quinta-feira, 1 de outubro de 2026

EVANGELHO DO DIA 01 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 10,1-12. 
Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. E dizia-lhes: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Ide. Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho. Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: "Paz a esta casa". E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco. Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: "Está perto de vós o Reino de Deus"». Mas quando entrardes nalguma cidade e não vos receberem, saí à praça pública e dizei: "Até o pó da vossa cidade que se pegou aos nossos pés sacudimos para vós. No entanto, ficai sabendo: Está perto o Reino de Deus". Eu vos digo: Haverá mais tolerância, naquele dia, para Sodoma do que para essa cidade». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Beato Columba Marmion 
(1858-1923) 
Abade 
A Obra de Deus, meio de união a Deus 
«Pedi ao dono da seara que mande 
trabalhadores para a sua seara» 
Cristo deixa ao cargo da sua Esposa, durante a passagem do tempo, uma parte da oração que recitou quando ofereceu o seu sacrifício. Ainda que esta oração tenha uma eficácia infinita, Nosso Senhor deseja que lhe unamos a nossa. Certo dia em que o nosso divino Salvador considerava, com o seu olhar divino, a multidão das almas que haveria de resgatar, disse aos seus apóstolos, que enviava a pregar o Evangelho: «Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara». Os apóstolos deviam ter respondido: «Senhor, porque nos mandas rezar? Não basta a tua oração?»; não, não basta: «Rezai vós também». Cristo Jesus quer precisar das nossas orações como precisou das dos apóstolos. Quando nos recolhemos, pensemos que, do fundo do tabernáculo, Cristo nos diz: «Empresta-me os teus lábios e o teu coração, para que Eu possa prolongar a minha oração cá em baixo, enquanto, lá no alto, ofereço os meus méritos ao Pai. Primeiro a oração: só depois virão os trabalhadores, e a sua obra só será fecunda na medida em que meu Pai, atento à tua oração, que é a minha, enviar à Terra o orvalho celeste da sua graça». Em memória do sacrifício que resgatou o mundo, sentindo-se poderosa com o poder do próprio Salvador, a Igreja percorre, com o seu olhar de Mãe, as diversas séries da almas que têm necessidade do socorro do alto e oferece por cada uma delas especiais súplicas. Imitemos este exemplo da nossa Mãe e apresentemo-nos diante de Deus com confiança, pois nesse momento somos a boca de toda a Igreja.

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