domingo, 11 de fevereiro de 2024

São Pascoal I Papa 11 de fevereiro

Papa de 817 a 824. 
Encontrou, graças a uma revelação,
 o corpo de Santa Cecília. 
Pascoal I, abade da Basílica de Santo Estêvão, foi consagrado em 25 de janeiro de 817. Foi Papa de 817 a 11 de fevereiro de 824. Ele foi consagrado em 25 de janeiro de 817, ou seja, nem um dia após a morte de seu antecessor. Durante seu pontificado promoveu as primeiras missões aos países escandinavos. Mandou reconstruir a Igreja de Santa Cecília. Pascoal I foi responsável pelas primeiras intervenções sociais, assim como dois carrascos. Ele foi declarado santo porque reza a lenda que durante uma missa ele caiu em "transe" e revelou o local exato do enterro de Santa Cecília e seu marido Valeirano, martirizados durante o Império Romano. Os corpos foram retirados do cemitério de San Callisto. Pascoal morreu em 11 de fevereiro de 824, o povo romano, apesar de seu interesse social, impediu seu enterro em São Pedro e acredita-se que seus restos mortais repousam na basílica romana de Santa Prassede.
Martirológio Romano: Também em Roma, a deposição de São Pascoal I, papa, que retirou das catacumbas muitos corpos de santos mártires, que quis transferir no desejo de tê-los venerados, colocando-os com toda a honra em várias igrejas de Roma.

São Pedro De Jesus Maldonado Lucero Sacerdote e mártir 11 de fevereiro

Sacerdote mexicano, 
devoto do Santíssimo Sacramento. 
Mártir. Canonizado em 2000 e festejado 
com os seus companheiros a 21 de Maio.
(*)Chihuahua, México, 15 de junho de 1892 
(+)11 de fevereiro de 1937 
Ele nasceu na cidade de Chihuahua, Chih. (Arquidiocese de Chihuahua) em 15 de junho de 1892. Pároco de Santa Isabella, Chihuahua. Sacerdote apaixonado por Jesus no Santíssimo Sacramento, foi um incansável animador de muitos turnos de adoração noturna entre os paroquianos que lhe foram confiados. A perseguição religiosa que prejudicou o centro da República Mexicana de 1926 a 1929 aparentemente anulou os pactos do presidente Emilio Portes Gil. No estado de Chihuahua, a perseguição foi mais dura a partir de 1931, quando o governo começou a aplicar drasticamente as leis anticatólicas. No dia 10 de fevereiro de 1937, Quarta-feira de Cinzas, celebrou a Eucaristia, deu cinzas e confessou-se. De repente, um grupo de homens armados apareceu para prendê-lo. Padre Pedro pegou um relicário com hóstias consagradas e seguiu seus captores. Quando chegaram à presidência municipal, políticos e policiais começaram a insultá-lo e agredi-lo. Um tiro disparado em sua testa fraturou seu crânio e derrubou seu olho esquerdo. O padre, banhado de sangue, caiu, quase inconsciente. O relicário abriu e os anfitriões saíram. Um dos carrascos pegou-a e, cinicamente, deu-a ao padre e disse: "Coma isto". Assim, pelas mãos de seu carrasco, o desejo de receber este sacramento antes de morrer foi realizado. Agonizante foi transportado para um hospital público em Chihuahua e, no dia seguinte, 11 de fevereiro de 1937, aniversário de sua ordenação sacerdotal, consumou seu glorioso sacrifício como sacerdote martirizado. 
Emblema: Palm 
Martirológio Romano: Em Chihuahua, México, São Pedro Maldonado, sacerdote e mártir, que, na fúria da perseguição, venerando o mistério da Eucaristia até o fim, foi morto a tiros na cabeça e merecia obter um triunfo glorioso.

11 DE FEVEREIRO – NOSSA SENHORA DE LOURDES

Foi no ano de 1858 que a Virgem Santíssima apareceu, nas cercanias de Lourdes, na gruta Massabielle, a uma jovem chamada Santa Marie-Bernard Soubirous ou Santa Bernadete. Ela mesma nos conta: 

