sábado, 10 de janeiro de 2026

Bem-aventurada Marquesa Luzi, Virgem e Mártir Festa: 10 de janeiro

(*)San Severino, final do século XV
(✝︎)10 de janeiro de 1510 
Nascida em San Severino Marche, no século XV, ela era uma jovem virtuosa dedicada à vida religiosa. Apesar do forte desejo de entrar para um convento, decidiu não abandonar o pai e se inscrever na Ordem Terceira de Santo Agostinho. Sua vida foi marcada pela preocupação com o estilo de vida dissoluto de seu irmão Mariotto, que tentou estuprá-la durante uma viagem a Visso. Rejeitado pela irmã, Mariotto a estrangulou e escondeu seu corpo em uma caverna. O corpo da jovem, ainda rosado e flexível, foi encontrado três dias depois por um frade agostiniano que tivera uma visão de sua morte. Seu corpo foi transferido para a igreja de Sant'Agostino, onde permanece até hoje, sob o altar dedicado a São Valentim. 
Emblema: Palmeira 
A Beata Marquesa Luzi nasceu em San Severino no final do século XV, filha de Silvestro Luzi, fundador de uma ilustre e nobre família de Visso. Marquesa vivia com seu pai, Silvestro, seu tio, Dom Bernardino, reitor da igreja da abadia de San Lorenzo, e seu irmão, Mariotto. Marquesa cresceu virtuosa e dedicada às obras de caridade e à oração. Ela tinha um forte desejo de entrar para um convento, mas, não querendo abandonar seu pai, decidiu escolher outra forma de vida religiosa, muito popular na época: ingressou na Ordem Terceira de Santo Agostinho, vestindo o hábito. A freira estava profundamente preocupada com a vida dissoluta que Mariotto levava. Seu irmão, que se envolvia em casos ilícitos, chegou a cobiçar Marquesa. No início de janeiro de 1510, Mariotto disse ao pai que queria visitar Visso, a cidade natal da família, e pediu permissão para levar sua irmã consigo. Durante a viagem, Mariotto tentou estuprar Marchesina, mas ela rejeitou as investidas obscenas do irmão. Ele a estrangulou e abandonou seu corpo em uma caverna. Muito tempo teria se passado até que ele descobrisse o crime, se Marchesina não tivesse aparecido em sonho para um frade agostiniano por três noites, revelando-lhe o local e a causa de sua morte. Nesse momento, o frade, por conselho de seu superior, decidiu verificar a veracidade do sonho. Ele foi até as Grutas de Santo Eustáquio e encontrou o corpo da freira ainda rosado e maleável, apesar de três dias terem se passado. O corpo foi transferido para a igreja de Santo Agostinho, onde permanece até hoje, no altar dedicado a São Valentim.
Autora: Elisabetta Nardi

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