quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

JOSEFINA GABRIELA BONINO Virgem, Religiosa, Fundadora, Beata 1843-1906

Religiosa fundadora das 
Irmãs da Sagrada Família. 
Beatificada em 1995.
Nasceu em Savigliano, no Piemonte, a 5 de Setembro de 1843, e, sob a protecção da Sagrada Família de Nazaré fundou uma congregação religiosa para educar órfãos e assistir aos enfermos pobres. Educada religiosamente no seu lar, aprende, com as palavras e o exemplo dos pais, o amor, o respeito e a generosidade para com os pobres e os necessitados. Indo morar para Turim, recebe a educação com as Irmãs de S. José, progredindo na sua vida espiritual com a oração e os sacramentos. De novo em Savigliano, cuida do seu pai doente até que ele morra e continua as suas práticas de vida cristã. Aos 18 anos fez voto temporal de castidade; então, com o desejo de desprender-se mais das comodidades familiares, ingressa na Ordem Terceira Carmelita e, pouco depois, na Ordem Terceira Franciscana. Dedicou-se a colaborar nas obras paroquiais. Doente com uma neoplasia na coluna vertebral, submeteu-se a uma dolorosa cirurgia sem que produzisse efeito a anestesia aplicada. A sua cura foi considerada milagrosa, e foi a Lourdes em acção de graças à Santíssima Virgem. Depois da morte da sua mãe, consagra-se à obra “Colombo” em favor das meninas órfãs de Savignano, trabalho que é criticado pela “gente bem” da sua terra natal.

JOSEFINA BAKHITA Religiosa sudanesa, Santa 1869-1947

Escrava sudanesa resgatada
 pelo cônsul italiano. 
Religiosa canossiana em Schio (Itália). 
Primeira sudanesa canonizada (2000).
Irmã Josefina Bakhita nasceu no Sudão (África), em 1869 e morreu em Schio (Vicenza-Itália) em 1947. Flor africana, que conheceu a angústia do rapto e da escravidão, abriu-se admiravelmente à graça junto das Filhas de Santa Madalena de Canossa, na Itália. 
A irmã morena 
Em Schio, onde viveu por muitos anos, todos ainda a chamam«a nossa Irmã Morena». O processo para a causa de Canonização iniciou-se doze anos após a sua morte e no dia 1 de dezembro de 1978, a Igreja emanava o Decreto sobre a heroicidade das suas virtudes. A Providência Divina que «cuida das flores do campo e dos pássaros do céu», guiou esta escrava sudanesa, através de inumeráveis e indizíveis sofrimentos, à liberdade humana e àquela da fé, até a consagração de toda a sua vida a Deus, para o advento do Reino. 
Na escravidão 
Bakhita não é o nome recebido de seus pais ao nascer. O susto provado no dia em que foi raptada, provocou-lhe alguns profundos lapsos de memória. A terrível experiência a fizera esquecer também o próprio nome. Bakhita, que significa «afortunada», é o nome que lhe foi imposto por seus raptores. Vendida e comprada várias vezes nos mercados de El Obeid e de Cartum, conheceu as humilhações, os sofrimentos físicos e morais da escravidão.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 8 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
8 – Quinta-feira – Santos: Jerônimo Emiliani, Ciríaco, Juvêncio.
Evangelho (Mc 7,24-30) “Jesus saiu e foi para a região de Tiro e Sidônia. Entrou numa casa e não queria que soubessem onde estava. Mas não conseguiu ficar escondido.”
Uma tradução possível diz: “e não queria encontrar-se com ninguém”. É passagem difícil de explicar. Por que não queria que soubessem de sua presença? Podemos ver, porém, que seu poder divino age no coração de uma pagã, desperta sua fé inexplicável, sua confiança e sua humildade. Vemos que ele pode agir também em nosso coração, muito além do que poderíamos esperar e pedir.
Oração
Senhor Jesus, aquela mulher pagã soube como falar ao vosso coração, e de certo modo vos deixou sem saída. Ensinai-me como orar, como estar convosco a conversar, a pedir e agradecer. Fazei-me insistente, sabendo que não vos cansais de me ouvir. Dai-me confiança, sabendo que vosso amor é infinito, e quereis nosso bem até mais que nós mesmos. Bendita mulher pagã, rezai também por mim. Amém.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “Festa de Corpus Christi”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Ele permanece conosco
 
