domingo, 4 de janeiro de 2026

ORAÇÕES - 04 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
4 – Domingo –Epifania - Manifestacao do Senhor
Evangelho (Mt 2,1-12)“Viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram.”
A narrativa de Mateusquer ensinar-nos que todos os povos, detodos os tempos ede todasas culturas são chamados para a salvação. Para todos Jesus, o Filho de Deus, que vive do nosso modo, é o Salvador, que pode levar todos a ser como Deus os planejou ao criá-los. Podemos traçar bastante bem a caminhada da humanidade até agora para ver em Jesus o Salvador.Mas há muitos homens e mulheres que ainda nem ouviram falar dele. Não sabemos como será o futuroda humanidade nos milênios futuros, como conhecerá e aceitará Jesus como Salvador. Sabemos que Deus quer a salvação de todos, que todos de um modo ou de outro sejam reunidos nele e encontrem o bem e a verdade. Sabemos que somos chamados para o seguir e para o fazer conhecido e amado de todos.
Oração
Senhor Jesus,Mateus fala daqueleshomens que vieram de longeà procura do Salvados que nascera. Lembra-nos que viestes para a salvação de todos os humanos, desde os primeiros até os últimos que vierem participar de nossa aventura.Viestes para nos unir a todos convosco, na participação de vossa vida divina, já agora e para sempre. Sois salvação para todos, mesmo para os que nunca ouviram falar de vós.Mas vestes também para que desde agora formemos umasó família, todos juntos, na partilha da mesma verdade, na paz e na harmonia. Ajudai-nos avos fazer conhecido e amado por todos. Abençoai os quededicamsua vida a vos anunciar como salvador, e para isso deixam tudo,pátria, família e lar.

sábado, 3 de janeiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - “Serão consolados”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Prazer acima de tudo
 
O país das lágrimas tem muitos habitantes. O Papa Francisco, continuando sua reflexão sobre as bem-aventuranças como caminho de santidade, retoma mais um tema da santidade: “Felizes os que choram, porque serão consolados” (Mt 5,4). O mundo procura esconder os sofrimentos e as lágrimas. Querem o riso e a alegria do ter, do poder e do prazer. Não percebem que ter, prazer e poder provoca muito sofrimento e muita lágrima. São os pecados dos três poderes: o ter, o prazer e o poder. A busca do gozo, da alegria e do prazer usa o poder e as riquezas. As pessoas têm medo da dor e da desgraça. O caminho da cruz não é reconhecido. O sofrimento não faz parte da vida espiritual das pessoas, principalmente de certos movimentos religiosos. Confundem ter problemas com falta de vida espiritual. Pensam que ser cristão é não ter problemas. Não percebem que vida cristã é felicidade com problema e dores. Jesus dizia: “Devo receber um batismo (sua morte) e, como me angustio até que seja consumado!” (Lc 12,50). Diz o Papa Francisco: “Quem é do mundo ignora quando há problemas de doença ou aflição na família ou ao seu redor. O mundo não quer chorar: prefere ignorar as situações dolorosas, cobri-las, escondê-las. Gastam-se muitas energias para escapar das situações onde está presente o sofrimento, julgando que é possível dissimular a realidade, onde nunca, nunca, pode faltar a cruz” (GE 75). O sofrimento não é entendido pelos cristãos que o veem como castigo. Até dizem: “Por que acontece isso comigo que fiz tanta coisa boa”? “Que adiantou rezar se não consegui o milagre”. Outros se colocam como juízes e dizem: “Você não rezou bem”. 
A dor que não fere o coração 
A dor, assumida como Jesus o fez em sua paixão, não fere o coração. A alma que vive a fé conhece os males do mundo e chora por eles. Tem capacidade de chorar com as pessoas (GE 75). “Esta pessoa sente que o outro é carne da sua carne, não teme aproximar-se até tocar a sua ferida, compadece-se até sentir que as distâncias são superadas. Assim é possível acolher aquela exortação de São Paulo: ‘Chorai com os que choram’ (Rm 12,15). A pessoa consolada com a consolação de Jesus é capaz de descobrir que a vida tem sentido socorrendo o outro na sua aflição, compreendendo a angústia alheia, aliviando os outros” (GE 75). Chorar é deixar que não somente nossa razão conheça as realidades dolorosas, mas deixar que o coração possa sentir junto, participando da mesma dor. Não sentindo a mesma dor, mas ter o coração capaz de captar a dor do semelhante e assumi-la como sua, não para tê-la, mas para libertá-lo de não sofrer sem que o Consolador esteja junto. Jesus se encarnou porque agiu assim. “Ele assumiu nossas dores” (Mt 8,17 – Is 53,4). Cristo sofreu e, como consolador, assumiu o que somos para nos indicar o caminho da superação: “Meu Pai, se é possível, que passe de mim este cálice, contudo não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mt 26, 39). A consolação de Jesus é a certeza que o Pai assim o quer. Esse é o sentido do Anjo que O consola (Lc 22,43). Chora com os que choram. 
Consolação espiritual 
“Quem, vendo os sofrimentos e, se deixa trespassar pela aflição e chora no seu coração, é capaz de alcançar as profundezas da vida e ser autenticamente feliz. Esse é consolado, mas com a consolação de Jesus e não com a do mundo. Assim pode ter a coragem de compartilhar o sofrimento alheio, e deixar de fugir das situações dolorosas”. Assim conclui o Papa Francisco. Saber chorar com os outros: isto é santidade. (GE 76). Diversamente é a consolação espiritual de um gozo místico, no prazer de estar com Deus. É preciso ser como Jesus que também vivia essa dimensão, mas para Ele, era fundamental unir sua vida ao sofrimento de cada filho de Deus. Sem isso, pode ser uma ilusão.
ARTIGO PUBLICADO EM NOVEMBRO DE 2018

