Um dos acontecimentos mais marcantes da França foi, sem dúvida, a conversão do rei Clóvis e dos seus francos. As personagens principais do acontecimento foram São Remígio, que batizou Clóvis e Clotilde, sua esposa. São Gastão teve papel não negligenciável na conversão do soberano franco, de quem foi o catequista.
Seu nome latino é Vedastus. Parece ter nascido em Lomousine, em família nobre. Jovem ainda retirou-se para Lorena, para levar vida retirada e virtuosa. O bispo de Toul chamou-o para o seu escasso clero e o ordenou sacerdote.
Clóvis, tendo vencido os alemães, preparava-se para cumprir seu voto, dirigindo-se para Reims, onde o esperava o bispo Remígio para o batismo. Não quis dar aquele passo, desconhecendo noções básicas de religião, pelo que pediu ao bispo de Toul um catequista, que o instruísse no caminho. O bispo lhe deu Gastão como companheiro de viagem e instrutor religioso. Como que para confirmar a sua missão, Deus concedeu ao jovem sacerdote um milagre, que teria duplo efeito: restituiu a vista a um pobre cego encontrado no caminho, e abriu os olhos do rei estupefato, persuadido da santidade do cristianismo.
Em Reims, após o batismo, o rei Clóvis recomendou a São Remígio o seu catequista. São Remígio o reteve em Reims, onde Gastão se entregou à instrução dos fiéis e à assistência aos pobres, tanto que dentro de pouco tempo são Remígio o consagrou bispo de Arras.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2024
São Gonçalo Garcia RELIGIOSO, MÁRTIR, +1597
Era natural da Índia, Baçaim, filho de pai português e mãe indiana, tendo sido aluno dos Jesuítas na sua terra natal. Viveu em Macau cinco anos como comerciante. Deixou esta cidade para vestir o hábito franciscano em Manila, donde partiu para o Arquipélago Nipónico em 1593, como intérprete dos missionários, sendo também excelente pregador. Foi martirizado (crucificado e trespassado por lanças) em Nagazaqui, juntamente com S. Paulo Miki e os seus companheiros, a 5 de Fevereiro de 1597.
Mártir no Japão, religioso da Primeira Ordem (1557-1597). Canonizado por Pio IX em 8 de junho de 1862.
Gonçalo Garcia nasceu em Bazain (Índia Oriental) de pai português e mãe indiana. Fez seus estudos no Colégio dos jesuítas de sua cidade e aos vinte e cinco anos mudou-se para o Japão, na intenção de dedicar-se ao comércio.
Chegando ali, mudou de ideia, tornando-se catequista, para ajudar os padres jesuítas, serviço esse que prestou durante dez anos, no qual houve muitas conversões. Em seguida viajou para as Filipinas e ali motivado pela vida pobre e penitente dos franciscanos, pediu para ser aceito na Ordem dos Frades Menores como irmão religioso.
Neste mesmo lugar foi designado para ser o companheiro e intérprete do Comissário São Pedro Batista, quando este viajou para o Japão.
06 de fevereiro - São Mateo Correa Magallanes
Mártir do segredo de confissão, Mateo Correa Magallanes nasceu em Tepechitlán, no México, em 23 de julho de 1866 e foi ordenado sacerdote em 1893.
Como pároco de Valparaíso, Diocese de Zacatecas, Padre Mateo cumpriu fielmente as obrigações do seu sacerdócio: evangelizar e servir os mais pobres, obedecer ao seu bispo, unir-se a Cristo Sacerdote e Vítima, especialmente quando se tornou mártir por causa do zelo sacramental.
Catequizou e administrou a Primeira Comunhão a um jovem que anos depois viria a ser um mártir, o beato Miguel Pro.
Ele foi perseguido continuamente e levado prisioneiro várias vezes, a última vez foi quando ele ia ajudar uma pessoa doente. Ele foi preso alguns dias em Fresnillo, e mais tarde foi levado para Durango. No caminho, o Sr. Cura foi muito gentil com os soldados e deu-lhes alguns presentes.
Marta Robin, Mística (1902 - 1981), 6 de Fevereiro
Em Châteauneuf-de-Galaure, onde nasceu, viveu e morreu, cega e paralisada, Marta se alimentava de um alimento apenas : a sagrada Eucaristia. Em 1936, ela pediu, “da parte de Deus”, a um sacerdote de Lyon, o Padre Finet, que fosse fundado o primeiro “Foyer de Charité” (Lar de Caridade). Com o tempo, mais de sessenta foram fundados, no mundo inteiro.
