quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior Festa: 5 de agosto

Esta memória está ligada à dedicação da Basílica de Santa Maria Maior, no Monte Esquilino, em Roma, considerada o mais antigo santuário mariano do Ocidente. Foi erguida sobre o antigo edifício liberiano pelo Papa Sisto III (432-440), que a dedicou a Deus e à Virgem, solenemente proclamada Mãe de Deus pelo Concílio de Éfeso (431). (Missal Romano)
Martirológio Romano: Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior, construída no Monte Esquilino, em Roma, que o Papa Sisto III ofereceu ao povo de Deus em memória do Concílio de Éfeso, no qual a Virgem Maria foi proclamada Mãe de Deus. Os monumentos da devoção mariana em Roma são aquelas esplêndidas igrejas, erguidas em grande parte sobre o local de algum templo pagão. Alguns nomes, entre as centenas de títulos dedicados à Virgem, bastam para transmitir a dimensão desta homenagem mística à Mãe de Deus: Santa Maria Antiqua, criada a partir do Átrio Minervae no Fórum Romano; Santa Maria dell'Aracoeli, no pico mais alto do Monte Capitolino; Santa Maria dei Martiri, o Panteão; Santa Maria degli Angeli, criada por Michelangelo a partir do tepidário das Termas de Diocleciano; Santa Maria sopra Minerva, construída sobre os alicerces do templo de Minerva Calcidica; e, a maior de todas, como o próprio nome sugere, Santa Maria Maggiore, a quarta basílica patriarcal de Roma, inicialmente chamada de Liberiana, por ter sido identificada com um antigo templo pagão no topo do Monte Esquilino, que o Papa Libério (352-366) adaptou para uma basílica cristã. Uma lenda tardia conta que a Virgem Maria, aparecendo na mesma noite de 5 de agosto de 352 ao Papa Libério e a um patrício romano, convidou-os a construir uma igreja onde encontrassem neve naquela manhã. Na manhã de 6 de agosto, uma nevasca prodigiosa, cobrindo exatamente a área do edifício, confirmou a visão, levando o papa e o rico patrício a iniciarem a construção do primeiro grande santuário mariano, que recebeu o nome de Santa Maria "ad nives", da neve. Pouco menos de um século depois, o Papa Sisto III, para comemorar a celebração do Concílio de Éfeso (431), no qual a maternidade divina de Maria fora proclamada, reconstruiu a igreja em suas dimensões atuais. Dessa obra, restam as naves com colunas e os trinta e seis mosaicos que adornam a nave superior. A configuração atual da basílica foi obra de vários papas, desde Sisto III, que pôde oferecer ao "povo de Deus" o "maior" monumento ao culto da Virgem Santíssima (a quem prestamos um culto de hiperdulia, ou seja, uma veneração maior do que a dada a outros santos), até os papas de nossa época. A basílica também era chamada de Santa Maria "ad praesepe" mesmo antes do século VI, quando foram trazidos para lá os painéis de uma antiga manjedoura, que a devoção popular identificava com aquela que abrigava o Menino Jesus na gruta de Belém. A celebração litúrgica da dedicação da basílica entrou para o calendário romano somente em 1568. 
Autor: Piero Bargellini

Nenhum comentário:

Postar um comentário