"Certo dia, fui com duas meninas às margens do Rio Gave buscar lenha. Ouvi um barulho, voltei-me para o prado, mas não vi movimento nas árvores. Levantei a cabeça e olhei para a gruta. Vi, então, uma senhora vestida de branco; tinha um vestido alvo com uma faixa azul celeste na cintura e uma rosa de ouro em cada pé, da cor do rosário que trazia com ela. Somente na terceira aparição a Senhora me falou e perguntou-me se eu queria voltar ali durante quinze dias. Voltei e a Senhora apareceu-me todos os dias, com exceção de uma segunda e uma sexta-feira. Repetiu-me, várias vezes, que dissesse aos sacerdotes para construir, ali, uma capela. Ela me mandava ir à fonte para lavar-me e rezar pela conversão dos pecadores. Muitas e muitas vezes perguntei-lhe quem era, mas ela apenas sorria com bondade. Finalmente, com braços e olhos erguidos para o céu, disse-me que era a Imaculada Conceição" (no dialeto do lugar: “Que soy era Immaculada Councepciou…”.)
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO CSsR
Vice-Postulador da Causa 
Venerável Padre Pelágio Sauter CSsR

Santa Maria - NOSSA SENHORA DE LOURDES

 "Cristo morreu por todos a fim de que aqueles que vivem, não vivam mais para si, mas por Aquele que morreu e ressuscitou por eles" 2Cor 5,15

Hoje, o mundo inteiro venera Nossa Senhora, sob o título de Nossa Senhora de Lourdes. Lembramos o que se chama "aparição de Nossa Senhora", ou aparições que se repetiram de 11 de Fevereiro até 16 de Julho.
O grande teólogo e pesquisador de Lourdes, o Padre Laurentin, examinou as 14 aparições centrais e as mensagens sobre Nossa Senhora, "toda cheia de graça e concebida sem pecado original", pelos méritos de Cristo.
O hino "Louvando Maria" ressoa em quase todas as peregrinações do mundo, atraindo pessoas que queiram levar, como Nossa Senhora, Cristo aos homens.

As aparições de Lourdes - 11 de fevereiro

     As aparições de Nossa Senhora de Lourdes começaram no dia 11 de fevereiro de 1858, quando Bernadete Soubirous, camponesa com 14 anos, foi questionada por sua mãe, pois afirmava ter visto uma "dama" na gruta de Massabielle, cerca de uma milha da cidade, enquanto ela estava recolhendo lenha com a irmã e uma amiga. A "dama" também apareceu em outras ocasiões para Bernadete até os dezessete anos.
     Bernadete Soubirous foi canonizada como santa, por suas visões da Virgem Maria. A primeira aparição da "Senhora", relatada por Bernadete foi em 11 de fevereiro. O Papa Pio IX autorizou o bispo local permitir a veneração da Virgem Maria em Lourdes, em 1862.
Em 11 de Fevereiro de 1858, Bernadete Soubirous foi, com a irmã Toinette e Jeanne Abadie, recolher um pouco de lenha, a fim de vendê-la e poder comprar pão. Quando ela tirou os sapatos e as meias para atravessar a água, junto à da gruta de Massabielle, ela ouviu o som de duas rajadas de vento, mas as árvores e os arbustos não se mexiam. Bernadete viu uma luz na gruta e uma menina, tão pequena como ela, vestida de branco, com uma faixa-azul presa em sua cintura com um rosário em suas mãos em oração e rosas de ouro amarelo, uma em cada pé. Bernadete tentou manter isso em segredo, mas Toinette disse a mãe. Por essa razão ela e sua irmã receberam castigo corporal pela sua história. Três dias depois, Bernadete voltou à gruta com as outras duas meninas. Ela levou água benta para utilizar na aparição, a fim testá-la e saber se não "era maligna", porém a visão apenas inclinou a cabeça com gratidão quando a água foi dada a ela.

Nossa Senhora de Lourdes – 11 de fevereiro

  
     A devoção à Nossa Senhora de Lourdes é muito conhecida, senão no mundo inteiro, numa boa parte dele. Mas, o que ainda deveria ser conhecido por muitos, principalmente por aqueles que se consideram devotos, é o conteúdo das mensagens reveladas pela Virgem à Santa Bernadete. 
     A história das Aparições de Nossa Senhora em Lourdes é bastante conhecida, mas recordemo-nos dela em um breve relato:
     Na então alAdeia de Lourdes, região francesa dos Altos Pirineus, em 11 de fevereiro de 1858, a jovem Bernadette Soubirous, de 14 anos, indo apanhar lenha às margens do Rio Gave, viu pela primeira vez, na reentrância de um rochedo, uma gruta chamada massabielle, uma “Senhora”. Essa primeira aparição foi seguida de outras 17.

