domingo, 11 de outubro de 2026

EVANGELHO DO DIA 11 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Mateus 22,1-14.
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se de novo aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo e, falando em parábolas, disse-lhes: «O Reino dos Céus pode comparar-se a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram vir. Mandou ainda outros servos, ordenando-lhes: "Dizei aos convidados: preparei o meu banquete, os bois e cevados foram abatidos, tudo está pronto, vinde às bodas". Mas eles, sem fazerem caso, foram um para o seu campo e outro para o seu negócio; os outros apoderaram-se dos servos, trataram-nos mal e mataram-nos. O rei ficou muito indignado e enviou os seus exércitos, que acabaram com aqueles assassinos e incendiaram a cidade. Disse, então, aos servos: "O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos. Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes". Então os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete encheu-se de convidados. O rei, quando entrou para ver os convidados, viu um homem que não estava vestido com o traje nupcial e disse-lhe: "Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?". Mas ele ficou calado. O rei disse, então, aos servos: "Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o às trevas exteriores; aí, haverá choro e ranger de dentes". Na verdade, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Jean Tauler 
(1300-1361) 
Dominicano de Estrasburgo 
Sermão 74, em louvor de Santa Córdula 
«Vinde às bodas» 
«Dizei aos convidados: 
preparei o meu banquete, 
tudo está pronto, vinde às bodas». 
Mas os convidados esquivaram-se: foram «um para o seu campo, outro para o seu negócio». Esta incrível azáfama, esta agitação contínua, reviram o mundo e são, infelizmente, por demais evidentes em todo o lado. O que possuímos de vestuário, de comida, de fazenda e de tantas outras coisas é de tal modo prodigioso que a nossa cabeça começa a andar à roda: metade do que temos seria mais do que suficiente. Esta vida é uma passagem para a eternidade. Temos de resistir com todas as forças a esta exuberância de movimentação e de variedade, a tudo aquilo que não constitui uma necessidade absoluta, e recolhermo-nos dentro de nós, considerando a nossa vocação, como e de que modo o Senhor nos chama, um à contemplação íntima, outro à vida ativa, outro à paz interior, no silêncio da penumbra divina e na unidade do espírito. E mesmo a estes últimos, Deus chama-os, a seu bel-prazer, umas vezes à ação exterior, outras à interior, embora o homem raramente permaneça atento a esse chamamento. Também não está certo que quem é chamado interiormente ao nobre e calmo silêncio queira por isso mesmo abster-se de fazer obras de caridade. O Evangelho relata-nos que o Mestre descobriu um dos convivas sentado à mesa do festim sem o traje de núpcias. O traje que lhe faltava era a caridade divina, pura e verdadeira, essa intenção genuína de, ao procurar a Deus, excluir qualquer ponta de amor-próprio e tudo o que Lhe seja alheio, e só a Ele querer. A esses que só procuram a si próprios Nosso Senhor diz: «Amigo, como entraste aqui sem o traje da verdadeira caridade?», uma vez que procuraram mais os dons de Deus do que o próprio Deus.

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