus. 
Homilia do 22º Domingo Comum (01.09.2019)

EVANGELHO DO DIA 07 DE MARÇO

Evangelho segundo São Lucas 15,1-3.11-32. 
Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles». Jesus disse-lhes então a seguinte parábola: «Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: "Pai, dá-me a parte da herança que me toca". O pai repartiu os bens pelos filhos. Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta. Tendo gastado tudo, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar privações. Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Então, caindo em si, disse: "Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores". Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. Disse-lhe o filho: "Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho". Mas o pai disse aos servos: "Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado". E começou a festa. Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. O servo respondeu-lhe: "O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo". Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então o pai veio cá fora instar com ele. Mas ele respondeu ao pai: "Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo". Disse-lhe o pai: "Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado"».
Tradução litúrgica da Bíblia 
Cardeal Joseph Ratzinger 
(Bento XVI-Papa de 2005 a 2013) 
Retiro pregado no Vaticano, 1983
«Um homem tinha dois filhos» 
Meditando nesta parábola, não devemos esquecer a figura do filho mais velho. Em certo sentido, ele não é menos importante que o mais novo, de maneira que esta história podia muito bem ter como título, que talvez fosse até mais adequado, «Parábola dos dois irmãos». Com a figura dos dois irmãos, o texto situa-se no coração de uma longa história bíblica, que teve início com o episódio de Caim e Abel, foi retomada com os irmãos Isaac e Ismael, depois Jacob e Esaú, e é interpretada em diferentes parábolas de Jesus. Na pregação de Jesus, as figuras dos dois irmãos refletem sobretudo o problema da relação Israel-pagãos. [...] Ao descobrir que os pagãos são chamados sem estarem submetidos às obrigações da Lei, Israel exprime a sua amargura: «Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua»; com as palavras: «Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu», a misericórdia de Deus convida Israel a festejar. Mas o significado deste irmão mais velho é ainda mais abrangente. Em certo sentido, ele representa o homem devoto, ou seja todos os que permaneceram com o Pai sem desobedecer às suas ordens. O momento do regresso do pecador desperta o ciúme, esse veneno até então oculto no fundo da sua alma. Porquê este ciúme? Ele mostra que os muito «devotos» também escondem no seu coração o desejo do país longínquo e das suas seduções. A inveja revela que estas pessoas não compreenderam realmente a beleza da pátria, a felicidade do «tudo o que é meu é teu», a liberdade de ser filho e proprietário; parece que também elas desejam secretamente a felicidade do país longínquo. E, no fim, não entram na festa; no fim, permanecem de fora. A figura do irmão mais velho obriga-nos a um exame de consciência; esta figura permite-nos compreender a reinterpretação dos dez mandamentos que é feita no Sermão da Montanha (cf Mt 5,28). Não é não somente o adultério exterior, mas também o interior, que nos afasta de Deus: é possível permanecer em casa e ao mesmo tempo partir. É também deste modo que devemos compreender a «abundância», a estrutura da justiça cristã: ela traduz-se num «não» à inveja e num «sim» à misericórdia divina.

Santos Saturo, Saturnino, Revocato e Secondino Martiri Festa: 7 de março Século IV.

Quatro mártires cristãos que viveram em Cartago durante a perseguição de Diocleciano. Saturados, Saturnino e Revogados foram lançados nas mandíbulas das feras, mas as feras selvagens não os tocaram. Eles então foram decapitados com a espada. Secondino morreu na prisão, após ter resistido à tortura por muito tempo.
Martirológio Romano: Também em Cartago, na atual Tunísia, paixão dos santos Sátiro, Saturnino, Revogado e Secondino, dos quais, durante a mesma perseguição, o último morreu na prisão; os outros, após serem despedaçados por várias feras, morreram massacrados com a espada enquanto trocavam o beijo sagrado. 
Os santos Saturo, Saturnino, Revoked e Secondino são quatro mártires cristãos que sofreram martírio durante a perseguição de Diocleciano, no século IV d.C. Saturo era camponês, Saturnino soldado, Revoked um artesão e Secondino um sacerdote. Todos os quatro eram originalmente de Cartago, Tunísia. Quando a perseguição aos cristãos começou, Saturo, Saturnino e Revoked foram presos e levados perante o prefeito da cidade. Os três homens foram interrogados e torturados, mas se recusaram a renunciar à fé. Jailer, por outro lado, foi preso depois, enquanto tentava ajudar seus irmãos mártires. Ele também foi torturado, mas nunca negou sua fé.

