terça-feira, 3 de março de 2026

Santa Artelaide, Virgem - 3 de março

Martirológio Romano:
Em Benevento, Santa Artelaide, virgem. 
Na Acta Sanctorum da Biblioteca Capitular de Benevento Mario Diacono escreve sobre Artelaide, e foi publicada por Stefano Borgia em sua História da Cidade Papal de Benevento, onde fala sobre as viagens da santa. As notícias da santa também são encontradas nas cartas da igreja Metropolitana de Benevento e na placa comemorativa de 1338. Graças a estes escritos tomamos conhecimento que a jovem mandou construir em San Luca uma edícula de Nossa Senhora das Graças. A igreja de San Luca mais tarde foi dedicada a santa. Artelaide aparece nas atas (I, p. 116, nn. 718-20), das quais se ignora a origem e a época, contêm muitos elementos legendários. Segundo o que é narrado nelas, Artelaide era filha do pró cônsul Lúcio e de Santa Antusa. Pró cônsul era o maior posto civil na corte, correspondia praticamente ao cargo de 1º ministro do imperador Justiniano. Tendo o imperador Justiniano ouvido falar da beleza da filha de Lúcio, queria dá-la como esposa a alguém da sua corte, mas Artelaide tinha feito o voto de virgindade, o que levou sua mãe a confiá-la a três servidores com o encargo de conduzi-la à Itália, junto ao tio, o general bizantino Narses Patricius, governador de Benevento. Durante a viagem a jovenzinha foi abordada por ladrões e seus domésticos fugiram.

Cunegunda da Baviera Rainha, Santa (988-1039)

Casou-se com Henrique, duque da Baviera, 
que era católico e, em 1002, 
tornou-se rei da Alemanha.
Cunegonda viveu na realeza. Nasceu no ano 988, era filha de Sigfredo, conde de Luxemburgo e Asdvige, que transmitiu pessoalmente à ela os profundos ensinamentos cristãos. Desde pequena a menina desejava se tornar religiosa. Porém casou-se com Henrique, duque da Baviera, que era católico e em 1002 se tornou rei da Alemanha. Em 1014 o casal real recebeu a coroa imperial das mãos do Papa Bento VIII, em Roma. Para o povo, foi um tempo de paz e prosperidade. O casal ficou famoso pela felicidade que proporcionava aos seus súditos, o que chamou a atenção dos inimigos do reino e do imperador. Mas também porque a população e a corte diziam que eles haviam feito um "matrimonio de São José", o que equivale viver em união apenas como bons irmãos. Verdade ou não, o fato é que Henrique percebeu que a esposa não podia ter filhos e decidiu ficar com ela, sem usar o direito do repúdio público para dissolver o casamento, como era legítimo na Alemanha e cuja situação era tolerada por Roma. Mais tarde, os inimigos da corte espalharam uma forte calúnia contra a imperatriz, dizendo que ela havia traído seu marido. A princípio os dois não se importaram, mas os boatos começaram a rondar o próprio palácio e Cunegonda resolveu acabar com a maledicência.

CATARINA MARIA DREXEL Religiosa, Fundadora, Santa (1858-1955)

Uma das Beatas agora canonizadas por João Paulo II nasceu em Filadélfia, no Estado da Pensilvânia (E.U.A.), em 26 de Novembro de 1858. Chamava-se Catarina Drexel, filha de um famoso banqueiro. Seus pais fizeram-lhe ver que a riqueza era dada para o bem de todos, e por isso devia ser repartida com os outros. Durante uma viagem com a família ao Oeste americano, Catarina, ainda jovem, deu-se conta da miséria em que viviam os indígenas da América. Esta experiência acendeu nela o desejo de fazer qualquer coisa para aliviar as condições da sua vida e caracterizou o seu empenhamento pessoal e financeiro para o sustento das missões e dos missionários nos Estados Unidos em favor dos índios. Quando se encontrou com o Papa Leão XIII e lhe pediu missionários para trabalhar com os índios a quem ela ajudava, ele sugeriu-lhe a ideia de ela mesma se tornar missionária. Catarina consultou o seu director espiritual e logo tomou a decisão de se entregar totalmente a Deus, juntamente com a sua herança, ao serviço dos índios e dos afro-americanos. Assim, a sua riqueza tornou-se pobreza em espírito, que caracterizou a sua vida. Fez a profissão religiosa em 12 de Fevereiro de 1891, fundando depois as Irmãs do Santíssimo Sacramento, com a finalidade de difundir a mensagem do Evangelho e a vida eucarística entre os índios e os afro-americanos.