Nossa Senhora de Lourdes – 11 de fevereiro

   Sobre a Aparição de Lourdes, há um ponto a respeito do qual toda insistência é pouca e é a seguinte: Nas aparições de Lourdes, Nossa Senhora indicou a Santa Bernadete Soubirous um lugar no chão que parecia normal, e disse a ela que escavasse aquele lugar porque encontraria uma fonte.
     É das águas dessa fonte que resultaram muitos milagres. Esse fato foi visto por um grande número de pessoas que, em torno da gruta de Lourdes, assistiam a visão. As pessoas viram que em determinado momento Santa Bernadete começou a arranhar o chão com as próprias mãos, e que saía um olhinho de água, aliás lamacento.
O fato, geologicamente é insignificante. Mas é interessante porque ela teve uma revelação. Santa Bernadete não podia adivinhar que dessa água sairia a famosa Fonte de Lourdes, na qual há mais de cem anos as pessoas se têm banhado e têm recebido milagres.
     Portanto, desde que em 1858 Nossa Senhora apareceu em Lourdes vem fazendo milagres sem cessar. Ininterruptamente e em quantidades incontáveis há mais de 160 anos!
     O ateísmo deblaterou e a Igreja criou o Departamento Médico de Lourdes para avaliar os numerosos casos de curas milagrosas relatados.
     Tal departamento engaja médicos e cientistas que após sucessivos e muito exigentes processos declaram se a cura considerada milagrosa é explicável pela ciência ou não.

Nossa Senhora de Lourdes – 11 de fevereiro (continuação)

 O milagre de Théa Angele

     Caso típico em Lourdes foi o de Théa Angele (foto), jovem alemã atingida por arteriosclerose em placa, que chegou quase moribunda a Lourdes em 17 de maio de 1950.
     Seu corpo repelia tudo que lhe davam. Ela subsistia com soro endovenoso, pesava 34 quilos, estava inconsciente e quadriplégica. Seu único movimento eram espasmos dos olhos e da mandíbula. Acreditou-se que morreria em plena viagem. Um sacerdote administrou-lhe a Extrema Unção, achando que ela já era cadáver.
     ― “Como pode se enviar ao exterior uma moribunda que têm que fazer uma viagem de 30 horas”, protestou um de seus médicos na cidade de Colônia quando soube da vontade da doente.
Em Lourdes, após o quarto banho consecutivo, sorriu e falou pela primeira vez, dizendo: - “Agora posso falar tudo, e estou com uma fome terrível”. E comeu com apetite.
     No dia seguinte foi levada ao Bureau Médico, onde a paralisia acabou de se dissipar diante dos médicos. No outro dia, após mais dois banhos, venceu a fraqueza e caminhou até a capela do asilo.
     O milagre é acompanhado de uma conversão espiritual. Théa fez-se religiosa como várias miraculadas, mas outras, e numerosas, foram mães de família.
     Geralmente os miraculados atingiram grande longevidade, embora um tenha morrido com 44 anos num acidente. Com muita frequência eles voltam a Lourdes para trabalhar como benévolos na assistência aos doentes.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 11 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
11 – 6º Domingo do Tempo Comum – Nossa Senhora de Lourdes
Evangelho (Mc 1,40-45) “– Se queres, tens o poder de curar-me. Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: – Eu quero: fica curado!”
Não havia cura para aquele pobre homem. Ele, seus companheiros e companheiras de infortúnio tinham de viver separados, fora dos povoados, avisando os passantes que não deviam aproximar-se deles. Isso, até mais que a enfermidade, comoveu Jesus. Não repeliu o coitado ajoelhado diante dele. E mais, estendeu a mão e tocou em seu pobre corpo, estabeleceu contato com ele, prestou atenção a seu pedido. Para o leproso isso já era muito. Mas, Jesus falou com ele e disse: – fica curado. Ele não irá apenas dizer que veio para os pecadores, os pobres, os que sofrem, os sem importância. Eles de fato estarão sempre em seu coração; serão amados, acarinhados. E eles continuam pelas beiras da sociedade. E nós temos de ser Jesus que se aproxima deles, ouve, conversa, estende a mão para o toque do amor.
Oração
Senhor Jesus, não sei se posso dizer que sou vosso discípulo. Fecho-me em casa, refugio-me na igreja, escondo-me no carro com os vidros fechados, não vejo, não escuto, não quero saber dos outros. Principalmente dos abandonados esquecidos e temidos. Mas, Senhor, não sei o que fazer. Sinceramente. Gostaria de mudar o mundo, mas isso não posso; e essa é minha desculpa por não fazer nada. Preciso de vós, que me ajudeis a vos ouvir e saber o que, como e quando fazer. Perdoai-me por ter sempre desculpas à mão, lamentar e olhar para o outro lado. Perturbai meu sossego, incomodai-me. E não somente a mim, mas a todos, cristãos e não cristãos. Fazei-nos fazer pelo menos um pouco diante de tanto sofrimento, injustiça, abandono e desamor. Amém.

