quinta-feira, 2 de outubro de 2025

EVANGELHO DO DIA 02 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Mateus 18,1-5.10. 
Naquela hora, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-Lhe: «Quem é o maior no Reino dos Céus?». Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse-lhes: «Em verdade vos digo: se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem for humilde como esta criança, esse será o maior no Reino dos Céus. E quem acolher em meu nome uma criança como esta, acolhe-Me a Mim. Vede bem. Não desprezeis um só destes pequeninos. Eu vos digo que os seus anjos veem constantemente o rosto de meu Pai que está nos Céus». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João-Maria Vianney 
(1786-1859) 
Presbítero, Cura de Ars 
Sermão para o 9.º Domingo depois do Pentecostes 
Deus quis confiar a nossa alma a um príncipe da sua corte celeste 
A nossa alma é tão nobre, adornada de tão belas qualidades, que o bom Deus não quis confiá-la senão a um príncipe da sua corte celestial. A nossa alma é tão preciosa aos olhos do próprio Deus que, na sua sabedoria, Ele não encontrou alimento digno dela que não fosse o seu corpo adorável, que deseja ser o seu pão de cada dia; e, por bebida, só o seu sangue precioso era digno de lhe servir. Sim, meus irmãos, temos uma alma que Deus estima tanto que, mesmo que fosse a única alma do mundo, Ele não consideraria excessivo morrer por ela; e se, quando a criou, o bom Deus não tivesse criado o Céu, mesmo que só ela existisse no mundo, teria criado um Céu só para ela. Ó meu corpo, como és feliz por abrigar alma adornada com tão belas qualidades que um Deus infinito faz dela o objeto de suas complacências! Sim, meus irmãos, a nossa alma está destinada a passar a eternidade no seio do próprio Deus.

São Leodegário de Autun Bispo Festa: 2 de outubro

(*)Alsácia (França)-(✝︎)Artois (França), 2-3 de outubro de 677-680
 
Diácono em Poitiers, trabalhou na administração diocesana. Mais tarde, ele foi ordenado sacerdote. Ele decidiu entrar na abadia de Maxêncio como monge em 650. Em 651 tornou-se abade, cargo que ocupou por seis anos e durante o qual colocou a abadia sob a Regra de São Bento. Em 656 tornou-se conselheiro da rainha Santa Batilde e guardião de seus filhos. Em 663 tornou-se bispo reformador de Autun em 663. Durante seu episcopado, ele lutou contra o maniqueísmo, reformou o clero secular, fortaleceu a disciplina das casas religiosas, adotou o Credo de Santo Atanásio e promoveu a administração dos sacramentos, especialmente o batismo. Seu trabalho e seu apoio a Childerico oposto a Ebroin na sucessão ao trono da França fizeram dele um inimigo de muitas pessoas poderosas. Exilado em Luxeuil em 675, ele retornou a Autun a pedido de Teodorico III após a morte de Childerico. Quando a cidade foi atacada, Leodegarius concordou em se render para evitar a destruição da cidade. Caindo nas mãos de Ebroin, ele ficou cego e seus lábios e língua cortados. Pouco tempo depois, Ebroin acusou-o de instigar o assassinato de Childerico, prendeu-o e aprisionou-o por dois anos no mosteiro de Fecamp, na Normandia, onde foi regularmente torturado, depois mutilado, e finalmente assassinado na floresta de Sarcing, no Somme, em 678.
Emblema: Cajado pastoral 
Martirológio Romano: Na atual Saint-Léger, no território de Arras, no norte da França, a paixão de São Leodegarius, bispo de Autun, que, depois de muitas torturas e cegueira, foi injustamente morto por Ebroíno, mordomo da corte do rei Teodorico. Com ele é venerada a memória de seu irmão Saint Gerino, mártir, que, dois anos antes, sempre por ordem de Ebroíno, morreu apedrejado.

