sábado, 10 de fevereiro de 2024

LUÍS STEPINAC Cardeal, Mártir, Beato 1898-1960

Bispo de Zagreb. 
Vítima do regime comunista 
― que acabou por envenená-lo. ― 
Cardeal, mártir. 
Beatificado em 1998.
Ficará conhecido, na história, o Cardeal Stepinac como paladino da liberdade, uma vez que, mesmo escravizado nas masmorras, pois fora condenado a uma prisão ignóbil, morreu, ele o grande cardeal da Igreja, na sua terra natal, servindo o pároco. Por tudo isto, pôde escrever Pemán, no dia seguinte à sua morte ocorrida a 10 de Dezembro de 1960: “Em todas estas histórias da liberdade há enormes e equívocas histórias de tirania. Há guilhotinas, pelotões de fuzilamento e governos absolutos. Só o púlpito de Zagreb, batido pelas ondas de tiranias hostis, significou a liberdade de Cristo. Aos eternos incensadores da liberdade do homem escapar-lhes-á, encoberta detrás da sua fiada de estátuas de tiranos liberais, a gesta gigantesca e humilde de Luís Stepinac”. Nascido na Croácia, em 1898, no seio de uma família numerosa, onde aprendeu, desde a infância, a crescer imbuído de virtudes humanas e cristãs, foi mobilizado, aos dezasseis anos, e incorporado nos exércitos da Primeira Guerra Mundial. Em 1918, foi aprisionado pelas tropas italianas e logo que liberto, regressou à sua terra, onde trabalhou na agricultura, enquanto discernia a vocação ao sacerdócio. Feitos os estudos no seminário diocesano, termina a teologia em Roma onde é ordenado, a 25 de Outubro de 1930, ia pelos 32 anos.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 10 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
10 – Sábado – Santos: Escolástica, Guilherme de Maleval, Silvano
Evangelho (Mc 8,1-10) “Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer.”
Podemos ler de outro modo essa passagem: Nestes dias ainda há uma grande multidão, e não tem o que comer. Jesus não faz nenhum milagre, ou melhor faz sim. Toca o coração de muitos, também de discípulos seus, faz que vejam a pobreza grande de tantos. Eles não apenas lamentam, mas começam a agir e conseguem matar a fome de muitos. Às vezes fico pensando que eu deveria fazer alguma coisa.
Oração
Senhor Jesus, Mateus (14,16) escreveu que dissestes: “Vós mesmos deveis dar-lhes de comer”. Não tenho saída; quando vejo perto ou longe de mim tantos passando fome de comida, de casa, de saúde, vejo que faço pouco para os ajudar. Perdoai-me, e não permitais que eu continue tranquilo, deixando que outros façam o que nós, discípulos vossos, deveríamos fazer. Mostrai o que posso fazer. Amém.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - Indescritível doçura do amor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Coração ferido pela lança
 
Celebramos, nesses dias, a festa do Sagrado Coração de Jesus na qual lembramos o amor de Deus manifestado em Cristo. Assim como dizemos que o coração é a sede do amor, dizemos Sagrado Coração de Jesus. Não se trata do órgão físico, mas de sua Pessoa em seu mistério de amor e de sua entrega ao Pai pela vida do mundo. Não esquartejamos Cristo para celebrar seus mistérios, mas identificamos o dom da Redenção que nos conquistou com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. A devoção tem seus símbolos. O coração ferido pela lança (Jo 19,34), do qual jorra sangue e água, é também símbolo da abertura que temos para entrar no “segredo de Deus”. Em Deus não há nada oculto para nós. Jesus nos diz: “Tudo o que ouvi de meu Pai, eu vos dei a conhecer” (Jo 15,15). Por esse conhecimento ouvimos S. Paulo exclamar: “Tereis capacidade de compreender, com todos os santos, qual a largura, o cumprimento, a altura, a profundidade e de conhecer o amor de Cristo que ultrapassa todo conhecimento, a fim de que sejais cumulados até receber toda a plenitude de Deus” (Ef 3,18-19). Entrar no Coração de Jesus pela imensidão da abertura que foi feita a todos, é acolher a água que jorra para o Batismo e pelo sangue da Eucaristia. Jesus dissera aos discípulos que, daquele que crê jorrariam rios de Água Viva. Ele falava do Espírito Santo que deviam receber os que Nele cressem (Jo 7,38-39). A Água Viva é o próprio Jesus (Jo 4,10). Santa Catarina de Sena fundamenta sua espiritualidade neste caminho aberto pela lança. É pelo amor que achamos esta entrada e penetramos nesse amor que é o modo de ser de Deus. Estando na sala do banquete, como lemos em Cântico dos Cânticos, (Ct 2,4), podemos saborear as doçuras do amor. O que mais falta em nossa espiritualidade é a experiência da inenarrável doçura do amor de Deus. Na devoção ao Sagrado Coração encontramos tanta riqueza para nós, mas o fundamental é o diálogo amoroso com Aquele que nos amou primeiro. Esse diálogo é o alimento dos que buscam a Deus. 
A fé tem coração 
A fé não nos foi transmitida como uma virtude seca, esturricada de verdades pesadas e difíceis. Ela é o doce mel que escorre dos favos do Coração de Deus e abre em nós a morada de Deus. “Aquele que me ama, meu Pai o amará e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada” (Jo 14,23). A fé é uma posse (Hb 11,1), mas ainda não nos é dado a ver tudo o que seremos. Por enquanto vemos como por um espelho, em enigma, mas então veremos face a face (1Cor 13,12). Há uma necessidade de colocarmos tudo que somos: corpo, alma e potências intelectuais para viver a fé. É a coerência integral. Crer a Verdade significa amar e viver a verdade. A fé tem coração. Fé sem amor é um livro sem letras. 
Uma devoção sempre nova 
A devoção ao Sagrado Coração trouxe riquezas. Eram belas as nove primeiras Sextas-Feiras para a Comunhão reparadora, com tantas promessas. Não se trata de retirar sua importância, mas criar algo novo nascido deste tesouro antigo que se torna novo e o vivemos como novidade de vida cristã. Não basta amar o Coração de Jesus, mas ter em nós seu coração. Amar com o Coração de Jesus. Ele é manso e humilde de coração (Mt 11,29). Por isso rezamos: “Jesus, manso e humilde de coração, fazei nosso coração semelhante ao vosso!” A novidade é transformar as atividades pastorais em uma fornalha de amor por todos os necessitados. Sem esse fogo do amor, não vamos levar Jesus ao mundo. Nossas comunidades podem receber aquele elogio dos pagãos: vede como se amam?
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM JUNHO DE 2012

