terça-feira, 18 de março de 2025

Mariana Donati Celestina da Mãe de Deus Fundadora, Beata (1848-1925)

Religiosa italiana, fundadora da 
Congregação das Filhas Pobres 
de São José de Calasanz. 
Beatificada por Bento XVI em 2008.
Mariana Donati nasceu em 26 de Outubro de 1848 em Florença, Itália. Desde jovenzita tinha consagrado o seu coração a Deus e ao serviço da Igreja. Em Flo-rença encontrou o P Celestino Zini, esculápio, Pro-vincial de Toscana, que foi seu director espiritual e a ajudou a orientar sua vida. Aos 40 anos, imbuída de espírito calasanciano, iniciou definitivamente sua obra que se chamaria Congregação das Filhas Pobres de São José de Calasanz, dedicada a atender a meninos abandonados e de famílias desestruturadas para os educar “com coração de mãe”. Ao fundar a nova Congregação em 1889, Mariana tomou o nome de Celestina da Mãe de Deus; suas companheiras começaram a chamá-la afectuosamente «madrinha» e assim seguem nomeando-a hoje as Calasancianas quando falam de sua Fundadora. No mesmo ano León XIII consagrou pessoalmente como bispo Frei Zini na Basílica de São Pedro, nomeando-o arcebispo de Sena. Quando morreu passados três anos, outros esculápios apoiaram a nascente Congregação: Mário Ricci, Giovanni Giovanozzi, Alfonso ML Mistrangelo… Monsenhor Zini dirigiu numerosos escritos às religiosas calasancianas. Depois de sua morte, Madre Celestina estruturou-os e completou-os, preparando um precioso livro que se titula «Manual Calasanziano» e que é como um amplo comentário espiritual das primeiras Constituições. No dito livro a Madre Fundadora descreve as-sim o carisma de seu Instituto: «As Filhas Pobres de São José de Calasanz, reunidas à sombra do Tabernáculo, unidas entre si com o vínculo sagrado da caridade, tendo um só coração e uma só alma, consideram como um dever sagrado edificar a quem quer que se lhes acerque, santificar-se pessoalmente e dedicar-se com zelo à educação das crianças necessitadas que o Senhor lhes confie, unindo as riquezas da contemplação às de uma santa entrega». Celestina foi uma verdadeira alma contemplativa entregue a fazer o bem aos pequenos, como Jesus. Escreveu um livro de meditações sobre a Paixão do Senhor, recentemente reeditado, e escreveu páginas de grande riqueza espiritual não só no «Manual» citado, mas também noutro livro para suas religiosas, intitulado «Devotas práticas quotidianas», assim como em numerosas cartas. Ela instaurou em 1900, na igreja da casa mãe de Florença, a Adoração Eucarística quotidiana como forma de oração continua calasancia para suas religiosas e meninas. Um século depois continua diariamente esta prece a Jesus eucarístico, exposto no altar-mor, em cujos laterais estão enterrados respectivamente Madre Celestina e Monsenhor Zini. Em 18 de Março de 1925 foi acolhida santamente no seio de Nosso Senhor. 
Beatificada em 30 de Março de 2008 por sua Santidade Bento XVI.
Maria Ana Donati, última de seis filhos, nasceu em 28 de outubro de 1848 em São Lourenço de Marradi, província de Florença, onde seu pai era funcionário do grão-ducado. E como sua profissão de juiz o obrigava a contínuos deslocamentos, a família o seguia a Cortona e a Siena, até firmar-se definitivamente em Florença no fim de sua carreira. Maria Ana cresceu particularmente devota, extraordinariamente madura, precocemente inclinada a vida religiosa. Desde tenra idade ela queria ter uma vida religiosa, mas seu pai se opôs fortemente a isso. Uma tentativa junto às Irmãs Vallombrosianas não obteve hesito. Isto reforçou no pai sua contrariedade do ingresso no convento daquela filha um pouco especial, que reza tanto e que se interessa tanto pelas necessidades dos outros. A jovem esperou pacientemente... até os 41 anos, sempre fiel também aos seus deveres de filha, docilmente obediente, mas determinada a seguir mais cedo ou mais tarde sua vocação. Foi sustentada nesse período por seu diretor espiritual, Pe. Celestino Zini. Este sacerdote percebeu nela os germens de uma vocação autêntica e transmitiu-lhe a espiritualidade de seu fundador, São José Calazans, que se concretiza na educação da juventude. Quando sua mãe morreu, ela tomou a decisão irrevogável de se consagrar a Deus, querendo formar algumas mulheres ao seu redor para colaborar com ela na educação de meninas pobres e