02 de outubro - Beato Jan Beyzym

Saúdo os Padres Jesuítas: Hoje, tendes um novo Beato: Jan Beyzym. A sua dedicação à causa de Deus e do homem necessitado constitua para todos vós um exemplo que vos leve a empreender sempre novas tarefas, em conformidade com as exigências dos tempos. 
Papa João Paulo II – 18 de agosto de 2002 
Um dia em 1890, numa comunidade jesuíta na Ucrânia, um artigo sobre leprosos estava sendo lido no refeitório. Um noviço empurrou seu prato, dizendo: "Estou surpreso que as pessoas possam ler essas coisas repugnantes durante as refeições." Seu vizinho, que estava ouvindo com um estado de espírito completamente diferente, ficou comovido com a descrição dos sofrimentos dos leprosos... Alguns anos depois, ele falou sobre isso para seu confessor, era o Padre Beyzym. O confessor, profundamente movido por sua vez, aproveitou a oportunidade para pedir para sair para servir os leprosos. “Eu sei muito bem”, escreveu ele ao superior geral dos jesuítas, “o que é a lepra e o que devo esperar. No entanto, tudo isso não me assusta, pelo contrário, me atrai.” Jan Beyzym nasceu em 15 de maio de 1850 em Beyzymy Wielkie, na atual Ucrânia. Desde seus primeiros anos, ele compartilhou a devoção muito especial de sua família a Maria. Jan pensou em se tornar padre em uma paróquia, mas seu pai o conduziu em direção aos jesuítas. Depois de uma longa luta interior, entrou no noviciado da Companhia de Jesus, em 10 de dezembro de 1872. Durante os dois anos de noviciado, Jan conheceu a vida religiosa, que combina exercícios espirituais, ocupações práticas e obras de caridade.

Beata Maria Guadalupe (Maria Francesca) Ricart Olmos Virgem e mártir Festa: 2 de outubro

(*)Albal, Espanha, 23 de fevereiro de 1881
(✝︎)Silla, Espanha, 2 de outubro de 1936 
Martirológio Romano: Na aldeia de Silla, perto de Valência, também na Espanha, a Beata Maria Guadalupe (Maria Francesca) Ricart Olmos, religiosa da Ordem dos Servos de Maria e mártir, que na mesma perseguição foi coroada com o martírio por ter testemunhado Cristo. 
Maria Francesca Ricart Olmos nasceu na Espanha, perto de Albal, em 23 de fevereiro de 1881, filha de Francesco Ricart e Maria Olmos Dalman, a segunda de quatro irmãos, dois meninos e duas meninas. Apesar de sua natureza expansiva e exuberante, a jovem notou em si mesma uma inclinação particular para a vida contemplativa: "Ela adorava rezar a Jesus sozinha, ficar tempo com ele para lhe contar as muitas coisas que fluíam de volta em seu espírito em contato com as vicissitudes de todos os dias. Jesus era, portanto, seu amigo secreto, aquele a quem se podia contar tudo e por quem se sentia ouvido e compreendido. Em 11 de julho de 1896, com apenas quinze anos, ela entrou no mosteiro das Servas de Maria da "Pie de la Cruz", perto de Valência. Ao entrar no convento, Maria Francisca percebeu a escolha que havia feito, como ela mesma disse: "Sei muito bem o que estou fazendo, porque Jesus me chama".

Beata Maria Antonina Kratochwil, virgem e mártir - 2 de outubro

Martirológio Romano: Na cidade de Stanislawòw, então da Polônia, Beata Maria Antonina Kratochwil, virgem da Congregação das Irmãs das Escolas de Nossa Senhora, e mártir, que na época da 2ª. Guerra Mundial foi encarcerada por sua fé e morreu por causa das torturas suportadas por Cristo.
     Maria Ana Kratochwil nasceu em Ostrava-Vitcovice (Moravia), hoje República Checa, em 1881. Como seu pai morreu muito prematuramente, a menina foi internada no orfanato de Bielsko, dirigido pelas Irmãs Escolásticas de Nossa Senhora. Maria Ana fez os estudos de magistério e em 1906 pode colocar-se como professora na escola de Karwin.
     Três anos mais tarde ingressava na mencionada Congregação, pronunciando os votos em 27 de setembro de 1910 com o nome de Irmã Maria Antonina. Foi professora nos colégios de Karwin, Lvov e Tlumacz, e em Lvov exerceu a função de mestra das candidatas a religiosas de sua Congregação.
     Quando a 2ª. Guerra Mundial se desencadeou, ficou na zona submetida à Rússia, suportando as restrições impostas aos colégios católicos; pouco tempo depois foi nomeada superiora da casa de Mikuliczyn e naquele mesmo ano as religiosas foram privadas de sua casa.
     Em junho de 1941 as tropas de Hitler ocuparam a região, as Irmãs puderam voltar para sua casa de Mikuliczyn, mas em condições sumamente difíceis. Em 9 de julho de 1942 Irmã Maria Antonina e as demais Irmãs foram presas pela Gestapo por causa de uma delação falsa apresentada contra elas.

