Evangelho segundo S. Mateus 9,32-38.
Naquele
tempo, apresentaram a Jesus um mudo, possesso do demónio. Depois que o
demónio foi expulso, o mudo falou; e a multidão, admirada, dizia: «Nunca se viu
tal coisa em Israel.» Os fariseus, porém, diziam: «É pelo chefe dos demónios
que Ele expulsa os demónios.» Jesus percorria as cidades e as aldeias,
ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do Reino e curando todas as
enfermidades e doenças. Contemplando a multidão, encheu-se de compaixão por
ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. Disse, então,
aos seus discípulos: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua
messe.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos
Capuchinhos - www.capuchinhos.org
Comentário do dia:
Concílio Vaticano II
Decreto sobre a actividade missionária da
Igreja, «Ad gentes», § 12
Jesus percorria as cidades e as aldeias, [...] proclamando o
Evangelho do Reino.
A presença dos cristãos nos agrupamentos
humanos seja animada daquela caridade com que Deus nos amou, e com a qual quer
que também nós nos amemos uns aos outros (1Jo 4,11). Efectivamente, a caridade
cristã a todos se estende sem discriminação de raça, condição social ou
religião; não espera qualquer lucro ou agradecimento. Portanto, assim como Deus
nos amou com um amor gratuito, assim também os fiéis, pela sua caridade, sejam
solícitos pelos homens, amando-os com o mesmo zelo com que Deus veio
procurá-los. E assim como Cristo percorria todas as cidades e aldeias, curando
todas as doenças e todas as enfermidades, proclamando o advento do reino de
Deus, do mesmo modo a Igreja, por meio dos seus filhos, estabelece relações com
os homens de qualquer condição, de modo especial com os pobres e aflitos […].
Participa nas suas alegrias e dores, conhece as suas aspirações e os problemas
da sua vida e sofre com eles nas ansiedades da morte, trazendo-lhes a paz e a
luz do Evangelho.
Trabalhem e colaborem os cristãos com todos os outros
na recta ordenação dos problemas económicos e sociais. Dediquem-se, com cuidado
especial, à educação das crianças e da juventude. […] Tomem parte nos esforços
dos povos que, lutando contra a fome, a ignorância e a doença, se afadigam por
melhorar as condições da vida e por assegurar a paz no mundo. […]
A
Igreja, porém, não quer, de maneira nenhuma, imiscuir-se no governo da cidade
terrena. Nenhuma outra autoridade reclama para si senão a de, com a ajuda de
Deus, estar ao serviço dos homens pela caridade e pelo serviço fiel.

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