abandonadas. As obras de Deus nascem de episódios muitos simples. Assim foi com Maria Ana: um dia ela se viu responsável por uma menina que a mãe queria subtrair às contínuas violências do pai. As bases da Congregação foram lançadas: Maria Ana abriu uma escola gratuita para as meninas pobres com quatro companheiras. Seguindo os ideais educativos e a espiritualidade de São José Calazans, chamou a nova congregação de mulheres que se reuniram ao redor dela de “Filhas Pobres de São José Calazans”. Tudo era acompanhado pelo Pe. Celestino Zini e com sua aprovação. Quando em 1889 fundou a nova Congregação, Maria Ana assumiu o nome de Celestina da Mãe de Deus em homenagem ao seu diretor; suas companheiras começaram a chamá-la carinhosamente de "madrinha" e é assim que suas filhas continuam a chamá-la hoje quando falam de sua Fundadora. Madre Celestina consagrou-se totalmente ao Senhor, dedicando-se ao serviço das meninas mais pobres e necessitadas de cuidados. No mesmo ano, Leão XIII consagrou pessoalmente o Pe. Zini como bispo na Basílica de São Pedro, nomeando-o arcebispo de Siena e assim outros membros de sua congregação também começaram a apoiar a nascente Congregação: Mario Ricci, João Giovanozzi, Afonso ML Mistrangelo. A sua atenção se concentrou logo nas filhas dos detentos, que além da pobreza material carregavam o peso da miséria moral, ao mesmo tempo a falta da figura paterna. Mas a obra ainda suscitava desconfiança e escândalo. Madre Celestina empenhou-se com paciência a atrair para sua obra a benevolência dos florentinos ricos, mas os débitos foram seus fiéis companheiros até a morte. Para a filha de um juiz com uma educação rígida que não admitia dívidas, era um sofrimento contínuo este estado de coisas. Ela ensinava às suas Irmãs: “Veneremos nas meninas a infância de Jesus” e “as crianças são o templo da Santíssima Trindade”. Monsenhor Zini dirigiu numerosos escritos às monjas de Madre Celestina. Depois de sua morte, Madre Celestina os estruturou e completou preparando um precioso livro intitulado “Manual Calasantiano”, que foi como um amplo comentário espiritual sobre as primeiras Constituições. Neste livro, a Madre Fundadora descreve assim o carisma de seu Instituto: “As Pobres Filhas de São José Calazans, reunidas à sombra do Tabernáculo, unidas entre si pelo sagrado vínculo da caridade, tendo um só coração e uma só alma, consideram um dever sagrado edificar aqueles que se aproximam deles, santificar-se pessoalmente e dedicar-se com zelo à educação das meninas necessitadas a eles confiadas pelo Senhor, combinando as riquezas da contemplação com as de uma santa dedicação”. Madre Celestina foi uma verdadeira alma contemplativa dedicada a fazer o bem aos pequeninos, como Jesus; escreveu um livro de meditações sobre a Paixão do Senhor, recentemente reeditado, e escreveu páginas de grande riqueza espiritual no referido “Manual”, em outro livro para suas freiras intitulada "Práticas Devotas Diárias" e em numerosas cartas. Em 1900, na igreja da casa mãe em Florença, ela instituiu a adoração eucarística diária como forma de oração contínua para suas monjas e meninas. Um século depois, esta oração a Jesus Eucaristia continua diariamente, exposta no altar-mor, em cujas laterais estão respectivamente sepultados Madre Celestina e Monsenhor Zini. Madre Celestina soube unir contemplação e ação: viveu com profunda intensidade a devoção a Jesus Crucificado e foi ardente apóstolo da adoração perpétua da Eucaristia, guiada por um amor maravilhosamente materno, em sua obra pedagógica, feito de humildade, delicadeza e ternura. Madre Celestina governou o Instituto com sabedoria e prudência, espalhando-o por toda a Itália. Ela sofreu muito com a falta de auxílio financeiro para ajudá-lo a continuar. Mas com fé, ela passou por todos os problemas com louvor. Ele sofria de muitas doenças que sabia suportar com integridade. A Beata faleceu no dia 18 de março de 1925 em Florença; foi beatificada no domingo, 30 de março de 2008 por Bento XVI. Martirológio Romano: Em Florença, a Beata Celestina da Mãe de Deus (Maria Ana Donati), virgem, fundadora da Congregação das Filhas Pobres de São José Calazans, para a educação das crianças pobres, e filhos e filhas de prisioneiros.

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