sábado, 10 de fevereiro de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “A força do Reino de Deus”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
O Reino de Deus cresce
 
Jesus usava palavras simples, parábolas, para explicar os grandes mistérios da fé. Ele próprio, era o pequenino, imagem do Deus invisível, primogênito de toda a criatura. Sua grandeza não era exterior. Era grande por dentro. Como viveu e morreu, não dava esperança de futuro. Suas palavras tão simples eram semeadas no coração do povo que as acolhia com prazer (Mc 12,37). Na liturgia deste domingo temos uma explicação da força de crescimento do Reino de Deus, a capacidade de crescimento, como já ocorrera na história do povo de Deus. O profeta Ezequiel reconhece a ação de Deus na história do povo. Este é como um raminho tirado de uma árvore e plantado nos montes de Israel. O ramo crescerá e dará frutos e nele pousarão os pássaros. Assim é o povo de Deus porque é o Senhor quem age: “Todos saberão que eu sou o Senhor” (Ez 17,24) A mesma força Jesus nos faz ver ao contar suas parábolas. Ele nos fala sobre a força crescimento do Reino que nós desconhecemos. Como não sabemos como crescem as plantas, assim também não sabemos como o Reino cresce no mundo. Não controlamos este crescimento. Ele é feito por Deus que age como quer e onde quer. O Reino é maior que nossa capacidade de compreender. Ele não se identifica com suas manifestações históricas. Como explicar que passamos por tantas fases difíceis na história da humanidade? Quando se dizia que Deus tinha morrido e com Ele a Igreja, vemos as grandes viradas ocorrendo e desaparecendo aqueles que eram os donos da destruição? Não sabemos como o Reino cresce, mas ele cresce. Jesus ensina que ele tem força de crescimento como uma semente que é uma poeirinha mas produz uma árvore imensa e resistente. Vemos o paralelo do ramo plantado no monte Sião com o grão de mostarda. A história nos conta que Deus é sua misteriosa força de crescimento. Frondosa, a árvore é abrigo para todos os tipos de pássaros. Não só a fé, mas a própria experiência revela a ação de Deus no mundo e na Igreja. Como explicar que o Evangelho foi anunciado e tantos se convertem buscando a verdade? Rezamos no prefácio: “Nunca abandonais a obra de vossa sabedoria, agindo sempre no meio de nós... Hoje, com a luz e a força do Espírito, acompanhais a vossa Igreja, peregrina do mundo”. 
Força do fraco 
Nesta reflexão não contemplamos somente o Reino em sua grandeza, mas também a força do Reino na fragilidade das pessoas. Deus nos convocou e colocou em nós a semente da fé. São imensos os dons que recebemos em Cristo. S. Paulo nos alerta a tomar consciência do poder e da riqueza da herança que nos está reservada (Ef 1,18-19). Podemos ser pequenos e fracos. Mas Deus não é. O Reino é vigoroso em cada um. Rezamos no salmo: “O justo cresce como a palmeira ou os cedros do Líbano porque estão plantados nos átrios da casa do Senhor, sempre cheios de vitalidade” (Sl 91). Deus se serve do que é fraco para confundir o que é forte (1Cor 1,27). Uma missão da nossa pastoral é levar as pessoas a perceberem o Reino que já está nelas e a criar ambiente para que possam crescer. 
Caminhamos na fé 
Rezamos na oração da missa: “Nada podemos em nossa fraqueza. Dai-nos o socorro de vossa graça para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo vossos mandamentos”. Caminhar na fé é deixar jorrar o que de bom temos e acolher o que Deus nos oferece cada dia. Jesus nos dá a energia do Reino, dá-nos os dons e graças para que esta energia se transforme em atos. Deixa-nos a liberdade de assumir. Na celebração de cada semana podemos nos fortalecer e nos animar a ser mais ousados para viver como filhos de Deus e irmãos de todos os que nos cercam. 
Leituras:Ezequiel 17,22-24;Salmo 91; 
2Coríntios 5,6-10; Marcos 4,26-34 
1. Jesus usava palavras simples para explicar os mistérios do Reino. Ele era o pequenino, mas o Senhor do Universo. Sua grandeza não era exterior. A liturgia da Palavra apresenta a força invisível do Reino e seu poder de crescimento. Desconhecemos como ele cresce e que o seu poder possui. Não se identifica com as manifestações históricas. O Reino é uma força misteriosa de crescimento. 
2. O que acontece com o Reino de Deus em seu todo, acontece em cada um que o acolhe. Mesmo na fragilidade cada um possui a riqueza dos dons e a força de crescer. A missão pastoral é despertar os dons de cada um e seu poder de crescer. 
3. Caminhar na fé e deixar jorrar o que temos de bom e acolher o que Deus nos oferece cada dia. Jesus nos dá sua energia e suas graças para se transformarem em atos. 
Sementinha danada 
Jesus era fabuloso para ensinar sua mensagem. Ele o fazia com clareza. Hoje a gente fala tão complicado que complicamos até a Palavra de Deus. Isso sem falar quando escrevemos. Penso que não entendemos e, por isso, embolamos bem. Em todo caso, hoje Jesus compara a força de crescimento do Reino de Deus com uma sementinha colocada na terra. Ela nasce, cresce, produz fruto e a gente não sabe como. Mesmo sendo pequenina ela se torna uma grande árvore, como por exemplo, o eucalipto que chega a grandes alturas, nascendo de um pozinho. Assim é o Reino de Deus. Não sabemos como ele nasce se desenvolve e vai longe. Como explicar que uma pessoa se converte? Como entender que, cresce nos lugares onde não existia nada? Também nós fazemos tanta coisa boa e achamos que ficam perdidas. Não nos preocupemos. Joguemos a semente do Reino e Deus vai dar o crescimento. Pode ser que a gente não veja, mas Deus sabe e dá a força do Espírito para este crescimento.
Homilia do 11º Domingo Comum (17.06.2012)