EVANGELHO DO DIA 9 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 7,31-37. 
Naquele tempo, Jesus deixou de novo a região de Tiro e, passando por Sidónia, veio para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole. Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar e suplicaram-Lhe que impusesse as mãos sobre ele. Jesus, afastando-Se com ele da multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua. Depois, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse-lhe: «Effathá», que quer dizer «Abre-te». Imediatamente se abriram os ouvidos do homem, soltou-se-lhe a prisão da língua e começou a falar corretamente. Jesus recomendou que não contassem nada a ninguém. Mas, quanto mais lho recomendava, tanto mais intensamente eles o apregoavam. Cheios de assombro, diziam: «Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e que os mudos falem». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João-Maria Vianney 
(1786-1859) 
Presbítero, Cura de Ars 
Sermão para o 11.º Domingo depois do Pentecostes 
«Imediatamente se abriram os ouvidos do homem, 
soltou-se-lhe a prisão da língua 
e começou a falar corretamente» 
Que desejável seria, meus irmãos, que se pudesse dizer de cada um de nós o que o Evangelho diz do mudo que Jesus curou: que ele falava bem. Infelizmente, meus irmãos, não poderemos, pelo contrário, ser censurados por falarmos quase sempre mal, sobretudo quando falamos do nosso próximo? De facto, qual é o comportamento da maior parte dos cristãos de hoje? É criticar, censurar, denegrir, condenar o que o próximo faz e diz; este é o mais comum de todos os vícios, o mais universalmente difundido, e talvez o pior de todos. É um vício que nunca é demais detestar, um vício que tem as consequências mais desastrosas, que traz problemas e desolação por todo o lado. Oh, que Deus me desse um daqueles carvões que o anjo usou para purificar os lábios do profeta Isaías (cf Is 6,6-7), para eu purificar a língua de todos os homens! Quantos males seriam banidos da terra se fosse possível banir os mexericos! Pudesse eu, meus irmãos, dar-vos tal repugnância por esse vício que tenhais a felicidade de o corrigir para sempre! Termino dizendo que não só está mal caluniar e difamar, mas também ouvir com prazer a calúnia e a difamação; porque se ninguém ouvisse, não haveria caluniadores Digamos muitas vezes: «Meu Deus, dai-me a graça de me conhecer tal como sou». Feliz, mil vezes feliz o homem que usa a sua língua apenas para pedir a Deus perdão pelos seus pecados e cantar os seus louvores!

São Maron MONGE, + CERCA DE 410

A vida deste monge sírio, amigo de S. João Crisóstomo, é muito pouco conhecida, embora ele tenha deixado uma marca indelével na história das Igrejas do Oriente - ainda hoje uma delas guarda no nome a sua memória. Sabe-se que era eremita e que passou toda a sua vida exposto a intempéries e totalmente entregue à oração, tendo tido uma grande influência no movimento monástico. Foi um verdadeiro mestre da vida espiritual, graças à sua fidelidade inquebrantável ao Senhor, e ensinava quantos lhe pediam conselho a combaterem as suas misérias espirituais, antes de tudo pelo recurso à oração. Um século depois da sua morte, um grande número de cristãos, fugindo à invasão árabe, reuniram-se no mosteiro de S. Maron e criaram uma Igreja autónoma que tomou o nome de Igreja Maronita.
Agora vou me lembrar do Marone, porque ele também embelezou o coro dos santos. Enquanto os médicos prescrevem um medicamento diferente para cada doença, seu remédio era sempre o mesmo, comum a todos os santos: a oração. Curou não só as doenças do corpo, mas também as da alma: curou uma de avareza, outra de ira, instruiu a primeira na temperança, a segunda na justiça" (Teodoreto de Ciro). Pouco se sabe sobre a vida de Maron, um monge eremita que viveu na Síria entre os séculos IV e V. Embora possuísse uma cabana coberta de peles de cabra, ele fez pouco uso delas, vivendo principalmente ao ar livre. Ele passava a maior parte de seu tempo absorvido em oração. Sua solidão, no entanto, não durou muito. Logo discípulos e fiéis comuns acorreram a ele em busca de conselhos.

