terça-feira, 9 de junho de 2026

EVANGELHO DO DIA 09 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 5,13-16. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da Terra. Mas se ele perder a força, com que há de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa. Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Hildegard de Bingen 
(1098-1179) 
Abadessa beneditina e 
doutora da Igreja 
O Livro das Obras Divinas, cap. 6 
A alma penetrada pela luz 
tal como o mundo é iluminado pelo Sol 
Os elementos do homem são todos distintos e seguem uma ordem determinada. A alma aparece como um fogo e, dentro dela, a razão é como uma luz. A alma é penetrada pela luz da razão tal como o mundo é iluminado pelo Sol; deste modo, pode prever e compreender, através da razão, todas as obras do homem. Quando é obscurecido por uma nuvem negra, escondido pelos relâmpagos, os trovões e as chuvas torrenciais, o Sol deixa de se ver; quando estes cessam, volta a irradiar a sua luz. O mesmo acontece com a alma do homem: quando está oprimida pelo corpo, age segundo os desejos da carne, e a luz interior da razão obscurece-se; pois a ira é como o relâmpago, a ganância como o trovão, e os desejos ilícitos da carne como chuvas torrenciais. Quando a penitência a purifica das suas aflições, brilha de novo na clareza da verdadeira luz, iluminada pela esperança da libertação e da salvação. A alma exala então a razão, tal como o fogo do Sol lança os seus raios e, através dela, discerne aquilo que é celeste e aquilo que é terreno. A alma do homem é fortalecida pelo fogo do Sol do Espírito Santo para realizar o bem, mas o frio da preguiça e da negligência enfraquecem-na. O fogo da perseverança e da contrição, combinando-se, fazem que o homem dê bons frutos, confortando-o e adornando-o em tudo o que é útil, para que nada o separe do serviço e do amor de Deus.

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