EVANGELHO DO DIA 10 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 8,1-10. 
Naqueles dias, juntou-se novamente uma grande multidão e, como não tinham que comer, Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Tenho pena desta multidão; há já três dias que estão comigo e não têm que comer. Se os despedir sem alimento para suas casas, desfalecerão no caminho, porque alguns vieram de longe». Responderam-Lhe os discípulos: «Como se poderia saciá-los de pão, aqui num deserto?». Mas Jesus perguntou: «Quantos pães tendes?». Eles responderam: «Temos sete». Então, Jesus ordenou à multidão que se sentasse no chão. Depois, tomou os sete pães e, dando graças, partiu-os e deu-os aos discípulos, para que os distribuíssem, e eles distribuíram-nos à multidão. Tinham também alguns pequenos peixes. Jesus pronunciou sobre eles a bênção e disse que os distribuíssem também. Comeram e ficaram saciados. Dos bocados que sobraram, encheram sete cestos. Eram cerca de quatro mil pessoas. Então Jesus despediu-os e, subindo para o barco com os discípulos, dirigiu-se para a região de Dalmanutá. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Balduíno de Ford (1190) 
Abade cisterciense, depois bispo 
O Sacramento do altar, II,1
«Tomou os sete pães e, dando graças, partiu-os»
Jesus partiu o pão. Se não o tivesse feito, como teriam as migalhas chegado até nós? Mas partiu-o de facto, e distribuiu-o: Ele «reparte do que é seu com os pobres» (Sl 112,9). Partiu-o pela sua graça, para destruir a ira do Pai e a sua. Deus tinha-Lhe dito que nos teria destruído se o seu Filho único, o seu eleito, não tivesse intercedido junto dele «para acalmar a sua ira» (Sl 106 23). Ele pôs-Se diante de Deus e apaziguou-O; pela sua força indefetível, manteve-Se de pé, sem ser destruído. Mas Ele próprio destruiu voluntariamente, ofereceu a sua carne esmagada pelo sofrimento e, na sua cólera, «quebrou as flechas do arco» (Sl 76,4) e «as cabeças do Leviatã» (Sl 74,14), nossos inimigos. Assim, quebrou de certa forma as tábuas da primeira Aliança, para que deixássemos de estar submetidos à Lei, e destruiu o jugo do nosso cativeiro; destruiu tudo o que nos oprimia, para restaurar em nós tudo o que estava esmagado e «pôr em liberdade os oprimidos» (Is 58,6). Com efeito, nós estávamos «prisioneiros da tristeza e de cadeias» (Sl 107,10). Bom Jesus, ainda hoje, apesar de teres destruído a cólera e partido o pão, nós, pobres mendigos, continuamos a ter fome. Parte, pois, todos os dias esse pão para aqueles que têm fome. Porque, hoje e todos os dias, recolhemos algumas migalhas, e cada dia temos de novo necessidade do nosso pão quotidiano: «o pão nosso de cada dia nos dai hoje» (Lc 11,3). Se Tu não no-lo deres, quem no-lo dará? Na nossa nudez e na nossa necessidade, não temos ninguém que nos parta o pão, ninguém que nos alimente, ninguém que nos refaça, ninguém senão Tu, o nosso Deus. Em todas as consolações que nos envias recolhemos as migalhas desse pão que Tu partes, e que nós degustamos docemente «pela tua bondade e misericórdia!» (Sl 109,21).