EVANGELHO DO DIA 03 DE JANEIRO

Evangelho segundo São João 1,29-34. 
No dia seguinte ao seu primeiro testemunho, João Batista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. É dele que eu dizia: "Depois de mim vem um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim". Eu não O conhecia, mas foi para Ele Se manifestar a Israel que eu vim batizar na água». João deu este testemunho, dizendo: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e permanecer sobre Ele. Eu não O conhecia, mas quem me enviou a batizar na água é que me disse: "Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo". Ora, eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Bento XVI 
Papa de 2005 a 2013 
Homilia de 10/01/2010 
(trad. © Libreria Editrice Vaticana) 
«Tu és o meu Filho muito amado: 
em Ti pus toda a minha complacência» (Lc 3,22) 
Junto do Jordão, Jesus manifesta-Se com uma extraordinária humildade, que recorda a pobreza e a simplicidade do Menino colocado na manjedoura, e antecipa os sentimentos pelos quais, no final dos seus dias terrenos, chegará a lavar os pés dos discípulos e sofrerá a terrível humilhação da cruz. O Filho de Deus, Aquele que é sem pecado, coloca-Se entre os pecadores, mostra a proximidade de Deus em relação ao caminho de conversão do homem. Jesus carrega sobre os seus ombros o peso da culpa da humanidade inteira, inicia a sua missão pondo-Se no nosso lugar, no lugar dos pecadores, na perspectiva da cruz. Quando, recolhido em oração depois do batismo, sai da água, os céus abrem-se: é o momento esperado pela multidão dos profetas: «Quem dera que rasgasses os céus e descesses!», tinha invocado Isaías (63,19). São Lucas parece sugerir que tal pedido foi satisfeito este momento; de facto, «o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu», e ouviram-se palavras nunca anteriormente pronunciadas: «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência» (Lc 3,-21-22). O Pai, o Filho e o Espírito Santo descem para o meio dos homens e revelam-nos o seu amor que salva. Se foram os anjos que levaram aos pastores o anúncio do nascimento do Salvador e a estrela que o levou aos Magos vindos do Oriente, presentemente é a própria voz do Pai que indica aos homens a presença do seu Filho no mundo, e que nos convida a voltarmo-nos para a ressurreição, para a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte.

03 de janeiro - São Fulgêncio de Ruspe (Agostiniano)

São Fulgêncio viveu na África do Norte entre os séculos V e VI, em uma época de crise social e perseguição religiosa. A florescente sociedade romana da África do Norte se desmoronava sob os golpes dos vândalos e em sua ruína arrastava consigo a Igreja. A Fulgêncio coube fazer frente a tanta ruína. Sem alcançar a magnitude dos grandes padres do século IV, esteve, contudo, à altura das circunstâncias e, com a santidade de sua vida e a luz de sua doutrina, se tornou referência para os bispos, monges e leigos. “Foi o maior dos teólogos e o bispo mais santo de seu tempo” Fábio Cláudio Gordiano Fulgêncio nasceu numa rica família cristã em Thelepte, na atual Tunísia (Norte da África), no ano 462. Seu pai era um senador romano e a mãe era de uma família local influente. Fulgêncio teve uma formação intelectual excelente. De caráter firme, espírito de liderança e habilidade para os negócios, na juventude se destacou na administração dos bens da família, o que o levou a ocupar altos postos no setor público. Muito culto e educado, Fulgêncio interessava-se tanto pela religião quanto pelas artes e literatura. Frequentava um mosteiro vizinho onde orava com os monges e vasculhava sua biblioteca. Os biógrafos afirmam que após ler os comentários de Santo Agostinho sobre o Salmo 36, decidiu-se pela vida de austeridade e de solidão.