Jesus usa uma linguagem que entendemos. Quem não entende de festa com uma boa comida e uma bebida? Assim fez na Instituição da Eucaristia. Através dela podemos entender os mistérios de Jesus: Morte na Cruz, Ressurreição e Ascensão. Não são um tratado intelectual. Para que não esquecêssemos estas verdades, Ele nos deu sua Palavra que está no Evangelho e também gestos que realizam a verdade. E mostrou, na última ceia, o que significa sua vida e o que como viveremos. E disse: “Fazei isso em memória de mim”. O Mistério Eucarístico faz memória de tudo o de tudo que fez por nós. Tudo o que iria acontecer em sua Morte, Ressurreição e Ascensão, Jesus colocou naquele gesto de entregar o pão e o vinho e dizer que eram seu Corpo e Sangue, isto é, seu sacrifício. E mais: Fazendo a memória aprendemos que devemos fazer como Ele fez. Recebemos a redenção nesse sacramento que nos dá a Vida no Pão e no Vinho consagrados. Entrando em comunhão com Ele, continuamos sua Vida e Missão até que Ele venha. Em comunhão com Ele, fazemos comunhão com todos. Como Ele partilhou sua Vida conosco, só fazemos comunhão com Ele se fizermos partilha de nossa vida e de nossos bens com os filhos de Deus. Fazemos o mesmo sacrifício que Ele realizou com sua entrega, se nos entregamos a Ele a serviço de todo homem e toda mulher. Ele está conosco todos os dias até o fim dos tempos (Mt 28,20). Ele permanece conosco no Sacramento e na Comunidade como cabeça do Corpo que é a Igreja. Diz: “Não vos deixarei órfãos eu vou e volto a Vós” (Jo 14,18). Celebrando a festa de Corpus Christi, somos convidados a ir além da adoração e abraçar o amor que Ele teve ao morrer por nós na Cruz. A Eucaristia faz memória do amor que o Cristo teve por nós ao se entregar na Cruz (S.Afonso). A Cruz não se mede pela dor, mas pelo amor. O sacrifício não é só derramamento de sangue, mas entrega de vida.
Aumentando o amor 
Como não existe amor que não seja envolvimento com a vida da pessoa amada, assim também, somos envolvidos no mesmo Amor Divino com o qual somos amados por Cristo no sacramento de seu Corpo e Sangue. Pela demonstração de amor que recebemos no sacramento da Eucaristia aumentamos nosso amor por Ele e por todos que Ele tanto ama. Às vezes nos envolvemos na atenção à Hóstia santa e não por Aquele que a faz sagrada. Esse amor se concretiza no diálogo amoroso com Jesus Cristo que está em nós pelo Sacramento. Se não reconhecemos esse amor não distinguimos o Corpo do Senhor. Ele não é um objeto da piedade. Ele a própria piedade. Nós o temos sempre, pois disse: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, permanece em Mim e Eu nele” (Jo 15,5). Esta presença é permanente. Não expulsamos Jesus. Nós saímos dele pelo mal que praticamos. Somos sacrários vivos da Eucaristia e O levamos pelas estradas do mundo. Andamos longe para buscar Jesus e Ele está tão dentro de nós. 
Ser coerente com o sacramento 
O respeito à Eucaristia está em colocar em ação a energia divina que ela nos dá, sendo para nós o fogo ardente do amor. No momento atual há muita preocupação com a organização da liturgia, dos ritos e das cerimônias. Mas não vemos preocupação com a coerência de vida cristã com o sacramento celebrado e recebido. Não desprezamos os ritos, mas deveria haver mais preocupação com a coerência de fé litúrgica. Ela daria muita vida aos ritos. Ser coerente é ser Eucaristia, como Jesus o foi. Não é lícito receber a comunhão e fazer uma vida longe da verdade, do bem, do amor pelos amados de Jesus que são os necessitados. Se há alguém em necessidade e não nos importamos, nossas comunhões serão sempre prejudicadas.
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM JUNHO DE 2012

EVANGELHO DO DIA 7 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São João 19,28-37. 
Naquele tempo, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede». Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-Lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, expirou. Por ser a Preparação da Páscoa, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado – era um grande dia, aquele sábado –, os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com Ele. Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que viu é que dá testemunho e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis. Assim aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: «Nenhum osso Lhe será quebrado». Diz ainda outra passagem da Escritura: «Hão de olhar para Aquele que trespassaram». 
Tradução litúrgica da Bíblia
Jean Tauler (1300-1361) 
Dominicano de Estrasburgo 
Meditação sobre a Paixão 
«Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, 
então compreendereis que Eu sou» (Jo 8,28) 
Vinde, vós todos que amais a Deus; vede o que Nosso Senhor fez por vós. Vinde, vós todos que fostes resgatados pelo sangue puríssimo do Cordeiro inocente; vede e compreendei o que Ele sofreu por causa do nosso pecado. Hoje, abre-se para nós o Livro da Vida, os sete selos são quebrados (cf Ap 6). A verdade resplandece, nela se manifestam os tesouros da sabedoria e da ciência (cf Rom 11,33); brota a fonte que contém os mistérios de Deus. Hoje, rompe-se o véu antigo (cf Mt 27,51), todas as aparências dão lugar à realidade. O Santo dos Santos abre-se de par em par, graças a Jesus, o Sumo Sacerdote (cf Heb 2,17). O sacrifício que Ele oferece é o seu próprio sangue. Hoje, em Jesus Cristo, é revelado o sentido de todos os símbolos, são descobertos todos os mistérios. Hoje, abre-se o tesouro imenso do pai de família do qual fruirão plenamente todos os pobres, todos os fracos, todos os oprimidos. Cada um pode beber nas chagas do Senhor a graça de que mais necessita. Hoje, manifestou-se acima de todas as coisas o admirável mistério: o Rei dos homens faz-Se rebotalho da humanidade; o Altíssimo faz-Se o último de todos; o Filho único de Deus oferece-Se livremente à cruz por nós, pobres pecadores. Ele quer pregar o pecado na cruz, matar a morte e, pelo seu sangue precioso, destruir a nota da dívida onde estão registadas as nossas faltas (cf Col 2,14). Não foi Ele que disse: «Quando Eu for elevado, atrairei tudo a Mim» (Jo 12,32)? Tudo, quer dizer todos os homens, em quem tudo se reúne. Há muitos homens que encontram a cruz; entre muitas tribulações, Deus leva-os a essa cruz, para os atrair a Si. Então, eles carregam de bom grado a sua própria cruz e tornam-se verdadeiros amigos de Deus.