10 de fevereiro - Beato Mikel Beltoja

As últimas palavras do Beato Padre Mikel Beltoja, na noite antes de ser levado da prisão, foram estas: "Jesus Cristo meu Senhor, dai-me a última força, Santa Maria minha mãe eterna pela última vez peço-lhe, perdoe meus irmãos e tenha misericórdia deles, porque eles não sabem o que estão fazendo. Perdoa-lhes ó Cristo, Senhor ajuda a Albânia a ser salva desses criminosos... Madonna Mãe de Cristo e do mundo inteiro, ore ao seu filho e nosso Senhor Jesus Cristo que me acolha no reino dos céus, nas tuas mãos abençoadas entrego meu espírito. Viva a Albânia e Viva Cristo!" Mikel Beltoja nasceu em Beltoje, um subúrbio a dois quilômetros ao sul de Scutari, na Albânia em 9 de maio de 1935. Ainda criança, ele viveu a progressiva e sistemática ateização da sociedade albanesa, mas permaneceu fiel ao que recebeu com o batismo. Como muitos jovens do comunismo, especialmente no segundo e terceiro estágios de perseguição, ele estudou clandestinamente para o sacerdócio e foi ordenado em Scutari em 8 de dezembro de 1961 por Monsenhor Ernest Çoba, que supervisionou pessoalmente sua formação. Ele então ministrou na catedral de Scutari e depois em Keshmellash. Quando o toda espécie de culto foi rigorosamente proibido - em 1967 as igrejas foram fechadas por decreto estadual - ele o fazia de maneira oculta, arriscando sua vida para celebrar os sacramentos. Em 19 de abril de 1973, ele foi preso em frente à igreja de Beltoja, pouco antes de iniciar a missa, mas conseguiu destruir os arquivos paroquiais bem a tempo.

10 de fevereiro - Santa Austreberta

Austreberta (Austreberthe ou Eustreberta) nasceu por volta de 630 em Marconne, perto de Hesdin, na diocese de Thérouanne, na França. Seus pais eram ilustres: Badefrido, era um dos primeiros oficiais da casa do Rei Dagoberto I; e sua mãe Frameilde ou Framechidis, da família dos reis alemães, foi honrada como santa. Desde pequena a Santa mostrava um fervor incrível na oração e no exercício da meditação. Um dia, quando contemplava sua imagem refletida na água, viu um véu sobre sua cabeça; aquela estranha experiência lhe produziu uma impressão permanente. Aos 12 anos, ao saber que a família a destinava a um matrimônio, fugiu acompanhada de seu irmão mais novo e foi ter com Santo Omer (595-670) bispo de Thérouane e abade de Abbeville, que lhe imporia o véu de virgem consagrada a pedido dela, mas este, ao saber quem ela era, e pensando o quão preocupados estariam seus pais, a persuadiu a voltar para casa. Voltando para a família, Austreberta conseguiu convencer os pais da beleza da via que escolhera. Decidiu assim viver a própria vocação entrando no convento de Abbeville, dito Port-sur-Somme. Ali recebeu o véu das mãos de Santo Audoaro. Logo ganhou todos os corações com sua piedade e humildade. Ela mesma estava feliz naquela comunidade tão devota e observante.

10 de fevereiro - São José Sanchez Del Rio

Os Santos são homens e mulheres que se entranham profundamente no mistério da oração. Homens e mulheres que lutam mediante a oração, deixando rezar e lutar neles o Espírito Santo; lutam até ao fim, com todas as suas forças; e vencem, mas não sozinhos: o Senhor vence neles e com eles. Também estas sete testemunhas, que hoje foram canonizadas, travaram o bom combate da fé e do amor através da oração. Por isso permaneceram firmes na fé, com o coração generoso e fiel. Que Deus nos conceda também a nós, pelo exemplo e intercessão delas, ser homens e mulheres de oração; gritar a Deus dia e noite, sem nos cansarmos; deixar que o Espírito Santo reze em nós, e orar apoiando-nos mutuamente para permanecermos com os braços erguidos, até que vença a Misericórdia Divina.
Papa Francisco – Homilia de Canonização – 16 de outubro de 2016
Aos 13 anos, diante da perseguição que sofria a Igreja, José Luiz Del Rio, se apresenta e diz: 
- Vim aqui para morrer por Cristo Rei.
E isso se confirma quando mesmo preso e torturado continua a proclamar:
“Viva Cristo Rei e a Virgem de Guadalupe!"
Quem é esse adolescente tão especial?
José Luiz Sanchez Del Río nasceu a 28 de março de 1913, na cidade Sahuayo, província de Michoacan, México. Vivia uma vida comum, como qualquer outro menino do interior do México, até que esta normalidade foi quebrada pela ascensão de Plutarco Elias Calles à chefia do poder daquela nação.

