Evangelho segundo São Lucas 6,36-38.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso.
Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados.
Dai e dar-se-vos-á; deitar-vos-ão no regaço uma boa medida, calcada, sacudida, a transbordar. A medida que usardes com os outros será usada também convosco».
Tradução litúrgica da Bíblia
(1098-1179)
Abadessa beneditina e doutora da Igreja
«Os caminhos de Deus», cap. 4
O amor do coração do nosso Pai
Por mais diversos que sejam os homens, sejam eles contaminados, leprosos, hidrópicos e cheios de enfermidades, avermelhados pelo mal por efeito dos conselhos maliciosos do demónio, sejam estúpidos e teimosos em não ver os bens do Senhor, merecendo acusações e censuras por causa dos seus muitos esquecimentos, porque deviam praticar a justiça e praticam o mal, rejeitando o bem e desprezando a cruz e o martírio do Senhor, apesar de tudo isso, Deus Pai olha com bondade para a sua obra de barro, como um pai olha para os seus filhos e os aperta ao peito. Porque é Deus, tem pelos seus filhos o amor de um Pai cheio de afeto; é tal o amor pelos homens que tem no coração que enviou o seu Filho para morrer na cruz, qual cordeiro manso. Mas também há muitos homens que estão adornados com o precioso tesouro das virtudes.

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