quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

EVANGELHO DO DIA 14 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 1,29-39. 
Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama com febre e logo Lhe falaram dela. Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. Ao cair da tarde, já depois do sol posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era. De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar. Simão e os companheiros foram à procura dele e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram». Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Jean Tauler 
(1300-1361) 
Dominicano de Estrasburgo
Sermão 15, para a véspera dos Ramos 
«[Jesus] retirou-Se para um sítio ermo 
e aí começou a orar» 
Quando o Filho de Deus «ergueu os olhos ao Céu e disse: "Pai, chegou a hora, glorifica o teu Filho"» (Jo 17,1), ensinou-nos, através desta ação, que devemos levantar bem alto todos os nossos sentidos, as nossas mãos, as nossas faculdades, a nossa alma, para rezar nele, com Ele e por Ele. Esta é a obra melhor e mais santa que o Filho de Deus realizou na Terra: adorar seu Pai bem-amado. Mas isto ultrapassa em muito qualquer raciocínio, e não conseguimos alcançá-lo nem compreendê-lo se não for no Espírito Santo. Santo Agostinho e Santo Anselmo dizem-nos que a oração é uma elevação da alma a Deus. Eu digo-te apenas isto: liberta-te de ti mesmo e de todas as coisas criadas, e eleva plenamente a tua alma a Deus, acima de todas as criaturas, mergulha no abismo profundo. Mergulha o teu espírito no espírito de Deus com verdadeiro abandono, em verdadeira união com Deus. Pede a Deus tudo o que Ele quer que Lhe seja pedido, o que tu desejas e o que os homens desejam de ti. E acredita nisto: aquilo que uma pequena e insignificante moeda é, quando comparada com cem mil moedas de ouro, é isso toda a oração externa, quando comparada com esta oração que é uma verdadeira união com Deus, com esta fusão do espírito criado no espírito incriado de Deus. Se te pediram uma oração, é bom que a faças de maneira exterior, como te pediram e como tu te comprometeste a fazer. Ao fazê-lo, porém, eleva a tua alma às alturas, condu-la ao deserto interior, conduz para aí todo o teu rebanho como Moisés (cf Ex 3,1). «Os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade» (Jo 4,23). É nesta oração interior que se completam todas as práticas, todas as fórmulas e todos os tipos de oração que foram oferecidos desde Adão até agora, e que serão oferecidos até ao último dia. Tudo isso é levado à sua perfeição num instante, neste recolhimento verdadeiro e essencial.

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