Martirológio Romano: Em Liège, na Lorena, Beata Eva do Monte Cornélio, reclusa junto ao cenóbio de São Martinho, que, junto com Santa Juliana, priora do mesmo cenóbio, trabalhou muito para que o papa Urbano IV instituísse a festa de Corpo de Cristo. (1205 - c. 1265). O ambiente em que Eva se educou não era o mais propício para alimentar uma profunda vida cristã: era um mar de dúvidas. Pouco a pouco, entretanto, sua amiga íntima, Santa Juliana de Cornillon, foi lançando luz em todo o rico manancial, ainda inexplorado, de sua estupenda alma. A amizade sincera ajuda em momentos cruciais da existência. Assim, guiada por sua amiga, entrou no convento cisterciense de São Martinho de Liège (Bélgica). Eva teve a felicidade de receber com frequência a visita de sua amiga, que lhe confiava a alegria que sentia de ter fundado um instituto dedicado à glorificação do Sacramento da Eucaristia. Em diversas circunstâncias Santa Juliana teve que estar junto à sua amiga Eva no mesmo convento. Foi quando Eva constatou pessoalmente os êxtases místicos de sua amiga. Inicialmente duvidava deles, mas se convenceu mais tarde do alto grau de santidade de sua amiga e dos êxtases com que Deus a premiava.
sexta-feira, 14 de março de 2025
Beata Eva, Reclusa de São Martinho de Liège - 14 de março
Atuou junto ao Bispo de Liège, Henrique de Gueldre para obter do papa Urbano IV um decreto sobre o tema. Em 8 de setembro de 1264 o Papa enviou uma Bula, em que anunciava a criação da Festa de Corpus Christi, para a Igreja universal, pedindo que difundissem o texto. Esta Bula é a base histórica da instituição da festa em agosto/setembro de 1264, e o testemunho do fervor de Eva em trabalhar para que fosse instituída.
A Beata morreu em São Martinho de Liège em 1265. Seu túmulo se converteu rapidamente em lugar de culto, e deram-lhe indistintamente o título de santa ou beata, embora prevalece este último.
No século XVI os seus restos mortais foram exumados devido a trabalhos a serem realizados na igreja e foram colocados em um altar lateral; em séculos sucessivos suas relíquias foram solicitadas por rainhas e abades, até que em 18 de dezembro de 1746 foram colocados no altar de São Martinho. A popularidade de Eva chegou até nossos dias; sua memória, como a de Juliana, se perpetuou em algumas paróquias sem interrupção. O culto foi aprovado em 1902, e se celebra em Liège em 14 de março e em 25 de junho em outras regiões.
Decreto de confirmação de culto com uma biografia latina em ASS 34 (1901-2) págs. 686-688.
Etimologia: Eva, do hebraico Hawah, forma antiga de Haih: “vivente, vida” (Gên. 3, 20)
Evelina, diminuitivo de Eva (inglês Evelyn; italiano Evelina; alemão Eveline)
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