Beata Eusébia Palomino Yenes, Religiosa (+1935), 09 de Fevereiro

Eusébia Palomino Yenes nasce no crepúsculo do Século XIX ― no dia 15 de dezembro de 1899 ― em Cantalpino, pequena cidade da província de Salamanca (Espanha) numa família rica de fé quanto escassa de meios. Papai Agustín, que todos recordam em seu aspecto humilde, homem de grande bondade e doçura, trabalhador braçal não fixo a serviço de grandes proprietários rurais dos arredores, e mamãe Juana Yenes cuida da casa com os quatro filhos. Quando o campo repousa no inverno e falta trabalho, o pão escasseia. Então, papai Palomino vê-se obrigado a pedir ajuda à caridade dos outros pobres nas cidadezinhas da região. Às vezes, acompanha-o a pequena Eusébia, de sete anos apenas, ignora do custo de certas humilhações: ela goza daquelas caminhadas pelos atalhos campestres, e saltita alegremente junto do papai que a faz admirar as belezas da criação e da luminosidade da paisagem de Castela tira argumentos catequéticos que a encantam. Depois, tendo chegado a um casario, sorri às boas pessoas que os acolhem e pedem “um pão por amor de Deus”. O primeiro encontro com Jesus na Eucaristia aos oito anos de idade dá à menina uma surpreendente percepção do significado de pertença, de oferecer-se totalmente como dom ao Senhor. Muito cedo deve deixar a escola para ajudar a família e, depois de ter dado provas de precoce maturidade em cuidar ― ainda criança ela mesma ― das crianças de algumas famílias do lugar enquanto os pais estão no trabalho, aos doze anos vai para Salamanca com a irmã mais velha e se coloca a serviço de uma família como babá-faz-de-tudo.

APOLÓNIA DE ALEXANDRIA Virgem, Martir, Santa Século III

Virgem e mártir 
O algoz golpeou-lhe as maxilas 
até lhe fazer cair todos os dentes.
Os seis anos de 243 a 249, durante os quais o rumo do Império Romano ficou sob a direcção de Felipe o Árabe, foram considerados: um intervalo de trégua do regime do anticristianismo. No último ano, porém, houve um episódio que comprovou que a aversão aos cristãos, pelo menos na província africana, não havia desaparecido. O ocorrido era narrado por Dionísio, o bispo de Alexandria no Egipto, numa carta que enviou ao bispo Fabio da diocese de Antioquia, em 249. Na carta ele escreveu que: «No dia 9 de fevereiro, um charlatão alexandrino, “maligno adivinho e falso profeta”, que insuflava a população pagã, sempre pronta a se agitar, provocou uma terrível revolta. As casas dos cristãos foram invadidas. Os pagãos saquearam os vizinhos católicos ou aqueles que estivessem mais próximos, levando as jóias e objectos preciosos. Os móveis e as roupas foram levados para uma praça, onde ergueram uma grande fogueira. Os cristãos, mesmo os velhos e as crianças, foram arrastados pelas ruas, espancados, escorraçados e, condenados à morte, caso não renegassem a fé em voz alta. A cidade parecia que tinha sido tomada por uma multidão de demónios enfurecidos». «Os pagãos prenderam também a bondosa virgem Apolónia, que tinha idade avançada.

ANA CATARINA EMMERICH Religiosa, Mística, Beata 1774-1824

Religiosa e mística alemã. 
Autora de diversos livros de “Visões”. 
Beatificada em 2004.
Nascimento e sua infância. 
Ana Catarina Emmerich, Religiosa Augustina, estigmática e extática, filha de camponeses pobres, mas piedosos, nasceu na aldeia de Flamsche, perto de Coesfeld na Diocese de Muster, em Westphalia Alemanha, no dia 8 de Setembro de 1774, foi baptizada no mesmo dia e morreu no dia 9 de fevereiro de 1824 na localidade de Dulmen. Desde a primeira infância, não cessou de receber do Céu uma direcção superior. Via frequentemente o Anjo da Guarda e brincava com o Menino Jesus, nos prados e no jardim. A Mãe de Deus, a Rainha do Céu, apresentava-se muitas vezes e também os Santos lhe eram bons e afectuosos amigos. Quando era criança, falava com toda a simplicidade dessas visões e fatos íntimos, pensando que as outras crianças vissem e experimentassem o mesmo; vendo, porém, que se admiravam das suas narrações, começou a guardar silêncio, pensando que era contra a modéstia falar dessas coisas. Ana Catarina tinha um génio alegre e amável; andava, porém, quase sempre calada e recolhida. Os pais, julgando que fosse por teimosia, tratavam-na com bastante rigor. Ela conta mais tarde: “Meus pais muitas vezes me censuravam, mas nunca me elogiavam; como, porém, eu ouvisse outros pais louvarem os filhos, julgava-me a pior criança do mundo”. Era, contudo, de uma grande delicadeza de consciência; a menor transgressão afligia-a tanto, que lhe perturbava a saúde. Quando fez a primeira confissão, sentia tanta contrição, que chorou alto e foi preciso levá-la para fora do confessionário. Na Primeira Comunhão, cheia de ardente amor, ofereceu-se de novo, sem reservas, ao seu Deus e Senhor.