ORAÇÕES - 03 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
3 – Terça-feira – Santos: Marino, Márcia, Lucíolo
Evangelho (Mt 23,1-12) “Os mestres e os fariseus podem interpretar a lei de Moisés. Deveis fazer e observar o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações!”
Jesus aponta a seus discípulos duas falhas que devem evitar: a incoerência e a vaidade. A incoerência de quem aumenta arbitrariamente as exigências do evangelho, mas não vive com a austeridade que apregoa. E a vaidade, o fazer o bem procurando prestígio, fama e vantagens. Não importa saber que falha seja maior. Tenho é de procurar evitar a todo custo esse falso procedimento.
Oração
Senhor, ajudai-me a viver o evangelho de modo que, por minha vida, eu o possa ensinar aos outros. Dai-me compreensão e paciência, não exigindo logo a perfeição de todos. Que eu tenha com eles pelo menos a mesma tolerância que tenho comigo. Livrai-me da vaidade tola, da vontade de aparecer e ser louvado. Que eu me contente com apenas fazer o bem por vosso amor. Amém.

segunda-feira, 2 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Jesus estava rezando”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Eu gritei e me escutastes
 
A vida espiritual acontece dentro das condições humanas que nos assustam e ao mesmo tempo nos maravilham por sua presença em nosso cotidiano. Temos o sentimento de distância de Deus, ao mesmo tempo sentimos a necessidade de um contato mais aberto e próximo a partir da condição humana. Assim vencemos a barreira do medo da divindade. Jesus com seu exemplo e ensinamento nos ensina pedir com insistência, com a parábola do amigo chato que pede pão para seu hóspede. Insiste tanto que acaba tirando o amigo de seu sossego conseguindo o que precisa. Os evangelistas nos trazem muitos momentos nos quais Jesus faz suas orações. Os discípulos veem Jesus rezar. Isso deve ter marcado muito suas vidas. Pedem a Jesus que os ensine a rezar como João ensinara seus discípulos. Jesus dá a instrução, oferecendo um pequeno texto no qual está presente uma síntese do conteúdo. A oração escrita ou decorada é enriquecida de temas que nos abrem as portas do Céu. Os textos usados na liturgia salientam a oração de petição. Deus sabe o precisamos, mesmo antes de Lho pedirmos. Primeiramente a oração está ligada ao profundo de nosso coração que suplica, pede, insiste com uma confiança ilimitada. Abraão (Gn 18,20-32) conversa com Deus ao modo de um negociante e o freguês. Conversar o preço. Santo Afonso, doutor da oração, diz que rezar é falar com Deus como um amigo fala com o amigo. A urgência nos leva também a tratar Deus como um amigo muito íntimo. O Antigo Testamento mostrava um Deus exigente. Jesus ensina a oração do Pai Nosso. Era o seu modo de rezar. 
Oração é riqueza 
Jesus ensina seu modo de falar com o Pai. O amigo pode se cansar e, com enfado, dar o pão que o amigo necessita. Jesus dá o exemplo de confiar as coisas nas mãos de Deus. Ele é o bom Pai e nos ensina a fazer como Ele faz. E mostra que em todas as coisas, o Pai é melhor que nós que somos maus. É imediata a resposta a nossa oração. Jesus sabia como o Pai ouvia sua oração: “Pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. Quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, a quem bate, se abrirá” (Lc 11,1-13). Afirma também e, com certeza, que Deus dará tudo o que nosso coração pede. Jesus lembra ainda que nós fazemos tudo bem. Assim não daremos “outras coisas” aos filhos, mesmo nós que somos maus. Sabemos o que os filhos precisam: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem” (Lc 11,11-13). O final do texto parece desmontar a palavra de Jesus. Tudo que pedirmos receberemos. Paulo nos coloca a grande verdade do Cristo que realizou nossa redenção. 
Direito de pedir 
Por que o texto muda a direção afirmando que o Pai dará Espírito Santo aos que o pedirem. Nós sabemos dar coisas boas. O Pai supera a todos, dando o que lhe é o bom, o Espírito Santo. O Pai deu-nos o direito de receber o Dom maior que é o Espírito Santo. Com Ele nos dá todas as coisas. A atitude de pedir ao Pai significa que estamos fazendo o caminho permanente da redenção que o Pai realiza em nós. O salmo descreve a ação de graças pelos benefícios recebidos, sempre maiores que nossos pedidos. Agradece pelo amor com que fomos tratados. Temos um pedido especial a fazer: “completai em mim a obra começada. Senhor, vossa bondade é para sempre”... Lembramos que Deus quer estar conosco. Quer falar conosco como a filhos queridos que pedem sobretudo o Espírito. 
Leituras: Gênesis 18,20-32; Salmo 137; 
Colossenses 2,12-14; Lucas 11,1-13 
1. Deus sabe o que precisamos, mesmo antes de Lho pedirmos.
2. Ele é o bom Pai. Ele nos ensina a fazer como Ele faz. 
3. O Pai supera a todos, dando o que lhe é o bom, o Espírito Santo. 
Deus ama o chato 
Encontramos sempre novos caminhos para o conhecimento de nossa fé. Mesmo tendo ensinado que a pureza e a sublimidade da oração, Jesus ensina a viver a fé e a segurança em Deus. Jesus ensina como modelo e que oferece sempre novos meios que vão entrando no povo de Deus. É o que vemos hoje em seu ensinamento. Primeiro dá o exemplo, depois dá em testamento seu modo de orar, que é o que ensina aos discípulos. Primeira regra é ter coragem de buscar o que precisa. E dá o exemplo do amigo que bate à porta do amigo para lhe dar pão a sua visita. É um diálogo constrangedor. Jesus dá o modelo de sua oração: pedir insistentemente. O camarada é chato e consegue o que quer. Mesmo que o outro dê o pão para satisfazer a necessidade do amigo, mostrou que nossa oração deve ser insistente. Certamente a parábola é o que acontecia em sua vida humana. Deus garante que é bondoso. Nem precisa tanto empenho. Por isso Jesus quer ser sempre buscado para realizar as nossas verdadeiras necessidades. Não reclame depois, querido Pai, se soubermos aproveitar esta chance.
Homilia do 17º Domingo Comum (28.07.2019)

