quarta-feira, 14 de maio de 2025

EVANGELHO DO DIA 14 DE MAIO

Evangelho segundo São João 15,9-17. 
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Disse-vos estas coisas para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Lourenço Justiniano 
(1381-1455) 
Cónego regular, bispo de Veneza 
Sermão para a festa de São Matias 
Deus escolheu o apóstolo Matias 
Escreve o apóstolo Paulo: «Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus! Como são insondáveis os seus desígnios e incompreensíveis os seus caminhos!» (Rom 11,33). E diz o salmo: «Como são grandes, Senhor, as vossas obras! Tudo fizestes com sabedoria» (Sl 104,24): as obras feitas no teu Verbo, na tua Palavra eterna. Se foi no Verbo e pelo Verbo que todas as coisas foram feitas (cf Jo 1,3), quem poderá duvidar de que foi com sabedoria e perfeição, e sem parcialidades, que Ele escolheu os seus discípulos? « Nele nos escolheu, antes da criação do mundo», diz o apóstolo Paulo (Ef 1,4). Consideremos a escolha de Matias. Os apóstolos tinham selecionado José Barsabas e Matias; em seguida, apresentaram-nos Àquele que julga segundo o coração e que conhecia o coração de ambos, a fim de que Ele desse a conhecer qual dos dois tinha escolhido. E Ele tinha evidentemente escolhido Matias para essa honra antes de as sortes serem lançadas, antes mesmo da criação do mundo. «Tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes e assim sucederá» (Mc 11,24), diz o Senhor. É por isso que a Igreja tem o costume de rezar de comum acordo sempre que considera dever pedir alguma coisa ao Senhor; meio algum tem tanta influência na vontade de Deus como a oração, se for feita com fé, com serenidade, com humildade e perseverança. Assim, pois, a sorte não teve qualquer influência na escolha deste glorioso apóstolo porque, como testemunha a Escritura, os apóstolos começaram por rezar; e foi em resposta a essa oração que Deus lhes inspirou que fizessem a eleição tirando à sorte. Por outro lado, Matias não obteve uma graça menor do que a de Pedro ou dos outros apóstolos, ainda que tenha sido chamado em último lugar. Ele recebeu o Espírito com a mesma plenitude que os outros, e recebeu os mesmos dons espirituais que eles. Ao poisar sobre ele, o Espírito Santo encheu-o de caridade, concedendo-lhe que se exprimisse em todas as línguas, que fizesse milagres, que convertesse as nações, que pregasse a Cristo e que recebesse o triunfo do martírio.

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