sábado, 5 de abril de 2025

EVANGELHO DO DIA 5 DE ABRIL

Evangelho segundo São João 7,40-53. 
Naquele tempo, alguns que tinham ouvido as palavras de Jesus diziam no meio da multidão: «Ele é realmente o Profeta». Outros afirmavam: «É o Messias». Outros, porém, diziam: «Poderá o Messias vir da Galileia? Não diz a Escritura que o Messias será da linhagem de David e virá de Belém, a cidade de David?». Houve assim desacordo entre a multidão a respeito de Jesus. Alguns deles queriam prendê-lo, mas ninguém Lhe deitou as mãos. Então, os guardas do Templo foram ter com os príncipes dos sacerdotes e com os fariseus e estes perguntaram-lhes: «Porque não O trouxestes?». Os guardas responderam: «Nunca ninguém falou como esse homem». Os fariseus replicaram: «Também vos deixastes seduzir? Porventura acreditou nele algum dos chefes ou dos fariseus? Mas essa gente, que não conhece a Lei, está maldita». Disse-lhes Nicodemos, aquele que anteriormente tinha ido ter com Jesus e era um deles: «Acaso a nossa Lei julga um homem sem antes o ter ouvido e saber o que ele faz?». Responderam-lhe: «Também tu és galileu? Investiga e verás que da Galileia nunca saiu nenhum profeta». E cada um voltou para sua casa. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Paulo II 
Papa(1920-2005)  
Enciclica «Dives in misericordia», 7 
(trad. © Libreria Editrice Vaticana) 
«É o Messias» 
O verdadeiro significado da misericórdia não consiste apenas no olhar, por mais penetrante e mais cheio de compaixão que ele seja. A misericórdia manifesta-se quando tira bem de todas as formas de mal existentes no mundo e no homem; entendida desta maneira, constitui o conteúdo fundamental da mensagem messiânica de Cristo. A mensagem messiânica de Cristo e a sua atividade entre os homens terminam na cruz e na ressurreição. A dimensão divina da redenção permite-nos descobrir [...] a profundidade do amor que não retrocede diante do extraordinário sacrifício do Filho, para satisfazer a fidelidade do Criador e Pai para com os homens. Os acontecimentos de Sexta-Feira Santa e, ainda antes, a oração no Getsemani, introduzem uma mudança fundamental em todo o processo de revelação do amor e da misericórdia na missão messiânica de Cristo. Aquele que «passou fazendo o bem e curando todos» (At 10,38), e «curando todas as doenças e enfermidades» (Mt 9,35) mostra-Se agora, Ele próprio, digno da maior misericórdia, e parece apelar para a misericórdia quando é preso, ultrajado, condenado, flagelado, coroado de espinhos, pregado na cruz e expira no meio de tormentos atrozes. É então que Se apresenta particularmente merecedor da misericórdia dos homens, a quem fez o bem; mas não a recebe. Nem aqueles que mais de perto contactaram com Ele têm a coragem de O proteger e O arrancar à mão dos seus opressores. Na fase final do desempenho da função messiânica, cumprem-se em Cristo as palavras dos profetas, sobretudo as de Isaías, proferidas a respeito do Servo de Javé: «Pelas suas chagas fomos curados» (Is 53,5). «A Cristo, que não conhecera o pecado, identificou-O Deus com o pecado por amor de nós», escrevia São Paulo (2Cor 5,21), resumindo em poucas palavras toda a profundidade do mistério da cruz e a dimensão divina da realidade da redenção. A redenção é precisamente a última e definitiva revelação da santidade de Deus, que é a plenitude absoluta da perfeição.

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