EVANGELHO DO DIA 02 DE MARÇO

Evangelho segundo São Lucas 6,36-38. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados. Dai e dar-se-vos-á; deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, a transbordar. A medida que usardes com os outros será usada também convosco». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João-Maria Vianney
(1786-1859) 
Presbítero, 
Cura de Ars 
Sermão para o 11.º domingo depois do Pentecostes 
«Não julgueis e não sereis julgados» 
Meus irmãos, como ousamos julgar e condenar alguém, mesmo que tenhamos visto essa pessoa cometer um pecado? Aquele que ontem era pecador pode ser hoje um santo penitente. Quando virmos o nosso próximo fazer mal, digamos: «Ai de mim, se Deus não me tivesse concedido mais graças que a ele, eu poderia ter feito ainda pior». Sim, meus irmãos, o juízo temerário traz consigo, inevitavelmente, a ruína e a perda da caridade cristã. Diz-nos Nosso Senhor: «Não julgueis e não sereis julgados. A medida que usardes com os outros será usada também convosco». Além disso, meus irmãos, qual de nós gostaria que as suas ações e as suas palavras fossem julgadas com severidade? Ninguém. Nosso Senhor não disse: «O que quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho vós também» (Mt 7,12)? Quantos pecados não cometemos desta maneira, meus irmãos! Ai de nós! E quantos há que não têm consciência deles e, consequentemente, nunca os confessaram! Meu Deus, quantas pessoas são condenadas por falta de instrução ou reflexão sobre o a maneira como vivem!

02 de março - Beato Engelmar (Hubert) Unzeitig

O cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, presidiu a cerimônia de beatificação do padre alemão Engelmar (Hubert) Unzeitig, que morreu em 1945 no campo de concentração nazista de Dachau com apenas 34 anos de idade, no sábado, 24 de setembro de 2016, em Würzburg, na Baviera. No domingo, 25 de setembro o Papa Francisco se lembra dele no Angelus: "Ontem, em Würzburg (Alemanha), foi proclamado beato Engelmar Unzeitig, sacerdote da Congregação dos Missionários de Mariannhill. Morto por ódio à fé no campo de concentração de Dachau, ele contrapôs ao ódio o amor, respondeu à ferocidade com a mansidão. O seu exemplo nos ajude a ser testemunhas de caridade e de esperança também no meio das tribulações". Nascido em 1 de março de 1911 em Greifendorf, na atual República Tcheca, Hubert Unzeitig - torna-se religioso – e quer partir como missionário. Vocação adulta, entra no seminário aos 18 anos. Ordenado sacerdote em 15 de agosto de 1939, aos 28 anos, escolheu como lema "Se ninguém mais quiser ir, eu vou". Ele realiza seu ministério na Áustria. Independentemente dos riscos, ele denunciava o regime nazista do púlpito e convidava os católicos a permanecerem fiéis a Deus e a resistirem às mentiras do Terceiro Reich. Em 21 de abril de 1941, ele foi preso lá pela Gestapo.