Aos vinte anos de idade, Marta se sente chamada, a exemplo dos grandes místicos, a oferecer sua vida “pela conversão dos pecadores e a santificação das almas”. Descobrindo sua particular vocação ao sofrimento, ela redige uma carta estipulando seu total abandono a Deus. É quando, então, a paralisia toma conta dela, trazendo consigo sofrimentos indescritíveis.
Como acontece a todos os grandes mártires, é preciso que a noção de sacrifício seja abordada não como o fruto de uma vontade divina, mas como um dom de Amor livremente escolhido pelo místico, uma oferta de todo o seu ser para tomar sobre si a negatividade do mundo a ponto de ser, por isso, mutilado física e moralmente.
Durante uma visão, Marta recebe os estigmas de Cristo, uma espécie de confirmação da sua vocação.
TITO DE CRETA Discípulo de S. Paulo, Santo Século I
Bispo de Creta.
Tito veio do mundo pagão e Timóteo veio do mundo judeu. Trabalharam com o apóstolo Paulo, que os liderou sem lhes tirar o brilho. E deu à eles "a gloria de uma perene lembrança", como disse Eusébio de Cesareia no primeiro milénio, e será ainda assim nos outros que se seguirão: toda a Igreja os veneram juntos. Mas suas trajectórias foram tão distintas, que são relatadas em páginas individuais.
As únicas informações concretas nos são dadas pelas cartas do apóstolo Paulo. Tito era grego e pagão. Ainda jovem se converteu ao cristianismo e se tornou companheiro e inestimável colaborador do apóstolo. Quando Paulo disse a Tito: "Isto deves ensinar, recomendar e reprovar com toda autoridade", fez surgir um outro grande evangelizador, que permaneceu trabalhando ao seu lado.
Encarregado pelo apóstolo para executar importantes missões, foi uma vez a Jerusalém para entregar a importância duma colecta em favor dos cristãos pobres. "Meu companheiro e colaborador" como escreveu o apóstolo na segunda carta aos Corintos. Companheiro dos momentos importantes, como a famosa reunião do concílio de Jerusalém, que tratou da necessidade de renovação e diversificação dos ritos devido a evangelização no mundo pagão. Tito, porém, foi também um mediador persuasivo, e entusiasmou Paulo resolvendo uma grave crise entre ele e os Corintos.
DOROTEIA DA CAPADÓCIA Virgem, Mártir, Santa † 304
ao mesmo tempo que o advogado São Teófilo.
A Igreja festeja hoje o dia de uma das mais gloriosas esposas de Jesus Cristo: A vida e ainda mais a morte desta Santa é uma prova da verdade que vemos estampada na história da Igreja: que Deus se serve de preferência da fraqueza, para confundir os fortes. É a mulher cristã que, destinada a esmagar a cabeça de Satanás, dá provas de um heroísmo que dificilmente encontramos entre os homens. Daí o ódio que Satanás vota à mulher cristã, ódio este fundado no medo e na convicção da impotência dos seus esforços.
Doroteia, filha de um senador romano, nasceu em Cesareia, na Capadócia. De educação distintíssima, Doroteia aliava à riqueza dotes invejáveis, naturais e sobrenaturais. Tinha o governador Fabrício recebido ordens imperiais para exterminar a religião cristã. Uma das primeiras vítimas foi Doroteia. Embora pouco aparecesse em público, era uma verdadeira apóstola de Cristo pela actividade que desenvolvia entre os cristãos, animando-os à constância na luta contra os perseguidores. Citada perante o governador, este sem delongas exigiu que sacrificasse aos deuses. Pronta lhe veio a resposta: “Sendo cristã, só servirei a Deus, rei do céu e da terra, para os deuses não tenho senão desprezo”.
PAULO MIKI e companheiros Santos + 1597
João de Goto Soan, Tiago Kisaï, jesuítas ; Pedro Baptista Blàsquez, Martinho da Ascenção Aguirre, Francisco Branco, Felipe de Jesus de Las Casas, Gonçalo Garcia, Francisco de São Miguel de la Parilla (taumaturgo), franciscanos espanhóis ; Cosme Takeya, Miguel Cozaki e seu filho Tomás, Paulo Ibaraki, Lião Karasuma, Luís Ibaraki e António (onze e treze anos), Matias, Bonaventura, Joaquim Sakakibara, Francisco de Méako, Tomás Dangi, Jpão Kinuya, Gabriel de Duisco, Paulo Suzuki, Francisco Adaucto Danto e Pedro Sukejiro, leigos japoneses terceiros franciscanos, crucificados em Nagasaki, festejados a 6 de fevereiro.