São José Maria Tomasi, presbítero teatino, cardeal

José Maria Tomasi nasceu na região da Licata, em 1649, em uma nobre família siciliana de Lampedusa. Renunciou ao título em prol do irmão e tornou-se religioso teatino. Precursor da Reforma Litúrgica, foi nomeado Cardeal pelo Papa Clemente XI, em 1712. João Paulo II o proclamou Santo em 1986. 
José Maria Tomasi formava parte da nobre família dos Príncipes de Lampedusa. Nasceu em Licata (Agrigento, Itália) no dia 12 de setembro de 1649. Seus padres foram Júlio Tomasi-Caro e Rosalia Traina Drago. Desde cedo, José Maria mostrou uma profunda inclinação pelas coisas eclesiásticas, que logo foi se transformando em amor pela sagrada liturgia. São José Maria Tomasi renunciou a seus bens e direitos nobiliários e ingressou na Ordem dos Clérigos Regulares (Teatinos), professando na Casa Teatina de Palermo no dia 25 de março de 1666. Em 1673, foi ordenado sacerdote, dedicando-se por inteiro à investigação e estudo das fontes e monumentos que colocaram as bases da liturgia cristã.

Santa Imbenia, Virgem e Mártir - 3 de janeiro

Piedosa virgem da Sardenha, que sofreu o martírio pela fé em Cristo sob o imperador Diocleciano. Suas relíquias preciosas foram descobertas no ano de 1628 na igreja de São Lussório, na região "Su Tonodiu", e foram levadas para a Basílica da Insigne Colegiada de Santa Maria das Neves, em Cuglieri (diocese de Bosa), onde ainda estão preservadas.     Celebrações em sua homenagem são realizadas em 3 de janeiro (martírio) e em 30 de abril (em memória da transladação das relíquias).     No dia 29 de abril, a imagem da virgem é trazida em peregrinação da Basílica de Santa Maria das Neves para a "su Tonodiu", onde há uma pequena igreja com o nome dela. A procissão com o andor começa às 17h e chega à igreja, que dista cerca de 3 km de Cuglieri; o andor é acompanhado na procissão pela Irmandade de Nossa Senhora do Carmelo, das prioresas e da população. Quando o cortejo chega à “su Tonodiu”, o priorado oferece um refresco; a população então segue em direção à igreja para acompanhar a missa. No final da cerimônia, os peregrinos podem dar um passeio ao redor do terreno que circunda a pequena igreja.     No dia 30 realiza-se a caminhada inversa; chegando à Basílica, os participantes da procissão assistem à Bênção Eucarística e cantam o hino em homenagem à Santa Imbenia.

SANTO ANTERO, PAPA

O seu pontificado durou apenas 
quarenta e três dias (236). 
Morreu mártir.
† Roma, 3 de janeiro de 236 
(Papa de 21/11/235 a 03/01/236)
Grego, papa de 21 de novembro de 235 a 31 de janeiro de 236, foi sepultado em Cripta dos Papas no Cemitério de Calisto. Algumas de suas relíquias, em mais tarde, foram levados para S. Sisto Vecchio e S. Silvestro in Capite. Ele ordenou que os atos dos mártires fossem buscados para que eles não fossem levados a cabo perdida ou mal representada. Morreu uma morte santa no início do consulado de Massimino. O Martirológio Romano o lembra em 3 de janeiro. 
Martirógio Romano: Em Roma, no cemitério de Calisto na Via Ápia, deposição de São Antero, papa, que, após o mártir Pôntico, foi bispo por um curto período. 
Tudo o que se sabe sobre ele é que reinou por cerca de quarenta dias e que foi sepultado na famosa "cripta papal" do cemitério de San Callisto, em Roma. Antero mandou coletar os Atos dos Mártires por alguns notários para que não se perdessem nem fossem deturpados, e depois depositados nos arquivos da Igreja de Roma.