07 de fevereiro - Beato Alfredo Cremonesi

Alfredo nasceu em Ripalta Cuerina, diocese de Cremona, em 16 de maio de 1902. Desde pequeno, foi acometido pela doença de linfatismo, que parecia que iria levá-lo à morte em breve tempo. Pelo contrário, por intermédio de Santa Teresina do Menino Jesus, como ele mesmo afirma, ficou completamente curado. Esta intervenção milagrosa suscitou no menino o desejo de tornar-se missionário, apóstolo do Evangelho entre os não cristãos. Alfredo foi ordenado sacerdote aos 23 anos de idade, em 12 de outubro de 1924, e, durante um ano, foi professor no Seminário de Gênova. A seguir, realizando seu sonho, foi enviado como missionário a Taungngu, na Birmânia. Ao despedir-se de seus pais, disse-lhes: "nos vemos no Paraíso", pensando que nunca mais voltaria para casa, para seguir sua vocação de apóstolo do Evangelho. De fato, ele nunca mais regressou ao seu país.

07 de fevereiro - Beata Clara Ludovica Szczęsna

Madre Clara Szczęsna foi adornada de virtudes heroicas e era um autêntico exemplo de amor a Jesus e ao seu Coração misericordioso. Uma de suas coirmãs testemunha: “A nossa Madre nos iluminava com as suas virtudes e, sobretudo, nos edificava com a piedade e a humildade”. Outra Irmã, que a sucedeu na direção geral da Congregação, Madre Ignacia, afirma que a sua atitude era fundada em uma fé robusta, herdada da sua família, em uma viva esperança, que se manifestava na calma e na submissão à vontade de Deus, e no amor, que se evidenciava no zelo pela glória de Deus e na solicitude do serviço ao próximo”. Cardeal Ângelo Amato – 27 de setembro de 2015 Ludovica Szczęsna nasceu em 18 de julho de 1863, em Cieszki, na diocese polonesa de Płock, a última de seis filhos de uma família pobre, mas piedosa. Sua mãe a levava sempre para rezar diante da uma imagem de Nossa Senhora milagrosa. Com 17 anos, rejeitou a proposta de casar. Em agosto de 1885, participou de um retiro em Zakroczym, pregado pelo capuchinho Frei Onorato Koźmiński, hoje Beato. No mês seguinte, entrou para a Congregação clandestina das Servas de Jesus.

07 de fevereiro - Beato Anselmo Polanco (Agostiniano)

"Irmão, servo de Deus, praticou a fé." 
Estas palavras do Apóstolo Paulo encontram seu cumprimento nos novos Beatos Anselmo Polanco, Bispo de Teruel, e Felipe Ripoll, seu Vigário Geral. Anselmo Polanco, um religioso agostiniano, escolheu como lema episcopal: "É de bom grado gastar e ser gasto para as vossas almas”. Como uma premonição no dia da sua entrada na diocese disse: "Eu vim para dar minha vida por minhas ovelhas". Portanto, juntamente com Felipe Ripoll, ele queria ficar ao lado de seu rebanho no meio dos perigos e somente pela força foi separado dela. Os novos Beatos, confrontados com a escolha de abandonar as exigências da fé ou morrer por ela, fortalecidos pela graça de Deus, colocaram o próprio destino em suas mãos. Os mártires renunciaram à sua defesa, não porque eles davam pouco valor à vida, mas por seu amor total por Jesus Cristo. Os habitantes de Teruel, os de Palencia e os Agostinianos regozijam-se hoje com toda a Igreja por esta beatificação. Papa João Paulo II - Homilia de beatificação - 01 outubro de 1995 O beato Anselmo promoveu o amor e a concórdia entre os irmãos. O mesmo ele fez com a disciplina e o espírito religioso. Acima de tudo isso estava o amor. Anselmo Polanco foi ordenado sacerdote em 1904. Em momentos de tribulação se prodigalizou em ajudar e levar consolo, conquistando uma geral estima e admiração. Em toda a sua vida Anselmo se distinguiu por seu amor à concórdia sem se descuidar da disciplina.