Foi através do trabalho evangelizador de São Francisco Xavier, que o Japão tomou conhecimento do cristianismo, entre 1549 e 1551. A semente frutificou e, apenas algumas décadas depois, já havia pelo menos trezentos mil cristãos no Império do sol nascente. Mas se a catequese obteve êxito não foi somente pelo árduo, sério e respeitoso trabalho dos jesuítas em solo japonês. Foi também graças à coragem dos catequistas locais, como Paulo Miki e seus jovens companheiros.
AFONSO MARIA FUSCO Sacerdote, Fundador, Santo 1839-1910
Irmãs de São João Baptista.
Beatificado em 2001.
Afonso Maria Fusco nasceu no dia 23 de março de 1839, na cidade italiana de Angri, em Salerno. A família era de origem camponesa e com profundas raízes cristãs. Ainda pequeno, revelou seu carácter manso, humilde, sensível à oração e aos pobres. Aos onze ingressou no Seminário de Nocera, onde foi ordenado sacerdote treze anos depois.
O povo era cativado pela sua evangelização cuja pregação era profunda, simples e eficaz.
A vida quotidiana de padre Afonso era de um sacerdote zeloso, que guardava no coração o desejo de cumprir a missão que Jesus lhe havia pedido em sonho, pouco antes de concluir o seminário: fundar uma Congregação de Irmãs e um Orfanato.
Em 1878, foi procurado por Madalena Caputo, mais tarde Irmã Crucifixa, que desejava se consagrar a Deus na vida religiosa. Dias depois outras três jovens lhe pediram a mesma orientação. Por isto, aproveitando os anseios destas jovens, padre Afonso acelerou a fundação da Congregação das Irmãs Baptistinas do Nazareno, destinada à formação de religiosas dedicadas a uma vida de pobreza, de união com Deus, de caridade empenhada no cuidado e na instrução das órfãs pobres.
Assim, a Obra estava fundada. A casa para as órfãs recebeu o nome de Pequena Casa da Providência.
FRANCISCO SPINELLI Sacerdote, Fundador, Beato 1853-1913
das Irmãs Adoradoras.
Beatificado em 1992.
Francisco nasceu em Milão, aos 14 de abril de 1853, cujos pais, trabalhadores humildes, eram muito cristãos. Ele cresceu forte, vivaz e ficava muito alegre ao brincar de teatro de fantoches com as outras crianças. Nas horas livres acompanhava a mãe nas visitas os pobres e doentes, sentindo-se feliz por amar e ajudar o próximo, conforme o ensinamento de Jesus. Assim foi que surgiu sua vocação.
Apesar de seu pai desejar que estudasse medicina pode seguir o chamado de Cristo e se tornou um "médico" de almas. Apoiado pela família, Francisco foi estudar na cidade de Bergamo, onde concluiu os estudos e recebeu a ordenação sacerdotal, em 1875. Neste ano do Jubileu, ele seguiu em peregrinação para Roma e, durante as cerimônias na igreja de Santa Maria Maior, teve a inspiração para criar uma família de religiosas que adorassem Jesus Sacramentado. Padre Francisco compreendeu o projeto de sua vida esperando o momento certo para colocá-lo em execução.
Retornando desta viagem, foi designado para lecionar na creche da paróquia de Bergamo, onde seu tio, padre Pedro, era o pároco. Desta maneira, desenvolveu o seu apostolado entre os pobres, lecionando também no Seminário e orientando algumas comunidades religiosas femininas.
ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 6 DE FEVEREIRO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade.
Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você
antes leu o texto evangélico indicado.
6 – Terça-feira – Santos: Paulo Miki, Doroteia, Gastão
Evangelho (Mc 7,1-13)
“Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis.”
Entre os sacerdotes e fariseus rigoristas na
interpretação da lei, era grande o respeito pelos costumes religiosos que se
formaram ao longo do tempo. Queriam impô-los como obrigação. Era inevitável o
choque com o modo de Jesus agir. Posso cultuar as tradições, mas não posso
esquecer que a igreja é um povo a caminho, que deve viver no seu tempo.
Imutável é só o mandamento divino, o estabelecido por Jesus.
