terça-feira, 13 de janeiro de 2026

São Leôncio de Cesaréia na Capadócia, Bispo Festa: 13 de janeiro

Era chamado “Anjo da paz”.
 
Embora não exista uma biografia escrita de São Leôncio, bispo de Cesareia na Capadócia, sua existência é atestada por diversos relatos históricos, incluindo sua participação no Concílio de Ancira e Neocesareia (314), no Concílio de Niceia (325) e no batismo do pai de Gregório de Nazianzo (329). Além disso, suas relíquias ainda eram visíveis e intactas no século IX na Basílica de Santo Hesíquio em Cesareia, na Capadócia. Contudo, até o século XVI, seja ele um único santo ou dois homônimos, não houve culto a ele, pois não constava como santo em nenhum calendário ocidental ou oriental. 
Emblema: Cajado pastoral São venerados 35 santos sob o nome de Leôncio, a maioria mártires e quase todos orientais. No dia 13 de janeiro, celebra-se o santo bispo de Cesareia da Capadócia. Não existe uma "Vida" narrada deste santo, mas vários testemunhos históricos escritos sobre sua existência, a ponto de parecer que houve dois homônimos na mesma sé episcopal, um no século III, por volta de 285, e outro no início do século IV (314). São Gregório, o Iluminador, o famoso apóstolo da Armênia, foi consagrado bispo por Leôncio de Cesareia no mesmo período em que um Concílio estava sendo realizado nesta cidade (314). Também em 314, encontramos entre os signatários das Atas do Concílio de Ancira e Neocesareia um Leôncio de Cesareia; assim como o encontramos entre os pais do Primeiro Concílio Ecumênico de Niceia (325). São Gregório de Nazianzo afirma em sua "Oratio" que seu pai, Gregório, foi batizado pelo bispo Leôncio de Cesareia, que passava por sua casa. No século IX, encontramos mais evidências de sua existência. Em um texto sobre o Concílio de Niceia, o sacerdote Gregório de Cesareia relata que as relíquias de São Leôncio ainda eram visíveis e intactas, colocadas na mesma basílica de Santo Hesíquio em Cesareia da Capadócia, junto com os corpos dos outros bispos da cidade, ali sepultados. O que se sabe com certeza é que, até o século XVI, não havia culto a ele, fosse um único santo ou dois homônimos, pois não constava como santo em nenhum calendário, ocidental ou oriental. Foi o grande erudito Cesare Baronio quem, em seu Martyrologium Romanum, o situou em 13 de janeiro. 
Autor: Antonio Borrelli

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