Beato Pietro Verhun, Sacerdote diocesano do rito Bizantino, Mártir na Rússia (1890-1957), 07 de Fevereiro

Petro (Pietro) Verhun nasceu em 18 de novembro de 1890, na cidade de Horodok, região de Lviv, Ucrânia. Sendo de família muito pobre, não pôde concluir seus estudos secundários, porque precisou ajudar seu pai com o sustento da família, trabalhando como carpinteiro. Em 1909, decidiu apresentar-se como voluntário às autoridades militares austríacas e, após a queda do Império Austro-Húngaro (1914, início da I Guerra Mundial), entrou para o exército ucraniano, onde se tornou sargento. Em 1920 retomou os estudos, matriculando-se na Faculdade de Teologia da Universidade Carlo de Praga. Também estudou filosofia na Ucrânia. Em 30 de outubro de 1927, Pietro foi ordenado sacerdote da Arquidiocese de Lviv e nomeado responsável pelos Católicos Ucranianos, residentes na Alemanha com sede permanente em Berlim. No ano de 1930, Pietro escreveu um breve levantamento histórico sobre a Igreja na Ucrânia. Em 1933 redigiu um "memorandum" para expor a sua posição sobre a fome que, comandada pelo regime soviético, devastou a Ucrânia exterminando a população. No ano seguinte, a intervenção do Núncio Apostólico na Alemanha, Eugenio Pacelli, futuro Papa Pio XII, salvou Pietro de ser expulso daquele país. Em 1937, o Venerável Pio XII (Eugenio Pacelli, 1939-1958) conferiu-lhe o título de "Monsenhor" e, em 23 de novembro de 1940 (em plena II Guerra Mundial – N.T.), nomeou-o Visitador Apostólico para os Católicos Ucranianos na Alemanha. Fundou paróquias e apoiou escolas e iniciativas de formação educacional e editorial.

LOURENÇO DE SIPONTO Bispo, Santo + 546

Bispo em Siponto (Itália) no tempo da 
aparição de S. Miguel Arcanjo no Monte Gargano. 
Mandou ali construir uma capela em sua honra.
São Lourenço, bispo de Siponto (sul da Itália) [† 546]. São incertas as notícias sobre sua figura. Provavelmente consagrado bispo pelo papa Gelásio (492), salvou Siponto da destruição por parte dos invasores Ostrogodos, apresentando-se diante do rei Totila. É padroeiro da cidade italiana de Manfredónia. Sabe-se todavia que foi durante o seu pontificado que se deu a aparição de S. Miguel Arcanjo no Monte Gargano. Este Santo Bispo ali se deslocou e celebrou, reconhecendo assim a dita aparição do Príncipe dos Arcanjos. 
***** 
«Nos fins do século V, quando na Cátedra de São Pedro regia a Igreja o Papa São Gelásio, um pastor que apascentava seu gado no alto do Monte Gar-gano, na Itália, província da Apúlia, querendo obri-gar um novilho a sair de uma caverna onde se refugiara, desferiu lá dentro uma flecha, a qual retro-cedeu com a mesma velocidade, vindo ferir quem a lançara. Este fato causou admiração nos que presenciaram este acontecimento e a notícia foi longe e chegou também aos ouvidos do Bispo de Siponto, cidade que ficava no sopé da montanha. Julgou ele tratar-se de algum misterioso sinal da parte de Deus e ordenou um jejum de três dias em toda a diocese, pedindo ao Senhor se dignasse revelar-lhe do que se tratava.

RICARDO DE KENT Rei, Santo + 720

Rei da Inglaterra e depois religioso. 
Morreu quando peregrinava para a Terra Santa.
No século V, a rainha da Inglaterra meridional era Sexburga, que mais tarde se tornou abadessa e uma santa da Igreja Católica. Ela teve três filhos e duas filhas, estas, a seu exemplo, fundaram mosteiros dedicando-se aos pobres e a Cristo. Também o caçula Winfrido, ou Bonifácio, deixou a vida da corte para ser monge beneditino, hoje venerado como o grande "Apóstolo da Alemanha". O primogénito Egberto I, assumiu o trono em 664, mas onze anos depois morreu, deixando o sucessor ainda muito pequeno. Foi assim que, o filho do meio, Hlother ou Ricardo I, se tornou rei da Inglaterra e guardião da coroa do sobrinho. Em 685, empossou o jovem rei Eadric I, que era o legítimo herdeiro da casa real dos Kents. Ricardo deixou o palácio com os filhos Vilibaldo, Vunibaldo e Valburga, indo morar no mosteiro de Waltham, onde viveram sob as regras dos beneditinos. A partir daí os dados de suas vidas são descritos pelos registros da Santa Sé. No ano de 720,conforme uma narração de um monge alemão, Ricardo e os dois filhos, então já monges, saíram da Inglaterra meridional, para empreenderem uma peregrinação de penitencia e devoção. A filha Valburga ficou no mosteiro, onde seguia a vida de religiosa. A meta, como sempre, era Roma, onde pretendiam venerar as relíquias dos apóstolos Pedro e Paulo.