Oração
Senhor Jesus, em vossa palavra, em vosso jeito
de viver temos a norma da nossa vida. Norma imutável. Dai-me fidelidade ao que
ensinastes e mandastes, e assim me é transmitido pela igreja. Ensinai-me a
respeitar as tradições da igreja e do povo. Não permitais, porém, que fique
preso ao passado. Ajudai-me a caminhar com vossa igreja, sempre guiada por vós,
vivendo o evangelho nos tempos de agora. Amém.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024
REFLETINDO A PALAVRA - “Espírito que nos transforma”
Pelos Evangelhos nós conhecemos o quanto Jesus vivia imerso no Espírito Santo. Lucas diz que Ele era movido pelo Espírito (Lc 4,1). Sua atividade era impregnada por Ele. Jesus não só nos transmitiu o que o Pai Lhe ensinou (Jo 8,28), mas também o Espírito que recebeu sempre Dele. Por isso no-lo dirá: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). Como é modelo de todas as virtudes, é também de Sua relação com o Espírito que O guia. Jesus é obediente às moções do Espírito. Nós tivemos, ultimamente, um crescimento muito grande na relação com o Espírito Santo. A Igreja Oriental sempre foi mais fecunda neste sentido. Contudo, não podemos considerá-lo como um santo a mais a nosso favor, pior ainda, a nosso serviço. Ele é o Dom e não simplesmente o dispensador de dons e milagres. Como Dom, realiza a Vida Divina em Nós. Sua missão primeira é nos transformar para que Deus seja sempre mais nossa vida e nos revista de Cristo para que sejamos filhos de Deus de fato (1Jo 3,1). O Espírito realiza em nós a conformação à Cristo. Como formou Jesus no seio de Maria, assim também nos forma para termos em nós a imagem de Cristo como escreve Paulo aos Romanos: “Predestinou-os para serem conformes à imagem de seu Filho” (Rm 8,29). Jesus nos redimiu com seu sangue. O Espírito atua essa redenção em nós a tal ponto que somos purificados, pelas águas do Batismo e fortalecidos pelos sacramentos. O Espírito dá a cada um os dons necessários para a Vida em Deus, como também os dons para o serviço da comunidade. Como Cristo se pôs a serviço, estamos também a serviço. O amor nos foi concedido não como um sentimento, mas como participação no modo como Cristo amou a ponto de dar a vida. Conhecemos os que se dedicam a Deus no serviço aos irmãos, chegando mesmo a dar a vida. O Espírito é a força que nos move nesse serviço. O maior é aquele serve (Lc 22,26). Ao lavar os pés dos discípulos na ceia, Jesus mostrou que a obra da redenção é um serviço. Serviço é dom do Espírito dado a todos. Somos transformados em servidores. Quem não serve, não serve.
Vinde, Espírito Santo
Aprendemos a rezar implorando que o Espírito esteja conosco: “Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis com vosso santo amor... e renovareis a face da terra”. É o testemunho da fé no Espírito Santo. Os sacerdotes as celebrações dos sacramentos, o bispo nas ordenações sacerdotais e crismas, sempre usam o gesto de impor as mãos como invocação do Espírito Santo. Ele se faz presente como realização dos sacramentos. Na Eucaristia, invocamos para que transforme o pão e o vinho no corpo e sangue de Cristo. O mesmo Espírito transforma os fiéis em Corpo de Cristo. Invoquemos sempre o Espírito Santo para que continue sua ação transformadora.
Vendo o Espírito Santo
O Espírito está presente, “é como o vento que sopra onde quer. Ouves o seu ruído, mas não sabes de onde vem nem para onde vai” (Jo 3,8). Não podemos controlar a ação do Espírito, mas podemos identificá-Lo em suas inumeráveis atividades. A sabedoria que o Espírito dá nos confere a capacidade de ver sua ação em nós e no mundo. Pobre de quem não tem a abertura para acolhê-Lo e para vê-Lo presente. O grande milagre é deixar o Espírito agir e seguir sua inspiração. O fechamento é o pecado contra o Espírito Santo.
ARTIGO REDIGIDO E PUBLICADO
EM ABRIL DE 2012
EVANGELHO DO DIA 5 DE FEVEREIRO
Evangelho segundo São Marcos 6,53-56.
Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos fizeram a travessia do lago e vieram para terra em Genesaré, onde aportaram.
Quando saíram do barco, as pessoas reconheceram logo Jesus;
então percorreram toda aquela região e começaram a trazer os doentes nos catres, para onde ouviam dizer que Ele estava.