Beata Emília de Villeneuve, Fundadora

Emilie de Villeneuve fundou a Congregação de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Castres em 1836. Atualmente esta congregação conta com quinhentas religiosas e implantação em 18 países, onde exerce atividades missionárias nas áreas pastoral, social, educacional e de saúde, que inclui colégios, centros socioeducativos, casas de formação. Também presta serviço em hospitais e a famílias desfavorecidas. Em Roma possui uma Casa de Hospedagem para acolhida de peregrinos. 
Biografia 
Primeiros passos 
Emilie de Villeneuve era neta do Conde de Villeneuve e terceira dos quatro filhos do Marquês de Villeneuve e de Rosalie d’Avessens. Os primeiros anos de sua vida transcorreram no castelo de Hauterive[desambiguação necessária], na proximidade de Castres, onde sua mãe teve que retirar-se por causa de seu delicado estado de saúde. Com a idade de 14 anos, Emilie de Villeneuve perde sua mãe, e três anos depois sua irmã Octavie. Estes fatos trágicos marcaram sua existência, bem como o contato que mantinha com o padre jesuíta Le Blanc, a quem transmite as preocupações sociais que sentia (entre as quais se destaca a miséria que via a seu redor, no contexto histórico dos primeiros albores da revolução industrial). 

Anjos da Guarda

A Igreja comemora, no dia 2 de Outubro, a festa dos Santos Anjos da Guarda. São eles espíritos celestes a quem Deus confiou a guarda e protecção dos homens. A cada ser humano, desde a hora de seu nascimento, foi confiado um Anjo da Guarda, que o acom-panhará até o dia de sua morte, protegendo e assistindo não só contra os perigos temporais, mas especialmente contra os perigos espiri-tuais. Embora o homem moderno procure desmistificar sua existência ou a sua perma-nência ao lado do homem como fiel compa-nheiro, há provas evidentes e indiscutíveis nas Sagradas Escrituras sobre o seu ofício divino. Devemos ao Santo Anjo um afecto todo especial e temos por obrigação amá-lo, honrá-lo e invocá-lo, pois é um grande amigo que temos e que vê incessantemente a face de Deus que está no Céu. Do berço até o túmulo, o Anjo da guarda vela por nós, nos defende e desvia das ciladas do demónio. “Como um leão, ruge ao nosso lado”, o demónio procura de todas as formas afastar o homem do caminho da virtu-de. É o que nos afirma São Pedro em sua pri-meira carta, capítulo 5, versículos 8 e 9: "Sede sóbrios e vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda ao redor de vós, como leão que ruge, buscando a quem possa devorar. Resisti-lhe fortes na fé, cientes que vossos irmãos, espalhados pelo mundo, sofrem a mesma tribulação."