São Florêncio de Viena, Bispo - Festa: 3 de janeiro

Era um homem de fé e caridade, que se dedicou ao cuidado de seu rebanho e à difusão do Evangelho. Participou do Concílio de Valência em 374
 e foi martirizado no exílio durante as perseguições a Górdio, Filipe, Décio, Galo e Volusiano. 
Etimologia: Fiorenzo = florescendo, florescendo, do latim
Emblema: Equipe pastoral 
Martirógio Romano: Em Vienne, na Gália lugdunensa, na atual França, São Florêncio, bispo, que participou do Concílio de Valência. 
Deste bispo de Viena temos apenas a subscrição no Concílio de Valência em 374 e seu nome no Martirológio Jerônimo em 3 de janeiro. No entanto, a Crônica de Adônis, que, como se sabe, queria estabelecer uma cronologia dos bispos de Viena, além disso sem qualquer valor, colocou Florêncio sob o império de "Górdio, Filipe, Décio, Galo e Volusiano", como explica o Livro Episcopal de Leodegario, e o fez morrer mártir no exílio. Essa lenda foi incluída no Martirológio Romano em 3 de janeiro. 
Autor: Jean Marilier 
Fonte: Bibliotheca Sanctorum

Genoveva de Paris Padroeira de Paris, Santa 422-512

Consagrou sua virgindade a Deus desde jovem,
e levou vida de penitência e oração 
até os 89 anos de idade, quando faleceu. 
É protetora da cidade de Paris.
Vivendo entre dois mundos — o da Gália romana, que se extinguia, e de cujo desmoronamento foi testemunha, e o da Gália franca, que nascia de suas cinzas e em cuja conversão trabalhou denodadamente — Santa Genoveva serviu de ponto de união entre romanos e bárbaros. E recebeu de Deus a missão de transmitir a fé católica dos vencidos aos vencedores, preparando assim as sementes daquela que seria a nação cognominada Filha Primogênita da Igreja, a França. 
Corria o ano 400 de nossa era. O gigantesco Império Romano do Ocidente vivia seus últimos dias. Na província romana da Gália (atual França), em meio aos pagãos que ainda faziam sacrifícios humanos ao deus Thor, o cristianismo começava a lançar suas raízes quando, vinda de além Reno, uma horda de bárbaros devastou a região quase sem encontrar resistência. “Por que os gauleses, outrora tão bravos, não se defenderam? Porque os romanos, com seu luxo, tinham-lhes dado sua moleza e seus vícios”[1]. Com o tempo, a vida recomeçou com os novos bárbaros sendo assimilados pela população do país. Foi nesse período que, no ano 422, na pequena cidade de Nannetodorum (hoje Nanterre), nos arredores de Paris, nasceu em uma família cristã Genoveva, que tão importante papel desempenharia na vida da futura nação convertida ao cristianismo.

São Ciríaco Elias Chavara Sacerdote e fundador Festa: 3 de janeiro

Sacerdote de rito siro-malabar na Índia. 
Fundador das Congregações dos Carmelitas 
de Maria Imaculada e da Mãe de Deus. 
Foi beatificado em1986. 
(*)Kainakary, Índia, 8 de fevereiro de 1805
(✝︎)Koonammavu, Índia, 3 de janeiro de 1871 
Kuriakose (Cyriaco) Chavara nasceu no estado de Kerala, Índia, em 10 de fevereiro de 1805. Ingressou no seminário em 1818 e foi ordenado sacerdote em 1829. Foi cofundador e primeiro Prior Geral dos Carmelitas de Maria Imaculada, acrescentando ao seu nome batismalesco o de Elias (Elias): lançou as bases da primeira casa da Congregação em Mannanam em 1831 e fez seus votos religiosos em 1855. Em 1866, fundou um mosteiro para uma comunidade de Terciários Carmelitas, que deu origem às Irmãs da Mãe do Carmelo. Ao longo de sua vida, trabalhou pela renovação espiritual e unidade da Igreja Siro-Malabar. Homem de grande espírito de oração, ele era cheio de zelo pelo Senhor na Eucaristia e particularmente devoto à Imaculada Virgem. Ele morreu em Koonammavu em 1871. Beatificado pelo Papa São João Paulo II em 8 de fevereiro de 1984, foi canonizado pelo Papa Francisco em 23 de novembro de 2014. Seus restos mortais são venerados na igreja de São José em Mannanam, anexa à primeira casa da congregação carmelita de Maria Imaculada. Seu memorial litúrgico ocorre em 3 de janeiro, dia de seu nascimento no Céu. 
Martirológio Romano: No mosteiro de Mannemamy em Kérala, na Índia, o Beato Ciriaco Elias Chavara, sacerdote, fundador da Congregação dos Carmelitas de Maria Imaculada.

São Serafim de Sarov

Nasceu em 1759 em Kursk, na Rússia. 
Filho de um construtor ele teve 
uma educação de classe média.
Estudioso quando rapaz ele foi 
capaz de se candidatar a monge 
em Sarov com o nome de Serafim
 e passava os dias a estudar as Escrituras 
e outros escritos antigos da Igreja.
Serafim de Sarov (em russo, Серафи́м Саро́вский, Serafim Sarovskiy) (Kursk, 1 de agosto de 1759 – Sarov, 14 de janeiro de 1833), nascido Prokhor Issidórovitch Mashnin (em russo, Прохор Исидорович Машнин, Prokhor Isidorovich Mashnin), foi um monge e taumaturgo ortodoxo, um stárets(monge ancião de um mosteiro ortodoxo.) dos santos mais venerados da Igreja Ortodoxa Russa. Foi glorificado pela Igreja Ortodoxa em 19 de janeiro de 1903, e, apesar de não ter sido canonizado pelo Vaticano, é popularmente venerado pelas Igrejas Católicas Orientais e a ele o Papa João Paulo II referiu-se como santo, alguns considerando uma forma de oficializar a canonização como equipolente. As suas relíquias estão no Convento Diveiévski, próximo de Sarov, Níjni Novgorod.

SANTA MARIA, MÃE DE DEUS SOLENIDADE

 A Solenidade da Santa Maria Mãe de Deus é a primeira Festa Mariana que apareceu na Igreja Ocidental, sua celebração se começou a dar em Roma para o século VI, provavelmente junto com a dedicação – em 1º de janeiro – do templo “Santa Maria Antiga” no Foro Romano, uma das primeiras Igrejas marianas de Roma. A antiguidade da celebração Mariana se constata nas pinturas com o nome de Maria, Mãe de Deus” (Theotókos) que foram encontradas nas Catacumbas ou antiquíssimos subterrâneos que estão cavados debaixo da cidade de Roma, onde se reuniam os primeiros cristãos para celebrar a Missa em tempos das perseguições. Mais adiante, o rito romano celebrava em 1º de janeiro a oitava de Natal, comemorando a circuncisão do Menino Jesus. Depois de desaparecer a antiga festa Mariana, em 1931, o Papa Pio XI, com ocasião do XV centenário do concílio de Éfeso (431), instituiu a Festa Mariana para em 11 de outubro, em lembrança deste Concílio, onde se proclamou solenemente Santa Maria como verdadeira Mãe de Cristo, que é verdadeiro Filho de Deus; mas na última reforma do calendário –após o Concílio Vaticano II– se transladou a festa para 1º de janeiro, com a máxima categoria litúrgica, de solenidade, e com título da Santa Maria, Mãe de Deus. Desta maneira, esta Festa Mariana encontra um marco litúrgico mais adequado no tempo do Natal do Senhor; e ao mesmo tempo, todos os católicos começam o ano pedindo o amparo da Santíssima Virgem Maria.

SOLENIDADE DE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS-SÃO VICENTE STRAMBI

 DIA MUNDIAL DA PAZ E DA FRATERNIDADE UNIVERSAL  

MARIA MÃE DE DEUS: Desde os primeiros séculos da era cristã Maria Santíssima é venerada como Mãe de Deus, pois gerou uma criança que já era Deus: Jesus Cristo. Em 1927, no Egito, foi encontrado um fragmento de papiro que remonta ao século III. Este fragmento contém a mais antiga oração a Nossa Senhora que se conhece. Eis a oração: “À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus.Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades,mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!”. E o povo repete milhões e milhões de vezes, desde muitos séculos, em todos os cantos e  recantos do céu e da terra: “Santa Maria, Mãe de Deus..
São Vicente Strambi (1745-1824). Era italiano, filho de um farmacêutico. Aos 15 anos entrou para o Seminário, contra a vontade do seu do pai. Ordenou-se padre e ingressou na Congregação dos Missionários Passionistas. Antes havia tentado com os  Lazaristas e Capuchinhos, mas foi recusado. Destacou-se como pregador, percorrendo cidades e convertendo muita gente com sua palavra ardente e calorosa. Cuidou dos seminários, orfanatos, idosos, centros de catequese e de mil outras frentes pastorais. Recusou-se a prestar juramento de fidelidade ao imperador Napoleão, e por isso foi exilado. Foi nomeado bispo mas, depois de muito suplicar, conseguiu do Papa a renúncia do episcopado. Escreveu diversos livros de piedade e formação. Teve uma apoplexia que o levou à morte.
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio Sauter CSsR

A Virgem Maria era "da casa de Davi"

 A genealogia de Jesus de São Lucas, do Livro de Kells, transcrita pelos monges celtas c. 800.

      São Lucas (2:4) diz que São José foi de Nazaré a Belém para ser registrado pelo censo, "porque ele era da casa e da família de Davi". Como se para excluir toda a dúvida sobre a descendência de Maria, o Evangelista (1:32, 69) afirma que a criança nascida de Maria sem a intervenção do homem deve receber "o trono de Davi Seu pai", e que o Senhor Deus "levantou a força da salvação para nós na casa de Davi seu servo". [1] Por isso, os comentaristas nos dizem que no texto "no sexto mês o Anjo Gabriel foi enviado de Deus... a uma virgem comprometida com um homem cujo nome era José, da casa de Davi" (Lucas 1:26-27); a última cláusula "da casa de Davi" não se refere a José, mas à virgem que é a pessoa principal na narrativa; assim, temos um testemunho direto inspirado para a descendência davídica de Maria. [2]
Vitral rosácea na Basílica de St. Denis, França, representando os ancestrais de Nosso Senhor de Jesse em diante.

SANTÍSSIMO NOME DE JESUS

É EM NOME DO DIVINO SALVADOR QUE A IGREJA REZA, CURA OS ENFERMOS, EVANGELIZA OS POVOS, EXPULSA OS DEMÔNIOS, ENFIM, REALIZA SUA OBRA DE SALVAÇÃO DAS ALMAS
 
E seu nome será: Conselheiro Admirável, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz” (Is 9, 5). Sim, quanto é maravilhoso, rico e simbólico este nome que, segundo o Profeta Isaías, significa “Deus conosco”! Como o Arcanjo Gabriel deve ter enlevado a Santíssima Virgem Maria – que ponderava todas as coisas em seu coração – com estas palavras no momento da Anunciação: “E Lhe porás o nome de Jesus”! (Lc 1,31).

ORAÇÕES - 03 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado
3 – Sábado – Santos: Antero, Cirino, Florêncio
Evangelho (Jo 1,29-34) “Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!”
Este foi o ponto mais alto da vida de João, foi para isso que ele nasceu: para dar testemunho em favor de Jesus. Corajosamente ele anunciou o que Deus lhe dera a conhecer. Viu aproximar-se Jesus de Nazaré, que aos olhos de todos era um simples homem, comum, desconhecido. E nele reconheceu o Filho de Deus encarnado, aquele que podia arrancar a humanidade do pecado e do mal.
Oração
Senhor, porque me iluminais eu posso reconhecer Jesus como vosso Filho encarnado, capaz de me transformar e libertar do pecado. Ajudai-me a testemunhar isso diante de todos, com palavras claras e, mais ainda, como minha vida e minhas obras. Dai-me coragem para o fazer, ainda que isso me custe incompreensões e zombarias. Não permitais que eu me envergonhe de minha fé. Amém.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - Deus que vê os pequenos

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
A falsa religião
 
No evangelho de Marcos 12,38-40, Jesus alerta contra os doutores da lei. Eram eles que ensinavam e interpretavam a lei de Deus. Seu ensinamento era acompanhado da vaidade pessoal e da falta completa de coerência: “Eles gostam de andar com roupas vistosas, de serem cumprimentados nas praças públicas. Gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes” (Mc 12, 38). Atualmente há uma tendência muito forte na Igreja para a exterioridade e, pior ainda, dão a isso valor como o mais importante. Com isso se sentem superiores aos demais. Por outro lado, depois de ensinarem a Palavra, tornam-se ladrões explorando as pobres viúvas, “fingindo fazer longas orações”. Temos também o problema de pessoas religiosas que levam vida dupla. E querem dar normas aos demais. O Papa Francisco fustiga esse tipo de religião. As grandes crises que a Igreja vive no momento provêm da falsa religião. Não podemos usar os símbolos religiosos, como batinas e ritualismo, para cobrir nossa falta de personalidade. Nada contra os símbolos. Mas não podem ser instrumento de poder nem de falsa religião. 
A riqueza da pobreza 
Junto a esse texto, o evangelista faz o ensinamento sobre a verdadeira religião: a força da fé dos pobres. Creem com totalidade de vida, pois a entregam Deus na segurança da fé. A cena é curiosa: Jesus está sentado no templo diante do cofre. Ali ricos depositavam grandes quantias. Veio uma pobre viúva e colocou duas moedas sem valor. Chama os discípulos e lhes diz que ela deu mais do que todos. Nesse dia passará fome, pois deu tudo. O ensinamento é claro: “Todos deram o que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu aquilo que possuía para viver” (Mc 12,42-44). Podemos recolher o ensinamento: Deus nos quer por inteiro. Nada pode sobrar. A entrega deve ser total e sem retorno. Diferentemente dos outros que deram o resto a Deus, ela deu tudo. É o testemunho da mulher da primeira leitura. Elias pede ajuda a uma pobre. Ela divide com ele o que era para viver e tem como resposta que daí para frente quem cuida é Deus. “A farinha da vasilha não acabou nem diminuiu o óleo da jarra, conforme o que o Senhor tinha dito por intermédio de Elias” (1 Rs 17,16). Deus não quer resto. A entrega a Deus deve ser total. É comum se ouvir de pessoas de classe alta que são católicos, mas não aceitam tudo. 
Uma vez por todas 
A Carta aos Hebreus, refletindo sobre Cristo, Sumo Sacerdote, abre-nos um leque de reflexão também sobre a realidade de cada pessoa que se une a Cristo em seu sacerdócio. Não se trata aqui de padres e bispos, mas de cada fiel que participa desse sacerdócio. O sacrifício de Cristo, diferentemente dos sacrifícios reparadores do Antigo Testamento, foi único e uma vez por todas. Assim também a ação de entrega total de si, como vimos nas pobres viúvas dos textos desse domingo, realizam sua união a Cristo uma vez por todas. Cristo aceita nossa entrega, não pela quantidade, mas pela totalidade. Somente vivendo em totalidade que podemos entender o Mistério de Cristo.
Leituras 1Reis 17,10-16. Salmo 145; 
Hebreus 9,24-28;Marcos 12,38-44. 
1. Jesus recusa a religião exterior que esconde a maldade. 
2. O exemplo da viúva pobre ensina que a entrega a Deus deve ser total. 
3. Cristo nos salvou uma vez por todas. O que fazemos nos une a essa doação total. 
Viúva sabia administrar a vida.
Dizem ser difícil misturar as coisas do Céu com as da terra. Mas a velhinha muito pobre soube fazer um negócio das Arábias: comprar o Céu com duas moedinhas que não valiam nada. O que se exigia de fato era o valor do negócio: Dou minha vida inteira e recebo tudo o que Deus tem para me oferecer. Maravilhoso negócio: Ter tudo por nada, porque deu tudo. O que vale é o tudo e não o valor das moedas. Estas valiam pelo que significavam: a vida. É uma chamada: ou damos tudo ou não pegamos nada. Deus não quer o que “sobra” como faziam os ricos. Parece que Deus não está nada interessado em ser saco de lixo: se não tem mais valor, vai para Ele. Na força desse ensinamento podemos compreender o que significa seguir Jesus. Ele também se entregou por inteiro dando a vida. Tinha em troca a certeza que Deus o acolhia. 
Homilia do 32º Domingo Comum (11.11.2018)

EVANGELHO DO DIA 02 DE JANEIRO

Evangelho segundo São João 1,19-28. 
Foi este o testemunho de João Batista, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para lhe perguntarem: «Quem és tu?» Ele confessou e não negou: «Eu não sou o Messias». Eles perguntaram-lhe: «Então, quem és tu? És Elias?». «Não sou», respondeu ele. «És o profeta?». Ele respondeu: «Não». Disseram-lhe então: «Quem és tu? Para podermos dar uma resposta àqueles que nos enviaram, que dizes de ti mesmo?». Ele declarou: «Eu sou a voz que clama no deserto: "Endireitai o caminho do Senhor", como disse o profeta Isaías». Entre os enviados havia fariseus que lhe perguntaram: «Então porque batizas, se não és o Messias, nem Elias, nem o profeta?». João respondeu-lhes: «Eu batizo na água; mas no meio de vós está Alguém que não conheceis: Aquele que vem depois de mim, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias». Tudo isto se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava a batizar.
Tradução litúrgica da Bíblia 
Simeão o Novo Teólogo 
(949-1022)
Monge grego 
 Hino 18 ; SC 174 
Desejar a verdadeira luz 
A luz conduz-nos pela mão, fortalece-nos, ensina-nos, mostrando-se e desaparecendo quando precisamos dela. Não é quando queremos – isso só acontece aos perfeitos –, é quando estamos confusos e completamente exaustos que ela vem em nosso socorro. Ela aparece ao longe e permite-me senti-la no coração. Grito até sufocar, tanto quero agarrá-la, mas tudo é noite e tenho as minhas pobres mãos vazias. Esquecendo tudo, sento-me a chorar, desesperando e voltar a vê-la. Quando acedo a parar, é então que ela vem misteriosamente e me toma a cabeça; e eu desfaço-me em lágrimas, sem saber quem me ilumina o espírito com aquela luz suave. Quando, porém, a reconheço, ela parte, deixando em mim o fogo do seu desejo divino. Pouco a pouco, este acende-se e, atiçado pela espera, torna-se uma grande chama que alcança os céus, mas que se apaga pelo meu desleixo, o meu interesse pelos negócios e as preocupações da vida.

02 de janeiro - São Telésforo (Papa)

São Telésforo, de nacionalidade grega, foi o oitavo Papa da Igreja Católica e sucedeu a São Xisto I na cadeira da Verdade. Era um homem extremamente espiritual e sua fama alastrou-se pelas regiões orientais, chegando finalmente a Roma, onde seus méritos foram reconhecidos, e ele foi escolhido por Deus para governar Sua Igreja, fato que concretizou-se e no dia 09 de abril de 125. Era uma época de constantes ataques à verdadeira doutrina, mediante inúmeras perseguições, ser cristão, representava séria candidatura para o martírio. As circunstâncias exigiam a ação de um Papa que reunisse condições de intelectualidade, firmeza de caráter e mansidão, qualidades estas que São Telésforo possuía em grau elevadíssimo. Empreendendo os mais intensos esforços, São Telésforo portou-se, não só como depositário, mas também um bravo propagador da Fé cristã. Não faltou tempo nem ocasião para demonstrar isso. Era época dos imperadores Adriano e Antonio Pio que, em linhas gerais, foram brandos no seu tratamento com os cristãos. Mas, fortemente influenciados pelos pagãos, a perseguição e o furor atingiu nível tão elevado que muitos cristãos acabaram sendo, inclusive, lançados aos leões. Havia diversos interesses em jogo, dentre eles a possessão dos bens dos cristãos aliada ao desejo de aniquilar a Religião de Cristo que crescia a cada dia. São Telésforo, em contrapartida, enviou legados apostólicos por toda a parte do mundo para pregar o Evangelho, os quais enfrentaram vasto campo de trabalho, diante da população impregnada pelos costumes idólatras.

Santos Argueu, Narciso e Marcelino Mártires Festa: 2 de janeiro Séculos III-IV

Eles foram mártires cristãos que viveram nos séculos III e IV. Eles eram três irmãos originários de Cori, na província de Latina. Durante a perseguição de Diocleciano, eles foram presos e torturados por professarem sua fé. Argeu e Narciso foram decapitados, enquanto Marcelino, lançado na costa, foi encontrado e enterrado por alguns cristãos. Seus corpos foram então transferidos para Roma pelo Papa Leão IV e colocados na basílica dos Quatro Santos Coroados. Os três santos são venerados pela Igreja Católica e seu memorial litúrgico é celebrado em 26 de outubro. 
Martirógio Romano: No território de Cori, a trinta milhas de Roma, os santos Argeo, Narciso e Marcelino, mártires. 
Santos Argueu, NARCISO e Marcelino, mártires. 
Florus, seguindo os códigos do Martirológio Jerônimo, em 2 de janeiro lembra os três irmãos Argueu, Narciso e Marcelino como mártires em Tomi. Marcelino, que recebe o apelido de puer, recrutado entre os arqueiros na época de Licínio, sendo cristão, não quis servir no exército e, após ser severamente espancado e passar algum tempo na prisão, foi jogado ao mar. Adônis acrescenta que Argeu e Narciso foram decapitados e também que o corpo de Marcelino, lançado na costa, foi sepultado piedosamente. Galesino, sem especificar a fonte, atesta que Argeu e Narciso foram presos enquanto visitavam o irmão na prisão.