Nas aldeias, cidades ou casais onde Jesus entrasse, colocavam os enfermos nas praças públicas e pediam que os deixasse tocar-Lhe ao menos na orla do manto. E todos os que O tocavam ficavam curados.
Tradução litúrgica da Bíblia
Carmelita descalça, doutora da Igreja
Exclamação 16
«E todos os que O tocavam ficavam curados»
Ó Deus verdadeiro e Senhor meu! Para a alma afligida pela solidão em que vive na tua ausência, é grande consolo saber que estás em toda a parte. Mas que sentido há nisto, Senhor, quando a força do amor e o ímpeto desta pena aumentam e o coração se atormenta, a tal ponto que nem podemos já compreender nem conhecer tal verdade? A alma percebe apenas que está apartada de Ti, e nenhum remédio admite. Porque o coração que muito ama não consente outros conselhos nem consolos, senão os vindos daquele que o feriu; dele somente espera a cura para a sua pena.
Quando Tu queres, Senhor, depressa saras a ferida que fizeste. Ó meu Bem-Amado, com quanta compaixão, com quanta doçura, bondade e ternura, com quantas mostras de amor saras estas chagas feitas com as setas do teu amor! Ó meu Deus, Tu és o repouso para todas as penas. Não será loucura vã procurar meios humanos para curar os que vivem enfermos do divino fogo? Quem poderá saber aonde tal ferida chegará, donde vem, e como mitigar tão penoso tormento? [...] Quanta razão tem a esposa do Cântico dos Cânticos, ao dizer: «O meu amado é para mim e eu para ele» (Ct 2,16)! Porque o amor que sinto não pode ter origem em algo tão baixo como é este meu amor. E no entanto, Esposo meu, sendo ele assim tão baixo, como entender que seja afinal capaz de superar todas as coisas criadas e chegar a seu Criador?
São Ingenuino (Genuíno) Bispo de Sabiona 5 de fevereiro
Ingenuino nasceu em Sabiona, Alto Adige, por volta de 560. Foi ordenado sacerdote e depois eleito bispo de Sabiona. Durante o seu episcopado, Sabiona foi invadida pelos lombardos e pelos Bajuvari, que devastaram a cidade e a catedral. Ingenuino foi obrigado a fugir e encontrou refúgio junto aos bispos de Trento e Aquileia. Ele morreu em Sabiona por volta de 605.
Martirológio Romano: Em Sabiona in Rhaezia, hoje no Tirol, São Ingenuino, primeiro bispo desta sé.
Santos INGENUINO e ALBUINO, bispos de Sabiona-Bressanone.
Embora tenham vivido mais de três séculos separados, desde os últimos anos do século XII a sua memória é celebrada juntos no dia 5 de fevereiro, dies natalis de Albuino; no mesmo dia são lembrados no Martirológio Romano, mas com os nomes, respectivamente, de Genuíno e Albino.
Ingenuino é o primeiro bispo historicamente documentado da diocese de Sabiona e viveu na época de São Gregório Magno. Por volta de 590 participou do sínodo de Merano juntamente com outros bispos do patriarcado de Aquileia, e no ano seguinte assinou a carta cismática ao imperador Maurício contra a condenação dos Três Capítulos. Contudo, parece que Ingenuino, tal como os seus colegas, estava de boa fé, uma vez que seguiu a conduta do seu patriarca.
Durante seu governo, Sabiona foi invadida pelos arianos lombardos e pelos pagãos Bajuvari, que conseguiram tomar a fortaleza e devastar a catedral. Ingenuino teve que fugir da cidade e encontrou refúgio primeiro com o bispo Agnello de Trento e depois com Severo de Aquileia.
05 de fevereiro - São Jesús Méndez Montoya
Através da profunda união com Cristo, iniciada no batismo e alimentada pela oração, os sacramentos e a prática das virtudes evangélicas, homens e mulheres de todos os tempos, como filhos da Igreja, alcançaram a meta da santidade. São Santos porque colocaram Deus no centro da sua vida, fazendo da busca e difusão do seu Reino a razão da própria existência; são Santos porque as suas obras continuam a falar do seu amor total ao Senhor e aos irmãos, dando frutos copiosos graças à sua fé viva em Jesus Cristo e ao seu compromisso em amar, inclusivamente os inimigos, como Ele nos amou.
Todos eles entregaram a própria vida a Deus e aos irmãos, através do martírio ou pelo caminho da oferenda generosa ao serviço dos necessitados. A firmeza da sua fé e esperança sustentou-os nas várias provações a que foram submetidos.
