
Bernon nasceu em La Baume, na Borgonha (França), por volta do ano 850 (Século IX). Tornou-se monge por volta do ano 880, no mosteiro beneditino de Saint-Martin d'Autun[1]. Fundou em 890 o mosteiro de Gigny (Jura). Foi nomeado abade dos mosteiros de Beaume-les-Messieurs e de Gigny, onde procurou restaurar a antiga observância da regra beneditina, desvirtuada com o passar do tempo. Em 895, obteve a proteção direta do Papa para a sua abadia, garantindo assim a independência dos poderes políticos. Em 909 Guilherme I o Piedoso, duque de Aquitânia, confiou a Bernon a fundação da Abadia de Cluny em suas terras, concedendo-lhe a villa de Cluny para ali fundar um mosteiro, pois as invasões bárbaras haviam expulsado os monges das margens do rio Loire.
Em 2 de setembro de 910, Bernon fundou a Abadia de Cluny com o priorato independente de Gigny, onde doze monges seguiam a Regra de São Bento de Núrsia reformada por Bento de Aniane. Na carta de fundação, foi estipulado que “os monges do futuro mosteiro, submetidos à Regra de São Bento (de Núrsia), buscariam para sempre as maravilhas de uma conversa com o Céu.” A tradição conta que seis monges vieram de Gigny e os outros seis, de Beaume.
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