02 de março - Beato Carlos, o Bom

Carlos, aclamado pelo povo como “o Bom”, era filho de São Canuto, rei da Dinamarca. Órfão de pai com apenas cinco anos de idade, pela mãe, Adélia de Flandres, foi conduzido para a corte do avô, o conde de Flandres, que se fixava em Bruges. Moço, foi armado cavaleiro, e, com um tio, Roberto, tomou parte numa das cruzadas contra os infiéis na Terra Santa. De volta, coberto de glória, esperava-o o poder: um primo germânico, Balduíno, que sucedera ao conde de Flandres, legava-lhe o condado. Homem que amava profundamente a justiça e que tinha predileção muito especial pelos oprimidos, pelos pobrezinhos, dos quais era pai e protetor, Carlos conquistou, num átimo, o apelido de o Bom. Assistia o conde, todos os dias, à santa Missa, e quando podia, às vésperas, na igreja de São Pedro de Gand. Tinha sempre, ao lado, três religiosos, doutores em teologia, que todas as noites, depois do jantar, lhe explicavam um ou dois capítulos da Bíblia, lições que ouvia com grande interesse e singular prazer. E tanto amava a Deus, que proibiu aos súditos jurar pelo seu santo nome: quem o fizesse, estava sujeito a perder, conforme a maior ou menor gravidade do caso, uma das mãos ou um pé. Justiceiro por excelência, era o terror dos maus dos que oprimiam os pobres, extorquiam viúvas e perseguiam órfãos.

02 de março - São Lucas Casali de Nicósia

São Lucas Casali provavelmente nasceu na cidade de Nicósia, na Sicília , então província bizantina, no século IX. Isso pode ser concluído porque se afirma que Lucas viveu no tempo anterior ao domínio muçulmano da Sicília, no século X. Esta informação vem do "Vita" escrito por um monge chamado Bono, cujo original foi perdido com o tempo. Portanto, sua data de nascimento não é conhecida com a máxima certeza. Aos 12 anos, Lucas foi recebido por um monge no mosteiro de Santa Maria Latina de Agira, onde passou a adolescência, adotou o hábito monástico e foi ordenado sacerdote. Não se sabe com certeza se pertencia à Ordem dos Monges da Basílica ou aos Beneditinos . Ele cresceu e viveu dotado de virtudes espirituais e a população de fiéis ia de bom grado ao mosteiro para consultá-lo. Ele foi eleito abade de Agira, por ser muito admirado por suas virtudes, incluindo o Dom de conselho, mas recusou o cargo por humildade, os monges não desistiram e pediram ao papa para intervir, depois Luca Casali aceitou a obediência. Os anos se passaram, nos quais ele demonstrou grande aptidão e prudência no ofício de abade, até ser atingido pela cegueira; mas essa séria limitação, especialmente para aqueles tempos, não o bloqueou e ele continuou a realizar seu apostolado, sendo acompanhado em seus movimentos pelos confrades.

Nossa Senhora das Aparições - Dia da Festa 2 de março

O Abade Orsini escreveu: "Nossa Senhora das Aparições, em Madri, assim chamada porque, no ano de 1449, a Santíssima Virgem apareceu durante oito dias seguintes a uma jovem chamada Yves, e ordenou-lhe que construísse uma igreja em sua honra, no local onde ela deveria encontrar uma cruz plantada para Nossa Senhora". 

    Cubas de la Sagra é um município da Espanha na província e comunidade autónoma de Madrid. As aparições aprovadas de Nossa Senhora em 1449 que ocorreram lá são agora quase inexplicavelmente desconhecidas, mal mencionadas de passagem, ou tratadas como uma lenda em alguns livros, se é que são reconhecidas como um ponto em algum mapa antigo. É verdade que as hostes de Napoleão saquearam e destruíram o santuário e o mosteiro ali construídos, e que a guerra de 1936 não deixou pedra sobre pedra, mas a memória do que aconteceu lá em 1449 não deve ser esquecida, pelo menos pelos católicos. 
     No ano de 1449, Cubas era apenas uma vila com uma igreja simples dedicada a Santo André. A população de Cubas, no entanto, vivia bastante esquecida de seus deveres para com Deus, e seus pecados eram tantos que parecia até mesmo para eles que a mão de Deus deveria estar pairando sobre a terra, pronta para puni-los. 
     As Crônicas falam então de uma jovem de 12 anos chamada Inês (às vezes Yves ou Agnes) que era apenas de origem humilde. Ainda assim, havia algo nela que a tornava diferente das outras garotas de sua idade. Ela jejuava, confessava regularmente e rezava diariamente os 15 mistérios do Rosário. Talvez sua profunda fé e religiosidade possam explicar o que aconteceu a seguir. 