MIGUEL FEBRES CORDERO Religioso das Escolas Cristãs, Santo 1854-1910

Equatoriano. 
Religioso dos Irmãos das Escolas Cristãs; 
membro da Academia nacional e
laureado da Academia francesa. 
Canonizado em 1984.
Miguel Febres Cordero Munoz nasceu em Cuenca, Equador, em 7 de novembro de 1854, foi filho de um professor universitário e seu avô foi um general do exército, venerado como herói nacional. Aos cinco anos de idade, Nossa Senhora lhe apareceu durante um sonho e desde então decidiu que seria um sacerdote. Três anos depois, sentiu novamente a presença da Virgem Maria quando foi protegido milagrosamente de ser morto por um touro selvagem. Aos nove anos ingressou no colégio da congregação dos Irmãos da Escola Cristãs de la Sale, que chegara recentemente ao Equador. Quatro anos mais tarde, se juntou aos irmãos iniciando seu noviciado, com a benção dos seus pais, que de imediato fizeram oposição. Tornou-se um sacerdote educador famoso, dotado de notável inteligência. Aos dezassete anos publicou seu primeiro livro pedagógico, que acabou sendo adoptado pelo governo. Esta função considerada a mais nobre e rendosa missão para a Igreja e para a pátria, ele exerceu durante trinta e dois anos, na cidade de Quito. Padre Miguel se firmou no meio intelectual como filósofo, pedagogo, teólogo e escritor de vários livros de gramática, manuais de geografia, história, religião e literatura. Foi eleito em 1892, membro da Academia Equatoriana da Língua, em seguida foi agraciado também pelas Academias da Espanha, França e Venezuela, chegando a trabalhar em Paris, Bélgica e Espanha.

LEOPOLDO DE ALPANDEIRE Religioso professo capuchinho, Beato 1866-1956

Francisco Tomás Márquez Sánchez, 
espanhol, 
beatificado em 21 de Setembro de 2010.
A sua vida não se distingue por obras estrepitosas, mas antes pela simplicidade e a fidelidade que punha em tudo o que fazia. Dele se pode dizer que foi em primeiro lugar um “homem de Deus”, imbuído de seu Espírito. Era um frade esmoler e por isso andava todo o dia entre o povo. A sua posição não era a do poder, mas a de quem pede e deixa livre quem está à sua frente. Ele pedia a esmola para o sustento dos frades, deixava em troca a quem lhe dava, a serenidade, a paz, os dons do Espírito. O serviço de esmoler, como o fazia frei Leopoldo, desapareceu de todo, ou quase, na Ordem, mas é necessário descobrir outras formas para estar presente entre o povo como "menores". "Submissos a todos os homens deste mundo", reza São Francisco no Elogio das virtudes, para oferecer a ocasião de cumprir um gesto de partilha e oferecer a eles "a Sua paz", aquela paz do Senhor Jesus. Como? Envolvendo-os nas obras de caridade que muitos de nossos confrades iniciaram, pedindo-lhes que dediquem um pouco de seu tempo ao fazer e ao receber o bem. Da gratuidade no doar-se só pode nascer o agradecimento por aquilo que se recebeu. O beato Leopoldo faz parte dessa grande fileira de frades mendicantes que encarnaram na minoridade a pergunta de quem procura, a pergunta pelo Bom Deus que busca o homem porque lhe quer bem.

Nossa Senhora da Piedade - 9 de fevereiro

Nossa Senhora da Piedade, entalhada em 1600,
 foi colocada em uma capela.
No ano de 1632, durante a guerra dos 30 anos,
soldados suecos protestantes
queimaram a capela e
jogaram a imagem no pântano.
 