Tomás de Hereford Bispo, Santo + 1282

Arcebispo desta cidade, 
por decisão do Papa Gregório X. 
Perante a vida de tantos santos e santas, fica-se impressionado com o que eles fizeram em suas vidas, amando a Deus e ao próximo, e pela forma como desempenharam as suas ações. Seus pais ocupavam uma boa posição social. Seu pai era um barão Normando, Guilherme de Chanteloup e sua mãe era a condessa de Evreux (França). Todavia pode-se ver que a riqueza não é obstáculo para quem quer alcançar o cume da santidade. Como Tomás pertencia a uma família abastada e possuía qualidades para o estudo, foi enviado estudar para a célebre Universidade de Oxford e depois para Orléans onde estudo Direito, seguindo depois para Paris onde completou os seus estudos de filosofia. A fama da sua cultura chegou a tal ponto que o nomearam chanceler das Universidades de Oxford e da Inglaterra. Tudo corria bem na vida de Tomás; tudo estava como programado para um sucesso sem igual, quando o rei Henrique III, sem qualquer razão, a não ser a inveja, o destituiu dos seus encargos. Tomás não se preocupou com isso. Mas que fazer então? Deus tinha-lhe preparado um outro doutorado: o da santidade. Devido às suas virtudes e à sua integridade moral, o Senhor suscitou nele a vocação religiosa, que ele humildemente aceitou como um dom divino.

Beato Antônio Chevrier Sacerdote Festa: 2 de outubro

Sacerdote nativo de Lyon, em França; 
amigo e discípulo do Santo Cura de Ars. 
Fundou a Comunidade das Irmãs do Prado. 
(*)Lyon, 16 de abril de 1826 
(✝︎)2 de outubro de 1879 
Foi diante do presépio, em um momento de intensa oração, que ele teve a intuição de viver a pobreza em plenitude. Guiado por Jean-Marie Vianney, o Cura d'Ars, Anthony Chevrier aceitou tornar-se o diretor espiritual da "Cidade do Menino Jesus", que tinha como objetivo incentivar a Primeira Comunhão nas crianças pobres. Ele nasceu em 16 de abril de 1826 em Lyon, em uma família modesta. Aos 17 anos entrou no seminário e foi ordenado sacerdote em 1850. Precursor do compromisso social do clero, iniciou sua missão pastoral em uma paróquia operária nos subúrbios. Em seguida, o encontro com o Cura d'Ars. Ele então pensou em fundar seu próprio trabalho. Em 1860 comprou o "Prado", um antigo salão de baile, agora em ruínas: nasceu "A Providência do Prado". Ele também abriu uma escola de clérigos, que, após a ordenação, formaram a "Sociedade dos Padres do Prado", sempre engajados em obras de caridade. Ele morreu em 2 de outubro de 1879, após uma longa doença. Em 4 de outubro de 1986 foi beatificado por João Paulo II. (Avvenire) 
Martirológio Romano: Em Lyon, França, o Beato Antônio Chevrier, sacerdote, que fundou a Obra da Providência do Prado para preparar sacerdotes para ensinar aos jovens pobres a fé cristã.

ORAÇÕES - 02 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
2 – Quinta-feira– Santos: Custódio, Leodegário
Evangelho (Mt 18,1-5.10) “Os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: – Quem é o maior no Reino dos Céus?”
Os discípulos ainda não entendiam bem as propostas de Jesus, e queriam saber quem seria importante na realidade nova.A resposta destruiu suas ilusões: só podem fazer parte da nova realidade oferecida por Deusquem se reconhecer pequeno, débil, necessitado de misericórdia.Podem acolher a vida nova de salvaçãosomente os que acolhem os pobres e pequenos, e se colocam a seu serviço.
Oração
Senhor Jesus,faz tempo que procuro seguir vosso evangelho, mas ainda me julgo grande eprocuro ser importante. Fazei-me reconhecerminhas limitações,e livrai-me da procura do poder e da importância na família, na sociedade e na igreja.Ponde na minha cabeça e no meu coração que só posso ser discípulo vosso se me colocar a serviço e à disposição principalmente dos menores. Amém.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

REFLETINDO A PALAVRA - “Natal! Um Filho nos foi dado”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Natal, coisa da gente
 
