quarta-feira, 14 de outubro de 2026

EVANGELHO DO DIA 14 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 11,42-46. 
Naquele tempo, disse o Senhor: «Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças, mas desprezais a justiça e o amor de Deus! Devíeis praticar estas coisas, sem omitir aquelas. Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro lugar nas sinagogas e das saudações na praça pública! Ai de vós, porque sois como sepulcros disfarçados, sobre os quais passamos sem o saber!». Então um dos doutores da lei tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, ao dizeres essas palavras também nos insultas a nós». Jesus respondeu: «Ai de vós também, doutores da lei, porque impondes aos homens fardos insuportáveis e vós próprios nem com um só dedo tocais nesses fardos!». Tradução litúrgica da Bíblia 
Beato Columba Marmion 
(1858-1923) 
Abade 
O zelo bom 
O zelo amargo dos fariseus 
Há formas de zelo mau que tomam a aparência de zelo bom. É o caso, por exemplo, do zelo dos fariseus, que cumpriam rigorosamente a lei exterior. A origem deste zelo amargo não é o amor a Deus e ao próximo, mas o orgulho. Os que a ele se entregam estão cheios de uma estima desordenada pela sua própria perfeição, não concebendo outro ideal para além do seu: tudo o que não esteja de acordo com esse ideal é necessariamente censurado. Tais pessoas pretendem submeter todas as coisas à sua maneira de ver e de fazer – daí as dissensões. Este zelo desemboca no ódio. Vede com que aspereza os fariseus, animados por este zelo, perseguiam o Senhor, colocando-Lhe perguntas insidiosas, preparando-Lhe armadilhas e emboscadas, não tendo interesse em conhecer a verdade, mas apenas em apanhar Cristo em falta. Vede como O pressionam, como O provocam a condenar a mulher adúltera: «Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu, que dizes?» (Jo 8,5). Vede como Lhe censuram o facto de fazer curas ao sábado (cf Lc 6,7); como criticam os discípulos por apanharem espigas no dia do repouso (cf Mt 12,2); como se escandalizam ao verem que o divino Mestre come com publicanos e pecadores (cf Mt 9,2): são tudo manifestações deste zelo amargo, tantas vezes acompanhado de hipocrisia.

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