SANTOS ZÓTICO, JACINTO E AMÂNCIO, MÁRTIRES, NA VIA LABICANA

Estes três mártires são, às vezes, acompanhados por Santo Irineu, que também morreu durante as perseguições de Diocleciano, entre os séculos III e IV. Foram sepultados em antigos cemitérios, ao longo da Via Labicana, em Roma. Seus restos mortais foram trasladados para a Basílica de Santa Praxedes. 
Santos Zotico e companheiros mártires de Roma 
10 de fevereiro † Roma, início do século IV. 
Estes mártires são frequentemente colocados ao lado de Santo Irineu, que também foi morto durante as perseguições de Diocleciano entre o final do século III e o início do século IV. Enterrados nos antigos cemitérios ao longo da Via Labicana, em Roma, seus restos mortais foram transferidos para a Basílica de Santa Prassede por Pasquale I. 
Martirológio Romano: Em Roma, na Via Labicana, na décima milha, os santos Zótico e Amanzio, mártires. 
Santos ZOTICO, GIACINTO, IRENAEO, AMANZIO
Mártires de Roma 
Na língua italiana, o termo zotico identifica uma pessoa grosseira, rude e incivilizada; mas na época do Império Romano era um nome pessoal muito difundido, prova de que não teve o significado que lhe foi atribuído posteriormente. Dez santos levam o nome de Zotico, todos mártires da era das perseguições anticristãs. O grupo discutido nesta folha é celebrado no 'Martirológio Romano' no dia 10 de fevereiro, sem qualquer indicação topográfica precisa do cemitério.

Santa Escolástica, irmã gêmea de São Bento - 10 de fevereiro

 O Papa São Gregório Magno diz que nossa santa "desde sua infância dedicou-se ao Senhor Deus Todo Poderoso". Este grande Papa escreveu a vida de São Bento e nos refere o maravilhoso diálogo mantido entre São Bento e sua irmã, Santa Escolástica, que damos mais adiante. Pelo final do século V, nascia esta irmã gêmea de São Bento, o Patriarca da vida monástica ocidental, na cidade de Núrsia, aos pés do Apeninos Central, no ducado de Espoleto, Itália. Seus pais, Eutrópio e Abundância, pertenciam às famílias mais distintas daquela cidade. Pouco se sabe de sua infância. Unidos antes de nascer e irmãos gêmeos também na alma, Bento e Escolástica aprenderam de seus pais a virtude e a fé católica.  Quando ainda adolescente Bento foi enviado a Roma para aperfeiçoar seus estudos. A separação deve ter custado muitíssimo à jovem Escolástica. Desde a morte dos pais vivia ela mais recolhida ainda no retiro de sua casa, e meditava sobre o testamento que sua boa mãe lhe deixara quando morreu, sendo ela ainda uma menina: "Saiba, minha filha, que os adornos, os ricos vestidos e os colares de pérolas não valem nada diante de Deus. O maior elogio que se pode fazer de uma donzela é sua modéstia e piedade".

Beato Aloysius Stepinac, Bispo de Zagreb, Mártir (1898-1960), 10 de Fevereiro

Alojzije Viktor Stepinac (Brezarić kraj Krašića, 

(*)8 de Maio de 1898 — Krašić, (+)10 de fevereiro de 1960) 

foi um arcebispo e cardeal croata, venerado como beato pela Igreja Católica.

Biografia
Stepinac era o quinto de nove filhos do segundo casamento de seu pai, Josip, com Bárbara Penic, com quem se casara tão logo lhe falecera a primeira esposa, Marija Matko, com quem já havia tido três filhos. Fez os primeiros estudos na escola local e o secundário em Zagreb, ao término do sexto ano ingressou no liceu da arquidiocese com o intento de ordenar-se sacerdote.
Durante a Primeira Guerra Mundial foi convocado e serviu como tenente na frente italiana comandando uma unidade de bósnios. Nesta ocasião caiu prisioneiro sendo recolhido ao campo de prisioneiros de Mestre, em Veneza, até 6 de dezembro de 1918. Algum tempo após o final da I Guerra Mundial ingressou na Pontifícia Universidade Gregoriana, onde terminou os seus estudos de filosofia e teologia com dois doutorados. Foi ordenado sacerdote em Roma em 26 de outubro de 1930 e designado sacerdote em Zagreb.