A serenidade do Natal tem origem naquela noite distante, no escondido de um lugar humilde, no coração de duas pessoas cheias de ternura para com um Menino recém-nascido. Ele era o Filho de Deus. É muito difícil falar do nascimento de Jesus. É como sentir o sabor de uma fruta que não se comeu. A celebração da liturgia procura os sentimentos através dos textos litúrgicos. Esse nascimento é como diz Isaias, para a alegria da paz. Compara com as festas da colheita ou com a vitória sobre o inimigo. O salmo 95 nos convida a cantar efusivamente diante de todas as nações. É um louvor que vem de toda a natureza. Vem do fundo do mar, vem dos campos de frutos abundantes. Exultam as florestas e as matas. Céus e terra exultam. Nada fica fora do louvor. Esse louvor é completado pelos Anjos que fazem um coro celestial. Somos convidados e alimentar nossa alegria abandonando toda impiedade e paixões e vivendo no mundo com equilíbrio e piedade (Tt 2,11-14). A alegria está na libertação dos males e na busca da vida que nos foi comunicada pelo Menino de Belém. A narrativa do nascimento de Jesus, tão sucinta e cheia de ternura, mostra como se realizou o projeto salvador de Deus. Deus parte do homem para alcançar o coração do homem. O amor de Deus manifestado em Cristo passa pela condição humana, deixando-nos na certeza de que podemos fazer o mesmo. Nós nos associamos aos anjos para cantar: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados” (Lc 2,14). Os pastores participam desse louvor indo a Belém ver o Menino. 
Bom negócio 
A reflexão dos grandes mestres da fé sobre o nascimento de Jesus usa o termo intercâmbio, comércio e troca de presentes. Os santos Padres exclamam: “Ó admirável comércio”! Rezamos na oração sobre as oferendas: “Acolhe, ó Deus, a oferenda da festa de hoje, na qual o Céu e a terra trocam os seus dons”. Damos um presente a Deus: nossa humanidade. Deus nos retribui com sua Divindade. Em Jesus está a síntese de tudo: Homem-Deus. Continuamos: “Dai-nos participar da Divindade Daquele que uniu a Vós a nossa humanidade”. Não é só um ensinamento, mas um caminho de salvação na busca permanente de unir nossa vida à vida de Deus. É o processo permanente de conversão na redenção que Jesus nos fez. Na espiritualidade conhecemos esse processo como divinização. Vamos assumindo a Vida de Deus. Espiritualidade não é um sentir-se bem, mas um permanente abrir-se à divindade. Jesus Se encarnou após o sim de Maria. Deus usa conosco o mesmo caminho do respeito a nossa liberdade e atitude de assumir a Divindade. Deus enviou Jesus para abrir-nos à comunhão com Ele. 
Um canto suave 
Quando ouvimos um coral muito bonito, dizemos: Parecem anjos cantando. Quando vemos os Anjos cantando na noite de Natal, no nascimento de Jesus, podemos dizer: é gente cantando. É um canto suave, pois Ele é o construtor da paz. É linguagem de gente. Os Anjos cantaram diante dos pastores palavras Divinas e as transformaram em palavras humanas. A paz que anunciam para a terra é a mesma que trazem do Céu. Por isso chamamos Jesus de Príncipe da Paz. Consequentemente Jesus estabelece a paz com o seu mandamento: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”. Celebramos a beleza do Natal. Para Jesus, a memória do Natal se dá em cada ato de amor que realizamos, desde um sorriso até uma vida doada, entregue no amor. Por isso ele deve permanecer o ano todo nos instruindo. O espírito do Natal continua em Jesus, pois sempre é o pequenino.
ARTIGO PUBLICADO EM DEZEMBRO DE 2017

EVANGELHO DO DIA 01 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 9,57-62. 
Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos iam a caminho de Jerusalém, quando alguém Lhe disse: «Seguir-Te-ei para onde quer que fores». Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm as suas tocas, e as aves do céu os seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça». Depois disse a outro: «Segue-Me». Ele respondeu: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai». Disse-lhe Jesus: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos; tu, vai anunciar o Reino de Deus». Disse-Lhe ainda outro: «Seguir-Te-ei, Senhor; mas deixa-me ir primeiro despedir-me da minha família». Jesus respondeu-lhe: «Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o Reino de Deus». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresinha do Menino Jesus 
(1873-1897) 
Carmelita, doutora da Igreja 
Poesia «Jesus, meu amado, recorda-Te!», estr. 1, 6-8 
«O Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça»

Recorda-Te da glória do Pai,
recorda-Te dos divinos esplendores
que deixaste quando Te exilaste na Terra
para resgatares os pobres pecadores.
Ó Jesus! Abaixando-Te ao ventre da Virgem Maria,
ocultaste a tua grandeza e a tua glória infinitas.
Ah! Do seio materno,
que foi o teu segundo Céu,
recorda-Te.