EGÍDIO MARIA DE SÃO JOSÉ (Francisco António Postillo) Religioso, Santo 1729-1812

Franciscano muito humilde de Nápoles. 
Canonizado em 1996.
Nascimento - Primeros anos 
Nascido em Tarento a 16 de Novembro de 1729, Egídio Maria de São José (tendo no baptismo o nome de Francisco António Postillo), conheceu a pobreza desde a sua infância. Em breve foi obrigado a aprender o duplo e duro emprego de seus pais, tornando-se ele também um excelente “sapateiro” e um especialista do “feltro”. Aos dezoito anos, órfão de pai, ficou sendo o “sustento da família”. A fé cristã sincera que seus pais lhe tinham transmitido, ajudou-o a ultrapassar todas as dificuldades e a ter ser sempre uma confiança inquebrantável no Pai celeste. Em Fevereiro de 1754, realizando que sempre tinha sido a sua aspiração, quer dizer, “poder pensar e trabalhar só para o Senhor”, depois de ter provido necessariamente às necessidades da família, foi aceite no Convento dos Frades Menores “Alcantarinos” da Providência de Lecce. Foi iniciado na vida franciscana no mosteiro de Galatone (Lecce). Ali, em 28 de Fevereiro de 1755, entre as mãos do Ministro provincial, Irmão Damiano de Jesus e Maria, fez a sua profissão religiosa. Desde o mês de Fevereiro de 1755 e até fins de Maio de 1759, ele residiu no mosteiro de Squinzano (Lecce), entregando-se aos trabalhos da cozinha: passou pois a ser o cozinheiro da Fraternidade.

ROSÁLIA RENDU Religiosa, Fundadora, Beata 1786-1856

Irmã de Caridade em Paris. 
Beatificada em 2003.
A Beata Rosália Rendu, filha da Caridade de São Vicente de Paulo, distinguiu-se pela dedicação para com os menos favorecidos no bairro de Mouffetard. Jeanne-Marie Rendu, seu nome de baptismo, nasceu no dia 9 de Setembro de 1786 na cidadezinha de Confort (Jura, França), numa família simples, sendo a primeira das quatro filhas, nas quais a mãe incute a piedade e a caridade. A família procurou acolher sacerdotes perseguidos durante os tempos difíceis da revolução francesa e, entre eles, o próprio bispo de Annecy. Jeanne-Marie descobre no hospital o serviço das Filhas da Caridade e, a 25 de Maio de 1802 inicia o noviciado nessa Congregação, em Paris, sendo enviada para o bairro de Saint Marceau onde permaneceu ao serviço dos pobres durante 54 anos, até ao dia da sua morte. Em 1814, Irmã Rosália emite dos votos solenes, e 8 anos mais tarde é nomeada Superiora da comunidade. Deixa de ensinar e dedica-se às visitas domiciliares, distribuindo ajudas, de acordo com o "Bureau de Bienfaisance" municipal e obtendo o auxílio de muitas pessoas abastadas que não sabiam dizer não a uma pessoa tão persuasiva. É a pioneira em abrir uma casa para acolher criancinhas em idade inferior a dois anos, para permitir que as mães encontrassem um trabalho remunerado. Não foi bem compreendida nesta obra, pois segundo a sociedade da época, a mãe deve permanecer em casa. Oferece aos jovens uma formação profissional abrindo a primeira instituição para esse mister.

EUGÉNIA SMET Religiosa, Fundadora, Beata 1825-1871

Religiosa fundadora da Sociedade das 
Auxiliadoras das Almas do Purgatório.
Eugénia Maria Josefina Smet, nasceu na cidade de Loos Lez Lille, na França, no dia 25 de março de 1825. Sua infância foi tranquila, no seio de uma família burguesa de origem flamenga, recebendo uma educação com sérios princípios morais e cristãos. Aos dezassete anos, terminou os estudos e queria seguir a vida religiosa como as irmãs do colégio do Sagrado Coração, onde ficou interna por dez anos. Mas, regressou para a família. Pela inclinação religiosa e com sua sólida formação, caracterizada pela total confiança na Providência Divina, pelo amor dedicado as almas benditas do Purgatório, ela ingressou no apostolado leigo da paróquia. Primeiro comunicou ao seu confessor que havia feito o voto privado de castidade e depois começou a trabalhar nas obras de caridade. Nestas obras, ninguém da paróquia, tinha tanta dedicação quanto Eugénia. Distribuía diariamente alimentos aos carentes e para os enfermos. Sua participação activa e objectiva aumentava cada vez mais os donativos para as obras Missionárias, deixando os padres admirados com seu senso de organização e carisma. "É necessário ajudar bem a Providência", dizia ela, justificando os crescentes donativos e pacotes de alimentos que conseguia. Eugenia, aos vinte e oito anos resolveu criar uma associação leiga de fiéis para interceder com orações, pelas almas do Purgatório. Apesar das adesões, tantas foram as dificuldades que decidiu fundar uma congregação de religiosa.