Simplício de Tivoli Papa, Santo + 483

Nasceu em Tivoli. 
Conviveu com Papa Leão Magno 
e sucedeu ao Papa Hilário. 
Foi protogonista da queda 
do Império Romano.
Simplício nasceu na cidade italiana de Tivoli e seu pai se chamava Castino. Depois disso, os dados que temos dele se referem ao período que exerceu a direcção da Igreja, aliás uma fase muito difícil da História da Humanidade: a queda do Império Romano. Ao contrário do que se podia esperar, teve um dos pontificados mais longos do seu tempo, quinze anos, de 468 a 483. Nessa época, Roma, depois de resistir às invasões de godos, visigodos, hunos, vândalos e outros povos bárbaros, acabou sucumbindo aos hérulos, chefiados pelo rei Odoacro, que era adepto do arianismo e depôs o imperador Rômulo Augusto. A partir daí, conquistadores de todos os tipos se instalaram, depredaram, destruíram e repartiram aquele Império, tido como o centro do mundo. Roma, que era sua capital, sobreviveu. Nesse melancólico final, a única autoridade moral restante, a que ficou do lado do povo e acolheu, socorreu, escondeu e ajudou a enfrentar o terror, foi a do Papa Simplício. Ele fazia parte do clero romano e foi eleito para suceder o Papa Hilário. Tinha larga experiência no serviço pastoral e social da Igreja e uma vantagem: ter convivido com o Papa Leão Magno, depois proclamado santo e doutor da Igreja, que deteve a invasão de Átila, o rei dos bárbaros hunos.

Inês de Praga princesa, religiosa fundadora, santa (1205-1282)

Também conhecida como Santa Agnes de Praga. Nasceu em 1205 em Praga, República Tcheca. Era filha do Rei da Bohemia, hoje República Tcheca e foi educada em Trebniz pelas freiras Cistercienses. Era apenas uma garota e já demonstrava fervor e desejo de se consagrar a Deus e viver intensamente a fé cristã. Por ser muito jovem e bonita não foram raros os rapazes que desejavam desposá-la. Porem, os seus planos para o futuro eram outros. Inês recusava a todos com gentileza declarando que o seu único compromisso era com Jesus. Porem um dos homens que deseja te-la como esposa era o Imperador Frederico II. Ele era o mais insistente dos pretendentes chegando às vezes a abordá-la para pedi-la em casamento. Como Inês percebeu que apenas suas palavras não seriam suficientes, passou a entregar-se a suas orações com mais fervor, e provar a ele e a todos que a desejassem desviá-la do seu caminho que Deus era o seu maior desejo. Mas eram tantos os que vinham interceder a favor do Imperador que Inês viu-se obrigada a escrever ao Papa Gregório IX para que intercedesse por ela e a ajudasse a livrar-se desse tormento. O Papa ficou admirado com a tenacidade e a fé de Santa Inês e enviou um de seus mais hábeis assessores para pessoalmente defender Inês, desencorajando o Imperador apaixonado. A firmeza com que o religioso e Santa Inês explicaram o que significava consagrar-se a Deus finalmente convenceram a Frederico II a renunciar o seu amor de homem, e ele tornou-se inclusive uma pessoa de fé inabalável.

Henrique Suso Religioso dominicano, Bem-aventurado (1295-1366)

Religioso dominicano, 
grande teólogo e autor místico.
Henrique Suso nasceu na ilha de Constança, na Alemanha, no dia 21 de março de 1295, foi um dos principais representantes do movimento religioso, que floresceu na região do Reno, no início do século XIV. Religioso dominicano, escritor e místico, tornou-se um dos teólogos alemães mais conhecidos, pela característica da singular doçura de sua espiritualidade e pela clareza do conceito transmitido de que a vida interior é acessível a todas as almas seguidoras da Paixão de Jesus Cristo. Seu pai era um rico comerciante, não muito religioso, da nobre dinastia dos Berg, e sua mãe, uma senhora muito pia, era da tradicional família cristã dos Suese ou Suso, forma latina do nome. Henrique preferiu manter o sobrenome da mãe. Desde a infância foi educado pelos dominicanos, demonstrando sua vocação religiosa já nesta época. Aos treze anos, ingressou como noviço no convento de São Nicolau, desta Ordem, em Constança, período em que desenvolveu muito, sua espiritualidade. Aos dezasseis anos, viveu um período de fé incerta, o qual superou através da somatória das penitências rigorosas com as orações contemplativas.