Recorda-Te de que noutras paragens
os astros de ouro e a lua de prata,
que contemplo no azul sem nuvens,
rejubilaram, encantados com teus olhos de Menino.
Na mãozinha com que acariciavas Maria,
sustentavas o mundo e davas-lhe a vida.
E pensavas em mim,
Jesus, meu Rei,
recorda-Te.

Recorda-Te de que, na solidão,
trabalhavas com tuas divinas mãos.
Rejeitaste o saber dos humanos,
viver oculto foi o teu doce estudo.
Tu, que com uma palavra sabias encantar o mundo,
preferiste ocultar a tua sabedoria profunda.
Parecias ignorante,
ó Senhor omnipotente!
Recorda-Te.

Recorda-Te de que, estrangeiro neste mundo,
andaste errante, Tu, o Verbo eterno,
nada tinhas, nem sequer uma pedra,
nem um abrigo, como as aves do céu.
Ó Jesus! Vem repousar em mim,
vem, que minha alma está pronta para Te receber,
meu amado Salvador,
repousa no meu coração,
que é teu.

Beata Florencia Caerols Martínez, Leiga, Mártir da Guerra Civil Espanhola (+1936), 1º de Outubro

Florencia Caerols Martínez (Caudete, 20 de fevereiro de 1890 — Rotglà i Corberà, 2 de outubro de 1936) foi uma mártir católica, morta durante a Guerra Civil Espanhola. Solteira e muito ativa em sua paróquia, trabalhava como catequista na região[1]. Depois de sua execução, os carrascos teriam dito que Florencia Martínez, antes de morrer, os perdoou e os encomendou ao Sagrado Coração[2]. Foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 11 de março de 2001[3]. 
Referências 1. ↑ RABENSTEIN, K. I. "ABAD CASASEMPERE, AMALIA, AND COMPANIONS, BB.". New Catholic encyclopedia, 2ª ed., vol. 1, p. 4 [The Catholic University of America, Gale: 2003]. 2. ↑ NAVARRO, Antonio Abellán. Florencia Caerols Martínez. Acesso em 04/03/08. 3. ↑ OFICINA de las Celebraciones Litúrgicas del Sumo Pontífice. "Capilla Papal Presidida por el Santo Padre Juan Pablo II para la Beatificación de los Siervos de Dios". Acesso em 04/03/08.

Beata Cecilia Eusepi, Terciária servita - 1 de outubro

Esta é a história de uma mocinha. Não era um gênio, não deixou obras. Nada de excessivo, em suma, nada de especial. Se não fosse que para Alguém tivesse sido tão preciosa. Cecília Eusepi é o nome desta jovem que viveu no início do século XX num vilarejo às portas de Roma e morta pela tuberculose com apenas dezoito anos. De si não deixou mais do que poucos cadernos com as suas recordações de infância e um diário, escritos apenas para obedecer ao seu confessor quando já estava tomada pela doença. A beatificação, introduzida pouco depois da sua morte, procedeu sem obstáculos. No dia 1º de junho de 1987 foi declarada venerável por João Paulo II, e dia 17 de junho de 2012 foi proclamada beata pelo Papa Bento XVI. Hoje já há quem a considere uma irmã espiritual de Santa Teresa de Lisieux, à qual Cecília Eusepi é semelhante em muitos aspectos. Vida e Morte Nepi é uma antiga cidadezinha da Tuscia a quarenta quilômetros de Roma. Um dos muitos sonolentos vilarejos que tempos atrás pertenciam à Itália camponesa. Foi neste ambiente que foi morar Cecília, vinda de Monte Romano, uma cidadezinha próxima na qual tinha nascido no dia 17 de fevereiro de 1910, última de onze filhos. Com a mãe viúva e o tio materno estabeleceram-se a três quilômetros do vilarejo, numa propriedade chamada “La Massa” que pertencia aos Duques Lante della Rovere, onde o tio trabalhava como caseiro.