ESCOLÁSTICA DA UMBRIA Religiosa, Fundadora, Santa + 543

Irmã de São Bento, monja em Monte Cassino.
Escolástica, irmã de São Bento, grande fundador das Ordens monásticas no Ocidente, nasceu em Spoleto, na Itália, e teve, como o irmão, uma educação esmerada de pais piedosos e tementes a Deus. Modelo de donzela cristã, Escolástica era piedosa, virtuosa, cultivadora da oração, temente a Deus e inimiga do espírito do mundo e das vaidades. Igual ao irmão, nutria o desejo de dedicar a vida exclusivamente ao serviço de Deus. Bento tinha fundado o mosteiro no Monte Cassino, e em sua companhia já viviam muitos religiosos, que observavam a regra por ele elaborada. Ao irmão se dirigiu Escolástica, com o pedido de indicar-lhe o caminho a tomar, para realizar seu plano. São Bento mandou construir uma pequena cela perto do mosteiro e deu-lhe uma norma de vida, nos traços principais igual a dos monges. À eremita associaram-se, pouco a pouco, muitas pessoas de seu sexo e a construção de um grande convento impôs-se como necessária. É esta a história da fundação da Ordem das Beneditinas, que teve uma aceitação simpática em todo o mundo, chegando a contar 14.000 mosteiros. Escolástica foi a primeira Superiora Geral. Nesta qualidade não só trabalhou para sua santificação, mas zelou também pela fiel observação da regra em todos os mosteiros.

GUILHERME DE MALAVALE eremita, Santo 1071-1157

Pertenceu provavelmente à classe militar
e na mocidade não teve uma vida muito 
de acordo com as leis da moral cristã. 
Visitou a Terra Santa e 
foi Abade em Pisa na Itália.
Guilherme era de origem nobre, nasceu em 1071, na França. Era um duque da Aquitânia, que se dedicou até o final da juventude às artes militares e mundanas, afastado do cristianismo. A sua conversão foi atribuída a são Bernardo, que o inspirou a desejar viver a experiência do retiro espiritual, num bosque afastado. Quando saiu do isolamento, alguns meses depois, procurou o papa Urbano II para pedir perdão dos pecados. Após receber sua benção, seguiu em peregrinação para Jerusalém. Guilherme ficou nove anos na Terra Santa, praticando obras de penitência e piedade e, quando voltou, se juntou a uma comunidade de ermitãos, próximo de Pisa, na Itália. Dois anos depois foi para a Toscana, onde, na floresta de Malavale construiu o seu derradeiro retiro. E deste momento em diante começou a fama de sua santidade. Em Malavale, tinha como única companhia às feras selvagens, dormia no chão duro e se alimentava de plantas e raízes. Os habitantes aprenderam a estima-lo. Não raro, as crianças eram socorridas por ele, quando se perdiam no bosque. A tradição conta que, certa vez, um grande dragão tentou atacar um menino, quando o ermitão apareceu e com o seu bastão ordenou que a fera se afastasse. Porém o animal ficou em pé sobre as patas traseiras e, soltando fumaça pelas ventas, se voltou contra ele.

EUSÉBIA PALOMINO YENES Religiosa, Beata 1899-1935

Religiosa espanhola das 
Filhas de Maria Auxiliadora. 
Ofereceu-se como vítima pela Espanha 
no começo da guerra civil. 
Beatificada em 2004.
Eusébia Palomino Yenes nasce no crepúsculo do século XIX ― no dia 15 de dezembro de 1899 ― em Cantalpino, pequena cidade da província de Salamanca (Espanha) numa família rica de fé quanto escassa de meios. Papai Agustín, que todos recordam em seu aspecto humilde, homem de grande bondade e doçura, trabalhador braçal não fixo a serviço de grandes proprietários rurais dos arredores, e mamãe Juana Yenes cuida da casa com os quatro filhos. Quando o campo repousa no inverno e falta trabalho, o pão escasseia. Então, papai Palomino vê-se obrigado a pedir ajuda à caridade dos outros pobres nas cidadezinhas da região. Às vezes, acompanha-o a pequena Eusébia, de sete anos apenas, ignara do custo de certas humilhações: ela goza daquelas caminhadas pelos atalhos campestres, e saltita alegremente junto do papai que a faz admirar as belezas da criação e da luminosidade da paisagem de Castela tira argumentos catequéticos que a encantam. Depois, tendo chegado a um casario, sorri às boas pessoas que os acolhem e pedem “um pão por amor de Deus”. O primeiro encontro com Jesus na Eucaristia aos oito anos de idade dá à menina uma surpreendente percepção do significado de pertença, de oferecer-se totalmente como dom ao Senhor.