PIO IX João Maria Mastai Ferretti Papa, Beato 1792-1878

Papa que proclamou o dogma 
da Imaculada Conceição
e convocou o I Concílio do Vaticano. 
Beatificado em 2000.
João Maria Mastai Ferretti (Pio IX) foi o nono filho do Conde Girolamo e de Caterina Sollazzi. Nasceu em Senigallia no dia 13 de maio de 1792. Entre 1803 e 1808 foi aluno dos Escolápios no Colégio dos Nobres em Volterra. Desejoso de tornar-se sacerdote foi obrigado a interromper os estudos devido a improvisos ataques epiléticos. Em 1815, em Loreto, obteve a graça da cura. Retomou os estudos teológicos e, em 1819, foi ordenado sacerdote. Em 1823 foi por dois anos missionário no Chile. Com apenas 35 anos foi nomeado arcebispo de Spoleto e, em 1832, de Ímola. Em 1840 foi criado cardeal e no dia 16 de junho de 1846, no quarto escrutínio, com 36 votos sobre 50 Cardeais presentes ao Conclave, foi eleito Sumo Pontífice com apenas 54 anos. Tão logo eleito Pontífice promoveu numerosas reformas no interior do Estado Pontifício (liberdade de imprensa, liberdade aos judeus, início das ferrovias, emissão do Estatuto), mas em 1848 teve início a sua "perseguição" quando negou apoio à guerra contra a Áustria. São João Bosco teve com Pio IX a sua primeira audiência em 9 de março de 1858. Ambos tiveram a percepção de encontrar um santo. Pio IX apoiou e encaminhou Dom Bosco na fundação da Congregação Salesiana. Sugeriu-lhe que a chamasse de "Sociedade", para que estivesse alinhada aos tempos, e que se emitissem os votos, mas não solenes; aconselhou uma roupa simples e práticas de piedade intensas, mas não muito complexas.

Nossa Senhora da Cabeça Inclinada - Festa: 7 de fevereiro

      “Unsere Liebe Frau mit dem Geneigten Haupt!” (Nossa Senhora com a cabeça inclinada). Assim é conhecido em toda Áustria o quadro milagroso encontrado em Roma (1610) pelo carmelita descalço, venerável Frei Domingos de Jesus, em meio a escombros de uma casa abandonada.

     Ele estava olhando uma velha casa em ruínas que ele queria converter em um mosteiro carmelita. Frei Domingos contornou a casa e passou por uma pilha de escombros, mas não prestou atenção. Mas quando ele entrou na casa e começou a olhar os cômodos, de repente sentiu vontade de voltar para aos escombros. Ali seus olhos caíram sobre uma velha pintura a óleo da Santíssima Virgem Maria!    
     Ele ficou chocado! “Quem jogaria uma bela imagem de Nossa Senhora no meio de escombros?”, questionou. Então Frei Domingos se desculpou com Maria: “Lamento, querida mãe, que alguém tenha tratado sua imagem de maneira tão terrível. Vou levá-la de volta ao mosteiro comigo e restaurá-la, e vou prestar-lhe a homenagem que Vós mereceis”.

CINCO CHAGAS DO SENHOR

Cristo manifesta-Se com as suas chagas após a ressurreição Se é pueril acreditar ao acaso e sem motivo, também é muito insensato querer examinar e inquirir tudo demasiadamente. E esta foi a sem-razão de Tomé. Perante a afirmação dos Apóstolos: Vimos o Senhor, recusa-se a acreditar: não porque descresse deles, mas porque julgava impossível o que afirmavam, isto é, a ressurreição de entre os mortos. Não disse: «Duvido do vosso testemunho», mas: Se não meter a minha mão no seu lado, não acreditarei. Jesus aparece segunda vez e não espera que Tomé O interrogue, ou Lhe fale como aos discípulos. O Mestre antecipa-se aos seus desejos, fazendo-lhe compreender que estava presente quando falou daquele modo aos companheiros. Na censura que lhe faz serve-Se das mesmas palavras e ensina como deverá proceder para o futuro. Depois de dizer: Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; mete a tua mão no meu lado, acrescenta: Não sejas incrédulo, mas crente. Tomé duvidou por falta de fé. Ainda não tinham recebido o Espírito Santo. Mas isso não voltaria a acontecer; a partir de então manter-se-iam firmes na fé. Cristo, porém, não Se ficou nesta admoestação e insistiu novamente.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 7 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
7 – Quarta-feira – Santos: Ricardo de Toscana, Coleta, Eugênia Smet
Evangelho (Mc 7,14-23) “Escutai todos e compreendei: – o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior.”
Muitas correntes religiosas tiveram e continuam tendo muita preocupação com várias proibições e tabus, proibindo alimentos, gestos e coisas semelhantes. Jesus ensina que nada disso nos pode afastar de Deus. Nós nos afastamos dele só quando deixamos que o mal tome conta de nós, quando nos entregamos à escravidão das coisas, abraçamos a injustiça e nos fechamos à fraternidade.
Oração
Senhor Jesus, preciso muito que purifiqueis meu coração de tantos afetos e amores que me afastam de vós e de meus irmãos. Sou facilmente seduzido pela procura de bens, pelo consumo desenfreado, pelo egoísmo que me fecha para os outros. Vós podeis modificar meu coração, podeis libertá-lo e atraí-lo para vós. É isso que vos peço e espero de vossa misericórdia. Purificai-me. Amém.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “Abbá, ó Pai!”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Mistério do Amor
 
