Evangelho segundo São Lucas 10,1-9.
Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir.
E dizia-lhes: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara.
Ide. Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos.
Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho.
Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: "Paz a esta casa".
E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco.
Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa.
Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem,
curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: "Está perto de vós o Reino de Deus"».
Tradução litúrgica da Bíblia
Concílio Vaticano II,
«Christus Dominus», 1, 2-6
imediatos dos apóstolos
Cristo Senhor, Filho de Deus vivo, que veio salvar o seu povo dos pecados e santificar todos os homens, assim como Ele foi enviado pelo Pai, assim também enviou os seus apóstolos (cf Jo 20,21), a quem santificou, dando-lhes o Espírito Santo, para que também eles glorificassem o Pai na Terra e salvassem os homens, «para a edificação do corpo de Cristo» (Ef 4,12), que é a Igreja. Nesta Igreja de Cristo, o romano pontífice, como sucessor de Pedro, a quem o mesmo Cristo mandou que apascentasse as suas ovelhas e os seus cordeiros (cf Jo 21,15s), está revestido, por instituição divina, de poder supremo, pleno, imediato e universal, em ordem à cura das almas. Também os bispos, constituídos pelo Espírito Santo, sucedem aos apóstolos como pastores das almas e, juntamente com o sumo pontífice e sob a sua autoridade, foram enviados a perpetuar a obra de Cristo, Pastor eterno. Na verdade, Cristo deu aos apóstolos e aos seus sucessores o mandato e o poder de ensinar todas as gentes, de santificar os homens na verdade e de os apascentar. Por isso, foram os bispos constituídos, pelo Espírito Santo que lhes foi dado, verdadeiros e autênticos mestres, pontífices e pastores.
Os bispos, como legítimos sucessores dos apóstolos e membros do colégio episcopal, considerem-se unidos sempre entre si e mostrem-se solícitos de todas as igrejas, pois cada um, por instituição divina e por exigência do múnus apostólico, é responsável por toda a Igreja, juntamente com os outros bispos. Interessem-se particularmente por aquelas regiões em que não foi ainda anunciada a palavra de Deus ou em que, sobretudo por causa da escassez de sacerdotes, os fiéis correm perigo de se afastar da prática dos mandamentos e até de perder a fé. Assim, procurem com todas as forças que as obras de evangelização e apostolado sejam sustentadas e promovidas com alacridade pelos fiéis.
Nenhum comentário:
Postar um comentário