Evangelho segundo S. Mateus 10,1-7.
Naquele
tempo, Jesus chamou a Si os seus doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os
espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades.
São estes os
nomes dos doze Apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão;
Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e
Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o
Zelota, e Judas Iscariotes, que o traiu. Jesus enviou estes doze, depois de
lhes ter dado as seguintes instruções: «Não sigais pelo caminho dos gentios, nem
entreis em cidade de samaritanos. Ide, primeiramente, às ovelhas perdidas da
casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que o Reino do Céu está perto.
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
Papa Francisco
Audiência geral de
10/04/2013 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev)
«Proclamai que o Reino do Céu está perto»
Devemos ter a coragem da fé, sem nos
deixarmos conduzir pela mentalidade que nos diz: «Deus não é útil, não é
importante para ti», e assim por diante. É precisamente o contrário: […] Deus é
a nossa força! Deus é a nossa esperança! Caros irmãos e irmãs, nós somos os
primeiros que devemos ter bem firme em nós esta esperança e dela devemos ser um
sinal visível, claro e luminoso para todos. […]
A nossa esperança de
cristãos é forte, certa e sólida nesta terra, onde Deus nos chamou a caminhar, e
está aberta à eternidade porque se funda em Deus, que é sempre fiel. Não devemos
esquecer: Deus é sempre fiel; Deus é sempre fiel para connosco. Ressuscitar com
Cristo mediante o Baptismo (Rom 6,4), com o dom da fé, para uma herança que não
se corrompe (1Ped 1,4), leva-nos a procurar em maior medida as realidades de
Deus […]. Ser cristão não se reduz a seguir mandamentos, mas significa
permanecer em Cristo, pensar como Ele, agir como Ele, amar como Ele; significa
deixar que Ele tome posse da nossa vida e que a mude, transforme e liberte das
trevas do mal e do pecado.
Prezados irmãos e irmãs, a quantos nos
perguntarem a razão da nossa esperança (1Ped 3, 15), indiquemos Cristo
ressuscitado. Indiquemo-Lo com o anúncio da Palavra, mas sobretudo com a nossa
vida de ressuscitados. Manifestemos a alegria de ser filhos de Deus, a liberdade
que nos permite viver em Cristo, que é a verdadeira liberdade, aquela que nos
salva da escravidão do mal, do pecado e da morte! Contemplemos a Pátria celeste,
e teremos uma luz e força renovadas, também no nosso compromisso e nas nossas
labutas diárias. É um serviço precioso, o qual devemos prestar a este nosso
mundo, que muitas vezes já não consegue elevar o olhar, já não consegue olhar
para Deus.

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