ÂNGELA DA CRUZ religiosa, fundadora, santa (1846-1932)

Nasceu nos arredores de Sevilha em 30 de Janeiro de 1846, tendo sido baptizada no dia 2 de Fevereiro seguinte na paróquia de Santa Luzia. Pouco tempo teve de escola, aprendendo a escrever, algumas noções de aritmética e catecismo. Apesar da sua pobreza, desde pequena se habituou a partilhar os bens da sua casa com os mais pobres. Na família aprendeu a rezar o Terço e a celebrar o mês de Maio, dedicado à Virgem Maria. Manhã cedo, acompanhava seu pai para a oração do Terço; em 1854 fez a Primeira Comunhão e recebeu a Confirmação no ano seguinte. Começou a trabalhar aos doze anos numa sapataria, onde também se rezava o Terço, diariamente; ali começaram as suas experiências místicas. Começou a ensinar a sua profissão a outras meninas numa instituição chamada "As arrependidas", em Sevilha. O seu confessor ajudou-a a encontrar a sua vocação: ser monja. Por falta de saúde, não foi admitida no Carmelo fundado em Sevilha por Santa Teresa de Jesus, mas em 1868 entrou como Postulante nas Filhas da Caridade do Hospital central de Sevilha, de onde foi trasladada para Cuenca, com melhor clima para a sua saúde.

ORAÇÕES - 02 DE MARÇO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – Segunda-feira – Santos: Inês da Boêmia, Jovino, Januária
Evangelho (Lc 6,36-38) “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso.”
No conceito bíblico, misericórdia é mais do que compaixão.É acolhimento, benignidade, capacidade de perdoar, bondade, crédito, confiança. Tudo isso sem limites, como a misericórdia do Pai.Precisamos ser misericordiosos, quando mais não fosseporque precisamos muito de perdão, crédito e confiança, tanto de Deus como de nossos irmãos.Não podemos viver sem que nos perdoem.
Oração
Senhor meu Deus, estou diante de vós, pedindo misericórdia por todas as minhas maldades e limitações. Sabeis como sou frágil; preciso desesperadamente de vossa bondade. Perdoai minhas quedas, e mudai meu coração. Fazei-me misericordioso com meus irmãos, confiante e compreensivo. Também nos ajudai a nos compreender, tolerar e perdoar, sempre, tudo, apesar de tudo. Amém.

