sábado, 25 de julho de 2026

EVANGELHO DO DIA 25 DE JULHO

Evangelho segundo São Mateus 20,20-28.
Naquele tempo, a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com os filhos e prostrou-se para Lhe fazer um pedido. Jesus perguntou-lhe: «Que queres?». Ela disse-Lhe: «Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda». Jesus respondeu: «Não sabeis o que estais a pedir. Podeis beber o cálice que Eu hei de beber?». Eles disseram: «Podemos». Então Jesus declarou-lhes: «Bebereis do meu cálice. Mas sentar-se à minha direita e à minha esquerda não pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem meu Pai o designou». Os outros dez, que tinham escutado, indignaram-se com os dois irmãos. Mas Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós. Quem entre vós quiser tornar-se grande, seja vosso servo e quem entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso escravo. Será como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção dos homens». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Bento XVI 
Papa de 2005 a 2013 
 Audiência geral do dia 21/6/06
 (© copyright Libreria Editrice Vaticana)
 «Bebereis do meu cálice» 
Tiago, filho de Zebedeu, chamado Tiago Maior, pertence, juntamente com Pedro e João, ao grupo dos três discípulos privilegiados que foram admitidos por Jesus em momentos importantes da sua vida. Ele pôde participar, juntamente com Pedro e João, no momento da agonia de Jesus no horto do Getsémani e no acontecimento da Transfiguração de Jesus. Trata-se portanto de situações muito diversas uma da outra: num caso, Tiago com os outros dois Apóstolos experimenta a glória do Senhor, vê-O em diálogo com Moisés e Elias, vê transparecer o esplendor divino de Jesus; no outro, encontra-se diante do sofrimento e da humilhação, vê com os próprios olhos como o Filho de Deus Se humilha, tornando-Se obediente até à morte. Certamente a segunda experiência constitui para ele ocasião de uma maturação na fé, para corrigir a interpretação unilateral, triunfalista da primeira: teve de entrever que o Messias, esperado pelo povo judaico como um triunfador, na realidade não era só circundado de honra e de glória, mas também de sofrimentos e fraqueza. A glória de Cristo realiza-se precisamente na cruz, na participação dos nossos sofrimentos. Esta maturação da fé foi realizada pelo Espírito Santo no Pentecostes, de forma que Tiago, quando chegou o momento do testemunho supremo, não se retirou. No início dos anos 40 do século I, o rei Herodes Agripa, sobrinho de Herodes o Grande, como nos informa Lucas, «começou a perseguir alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João» (At 12,1-2) Portanto, de São Tiago podemos aprender muitas coisas: a abertura para aceitar a chamada do Senhor também quando nos pede que deixemos a barca das nossas seguranças humanas, o entusiasmo em segui-lo pelos caminhos que Ele nos indica, para além de qualquer presunção ilusória, a disponibilidade para testemunhá-lo com coragem, se for necessário, até ao sacrifício supremo da vida. Assim, Tiago Maior apresenta-se diante de nós como exemplo eloquente de adesão generosa a Cristo. Ele, que inicialmente tinha pedido, através de sua mãe, para se sentar com o irmão ao lado do Mestre no seu Reino, foi precisamente o primeiro a beber o cálice da Paixão, a partilhar com os apóstolos o martírio.
Evangelho Quotidiano

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