Sempre nos ensinaram que o Mistério da SSma. Trindade é incompreensível à mente humana. Cita-se a lenda de S. Agostinho que, andando na praia, quando procurava entender este mistério: “Um menininho, com uma concha, buscava água do mar para colocar num buraquinho da areia. E o Santo perguntou o que fazia. Respondeu que ia colocar toda a água do mar ali dentro. Ao que responde o Santo: impossível! O menino respondeu: é o mesmo que o senhor quer fazer achando que vai colocar o mistério da Trindade em sua cabeça”. Poderíamos completar a história dizendo: não colocaremos a água no buraquinho na areia, mas poderemos nos lançar por inteiro na imensidão desse mar. A profundidade do mistério não é totalmente desvendada, mas para ser totalmente amada. Pelo amor podemos, como filhos de Deus, chamar Deus de Pai, unidos a Cristo seu Filho, conduzidos pelo Espírito. Este “mistério” da Santíssima Trindade, revelado no Novo Testamento, é a verdade fundamental de nossa fé revelada por Jesus à qual nos unimos pelo Espírito de Amor. O fato de não saber explicar, não significa que não é possível amar. Para o delineamento da fé, a Igreja, refletiu por séculos através dos concílios que definiram as verdades da fé. É o que chamamos o “Creio” da missa, em suas duas modalidades: apostólica e niceno - constantinapolitano. É o que cremos e a Igreja defende até a custa do próprio sangue, como vemos nos mártires. Esta fé tem que ser purificada também em nossas interpretações menos condizentes. Estamos sempre traçando o sinal da Cruz em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo para aprofundar nossa vida de união à Trindade Santa. 
Deus que salva 
Os hebreus conheceram a Deus através dos muitos gestos salvadores que Ele realizou em seu favor, como lemos no livro do Deuteronômio: “Terá algum Deus vindo escolher para si um povo entre as nações, por meio de provações, de sinais e prodígios, por meio de combates, com mão forte e braço estendido, e por meio de grande terror, como tudo o que por ti fez o Senhor vosso Deus fez no Egito?” (Dt 434). O conhecimento de Deus está, não está primeiramente em código de verdades, mas nas intervenções salvadoras de Deus em seu favor. Assim acontece conosco também, mas nos falta a consciência desta misericórdia salvadora de Deus em Cristo. Somos agraciados por estas maravilhas e ao mesmo tempo chamados a comunica-las. 
Ensinai e batizai 
Jesus, ao subir ao Céu diz: “Toda autoridade me foi dada no Céu e sobre a terra” Jesus é o Senhor, pois tem a autoridade que lhe foi conferida pelo Pai. Por isso envia. Os discípulos, enviados vão com a mesma autoridade que o Filho recebeu do Pai. Por isso diz que batizamos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Nome é a essência, existência concreta de Deus, como disse: no Nome, não nos nomes. O Nome sagrado, impronunciável do Antigo Testamento, é agora colocado nos lábios dos filhos pequeninos. Fazer discípulos é criar uma comunidade, como a dos apóstolos com Ele, que é evangelizada. Urge a nós como cristãos assumir nossa dupla missão: viver em comunhão com a Trindade e levar aos outros esta vida. Somos chamados ao zelo ciumento de Deus que quer que O amemos sem dividir com outras divindades, aquelas que construímos com nossas mãos. Não mais deuses de ouro ou prata, mas o deus do dinheiro, do poder e do prazer que não nos dão a Vida.
Leituras:Deuteronômio 4,32-34.39-40;
Salmo 32;
Romanos 8,14-17;Mateus 28,16-20. 
1. O mistério da Trindade não é totalmente desvendado para que seja totalmente amado. Pelo amor podemos, como filhos de Deus, chama-lo de Pai unidos a Cristo seu Filho, conduzidos pelo Espírito. É a verdade fundamental revelada por Jesus. A Igreja refletiu por séculos e deu-nos as definições nos diversos concílios através da profissão de fé. Esta necessita ser sempre purificada. Fazemos o sinal da Cruz em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo para aprofundar nossa união à Trindade.
2. Os hebreus conheceram a Deus através dos gestos salvadores que realizou em seu favor, como lemos em Deuteronômio. O conhecimento de Deus não está primeiramente num código de verdades, mas na ação de Deus em nossa vida. Falta-nos a consciência da misericórdia salvadora de Deus em Cristo. Somos agraciados para anunciá-las. 
3. Jesus recebeu a autoridade do Pai e nos envia com a mesma autoridade para continuar sua missão de nos unir ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, fazer discípulos e ensinar o Evangelho. O nome impronunciável no Antigo Testamento agora é colocado na boca dos pequeninos. Deus urge de nós não dividir nossa fé com divindades que matam o ser humano e não dão vida. 
Chave do Tesouro 
Existe no coração de cada pessoa o desejo de encontrar um tesouro. Imaginamos uma arca cheia de pedras preciosas. Não sei se alguém já teve essa sorte. Mas há um tesouro que tem um mapa muito simples para encontrar. A chave está em nossa mão. De repente descobrimos que nosso Pai é dono do mundo e faz questão de reconhecer como filhos e com um processo rápido: “Quem crer e for batizado será salvo”. E podemos dizer a Ele: “Abbá”, que significa Paizinho. Esse Paizão é Pai, Filho e Espírito. Três Pessoas em um só Deus. Difícil de explicar, mas muito fácil para amar. A chave para o tesouro é amar para compreender. Esse Deus só fez maravilhas. Primeiramente se comunicou a nós de muitos modos, sobretudo através de Jesus. Ele tem carinho para com todos. Se nós o amamos de fato, vamos convidar outros a fazerem parte desta família através do batismo e do ensinamento de Jesus. Ele vai estar conosco até o fim dos tempos. 
Homilia da Sol. da Santíssima Trindade (03.06.2012)