São Pedro Sukeyiro terceiro franciscano, mártir, +1597

Pedro Sukeyiro havia se tornado cristão e franciscano secular em Meaco, com os missionários franciscanos, aos quais tinha prestado toda a colaboração na qualidade de catequista para a instrução e formação dos neófitos, na assistência aos enfermos nos hospitais da missão e na educação dos meninos das diversas escolas. Quando em 1596 desencadeou-se a perseguição de Hideyoshi que, como furacão, se abateu sobre homens e instituições, tudo destruindo, os missionários e os terciários japoneses de Meaco e Osaka foram aprisionados e levados a Nagasaki a fim de serem crucificados. Durante a viagem Pedro Sukeyiro e Francisco Fahelante, dois cristãos originários de Meaco, a quem os missionários tinham como colaboradores inscritos na Ordem Terceira de São Francisco, quiseram acompanhar os prisioneiros para servi-los e apoia-los, ajudando-os nas dificuldades do caminho. Ocupados com esse serviço voluntário, fizeram-no tão perfeitamente, que impressionaram um dos guardas, que exclamou: "Os cristãos são realmente valentes, unidos entre si com laços de verdadeira caridade e fraternidade".

07 de março - Beato Leonida Fëdorov

Em 1928, padres católicos e ortodoxos, deportados para o Norte da Rússia, realizaram conferências ecumênicas de excepcional posição e cordialidade. Graças aos livros emprestados dos monges ortodoxos, um padre católico, Padre Fëdorov, explica a doutrina sobre a infalibilidade do Papa: Depois de uma longa discussão, o arcebispo Ilarion, antigo auxiliar do Patriarca de Moscou, declara: “Compreendi assim. Não vejo mais por que esse dogma repugna ao mundo ortodoxo”. Em 27 de junho de 2001, o papa João Paulo II beatificou Leonida Fëdorov, cuja constante preocupação era a unidade dos cristãos. Leonida Fëdorov nasceu em 4 de novembro de 1879, em uma família ortodoxa. Seu pai morre prematuramente e a sra. Fëdorov continua a administrar um restaurante apenas em São Petersburgo. Leonida é um adolescente suave e gentil. Sua mãe faz tudo para inicia-lo na devoção cristã. Influenciado por um padre ortodoxo, que aliou a virtude e a ciência com um grande talento pedagógico, a alma do jovem, que buscava respostas, foi pacificada e, após os estudos secundários superiores, entra na Academia Eclesiástica, uma escola de teologia. O restaurante da sra. Fëdorov é um ponto de encontro de intelectuais.

07 de março - Santa Maria Antônia de São José - Mamá Antula

Santa Maria Antônia de Paz e Figueiroa, conhecida por todo o povo como Mamá Antula, nasceu em 1730, em Santiago del Estero, região noroeste da Argentina. Descende de uma ilustre família de conquistadores e governantes. Passou a sua infância no campo, na fazenda de seu pai, em estreito contato com o povo simples, nativo da terra, e com a espiritualidade inaciana, acessível a ela na paróquia dirigida por jesuítas. Aos 15 anos decide consagrar-se. Naquela época, porém, todos os conventos eram de clausura, o que não atendia à sua vocação. Assim, resolve fazer uma consagração particular, e toma o nome de Maria Antônia de São José. Decide vestir-se com a túnica preta dos jesuítas e, reunindo-se a outras mulheres que também optaram pela consagração particular, vivem numa comunidade de vida ativa. Naquele tempo, eram chamadas “beatas”. (Hoje seriam “leigas consagradas”). Dirigidas espiritualmente por um sacerdote jesuíta, o Pe. Gaspar Juárez, as “beatas” se dedicavam a ajudar os sacerdotes jesuítas em seus trabalhos (sobretudo ministrando os Exercícios Espirituais). Também instruem as crianças, costuram, bordam, cuidam dos enfermos, repartem esmolas. Em 1767 Carlos III decide expulsar os Jesuítas da América do Sul. Mamá Antula tem 37 anos na época. Dando-se conta da tremenda perda espiritual para o povo que essa expulsão representava, decide evitar o dano e manter a prática dos Exercícios de Santo Inácio. Isto não foi bem visto pela sociedade. O ambiente era hostil.