  Um pastor do vilarejo de Sielenbach (Alemanha) a encontrou parcialmente queimada e deteriorada. Ele a colocou na parte oca de uma pereira. A peregrinação mariana teve início após duas curas milagrosas em 1659 e 1660, ocorridas diante da Pietà colocada no oco da pereira. Muitos ex-votos fornecem informações sobre graças recebidas ali desde então. Ainda hoje uma parte do tronco da pereira pode ser vista no altar-mor.
Igreja e Mosteiro de Maria Birnbaum
     Para dar a esta imagem milagrosa um cenário digno, Philipp Jakob von Kaltenthal, comandante da Ordem Teutônica no vizinho distrito de Blumenthal, ergueu, entre 1661 e 1668, o antigo edifício barroco em torno dapereira, que lembra uma igreja russa, projetado por Constantin Pader. A igreja foi dedicada às Sete Dores de Maria Santíssima. A imagem está localizada no altar-mor.
     A igreja de peregrinação de “Nossa Senhora na pereira" (Maria Birnbaum) é a primeira igreja no norte dos Alpes com cúpula lembrando edifícios bizantinos, mas a influência italiana na construção do santuário e do mosteiro teve um papel importante.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 9 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
9 – Sexta-feira – Santos: Alexandre de Roma, Apolônia, Donato
Evangelho (Mc 7,31-37) “Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão.”
Mais um gesto em que vemos o cuidado de Jesus com os fracos e limitados de algum modo. Na cura desse homem, vejo que Jesus veio também para tornar possível a comunicação entre nós. Só no amor e na fraternidade nos podemos comunicar o bem, a verdade, a justiça. Jesus liberta-nos do mal, que pesa sobre nós e impede que nos conheçamos e compreendamos, para que nos falemos e nos ouçamos.
Oração
Senhor Jesus, muitas vezes eu digo: “você não me compreendeu”, ou “não o compreendi”. Preciso, precisamos de ajuda para nos amar, e assim nos compreender, e nos enriquecer mutuamente. Ajudai-nos, afastai de nós os preconceitos e as antipatias. Fazei-nos transparentes e sinceros, interpretando sempre da melhor maneira o que nos dizem. E não permitais que sejamos semeadores de discórdia. Amém.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “Das profundezas clamo a Vós”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
E
PADRE JOSÉ OSCAR BRANDÃO(+)
REDENTORISTAS NA PAZ DO SENHOR
O mal é uma escolha
 
Reiniciamos o Tempo Comum tempo forte do Ano Litúrgico. Nele celebramos Cristo em seu mistério na leitura corrente do evangelista Marcos. Hoje meditamos o mistério do mal no mistério divino partindo da situação vivida por Jesus. Seus inimigos atribuíam Seu grande poder de milagres ao príncipe dos demônios. Como Jesus veio para livrar de todo o mal, essa afirmação era jogar o demônio contra si mesmo. A origem do mal é o pecado dos primeiros pais, Adão e Eva, como narra Gênesis. Mais que históricos são todo homem e toda mulher no seu relacionamento com Deus. O texto ensina que o mal não vem de Deus, mas é uma escolha da pessoa que Lhe “desobedece”. O pecado, no sentido bíblico, tem origem na recusa de Deus e na opção pelo mal, simbolizado na serpente que é o demônio. Adão se viu nú, isto é, despido da vida. Recusar a Deus é o pecado. No profundo desencanto por terem perdido a Vida, recebem a promessa de um Salvador que vai pisar a cabeça da serpente. A descendência da mulher, no caso Maria, vai pisar a cabeça da serpente (Gn 3,9-15). A condenação da serpente – o demônio – mostra o poder superior de Deus sobre todo o mal. O pecado não é um beco sem saída. Dentro do tema do pecado há o tema do desejo do homem de se salvar quando está afundado no charco do mal: “Das profundezas eu clamo a voz, Senhor, escutai a minha voz!... Em vós se encontra o perdão. Eu Vos temo e espero” (Sl 129). Este é o grito de todo o coração que, se sabendo frágil, conhece a força de Deus que ama, perdoa. Deus vê o coração.
Pecado contra o Espírito Santo 
Temos neste evangelho de hoje uma afirmação, um pouco complicada, que Jesus chama de blasfêmia contra o Espírito Santo, que é um pecado imperdoável. Como pode existir um pecado que não tem perdão se Jesus perdoa tudo e é a expressão da misericórdia de Deus? Jesus ensina que o pecado contra o Espírito Santo é a recusa de Jesus e de sua capacidade de salvar, atribuindo a Ele as obras do mal. É fácil compreender que se condena quem quer e quem recusa Jesus como o Salvador. Quem não quer a salvação, não tem salvação. Esta blasfêmia é visível no mundo de hoje quando o que está errado é dito como certo e o certo é tido como errado. Vemos claramente uma orquestrada destruição dos princípios morais e a promoção de tantos erros como sendo a verdade, na inversão dos valores. Assim se torna difícil salvar-se, a não ser se for uma ignorância invencível. 
Buscando o invisível 
A carta aos Hebreus diz de Moisés: “Foi pela fé que deixou o Egito, sem temer o furor do rei e resistiu como se visse o invisível” (Hb 11,27). Paulo afirma que mesmo se o nosso homem exterior vai se arruinando, o nosso homem interior, pelo contrário, vai se renovando, dia a dia... Isso acontece porque voltamos os ossos olhos para as coisas invisíveis e não para as visíveis” (2Cor 4,16.18). Nós vemos mais claramente as realidades e manifestações de Deus com os olhos da fé do que com os olhos carnais. Para superar o mal e ver sua maldade é preciso ver com os olhos da fé. Os olhos da carne veem o que é carnal. Os olhos dá fé nos permitem ver o que é eterno. Veremos a maldade do pecado somente quando tivermos a visão da fé em Deus que nos ama e nos atrai a si. A Celebração Eucarística é um momento de fazer o acolhimento de Jesus e rejeitar o mal. 
Leituras: Gênesis 3,9-16;Salmo 129; 
2Coríntios 4,1-18.5;1Marcos 3,20-35 
1. No evangelho de hoje lemos que os doutores da lei acusam Jesus de fazer suas obras pelo poder do demônio. Jesus responde que o mal não vai contra o mal. O pecado entrou na humanidade pela desobediência dos primeiros pais que optaram pelo mal recusando Deus. A condenação da serpente mostra o poder de Deus sobre o mal. A pessoa, mesmo estando em situação difícil, pode recorrer a Deus no pedido de socorro. 
2. Jesus diz que a blasfêmia contra o Espírito Santo é imperdoável porque é a negação da possibilidade de salvação atribuindo a Jesus o mal. Nós encontramos esta situação na sociedade que inverte os valores. 
3. Paulo nos traz a questão de ver com os olhos da fé, pois nos dão uma visão mais ampla da realidade de Deus. Com os olhos carnais vemos as coisas materiais, com os olhos da fé, vemos a eternidade e nos fazem ver a malícia do mal. 
Eva comeu foi abacaxí 
Se a tia Eva tivesse ouvido a voz de Deus e não a de Satanás, que nós chamamos também de víbora, não teria sobrado para nós esse abacaxi do mal. Pior ainda é que os inimigos de Jesus disseram que Ele fazia aquelas coisas bonitas pela força do Satanás chefe. Que absurdo! Nós, caídos nos botes desta cobra, e por escolha pessoal, suplicamos a Deus para que, do profundo de nosso mal, nos liberte, pois temos esperança. Na leitura deste dia Jesus nos apresenta uma solução bonita para o novo modo de vida: somos uma família nova que vive da Palavra. Tem gente que não gosta de Maria, a Nossa Senhora. Dizem horrores dela. Fazem o que fizeram aqueles judeus. Como pode, de uma árvore má, sair uma fruta boa? Jesus, o Fruto Bendito, é a maior prova da grandeza desta mulher que nos acolheu também nesta família de Jesus, família dos que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática. 
Homilia do 10º Domingo Comum (10.06.2012)