Santa Teresa do Menino Jesus (de Lisieux) Virgem e Doutora da Igreja Dia da Festa: 1º de outubro

(*)Alençon, França, 2 de janeiro de 1873
(✝︎)Lisieux, França, 30 de setembro de 1897
A França do século XIX é o primeiro país da Europa em que começou a se espalhar a convicção de que se podia viver sem Deus, que se podia viver como se Ele não existisse. Foi precisamente no país além dos Alpes, no entanto, que alguns santos, como Teresa de Lisieux, lembraram que o sentido da vida é precisamente o de conhecer e amar a Deus. Teresa nasceu em 1873 em um ambiente profundamente crente. Em 2015, seus pais também foram declarados santos. Por isso, recebeu uma educação profundamente religiosa que logo a levou a escolher a vida religiosa no Carmelo de Lisieux. Aqui ela se confia progressivamente a Deus. Por sugestão da superiora, ela manteve um diário no qual anotava as etapas de sua vida interior. 
Escreveu em 1895: "Em 9 de junho, festa da Santíssima Trindade, recebi a graça de entender mais do que nunca o quanto Jesus deseja ser amado".

Remígio de Reims Bispo, Santo (437-530)

Foi nomeado Bispo desta cidade francesa quando apenas contava 22 anos de Idade. 
Foi ele que baptizou Clovis, reis dos francos e está na origem da apelação conhecida da França como
 “filha mais velha da Igreja”.
A 16 de março do ano 455, o imperador Valentiniano III sucumbia sob os golpes de dois soldados da Guarda Imperial, no Campo de Marte. Com sua morte, extinguia-se a dinastia dos Teodósios, última estirpe a reinar sobre Roma, e apressava-se o fim de um Império já em declínio. A partir daquele dia, o trono dos césares seria disputado durante mais de vinte anos por governantes efémeros, joguetes das manobras políticas ou das paixões humanas desenfreadas. Velho e desgastado, o Estado Romano se desagregava antes de cair definitivamente, minado em seu interior, corroído em suas bases pela decadência dos costumes, bem como pela desorganização política, militar e financeira. “Entre os romanos já não havia educação, mas corrupção moral e intrigas, a vida de família estava destruída”. De outro lado, as sucessivas invasões dos bárbaros do norte haviam enfraquecido o poderio e a coesão da Roma de outrora. No entanto, “não foram os bárbaros que destruíram o Império, ele mesmo se aniquilou; os estrangeiros foram meros executores da sentença de morte pronunciada pela Ordem moral contra o mundo antigo”.

João de Dukla Sacerdote Franciscano, Santo (1414-1484)

Sacerdote franciscano polaco, 
missionário junto dos Ruthenes, 
canonizado pelo Papa, 
São João Paulo II em 1997.
João nasceu em Dukla, próxima dos montes Cárpatos, na Polónia em 1414. Muito jovem ingressou na Ordem dos Frades Menores. Ordenado sacerdote se distinguiu por seu zelo e prudência, tanto que mereceu ser colocado em postos de responsabilidade. Foi várias vezes guardião e superior em Krosno e em Leópoli, onde também foi custódio de todos os conventos daquela Província, particularmente importante dada a vizinhança dos territórios ortodoxos e o carácter missionário destes conventos. Naquele tempo, os franciscanos polacos estavam unidos com os checos em uma só província. Por sua inclinação à vida contemplativa, obteve dos superiores permissão para viver em conventos onde se observava com maior rigidez a Regra Franciscana. Setores especiais de sua vida foram o confessionário e o púlpito. Ao ficar cego, não podendo preparar as pregações, tinha a ajuda de um noviço que lia alguns textos sagrados sobre os quais preparava suas homilias. Chegou aos 70 anos quando Deus quis premiá-lo com a glória do céu. João faleceu no dia 29 de setembro de 1484. 

