sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

EVANGELHO DO DIA 17 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 2,1-12. 
Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaum e se soube que Ele estava em casa, juntaram-se tantas pessoas que já não cabiam sequer em frente da porta; e Jesus começou a pregar-lhes a palavra. Trouxeram-Lhe um paralítico, transportado por quatro homens; e, como não podiam levá-lo até junto dele, devido à multidão, descobriram o teto por cima do lugar onde Ele Se encontrava e, feita assim uma abertura, desceram a enxerga em que jazia o paralítico. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, os teus pecados estão perdoados». Estavam ali sentados alguns escribas, que assim discorriam em seus corações: «Porque fala Ele deste modo? Está a blasfemar. Não é só Deus que pode perdoar os pecados?». Jesus, percebendo o que eles estavam a pensar, perguntou-lhes: «Porque pensais assim nos vossos corações? Que é mais fácil? Dizer ao paralítico: "Os teus pecados estão perdoados" ou dizer: "Levanta-te, toma a tua enxerga e anda"? Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na Terra o poder de perdoar os pecados, Eu te ordeno», disse Ele ao paralítico, «levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa». O homem levantou-se, tomou a enxerga e saiu diante de toda a gente, de modo que todos ficaram maravilhados e glorificavam a Deus, dizendo: «Nunca vimos coisa assim».
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Crisóstomo 
(345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja 
Homilias sobre São Mateus, 29, 1-3 
«Não é só Deus que pode perdoar os pecados?»
«Trouxeram-Lhe um paralítico». 
Os evangelistas contam que, depois de terem aberto o teto, aqueles homens desceram o doente e o depuseram diante de Cristo, sem nada pedir, deixando Jesus fazer o que quisesse. No início do seu ministério pela Judeia, era Ele quem dava os primeiros passos e não exigia uma fé tão grande; aqui, são os outros que vêm ter com Ele, e tiveram de ter uma fé corajosa e viva: «Ao ver a fé daquela gente», diz o evangelho - isto é, a fé dos que tinham transportado o paralítico. E o doente também teria uma grande fé, porque não se teria deixado transportar se não tivesse confiança em Jesus. Perante tanta fé, Jesus mostra o seu poder e, com autoridade divina, perdoa os pecados ao doente, dando assim prova da sua igualdade com o Pai. Já tinha demonstrado essa igualdade quando curou o leproso dizendo: «Quero, fica curado»; quando acalmou a tempestade no mar; e quando expulsou os demónios, que nele reconheceram o seu soberano e o seu juiz. Aqui, mostra-a primeiro sem espaventos, não Se apressando a curar exteriormente aquele que Lhe apresentaram. Começa por um milagre invisível: primeiro, cura a alma do homem, perdoando-lhe os pecados. É certo que esta cura era infinitamente mais vantajosa para aquele homem, mas trazia pouca glória a Cristo. Então alguns, levados pela malvadez, quiseram pô-lo em causa; e foram eles que, contra a sua própria vontade, tornaram o milagre mais deslumbrante.

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