EVANGELHO DO DIA 8 DE FEEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 7,24-30. 
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se para a região de Tiro e Sidónia. Entrou numa casa e não queria que ninguém o soubesse. Mas não pôde passar despercebido, pois logo uma mulher, cuja filha tinha um espírito impuro, ao ouvir falar dele, veio prostrar-se a seus pés. A mulher era pagã, siro-fenícia de nascimento, e pediu-Lhe que expulsasse o demónio de sua filha. Mas Jesus respondeu-lhe: «Deixa primeiro que os filhos estejam saciados, pois não está certo tirar o pão dos filhos para o lançar aos cachorrinhos». Ela, porém, disse: «Senhor, também é verdade que os cachorrinhos comem debaixo da mesa as migalhas das crianças». Então Jesus respondeu-lhe: «Dizes muito bem. Podes voltar para casa, porque o demónio já saiu da tua filha». Ela voltou para casa e encontrou a criança deitada na cama. O demónio tinha saído. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Isaac da Estrela (1171) 
Monge cisterciense 
Sermão 33, 1.º para o segundo domingo da Quaresma 
«Jesus dirigiu-Se para a região de Tiro» 
«Jesus dirigiu-Se para a região de Tiro e Sidónia». Quando o Verbo, a Palavra de Deus, «Se fez carne e habitou entre nós» (Jo 1,14), saiu do Pai para vir ao mundo (cf Jo 16,28); «tendo a natureza de Deus», saiu da sua pátria para «Se aniquilar a Si mesmo, tomando a condição de servo» (Fil 2,6-7), «a nossa condição humana de pecadores» (Rom 8,3), a fim de ser encontrado por aqueles que deixaram o seu próprio território para se encontrarem com Ele na região de Tiro e Sidónia. Esta mulher cananeia parte do interior do seu território (cf Mt 15,22), e encontra, na fronteira da sua região, o médico que fora ter com ela voluntariamente, saído do território dele graças à sua misericórdia. Cheio de bondade, Ele apresenta-Se em território estrangeiro à doente que não poderia abordá-lo se tivesse permanecido no seu território. Porque, enquanto Deus, bem-aventurado, justo e forte, Ele estava no alto, aonde o homem miserável estava proibido de aceder. Portanto, cheio de compaixão, fez o que era apropriado à piedade: veio ter com o pecador. Saiamos pois, irmãos, saiamos do lugar da nossa própria injustiça. Se odiares o pecado, terás saído do pecado. Quando odeias o pecado, encontras a Cristo. Mas dirás que mesmo isso é muito para ti, e que, sem a graça de Deus, é impossível ao homem odiar o pecado, desejar a justiça, não querer pecar e querer arrepender-se. «Louvado seja o Senhor, pela sua misericórdia e pelas maravilhas que fez em favor dos filhos dos homens!» (Sl 106,8). Com efeito, se foi pela sua graça que Ele Se retirou visivelmente para a região de Tiro e Sidónia, onde a mulher podia encontrá-lo, também foi pela graça que puxou secretamente esta mulher para fora de si. Esta mulher simboliza a Igreja, predestinada desde sempre, chamada e justificada no tempo, destinada à glória no fim dos tempos (cf Rom 8,30), que pede incessantemente pela sua filha, isto é, por cada um dos eleitos.