Teresa de Lisieux Carmelita, Santa Doutora da Igreja 1873-1897

No dia 30 de setembro de 1897, uma discreta carmelita, não confirmada por seu convento, morreu de tuberculose aos 24 anos, sob atrozes sofrimentos, em Lisieux (francês). " O que aconteceu com a realidade da memória de Ter
esa do Menino Jesus depois que ela morreu? É uma irmãzinha gentil [boa irmãzinha], mas ela nunca morreu " (1). E é o comentário que ela tem, e só a morte do pai, vem de um dos seus companheiros... “ Ela nada fez de notável, não se vê praticar a virtude, não se pode sequer dizer que seja uma boa religiosa ” (2), acentua a carmelita crítica, a quem aprazia passar horas proternada diante do Tabernáculo... Esta “ desconhecida ” causou agora emoção em todos os nossos orbes, sento comemorada nos quatro cantos da Terra, por ocasião do centenário de sua morte. “A criança querida do mundo inteiro” (um grito do Mundo Inteiro) (3), que é o que se eleva a ser “ uma fúria de glória ” (4), que se transforma em um número de pessoas mas pessoas populares do século XX, está a ser proclamada... Doutora da Igreja universal (5). Essa “ desconhecida ”, “ a maior santa dos tempos modernos ” (6), “ a estrela de me pontificado ” , como dizia Pio semanas antes de sua morte (8). E, prevendo sua glória futura, misteriosamente diz: “ O que o bom Deus me reserva para depois de minha morte, o que eu presinto de glória.... vai de tal modo além de tudo que se pode conceber que por vezes sou obrigado à parar de pensar: sinto uma como que vertigem” (9).

Luís Maria Monti Sacerdote, Fundador, Beato (1825-1900)

Sacedote italiano, fundador 
de 
diversas Comunidades religiosas.
Nasceu na localidade de Bovisio, na Província e na Diocese de Milão (Itália), no dia 25 de Julho de 1825 e foi baptizado nesse mesmo dia. O acontecimento que mudou a vida de Luís Maria Monti foi a morte do pai, Ângelo Pancrácio, ocorrida no ano de 1837, quando encontrou o Pe. Luís Dossi, um sacerdote que influenciou de modo determinante a sua formação espiritual e que lhe revelou a missão para a qual o Senhor o tinha escolhido. Animado pela palavra de Deus, Luís Maria Monti pensou em formar na sua casa um oratório para os jovens. Depois da morte da mãe, em 1846, o oratório passou a ser conhecido como “Companhia dos Frades”, onde Luís reconciliava o trabalho e a animação de grupo, onde se promovia a piedade, o zelo pela liturgia, a obra de voluntariado em favor dos pobres e o apostolado para a conversão das pessoas que se tinham afastado da fé. Em 1851, os membros da Companhia do Sagrado Coração foram aprisionados, acusados de associação secreta, mas no cárcere Luís organizou depressa uma vida conventual, até à sua libertação, ocorrida algum tempo depois. No ano seguinte, entrou na Congregação dos Filhos de Maria, onde permaneceu mais de cinco anos como noviço, mas Deus estava a prepará-lo para grandes coisas.

ORAÇÕES - 01 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – Quarta-feira – Sta. Teresinha do Menino Jesus
Evangelho (Lc 9,57-62) “Jesus disse a outro: ─ Segue-me. Este respondeu: ─ Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai.”
Três histórias. Um homem, de própria iniciativa, declara-se pronto a seguir Jesus. Outro, convidado pessoalmente, não aceita logo o chamado, promete aceitar mais tarde, depois que seu pai estiver morto e ele livre dos encargos familiares. O terceiro quer apenas despedir-se da família. Jesus avisa que o chamado para o serviço do Reino exige desprendimento, prontidão e entrega total.
Oração
Senhor, hoje quero pedir pelos que chamais para se dedicarem totalmente ao serviço do Reino. Dai-lhes generosidade, coragem e prontidão para deixar tudo que for preciso deixar. Ajudai-os a não recusar o convite, e a permanecer fiéis ao compromisso assumido. Dai-lhes alegria e esperança, amparai-os nos momentos difíceis e livrai-os das ilusões. E também nos ajudai a ajudá-los. Amém.