EVANGELHO DO DIA 6 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Marcos 7,1-13. 
Naquele tempo, reuniu-se à volta de Jesus um grupo de fariseus e alguns escribas que tinham vindo de Jerusalém. Viram que alguns dos discípulos de Jesus comiam com as mãos impuras, isto é, sem as lavar. Na verdade, os fariseus e os judeus em geral só comem depois de lavar cuidadosamente as mãos, conforme a tradição dos antigos. Ao voltarem da praça pública, não comem sem antes se terem lavado. E seguem muitos outros costumes a que se prenderam por tradição, como lavar os copos, os jarros e as vasilhas de cobre. Os fariseus e os escribas perguntaram a Jesus: «Porque não seguem os teus discípulos a tradição dos antigos, e comem sem lavar as mãos?». Jesus respondeu-lhes: «Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: "Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. É vão o culto que Me prestam, e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos". Vós deixais de lado o mandamento de Deus, para vos prenderdes à tradição dos homens». Jesus acrescentou: «Sabeis muito bem desprezar o mandamento de Deus, para observar a vossa tradição. Porque Moisés disse: "Honra teu pai e tua mãe"; e ainda: "Quem amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe deve morrer". Mas vós dizeis que se alguém tiver bens para ajudar os seus pais necessitados, mas declarar esses bens como oferta sagrada, nesse caso fica dispensado de ajudar o pai ou a mãe. Deste modo anulais a palavra de Deus com a tradição que transmitis. E fazeis muitas coisas deste género». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Clemente de Alexandria 
Teólogo (150-215)
O Pedagogo, III 89, 94, 98-99 
A nova lei inscrita no coração dos homens 
Temos os dez mandamentos dados por Moisés, e tudo o que recomenda a leitura dos livros santos, nomeadamente o que Isaías nos transmitiu: «Lavai-vos, purificai-vos, tirai da frente dos meus olhos a malícia das vossas ações. Aprendei a fazer o bem, procurai o que é justo, socorrei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a viúva. Vinde agora, entendamo-nos, diz o Senhor» (Is 1,16ss). Mas temos também as leis do Verbo, a Palavra de Deus, aquelas palavras de encorajamento que não foram escritas em tábuas de pedra pelo dedo do Senhor (cf Ex 24,12), mas inscritas no coração dos homens (cf 2Cor 3,3). Estas duas leis serviram ao Verbo para ensinar a humanidade, inicialmente pela boca de Moisés, em seguida pela dos apóstolos. Mas também precisamos de um mestre para nos explicar estas palavras santas; será Ele quem nos ensinará as palavras de Deus. A escola é a nossa Igreja; o nosso único Mestre é o noivo, vontade boa de um Pai bom, sabedoria original, santidade do conhecimento. «Ele é a propiciação pelos nossos pecados», diz são João (1Jo 2,2); é Ele que nos cura o corpo e a alma, que cura o homem todo, Ele, Jesus, que é «a vítima oferecida pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. E sabemos que O conhecemos por isto: se guardarmos os seus mandamentos» (v. 3).«Aquele que diz que está nele deve também andar como Ele andou» (v. 6). Nós, que somos os discípulos desta feliz pedagogia, completemos o belo rosto da Igreja e corramos como criancinhas para esta Mãe cheia de bondade. Escutemos o Verbo de Deus; glorifiquemos a feliz disposição que nos guia através deste Mestre e nos santifica como filhos de Deus. Seremos cidadãos do Céu se formos bons discípulos deste Mestre na terra e lá em cima compreenderemos tudo o que Ele nos ensinou a respeito do Pai.