07 de março - Beato José Olallo Valdes

A vida do Pai Olallo, como vocês sempre o chamaram, é cronologicamente enquadrada ao longo do século XIX, mas ainda se tem hoje uma relevância surpreendente, atualidade que provem da eterna juventude do amor cristão, que beatos e santos são as testemunhas mais convincentes. Enquanto eu falo, eu tenho em mente as nobres aspirações humanitárias e os dons recebidos do alto que valoraram o Beato José. Basta recordar as circunstâncias dramáticas que aconteceram, tanto no hospital com os feridos e os doentes, como na sociedade camagüeyana no cuidado dos pobres, os escravos, de quem era considerado o pai e protetor. Também gostaria de mencionar o seu discurso corajoso às autoridades militares, defendendo o cuidado dos mais fracos no hospital e evitando em um momento o toque dos sinos para dar o sinal de ataque, como ele foi determinado, poupando assim a população de uma verdadeira e própria carnificina. Também foi impressionante a sua caridade e cuidados com os pacientes na prisão antes, durante e depois da guerra. Pai Olallo se distingue, também, pela sua entusiasmada fidelidade pela vocação ao serviço no hospital como um diligente e consciencioso enfermeiro, perto de todos os enfermos, dedicado especialmente aos marginalizados e mais doentes, para o seu desenvolvimento físico e social, a cura psicológica e espiritual, em um momento histórico em que a sociedade de Camagüey sofreu grande pobreza e miséria. Foi ele, portanto, como foi definido com precisão, "um campeão da caridade cristã" em solidariedade com aqueles que chamou de "seus irmãos amados" com todos os tipos de ajuda. 
Cardeal José saraiva Martins – Homilia de Beatificação – 29 de novembro de 2008 

Santa Teresa Margarida (Redi) do Coração de Jesus - 7 de março

"Jovem flor do Carmelo, 
a imitar a brancura das açucenas"
Ana Maria Redi nasceu na Itália, na cidade de Arezzo, de nobre família, na vigília da Festa de Nossa Senhora do Carmo, dia 15 de julho de 1747. Seus pais, Inácio Fernando Maria Redi e Maria Camila Ballati, tiveram 13 filhos, Ana Maria foi a segunda. Teve três irmãs religiosas e dois irmãos sacerdotes. Foi alma contemplativa desde menina. Frequentemente enchia-se de entusiasmo e questionava: “Diga-me, quem é esse Deus?” Desde muito pequenina, gostava de colher flores para oferecê-las a Jesus. Na adolescência, procurava exercitar cada dia uma virtude. Na juventude, gostava de rezar diante do sacrário, onde dizia palpitar não só o Amor, mas o Coração do Amor. Aos nove anos, junto com a irmã, Eleonora Catarina, foi mandada para Florença para receber formação com as Beneditinas de Santa Apolônia. Recebeu a Primeira Comunhão no dia da Assunção de 1757. Um fato significativo: seu maior confidente era o pai, Inácio Maria Redi, homem ilustre e religioso. Entre os dois se iniciou uma intensa troca de correspondência, infelizmente quase toda perdida devido a sua promessa de queimar as cartas. Ana Maria muitas vezes disse que era grata ao pai mais pelo que lhe ensinava do que por tê-la gerado. Após ter lido a vida de Santa Margarida Maria Alacoque nasceu nela uma grande devoção ao Sagrado Coração.