08 de fevereiro - Beata Esperança de Jesus

A Madre Esperança tinha uma “fé ilimitada” com a qual “atravessou as escuras galeria do mal, da incompreensão e da humilhação, saindo purificada e fortalecida em seus propósitos”.  Cardeal Ângelo Amato
A Madre Esperança de Jesus nasceu em Vereda del Molino, Murcia (Espanha) no dia 30 de setembro de 1893, seu nome de batismo foi Maria Josefa Alhama Valera, era a mais velha de nove irmãos de uma humilde família de Siscar e viviam em uma pequena casa construída com barro.

Devido à sua situação de pobreza, não recebeu uma educação escolar. Desde muito jovem serviu na casa de um rico comerciante de Santomera, onde seus filhos lhe ensinaram a ler e escrever, a religiosa sempre recordou este gesto e estava agradecida por isso.
Dos fatos que marcaram sua infância, destacam-se a misteriosa visita que a pequenina recebeu aos doze anos: “Estava na casa do tio Padre, ouvi tocar a campainha, desci e vi uma freira muito bonita, que nunca tinha visto antes. Fiquei admirada por ver que não trazia sacola para receber esmola; pensei, de fato, que fosse uma freira mendicante e lhe disse logo: ‘Irmã, onde guarda as coisas que lhe dou se nem sacola tem?’ E ela respondeu: ‘Menina, não foi para isso que vim’! ‘Mas deverá estar cansada da viagem? Pegue uma cadeira’. ‘Não estou cansada’. ‘Com este calor, deverá ter sede!’ ‘Não tenho sede’. ‘Então o quer de mim?’ E, ela me disse: ‘ Vê, menina: eu vim lhe dizer da parte do bom Deus que tu deverás começar onde eu terminei’. E me falou demoradamente da devoção ao Amor Misericordioso que eu teria de difundir por todo o mundo. Depois de certo momento, me virei e a freira não estava mais”. Esta religiosa era santa Teresinha do Menino Jesus. 

08 de fevereiro - Santo Estevâo de Grandmont

Estevão nasceu em Thiers, em 1046 era filho do visconde feudal local; aos doze anos, acompanhou o pai em uma peregrinação ao túmulo de São Nicolau em Bari, mas quando chegou, ficou doente, e seu pai foi forçado a confiá-lo aos cuidados do arcebispo de Benevento, Milone. Por doze anos, ele ficou com o arcebispo e, assim, teve a oportunidade de aprender sobre a vida de um grupo de eremitas da Calábria. Impressionado com o exemplo, ele decidiu imitá-los: ele teve seu projeto aprovado pelo papa Alexandre II e, depois de mais quatro anos, retornou ao seu país natal. No entanto, essa primeira parte da Vida é insegura e contraditória em datas, porque, de fato, as relíquias de São Nicolau foram transportadas para Bari em 1087, enquanto Milone foi arcebispo de Benevento de 1074 a 1076; além disso, o relato diz que Stefano se tornou um eremita em Muret. Em 1076, aos 30 anos, ele abandonou sua herança para viver como eremita nas montanhas Ambazac, em Limousin. Estevão ficou lá por quarenta e seis anos, levando uma vida de extrema austeridade. Os discípulos também chegaram e, no final de sua vida, a comunidade mudou-se para um mosteiro em Muret, onde ele levou uma vida de extrema pobreza, semelhante em regra aos cartuxos e aos camaldolenses (de acordo com Estevão, não havia necessidade de um novo regra escrita, uma vez que não existe outra regra senão o Evangelho de Cristo). Estevão, comparando seu estilo de vida ao de uma prisão, disse a seus discípulos: Se você vier aqui, será pregado na cruz e perderá seu poder acima dos olhos, acima da boca e acima dos outros membros, ...., se você for a um grande mosteiro com belos edifícios, encontrará animais e grandes propriedades, mas aqui você só terá pobreza e cruz.

Beata Jacqueline de Septisoles, Discípula de São Franisco de Assis (1192-1239), 08 de Fevereiro

Esposa de um senhor romano, Jacqueline de Septisoles era mãe de dois filhos quando se tornou amiga de São Fancisco de Assis, numa ocasião em que ele foi pregar em Roma. Ela o ajudou a encontrar um convento que pudesse abrigá-lo e aos seus discípulos. Pouco tempo antes de morrer, São Francisco escreveu a Jacqueline, pedindo que ela lhe enviasse um lençol. Avisada antecipadamente em oração, ela já estava a caminho com seus filhos para ficar à cabeceira do santo. Depois de viúva, Jacqueline foi morar em Assis, onde morreu, sendo enterrada na Basílica
 de São Francisco. 
Fonte:
Jacomina de Settesoli , afrancesado na Jacoba de Settesoli (nascido c. 1192 em Roma e morreu em 1274 em Assis ) é um italiano da xiii th século , que era amigo e discípulo de Francisco de Assis , beatificado pela Igreja Católica e celebrou a 8 Fevereiro . 
Biografia 
Tumba de Jacqueline de Septisoles A encantadora e virtuosa mulher a quem São Francisco chamava de “Irmão Jacqueline” casou-se com Gratien Frangipani , senhor de Marino, que a deixou viúva e dois filhos. A tradição franciscana relata que ela recebeu o “ Poverello ” (como foi apelidado Francisco de Assis) em seu palácio romano no Monte Palatino . Ela fez para ele um certo creme de amêndoa que ele achou delicioso e que hoje conhecemos como frangipane . Jacqueline passou seus últimos anos na Umbria , para ficar perto de quem conheceu Francis. Ele foi enterrado não muito longe dele na grande basílica de Assis , perto da cripta onde São Francisco repousa.