05 de fevereiro - Santo Albuíno de Bressanone
Albuino nasceu na Áustria, no século X, e pertencia à família nobre dos Aribonen da Caríntia, era parente do imperador Henrique II e o nome de sua mãe era Hildegarda. Ele estudou na escola da catedral de Bressanone: foi ordenado sacerdote e nomeado bispo de Bressanone (Brixen) (975), no sul do Tirol, onde é altamente reverenciado.
É atribuída a ele a transferência da sede episcopal de Sabiona para Bressanone. Como conselheiro do imperador Otto II, ele foi recompensado com grandes doações. A lenda diz que um dia ele orou ao ar livre começou a chover e sua assembleia não se molhou.
Já no século XI, ele era reverenciado como santo e, em 1141, seus restos mortais foram depositados na catedral de Bressanone.
† 5 de fevereiro de 1005/1006
Um lbuino nasceu na primeira metade do século X em uma família nobre da Caríntia. Estudou em Bressanone e depois ingressou no clero. Foi eleito bispo de Bressanone por volta de 975. Durante seu episcopado, Bressanone prosperou e Albuíno comprou muitos bens para a diocese. Ele também é responsável pela transferência da sede episcopal de Sabiona para Bressanone. Albuíno morreu em Bressanone em 5 de fevereiro de 1005-1006.
Martirológio Romano: Em Bressanone no Alto Adige, comemoração de Santo Albuíno, bispo, que transferiu a cátedra episcopal de Sabiona para esta sede.
Santa Ágata (ou Águeda), mártir – 5 de fevereiro
Muito pouco se sabe sobre Santa Ágata, exceto que ela foi martirizada na Sicília durante a perseguição do imperador Décio em 251.
Segundo a tradição, Ágata dedicou sua vida a Nosso Senhor desde muito jovem e recusou qualquer homem que quisesse se casar com ela. Ágata foi presa após recusar os avanços de Quinciano, um homem poderoso e de alto escalão, e foi presa em um bordel.
Durante todo o mês que passou sendo torturada no bordel, Ágata rezava: “Jesus Cristo, Senhor de todos, tu vês meu coração, tu conheces meus desejos. Eu sou tua ovelha: faça-me digna de vencer o diabo”, e ela foi preservada de ser violada.
Ágata foi removida do bordel e novamente atacada por seu perseguidor. Mais uma vez, ela o recusou, dizendo que se dedicava somente a Deus. Ele então a mandou para a prisão e ela foi torturada repetidamente. Ele recusou-lhe qualquer assistência médica, mas Deus a confortou na forma de uma visão de São Pedro. Ágata foi torturada mais uma vez, e desta vez seu corpo foi brutalmente mutilado.
ÁGUEDA DE CATÂNIA Viergem e Mártir, Santa 230-251
Ela é citada no Cânone Romano.
Pouco se sabe sobre a vida de Santa Águeda ou Ágata como também era chamada. Ela era italiana, nasceu por volta do ano 230 na Catânia, pertencia à uma família nobre e rica.
Muito bela, ainda na infância prometeu se manter casta para servir a Deus, na pobreza e humildade. Não quebrar essa promessa lhe custou a vida, porque o governador da Sicília se interessou pela casta jovem e a pediu em casamento. Águeda, recusou o convite, expondo seus motivos religiosos. Enraivecido, o político a enviou ao tribunal que a entregou a uma mulher de má conduta para desviá-la de Deus. Como isso não aconteceu, ela foi entregue aos carrascos para que fosse morta, por ser cristã.
As torturas narradas pelas quais passou a virgem são de arrepiar e estarrecer.
ADELAIDE DE VILICH Religiosa e Santa 960-1015
e depois de Colónia (Alemanha).
Adelaide nasceu no ano 960 era filha dos célebres condes de Geldern, na Alemanha. Seus pais, muito religiosos, tiveram mais duas filhas e um filho. Uma das suas irmãs entrou para o convento de Santa Maria, em Colónia, e Adelaide foi para o de Santa Úrsula, também na mesma cidade. Ambas foram eleitas abadessas por suas respectivas comunidades religiosas.
Quando o filho, único homem morreu, seus pais construíram uma igreja e um convento em Vilich, do qual Adelaide tornou-se a abadessa. Sua origem nobre e sua conversão atraíram muitas outras jovens para o convento. Ali se vivia a mesma caridade que Adelaide praticara em sua casa. