sábado, 4 de outubro de 2025

04 de outubro - Beato Francisco Xavier Seelos

"Devolve-me o júbilo da tua salvação, e um espírito generoso me sustente. Vou ensinar os teus caminhos aos culpados, e os pecadores voltarão para ti" (Sl 50, 14-15). Fiel ao espírito e ao carisma da Congregação redentorista a que pertencia, o Padre Francisco Xavier Seelos meditava com frequência estas palavras do Salmista. Sustentado pela graça de Deus e por uma intensa vida de oração, o Padre Seelos deixou a sua pátria, a Baviera, e empenhou-se generosa e alacremente no apostolado missionário entre as comunidades de imigrantes nos Estados Unidos. Nos vários lugares onde trabalhou, o Padre Francisco Xavier difundiu o seu entusiasmo, espírito de sacrifício e zelo apostólico. A quem estava abandonado e perdido, anunciou a mensagem de Jesus Cristo, "fonte de salvação eterna" (Hb 5, 9) e, nas horas transcorridas no confessionário, convenceu muitos a voltarem para Deus. Hoje, o Beato Francisco Xavier Seelos convida os membros da Igreja a aprofundarem a sua união com Cristo nos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia. Através da sua intercessão, todos aqueles que trabalham na vinha para a salvação do povo de Deus sejam encorajados e revigorados na própria tarefa. 
Papa João Paulo II – Homilia de beatificação – 09 de abril de 2000 

Santa Damaris de Atenas - 4 de outubro

Damaris é o nome de uma mulher mencionada no Novo Testamento e que vivia em Atenas por volta de 55 d.C. De acordo com os Atos dos Apóstolos (Atos 17:34), Damaris abraçou o Cristianismo depois do discurso de São Paulo no Areópago de Atenas. Entre os pouquíssimos personagens que tendo ouvido o discurso de São Paulo no Areópago de Atenas aderiram à fé cristã, o evangelista São Lucas nomeia Dionísio o Areopagita, membro daquele tribunal, e portanto pertencente à aristocracia ateniense, “e uma mulher de nome Damaris”, ou Damalis. São Dionísio o Areopagita é venerado no dia 3 de outubro como o primeiro bispo de Atenas. Como já aconteceu com outros personagens do Evangelho, Damaris foi considerada esposa do bispo ateniense, tradição referida também por São João Crisostomo, mas que não tem nenhum fundamento histórico.

Santa Áurea de Paris, Abadessa - 4 de outubro

No dia da festa de São Francisco de Assis, patrono da Itália, a Igreja comemora também Santa Áurea de São Marcial, de Paris. Santa Aurea, Abadessa de Paris, é filha espiritual de Santo Eligio (Éloi, em francês) e São Columbano. Após ter fundado e estabelecido solidamente seu mosteiro de Solignac, no Limousine, Santo Eligio desejava transformar uma casa que ele possuía em Paris em uma hospedagem para viajantes. Após madura reflexão, ele mudou seu plano e instalou ali um mosteiro de virgens, onde ele acolheu cerca de 300 jovens de diversas nações, escolhidas entre servas ou nobres. Ele colocou o mosteiro sob a direção de Aurora ou Áurea, filha de Maurino e de Quiria, dando-lhe “a severa disciplina de uma regra”, que se pode sem nenhuma dúvida identificar como aquela de São Columbano de Luxeuil, mosteiro onde Santo Eligio havia sido formado. Santo Eligio cuidou zelosamente de sua fundação que ele dotou e na qual ele mesmo trabalhou para mobiliá-lo. Isto ocorreu no ano de 633. Quando o mosteiro ficou acabado, Santo Eligio edificou uma igreja em honra do Apóstolo São Paulo, para ali serem sepultadas as servas de Deus. Esta igreja de São Paulo, que se tornou paróquia a partir do século XII, foi fechada pela Revolução Francesa e destruída em 1798. Santo Eligio restaurou também outro oratório e o colocou sob a proteção de São Marcial de Limoges; era ali que a comunidade cantava o Ofício. Quanto a nossa homenageada deste dia, Santo Ouen fez dela um elogio dizendo que ela era uma digna filha de Deus.

Francisco de Assis Fundador, Santo 1182-1226

Servo perfeito da Dama Pobreza
 
Uma das maiores vocações da História da Igreja, o fundador da Ordem Franciscana recebeu os estigmas do Redentor e tornou-se um sustentáculo da Igreja universal; modelo de despojamento total, não desprezava os ricos; possuía a alegria que deriva da pureza do coração e da constância na oração São Francisco de Assis, um dos santos mais populares do mundo, marcou profundamente não só a vida da Igreja, mas também a sociedade temporal de sua época. Comemoramos sua festa no dia 4 deste mês. Poucos santos exerceram uma influência tão determinante na história civil e eclesiástica de seu tempo como o Poverello de Assis. E poucos terão levado as máximas evangélicas tão longe quanto esse homem que se identificou tanto com Nosso Senhor Jesus Cristo crucificado, que mereceu receber em seu corpo os sagrados estigmas da Paixão. Francisco nasceu em 1182 na pequena e poética cidade de Assis, situada nos Apeninos. Seu pai foi Pedro Bernardone — que se tornará famoso por sua usura e cegueira em relação ao filho — e sua mãe uma dama de origem francesa, de nobre sangue e grande virtude, chamada Pica. Narra uma lenda que esta, sentindo as dores do parto, não conseguia dar à luz, até que se trasladou à estrebaria da casa, nascendo assim Francisco, à semelhança do Salvador, sobre a palha, entre o asno e o boi.

ORAÇÕES - 04 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
4 – Sábado – Santos: Francisco de Assis, Amônio, Petrônio
Evangelho (Lc 10,17-24) “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequenos.”
O Pai manifesta sua misericórdia e oferece salvação para quem se sabe pequeno, frágil e pecador. Não há salvação para mim se ponho minha confiança em mim mesmo, se imagino que sou capazde fazer o bem, conhecer a verdade e realizar-me.Preciso a cada instante reconhecer minha dependência da misericórdia divina, entregar-me confiante nas mãos do Pai, deixando-me levar por ele.
Oração
Senhor meu Deus, reconheço minha debilidade e minhas culpas. Creio que só vós podeis transformar-me e fazer-me filho vosso, participante de vossa vida divina. Perdoai minhas maldades, aumentai meu amor e minha entrega à vossa misericórdia. Levai-me por vossos caminhos, mesmo quando me parecem ásperos e de muitas curvas.Confio em vós, porque me amais como não mereço. Amém.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

REFLETINDO A PALAVRA - “Deus te abençoe”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Mãe de Deus! Que bênção!
 
A liturgia do primeiro dia do ano celebra a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. Deus não salvou o mundo sem a participação do ser humano, de modo especial da mulher – mãe. Iniciar o ano civil com a presença de Maria é celebrar o Deus que a quis participante permanente de seu plano de salvação. Jesus não é uma idéia, uma invenção de alguém. Ele não é um ser humano que foi divinizado. Era homem como nós, com a marca do homem. Tem tudo o que é Divino. Tudo o que é humano está Nele. Escreve o autor da carta aos Hebreus: “Uma vez que os filhos têm em comum carne e sangue, por isso Éle participou da mesma condição a fim de destruir pela morte o dominador da morte, isto é o diabo”(Hb 2,14). Estando em nossa condição, sem ter o pecado (Hb 4,15), venceu o pecado. Em Maria, Mãe de Deus, porque seu Filho é Deus, temos o início de uma nova geração do universo, sem o mal. Colocando-a no início do ano, como mãe que abençoa, dá início a um ano de graça e de vida. É como que Maria gerasse o novo ano. Por isso, lemos o livro dos Números no qual Deus nos ensina a abençoar. Conhecemos a mente religiosa do povo. Tem muito preceitos, proibições, perigos, pragas e outras baboseiras. Parece uma religião do medo. Como o perigo não é um risco tão grande assim, vivemos sem o compromisso fundamental que é colher a bênção de Deus que é Jesus. E não passamos adiante essa bênção para a transformação do mundo. Sabemos que governo e sociedade não modificam essa vida dos que sofrem. Cabe a nós cumprir a missão que Deus colocou nos braços de Maria: Jesus, que veio da vida em abundância (Jo.10.10). 
Somos uma bênção 
Gostamos de receber bênçãos. Gostamos porque há alguém que abençoa. Quem? Nós somos uma bênção de Deus. Que sua vida seja um rio de bênçãos por onde passar. Dar uma benção é estabelecer uma ligação com o Céu onde está fonte de toda bênção. Entendemos bênção como uma coisa boa que se derrama sobre nós. É também, mas em primeiro lugar a bênção se dirige a Deus. Nós bendizemos a Deus (abençoamos) por tudo que Ele é e faz por nós. Quantas orações em que dizemos bendito seja Deus. O que Deus faz então? Ele manifesta sua bondade e dá sua graça que é seu amor e sua vida. Por isso Paulo escreve: “A graça de Deus se manifestou trazendo salvação para todos os homens” (Tt 2,11). Vivendo no amor e na amizade com Deus somos uma bênção, pois estamos oferecendo vida, bondade, benignidade, bons caminhos e todas as coisas boas para o bem. Somos uma bênção. Quem nos encontra, recebe essa bondade salvadora de Deus. É por isso que dizemos sobre uma pessoa: “Ela nos transmite tanta paz!” Ela é uma benção. 
Vida abençoada 
Gostamos de ter objetos abençoados. É muito bom. A bênção não modifica a qualidade do objeto, mas o coloca na dimensão de fazer-nos bem, de ajudar na construção de uma vida abençoada. Temos uma vida abençoada, pois participamos da vida divina pelo Batismo e pela Eucaristia. Tendo Jesus em nós, que mais precisamos? De que devemos ter medo, a não se de não amar e não fazer o bem? Que Deus volte seu rosto para nós, isto é, estejamos sempre em consonância e concordância com o amor que Ele nos oferece. Rezamos no salmo: “Que Deus nos dê sua graça e sua bênção” (Sl 66). Olhando o calendário temos pela frente 365 dias como dom de Deus e tempo da graça. Feliz e abençoado Ano. Que sua vida seja uma permanente bênção por onde passar.
ARTIGO PUBLICADO EM DEZEMBRO DE 2017

EVANGELHO DO DIA 03 DE OUTUBRO

Evangelho segundo São Lucas 10,13-16. 
Naquele tempo, disse Jesus: «Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidónia se tivessem realizado os milagres que em vós se realizaram, há muito tempo teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e sentando-se sobre a cinza. Assim, no dia do Juízo, haverá mais tolerância para Tiro e Sidónia do que para vós. E tu, Cafarnaum, serás elevada até ao céu? Até ao inferno é que descerás. Quem vos escuta, escuta-Me a Mim; e quem vos rejeita, rejeita-Me a Mim. Mas quem Me rejeita, rejeita Aquele que Me enviou». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Concílio Vaticano II 
«Gaudium et spes», 
Constituição dogmática sobre a Igreja 
no mundo atual, §§ 40, 45 
«Quem vos escuta, escuta-Me a Mim; 
e quem vos rejeita, rejeita-Me a Mim» 
A Igreja, que tem a sua origem no amor do eterno Pai, foi fundada no tempo por Cristo Redentor, e se reúne no Espírito Santo, tem um fim salvador e escatológico, que só poderá ser plenamente atingido no outro mundo. Mas existe já atualmente na terra, composta por homens que são membros da cidade terrena e chamados a formar, já na história humana, a família dos filhos de Deus, a qual deve crescer continuamente até à vinda do Senhor. Deste modo, a Igreja, simultaneamente «agrupamento visível e comunidade espiritual» (LG 8), caminha juntamente com toda a humanidade, participa da mesma sorte terrena do mundo e é como que o fermento e a alma da sociedade humana, a qual deve ser renovada em Cristo e transformada em família de Deus. Esta compenetração da cidade terrena com a celeste só pela fé se pode perceber; mais, ela permanece o mistério da história humana, sempre perturbada pelo pecado, enquanto não chega a plena manifestação da glória dos filhos de Deus. Procurando o seu fim salvífico, a Igreja não se limita a comunicar ao homem a vida divina; espalha sobre todo o mundo os reflexos da sua luz, sobretudo enquanto cura e eleva a dignidade da pessoa humana, consolida a coesão da sociedade e dá um sentido mais profundo à quotidiana atividade dos homens. Assim, a Igreja pensa que, por meio de cada um dos seus membros e por toda a sua comunidade, pode contribuir em muito para tornar mais humana a família dos homens e a sua história. Ao ajudar o mundo, e recebendo dele ao mesmo tempo muitas coisas, o único fim da Igreja é o advento do reino de Deus e o estabelecimento da salvação de todo o género humano. E todo o bem que o Povo de Deus pode prestar à família dos homens durante o tempo da sua peregrinação deriva do facto de a Igreja ser «sacramento universal da salvação» (LG 48), manifestando e simultaneamente realizando o mistério do amor de Deus pelos homens.

03 de outubro - Beato Jesús Emilio Jaramillo Monsalve

Com Nossa Autoridade Apostólica declaramos que os Veneráveis Servos de Deus: Jesús Emilio Jaramillo Monsalve, do Instituto de Missões Estrangeiras de Yarumal, Bispo de Arauca, e Pedro María Ramírez Ramos, sacerdote diocesano, Pároco de Armero, mártires, que, como pastores segundo o coração de Cristo e coerentes testemunhas do Evangelho, derramaram o sangue por amor ao rebanho que lhes foi confiado, de agora em diante, sejam chamados Beatos, e se poderá celebrar sua festa cada ano, nos lugares e no modo estabelecido pelo Direito, em 3 e 24 de outubro, respectivamente. 
Papa Francisco – 09 de setembro de 2017 
 Dom Jesús Emilio Jaramillo nasceu em 14 de fevereiro de 1916 em Santo Domingo, em Antioquia. Foi ordenado sacerdote dos Missionários Xaverianos de Yaruma em 1º de setembro de 1940, quando tinha 24 anos. 
Em 19 de setembro de 1940, três semanas depois de ser ordenado, escreveu a seu reitor, padre Aníbal Muñoz Duque: 
"Creio que agora meu espírito é mais capaz de apreciar a grandeza da minha vocação missionária, sinto-me tão próximo de Cristo; Eu sinto em minhas entranhas como o nasce o enorme amor por minhas ovelhas. Finalmente meu óleo será amassado com o trigo de Deus". 

São Mateus Moreira

Mateus Moreira e seus companheiros são conhecidos como ‘mártires de Uruaçu’, um porto que ficava a três léguas de Natal no Rio Grande do Norte. Era um lugar deserto e sem habitações e as pessoas que foram levadas até lá para serem martirizadas pertenciam à Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação em Natal. A comunidade paroquial era constituída na sua maioria por portugueses ou descendentes de portugueses nascidos no Brasil. Não havia se iniciado o processo de miscigenação das raças indígena e europeia, assim os índios permaneciam nas aldeias onde eram assistidos pelos missionários. É por isso que entre os mártires não há nenhum índio. Destacamos a figura de Mateus Moreira pela sua belíssima profissão de fé expressa nas palavras que pronunciou antes de dar o último suspiro: Mateus Moreira era um leigo, íntimo e fiel colaborador do Padre Ambrósio Ferro – também martirizado – ele supostamente era solteiro, e, durante o ataque dos holandeses – que eram calvinistas – manifestou publicamente sua adesão a Cristo e à Igreja, teve o seu coração arrancado pelas costas e ainda encontrou forças para professar, no último instante, sua fé na Eucaristia, exclamando “Louvado seja o Santíssimo Sacramento!” O Beato Mateus Moreira foi proclamado Patrono dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística, no Brasil na Assembleia Geral dos Bispos do Brasil em 2005 e a decisão foi aprovada pela Congregação para o Culto Divino.

Santa Cândida de Roma, Mártir-Festa: 3 de outubro

Martirológio Romano:
Em Roma, no cemitério de Ponciano, na Via Portuense, Santa Cândida mártir. 
Ela é lembrada pelo Martirológio Jerônimo em 3 de outubro e novamente em 1 e 2 de dezembro, em relação ao mártir Pimenio. Seu verdadeiro dies natalis deve ser considerado 3 de outubro, data em que ela também é comemorada no Martirológio Romano. Lá é, no entanto, apresentado como "Cândido", devido a um erro devido a Usuardo, que evidentemente tinha uma cópia corrompida do Hieronymian sob seus olhos. O itinerário Notitia Ecclesiarum atesta que a santa virgem Cândida foi sepultada na Via Portuense, em uma igreja do cemitério de Ponziano ad ursum pileatum, também mencionada na biografia de Adriano I (Lib. Pont., I, p. 509). Não há paixão por ela. A notícia da passio Pimenii, segundo a qual uma matrona Cândida teria enterrado o corpo do mártir no cemitério da Via Portuense, provavelmente é inventada, e a origem da lenda encontra-se no fato de que os túmulos dos dois santos foram mantidos no mesmo lugar. Os bollandistas excluem que a Cândida venerada em Santa Praxedes e lembrada por Romano em 29 de agosto possa ser identificada com a atual, cuja identidade com a Cândida do grupo Artemio, Cândida e Paulina parece, por outro lado, provável. 
Autor: Agostino Amore 
Fonte: Bibliotheca Sanctorum

Bem-aBem-aventurada Madalena, a Virgem Mercedária Anciã Festa: 3 de outubroventurada Madalena, a Virgem Mercedária Anciã Festa: 3 de outubro

Chamada a Maior, a Bem-Aventurada Madalena, monja mercedária do mosteiro da Assunção em Sevilha (Espanha), resplandeceu por sua inocência e santidade de vida. Até ser abundantemente cheia de dons celestiais, ela emigrou para o Esposo eterno. A Ordem celebra-o no dia 3 de outubro.

Beata Agostinha da Assunção,Virgem Mercedária Festa: 3 de outubro

O Beata Agostinha da Assunção, monja em Sevilha (Espanha) no mosteiro mercedário da Assunção, rezava todos os dias ao Senhor pela conversão dos pecadores. Durante sua vida, ela foi animada por frequentes aparições de Nossa Senhora até que, rica em obras santas, voou para a pátria do paraíso. A Ordem celebra-o no dia 3 de outubro. 
Etimologia: Agostina = pequeno venerável, do latim

São Manuel Rodrigues de Moura e esposa, mártires de Cunhaú, RN - 3 de outubro

 
Martirológio Romano: Na margem do Rio Uruaçu perto de Natal, no Brasil, Beato Ambrósio Francisco Ferro, sacerdote e companheiros mártires, vítimas da repressão perpetrada contra a fé católica.
O contexto histórico
     A evangelização no Rio Grande do Norte foi iniciada em 1597 por missionários jesuítas e sacerdotes diocesanos vindos do católico Portugal, começando com a catequese dos índios e pela formação das primeiras comunidades cristãs.
     Nos anos seguintes houve desembarques de franceses e holandeses, com a intenção de expulsar dos locais colonizados os portugueses: os holandeses conseguiram em 1630. De confissão calvinista, acompanhados por seus pastores, eles determinaram na área, até então pacífica, uma restrição da liberdade de culto. Na prática, os católicos foram perseguidos.
     Na época, havia apenas duas paróquias no Rio Grande do Norte: em Cunhaú, a paróquia de Nossa Senhora da Purificação ou das Candeias, liderada pelo pároco Pe. André de Soveral, membro da Companhia de Jesus; em Natal, a paróquia de Nossa Senhora da Apresentação, cujo pároco era o Pe. Ambrósio Francisco Ferro.

Santo Evaldo, o Negro e Evaldo, o Branco Monges e Mártires - Festa: 3 de outubro

(*)Grã-Bretanha, século VII 
(†) Renânia, Alemanha, 3 de outubro de 695 
Na verdade, existem dois santos com este nome que são lembrados hoje: Edwald, o Branco e Edwald, o Negro, padroeiros da Vestfália, assim chamados pela cor de seus cabelos. De origem anglo-saxónica, nasceram na Grã-Bretanha no século VII e seguiram o seu abade Willibrordo (657-739) em 690, que com onze monges empreendeu a sua obra evangelizadora entre os Frísios Ocidentais. Em 695 Willibrordo os enviou para evangelizar os saxões. Suas intenções, porém, não puderam ser concretizadas, pois no mesmo ano de 695, os dois monges sofreram o martírio nas mãos de alguns fanáticos, defensores de suas tradições pagãs e temerosos da propagação do cristianismo entre o povo saxão. O martírio foi diferente para os dois monges; Evaldo, o Branco, foi imediatamente perfurado pela espada, enquanto Evaldo, o Negro, foi cruelmente torturado por um longo tempo e, conforme narrado pelo historiador anglo-saxão Beda, o Venerável (672-735), os assassinos o atacaram com mutilações horríveis; os restos mortais dos dois mártires foram jogados no rio Reno e depois pescados e enterrados por um monge chamado Tilmon. (Futuro) 
Martirológio Romano: Na Saxônia, na atual Alemanha, dois santos mártires chamados Ewald, o primeiro chamado Negro, o outro Branco: sacerdotes de origem inglesa, treinados a exemplo de São Willibrord e seus companheiros, passaram para a Saxônia e, tendo começado a pregar Cristo, capturado pelos pagãos, eles sofreram o martírio.

Francisco de Borja Leigo, Jesuíta, Santo (1510-1572)


Duque de Gandia, 
casado e pai de 8 filhos. 
Sacerdote da Companhia de Jesus 
da qual foi Geral.
Francisco de Borja e Aragão, filho de João de Borja, 3º Duque de Gandia, nasceu a 28 de Outubro de 1510 no Ducado de Gandia, Valência (Espanha). 
Infância e juventude 
Desde pequeno era muito piedoso e desejou tornar-se monge, sua família porém o enviou à corte do imperador Carlos V. Ali se destacaria acompanhando o imperador em suas campanhas e casando-se com uma nobre portuguesa: Eleonor de Castro Melo e Menezes, com a qual teve oito filhos: Carlos, Isabel, João, Álvaro, Fernando, Afonso, Joana e Doroteia. Nobre e considerado “grande de Espanha”, em 1539 escoltou o corpo da imperatriz Isabel de Portugal à sua tumba em Granada. Se diz que, quando viu o efeito da morte sobre o corpo daquela que tinha sido uma bela imperatriz decidiu “nunca mais servir a um senhor que me possa morrer”. Ainda jovem foi nomeado vice-rei da Catalunha, província que administrou com grande eficiência. Quando seu pai morreu, recebeu por herança o título de Duque de Gandia, então se retirou para a sua terra natal e aí levaria, com sua família, uma vida entregada puramente à religião.

Maria Josefa Rossello Religiosa, Santa 1811-1880

Religiosa italiana do Instituto das 
Filhas de Nossa Senhora da Misericórdia.
Benedita Rossello era natural da belíssima cidade de Albissola Mariana, em Savona, na Itália. Nasceu no dia 27 de maio de 1811, descendente de uma humilde família de fabricantes de vasilhas e, desde cedo, teve de, literalmente, "colocar a mão na massa" para ajudar o pai com a modelação da argila. Mas trabalhar para a família não era o suficiente para Benedita. O que ela mais queria era trabalhar para o mundo, para os outros, para o próximo. Inscreveu-se muito jovem na Ordem Terceira de São Francisco e, aos dezanove anos, empregou-se numa residência para dar assistência ao chefe da família em sua doença. Fez um trabalho tão dedicado e confortador que, quando o doente morreu, a viúva quis adoptar Benedita. A oferta foi recusada, pois a jovem buscava uma actividade maior. Tentou inscrever-se numa casa de caridade, mas a falta do dote financeiro suficiente a impediu de concretizar o sonho, deixando-a triste e amargurada. Nesse mesmo tempo, perdeu o pai e uma irmã, tendo de prover a família durante um período. Pouco tempo depois, o bispado de Mari procurava voluntárias para a implantação de um instituto de educação para meninas pobres e Benedita não perdeu tempo.

Columba Marmion Abade benedotino, Beato (1858-1923)

Sacerdote beneditino. 
Reformador desta Ordem. 
Era irlandês de pai e francês de mãe.
O menino vestido de negro Nasceu ele em Dublin, Irlanda, a 1 de Abril de 1858, no seio de uma família de sólida formação católica. Sendo de frágil compleição, seus pais, William Marmion e Herminie Cordier, se apressaram em conduzi-lo à fonte baptismal, dando-lhe o nome de José. Criança de privilegiada inteligência e equilíbrio temperamental, parecia externar sob todos os aspectos uma vocação sacerdotal, embora não dispensasse os entretenimentos próprios à idade. Observando estes sinais, os pais tomaram uma singular decisão: vesti-lo sempre de negro, prevendo o hábito eclesiástico que um dia haveria de tomar. Explicaram-lhe que procediam assim porque seria sacerdote. Mas o menino pareceu não se importar muito com isso. Estava mais interessado em escalar árvores e capturar borboletas. Enquanto os irmãozinhos trajavam alegres e coloridas vestimentas, segundo o gosto irlandês, José se distinguia por sua escura roupagem que, de fato, um dia trocaria pela batina.

Sts. Máxima, Júlia e Veríssimo, Mártires de Lisboa - 3 de outubro

Testemunho de uma cristandade, de que pouco se conhece, o culto dos mártires Veríssimo, Máxima e Júlia, surge envolto em nebulosa, que apenas permite com rigor atentar na perenidade de uma memória cultivada em Lisboa, muito embora se estenda por outras zonas, como Coimbra, Braga e Porto. Na Diocese do Porto, têm S. Veríssim
o como padroeiro as paróquias de Paranhos, Valbom, Nevolgilde, Lagares (Felgueiras) e São Veríssimo, de Amarante. Uma das referências mais antigas referentes aos mártires de Lisboa surge no Martyrologium de Usuardo que, em 858, percorre diversas cidades hispânicas em busca de relíquias. Os testemunhos litúrgicos multiplicam-se ao longo dos séculos X e XI, sendo convergentes, ao consignarem o dia 1 de Outubro para memória dos três irmãos. O Padre Miguel de Oliveira sustenta a opinião de que “os santos mártires de Lisboa já estavam inscritos nos calendários uns 200 anos depois do seu martírio”. Devoção guardada no seio da comunidade moçárabe, o seu eco chega a Osberno, que, na relação da conquista de Lisboa, nos dá conta das ruínas do santuário que lhes estava devotado. O percurso da vida destes mártires, impossível de averiguar com rigor, aparece descrito num códice quatrocentista da Biblioteca Pública de Évora, (cód. CV/1-23d).

ORAÇÕES - 03 DE OUTUBRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
3 – Sexta-feira– Santos André de Soveral, Ambrósio F. Ferro, e Comps. Mts
Evangelho (Lc 10,13-16)“Quem vos escuta a mim escuta; e quem vos rejeita a mim despreza; mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.”
Jesus envia seus discípulos, meus irmãos e irmãs que me anunciam a salvação. São homense mulheres como eu, com suas qualidades e limitações.É, porém, o próprio Senhor que me falacom a palavra deles, que me ergue com as mãos deles, que me ama com o coração deles. Preciso ouvir o que dizem, ver como vivem, confiar neles para aprender a viver e fazer como ele viveu e fez.
Oração
Senhor Jesus, creio em vós e aceito o caminho de salvação que me ofereceis. Creio que em meus irmãos e irmãs é que vos posso ver e ouvir, creio que neles se manifesta vosso amor por mim. Fazei-me atento às suas palavras e a seus conselhos. Ensinai-me a aceitar sua ajuda, sem levarem conta sua aparência. Enviai sobre eles e elas vosso Espírito de sabedoria, de alegria e de paz. Amém.

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

REFLETINDO A PALAVRA - “Família, Sacramento da Redenção.”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Deus é família
 
Quando queremos falar bem de uma pessoa que nos impressiona, dizemos: ele é muito família. Refere-se a uma qualidade que supre muitos defeitos. A família é seu referencial primeiro. O texto de Lucas narrando a consagração de Jesus declara-O, pela lei, pertencente a Deus. No livro do Êxodo, os primogênitos dos judeus eram propriedade de Deus pelo fato de terem sido poupados na matança dos primogênitos no Egito. Deviam ser resgatados (Ex 13,2). Assim cumprem a lei. A família de Jesus se alarga com Simeão e Ana, que viviam a esperança do Messias e reconhecem o Menino. Maria está envolvida no sofrimento do Filho. A família se torna o berço e a escola de formação de Jesus: “Voltaram a Nazaré, sua cidade. O Menino crescia e se tornava forte, cheio de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele” (Lc 39-40). As virtudes familiares que Paulo ensina aos Colossenses são a explicitação do mandamento “amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” (Jo 15,17). Aqui podemos compreender um pouco mais sobre o sacramento do matrimônio. É a realização do mandamento do amor. O matrimônio não é uma cerimônia do passado na qual se assinam papéis, mas é uma aliança que se define pela opção ratificada na celebração. O sacramento não é só um papel passado ou um juramento. A matéria do sacramento não se reduz ao sim, mas à entrega de vida que vai penetrar o casal e todos da família e da comunidade. O Sacramento do Matrimônio se estende por toda vida e envolve a todos.
Sacramento da família 
Aprendemos que o sacramento dá a graça. O batismo dá graça santificante e os demais sacramentos a levam às diversas situações da vida que são santificadas pelos sacramentos. A leitura de Eclesiástico nos mostra que o sacramento do matrimônio envolve pais e depois os filhos para receber e fazer crescer a graça. Temos o quarto mandamento que manda “Honra teu pai e tua mãe para que se prolonguem seus dias sobre a terra” (Ex 22,12). Esse mandamento encabeça os demais que se referem ao próximo. Sendo um sacramento que se dirige à família, o livro do Eclesiástico (3.3-7.14-17) apresenta como garantia de vida longa e bênçãos. É instrutivo como um estatuto para a vida dos idosos ensinando o respeito e o amor constante. O mandamento tem também uma dimensão espiritual: alcança o perdão dos pecados, evita cometê-los e é razão para ter suas orações ouvidas. A força sacramental do matrimônio permanece na vida da família envolvendo também os pequeninos e os idosos. As virtudes nascem desse sacramento. 
Dias com Deus. 
Como a família acontece no dia a dia, temos um processo de realização humana e salvação. Sempre pensamos os sacramentos como uma celebração na Igreja e nos esquecemos de sua ligação com a vida concreta. A família é a célula primeira da Igreja. Por isso falamos de igreja doméstica. Daí se desenvolve para a instituição que deverá se desenvolver como família. O contrário pode se tornar um corpo que é só uma ideia. Na pastoral não damos atenção suficiente para a família de modo a tê-la como ponto de partida mas sim, como uma pastoral. Deveria ser o contrário. Certa vez uma família trouxe duas crianças para a primeira comunhão. Diziam: Nós preparamos em casa. Assim fomos preparados. Quem sabe fosse diferente nossa pastoral se a família fosse a base. 
Leituras: Eclesiástico 3,3-7.14-17ª ; 
Salmo 127;
Colossenses ,12-21.Lucas 2,22-40 
1. Partindo da família de Nazaré, temos a família como primeiro passo para a salvação. 
2. A família tem a dimensão de graça e salvação como realização do mandamento do amor. 
3. A família é a Igreja doméstica, que é a primeira célula da Igreja. 
Menino de Família 
Quando celebramos a festa da Sagrada Família, temos sempre a imagem da serenidade e de um mundo distante do nosso. A gente sempre pensa: devia ser bonito e tudo sereno. Será? Eram pobres, felizes, mas de vida dura. Em que podem ser exemplo para nós? A Palavra de Deus orienta a partir do fato da apresentação de Jesus ao templo: obedecendo à lei de Deus, mas profundamente aberta ao Espírito Santo que dava sentido à vida de Jesus e de sua Família. Temos aí a figura do velho Simeão que acolhe Jesus, movido pelo Espírito Santo. Qual é o papel do Espírito Santo em nossas famílias? Simeão e Ana eram idosos cheios do Espírito Santo e da Palavra de Deus que os levou a discernir Jesus no meio de tantos outros meninos que eram apresentados ao templo. A leitura do livro do Eclesiástico nos coloca diante de um texto que faz da família um verdadeiro sacramento. Faz pensar que o sacramento do Matrimônio não é importante porque é uma lei eterna, mas que a eternidade da lei está na força redentora da família. 
Homilia da Sagrada Família (31.12.2017)