sexta-feira, 7 de agosto de 2026

EVANGELHO DO DIA 07 DE AGOSTO

Evangelho segundo São Mateus 16,24-28. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida há de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa há de encontrá-la. Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Que poderá dar o homem em troca da sua vida? O Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras. Em verdade vos digo: alguns dos que estão aqui presentes não morrerão antes de verem chegar o Filho do homem, na glória do seu Reino». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santo Agostinho 
(354-430) 
Bispo de Hipona 
(norte de África), 
doutor da Igreja 
Sermão 96 (§4-9) 
Renunciar a si mesmo, tomar a própria cruz 
e seguir a Cristo 
Aquilo que o Senhor ordenou – «se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo» – parece duro e penoso. Mas não é duro nem penoso quando Aquele que ordena ajuda a realizar aquilo que ordena. Porque, se é verdadeira a palavra do salmo que diz que as suas palavras nos levam a seguir caminhos difíceis (cf Sl 17,4), também é verdadeira a palavra de Jesus, que disse: «O meu jugo é suave e a minha carga é leve» (Mt 11,30). É que o amor suaviza tudo aquilo que no mandamento é árduo; sabemos bem de que prodígios é capaz o amor. Por vezes, o amor é mau aliado, e dissoluto; mas quantas dificuldades sofrem os homens, que tratamentos indignos e insuportáveis estão dispostos a aguentar para alcançarem aquilo que amam! Como o grande negócio da vida há de ser escolher adequadamente aquilo que se deve amar, será de admirar que aquele que ama a Jesus Cristo e quer segui-lo renuncie a si mesmo para O amar? E o que significa o que vem a seguir: «tome a sua cruz»? Que ele suporte aquilo que é penoso e Me siga. Porque, quando um homem começa a seguir-Me, comportando-se segundo os meus preceitos, terá muito quem o contradiga, muito quem se oponha a ele, muito quem o desencoraje, também entre aqueles que afirmam ser companheiros de Cristo, que eram os mesmos que impediam os cegos de gritar por Ele (cf Mt 20,31). Sejam ameaças, lisonjas ou proibições, se queres seguir a Cristo, transforma tudo isso em cruz; aguenta, suporta, sem te deixares esmagar. Amas o mundo; mas convém amar mais Aquele que fez o mundo. Estamos num mundo que é santo, que é bom, que foi reconciliado, que foi salvo, ou antes, que tem de ser salvo, mas que é salvo, desde já, na esperança, «pois é em esperança que estamos salvos» (Rm 8, 24). Assim, pois, neste mundo, ou seja, na Igreja, que segue a Cristo, Ele diz-nos a todos: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo».

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