domingo, 1 de março de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Hospitalidade em Cristo”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Saber acolher 
Conhecemos a pintura da “Trindade” de Rublev e a narrativa da presença de Jesus na casa de Lázaro, de Maria e de Marta. Jesus está presente como hospede amigo. Era amigo e sabia se abrir ao diálogo. Abraão, conforme nos narra o livro de Gênesis, (Gn 18,1-10,) é o exemplo de hospitalidade. Ao ver passar três homens, corre para acolhê-los; não eram parentes nem conhecidos. Abraão oferece descanso e alimento aos três peregrinos. O acolhimento do irmão, do pobre ou do estrangeiro eram leis fundamentais que justificam a própria vocação da Aliança. Acolher para Jesus, não era só um gesto social, mas um gesto que retrata as atitudes que Deus teve para com os judeus na saída do Egito. Quando Moisés proclama as leis para seu povo, aparece muito claro o necessário acolhimento do estrangeiro. A lei exige que seja bem tratado, porque “vós fostes estrangeiros” (Ex 22,1). A tendência do povo era a exclusão. Jesus realiza diversos milagres para estrangeiros e elogia sua fé: “Nunca encontrei tanta fé em Israel” (Mt 8,11). Aprofundando essa temática do acolhimento, temos nosso compromisso cristão. Somos convidados a acolher Jesus e seu ensinamento. Quem acolhe um pequenino, a Ele está acolhendo (Mt 18,40). Há também os que necessitam de acolhimento. Mais que comunidade e bons lugares, os pobres querem o respeito devido a todo homem. Estamos hospedando Jesus. Responde a Marta que O alertava sobre sua irmã que não ajudava e só queria estar com Ele, ouvindo, acolhendo. Jesus privilegia o momento de encontro que acolhe a Ele e sua Palavra. As obras são fundamento dos bens espirituais que queremos oferecer a Deus. 
Hospedar a carne do Cristo 
Somos chamados a hospedar o Cristo em nossa casa. Não somente uma residência, mas um processo de intercâmbio de vida. Abraão acolheu os misteriosos personagens e os serviu. Jesus foi acolhido na casa de Marta e de Maria. Jesus ouve a reclamação de Marta que priorizava os trabalhos da casa, mesmo preparando a comida para Jesus, A palavra de Jesus torna o trabalho diário em um encontro com Ele. Paulo nos traz uma visão mais aprofundada a partir de sua participação através dos sofrimentos: “Alegro-me de tudo o que já sofri por vós e procuro completar na minha própria carne o que falta das tribulações de Cristo, em solidariedade com o seu corpo, isto é, a Igreja” (Cl 1,26). O corpo sofredor de Cristo continua a nos convocar para deixar que Ele nos una a Si. Essa noção de Corpo de Cristo, que é a Igreja, explica nossa união a Cristo. Unidos a Ele passamos por suas dores. Essa união a Cristo não se dá só no espiritual, mas nos une fisicamente. Os sofrimentos e dores acontecem realmente na vida do fiel. Há muitos cristãos piedosos não compreendem por que há sofrimento. Pensam: “Se sou bom, vivo bem a fé e a vida de Igreja, por que acontecem os sofrimentos e não somos ouvidos por Deus? Ele fala. E nós ouvimos? 
Paulo se alegra ao sofrer por Cristo 
O salmista nos leva a recolher esse aspecto dessa habitação de Deus em nós. Pergunta: “Quem morará em vossa casa”? A habitação de Deus em nós é o processo de Encarnação que Cristo viveu e abre para nós para vivermos do mesmo modo. “Despojando-nos do velho homem, passemos a uma vida nova” (oração). Quem morará em vossa casa? O salmo descreve as exigências: justiça, respeito ao próximo. Jesus, na casa de Marta, retrata nossas famílias e seus problemas. O respeito ao outro, não escravizando o semelhante. É preciso sentar-se para ouvir o Senhor. Depois se faz o trabalho. Cristo valoriza o estar juntos para acolher a Palavra de Deus no ambiente em que vivemos. 
Leituras: Gênesis 18,1-10; Salmo 14;
 Colossenses 1,24-28; Lucas 10, 38-42 
1. Acolher para Jesus não era somente um gesto social, mas um gesto que retrata as atitudes que Deus teve para com os judeus na saída do Egito. 
2. O corpo sofredor de Cristo continua a nos convocar para deixar que Ele nos una a Si. 
3. “Despojando-nos do velho homem, passemos a uma vida nova”. 
De corpo inteiro 
Falamos de hospitalidade. Como é bom ser bem acolhido! Não se trata só de pensão ou hotel. É belo quando somos como que forçados a aceitar os convites. Mesmo deixando-nos na preocupação de corresponder na mesma medida. Mas não pensamos nisso quando se trata do espiritual. Jesus que nos hospeda sempre, não nos preocupamos e, como Marta, não acolhemos Jesus, mesmo que estejamos fazendo algo espiritual. É necessário ter consciência e ciência da vida de Jesus em nós. Nós O hospedamos. Assim aprendemos a estar sempre preocupados para acolhê-lo. Sua presença é muito cara. 
Homilia do 15º Domingo Comum (21.07.2019)

EVANGELHO DO DIA 01 DE MARÇO

Evangelho segundo São Mateus 17,1-9. 
Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os, em particular, a um alto monte e transfigurou-Se diante deles: o seu rosto ficou resplandecente como o Sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E apareceram Moisés e Elias a falar com Ele. Pedro disse a Jesus: «Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Ainda ele falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra, e da nuvem uma voz dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O». Ao ouvirem estas palavras, os discípulos caíram de rosto por terra e assustaram-se muito. Então, Jesus aproximou-Se e, tocando-os, disse: «Levantai-vos e não temais». Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus. Ao descerem do monte, Jesus deu-lhes esta ordem: «Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do homem ressuscitar dos mortos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Luis-Maria Grignion de Monfort 
(1673-1716) 
Pregador, fundador de comunidades religiosas 
O amor da Sabedoria eterna, 15.16.19.70 
A revelação da glória 
Que todos os olhos se fechem, não sejam ofuscados por tão viva e brilhante luz; que toda a língua se cale, não macule beleza tão perfeita ao tentar desvendá-la. Aqui, todo o espírito deve ser anulado e adorar, não seja subjugado pelo peso imenso da glória da Sabedoria divina ao querer sondá-la. Eis, porém, a ideia que o Espírito Santo, para Se conformar com a nossa fraqueza, nos dá no Livro da Sabedoria, que Ele compôs unicamente para nós: a Sabedoria eterna é «um sopro do poder de Deus, emanação pura da glória do Omnipotente; por isso, nenhuma impureza a pode atingir. Ela é o esplendor da luz eterna, espelho puríssimo da atividade de Deus, imagem da sua bondade» (Sab 7,25-26) [...]. Foi nesta beleza soberana da Sabedoria que Deus Pai pôs as suas complacências na eternidade e no tempo, como o próprio Deus afirmou expressamente no dia do batismo e da transfiguração de Jesus: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência» (Mt 3,17; 17,5). Para Se aproximar da humanidade e lhe demonstrar o seu amor de forma mais tangível, a Sabedoria eterna chegou ao ponto de Se tornar humana, de Se tornar criança, de Se tornar pobre e de morrer por ela na cruz.

São Félix III (II) Papa Festa:1º de março † 492

São Félix III, Papa desde o ano 483, teve que enfrentar o cisma do Patriarca de Constantinopla e combater as heresias monofisitas e arianas. Apoiou os Bispos africanos, contra as invasões dos Vândalos, e readmitiu na Igreja todos os cristãos, que tinham sido obrigados ao batismo ariano.
(Papa de 13/03/483 a 01/03/492) 
Romano, ele teve que enfrentar o cisma do Patriarca de Constantinopla e lutar contra as heresias monofisitas e arianas. Ele apoiou os bispos africanos contra as invasões dos vândalos e readmitiu na Igreja todos os cristãos forçados a serem batizados como arianos.
Martirológio Romano: Em Roma, perto de São Paulo, na Via Ostiense, São Félix III, papa, que foi ancestral do Papa São Gregório Magno. 

Santa Inês Kuiying Cao, viúva, mártir – 1º de março

China, terra de inúmeros mártires, o Evangelho sendo anunciado pelo sangue de milhares de cristãos; hoje destacamos uma jovem viúva, catequista que mesmo diante de muita dor e sofrimento permanece fiel, não nega sua fé, entrega-se totalmente a Jesus. Inês Kuiying Cao nasceu na aldeia de Wujiazhai na província de Guizhou por volta de 1821, de uma família católica em Sichuan. Seus pais morreram e ela passou a trabalhar na cidade de Xingyi, onde conheceu uma mulher católica que lhe permitiu viver em sua casa. Lá ela conheceu o Bispo Bai, que a entusiasmou com o aprofundamento na fé e inserção na paróquia local. Aos 18 anos casou-se com um agricultor local, mas o irmão de seu esposo e sua cunhada a maltratavam a ponto de não dar-lhe comida. Dois anos depois, com a morte de seu marido, ela foi forçada a partir da casa. Começou então, a trabalhar como empregada doméstica, para ter um lugar para viver, mas, em seguida, uma viúva católica a convidou para morar com ela.

Santa Dominna, Virgem na Síria Festa: 1º de março Síria, século II

Segundo o historiador teólogo Teodoreto, Domnina era uma jovem de uma família rica da Síria cristã que, ainda jovem, construiu uma cabana no jardim da casa da mãe e passou lá a vida inteira, rezando e jejuando, a ponto de ficar extremamente magra. Ela era praticamente uma eremita dentro dos muros de sua casa. Teodoreto relata que a santa havia alcançado tal grau de misticismo que não conseguia pronunciar uma única palavra sem derramar lágrimas, inspirada pelo amor ardente de Deus. Com esse nome estranho para nós, há cinco santos, relatados na 'Bibliotheca Sanctorum', quase todos orientais, exceto um mártir em Terni. Dos anos 1900. Domnina, que é venerada em 1º de março, há pouca informação, além das outras; é mencionado neste dia pelos Sinaxarianos Bizantinos; (o Sinaxário na liturgia grega é o índice das Lições e o livro que as reúne). Segundo o historiador teólogo Teodoreto, bispo de Ciro (393-458), Domnina era de uma família rica da Síria cristã; quando jovem, construiu uma cabana no jardim da casa de sua mãe e passou toda a vida lá, rezando e jejuando, a ponto de ficar extremamente magra; praticamente um eremita dentro dos muros de sua casa. O mesmo historiador Teodoreto escreve em sua "Historia Religiosa", cap. 30 da 'Patrologia Graeca', que a santa havia alcançado tal grau de misticismo que não conseguia pronunciar nem uma palavra sem derramar lágrimas, que dela fluíam inspiradas pelo ardente amor de Deus. Não podemos saber mais nada, pois os textos históricos impressos que a mencionam são antigos, de 1668, 1897, 1957 e não são fáceis de consultar. 
Autor: Antonio Borrelli