São João da Matha, Sacerdote, Fundador da Ordem dos Trinitários (1160-1213), 08 de Fevereiro

 João da Matha é um religioso francês que nasceu em Faucon-de-Barcelonnette[1] pouco antes de 1150 e morreu em Roma no dia 12 de dezembro de 1213. É o fundador, juntamente com São Félix de Valois, d aOrdem da Santíssima Trindade (também conhecida como Ordem da Santíssima Trindade para a Redenção dos Cativos, ou Trinitários).

Biografia

No dia 24 de junho de 1154 João da Matha naisceu em Faucon, perto de Barcelonnette. Seu pai, Euphêmio da Matha,  era um senhor feudal espanhol que havia recebido, de Raymond Bérenger o Jovem, conde de Barcelona e de Provença, a terra de Faucon. Para oferecer a João uma formação e uma educação condizentes com seu status, a família decidiu se fixar em Marselha, onde o jovem iniciou seus estudos. Sua mãe, Marta, ensinou-o a conhecer os pobres, os desafortunados, os infelizes e a amá-los. Ela o levava aos hospitais e às prisões.
João prosseguiu seus estudos em Aix-en-Provence, depois em Paris, onde obteve o Doutorado em Teologia. Foi encorajado a tornar-se sacerdote pelo bispo de Paris, Maurice de Sully, que havia notado como aquele rapaz era valoroso e piedoso.

Santo Honorato(Honório) de Milão, Bispo 8 de fevereiro

V bispo de Milão de 560 a 571, amava sua diocese e desejava a paz. Quando os lombardos de Alboíno entraram em Milão em 569, ele mudou-se com parte do clero para Génova, para proteger a população da violência dos bárbaros. Seu gesto foi inspirado no de Eusébio, bispo de Milão cem anos antes, que havia deixado a cidade com a chegada de Átila. Infelizmente, Onorato morreu poucos meses após sua fuga e o perigo lombardo continuou por décadas. Ele agora repousa na Basílica de Sant'Eustorgio. 
Martirológio Romano: Em Milão, deposição de Santo Honorato, bispo, que, sob a ameaça da invasão lombarda, salvou grande parte da população ao procurar refúgio em Génova. 
Santo Honorato, vigésimo nono bispo de Milão (560-571). Sua festa é 8 de fevereiro, mas foi comemorada por algum tempo no dia 26 do mesmo mês. Amava a sua diocese e alegrou-se quando, acompanhando os seus convidados à visita à basílica de São Lourenço, exclamaram: “Ela supera em beleza quase todas as igrejas da Itália”. Ele desejava a paz e, quando os lombardos de Alboíno entraram em Milão em 3 de setembro de 569, mudou-se com parte do clero para Gênova. Ele pensava que o Bárbaro não atacaria a população, os pobres, que lhe foram confiados como pastores.

JERÓNIMO EMILIANO Convertido e penitente, Santo 1481-1537

Ex-militar. 
Fundou em Somasca uma congregação de clérigos 
destinada a ajudar os órfãos e as prostitutas.
A Providência serviu-se do extraordinário espírito de penitência de um pecador para fazer germinar prodigiosa obra de amparo aos pobres, órfãos e doentes, bem como recuperação de mulheres de má vida Para opor-se às nefastas influências do Renascimento e do protestantismo no século XVI, a Providência suscitou uma plêiade de grandes Santos que agiram nos mais variados campos da actividade humana. Um deles foi São Jerónimo Emiliani, do patriciado de Veneza, senador da República, militar brilhante e valoroso, que tudo deixou para amparar e dar formação cristã aos órfãos das inúmeras guerras e pestes do tempo. Sua festa comemora-se a 8 de fevereiro. Oriundo de uma família nobre que havia já dado ilustres membros à Igreja, ao Senado e às armas da Sereníssima República de Veneza, Jerónimo nasceu naquela cidade marítima em 1481. Seu pai, senador, tinha pouco tempo para dedicar à sua educação, que foi entregue à sua mãe. Piedosa e meiga, Dona Eleonora soube incutir no coração do menino profundas sementes de Religião, que mais tarde dariam fruto. Mas foi o nobre amor às armas, herdado de seus antepassados, que teve a preferência do pequeno Jerónimo, de tal sorte que já aos 15 anos, pouco depois de perder o pai, ele se alistava no exército da República veneziana.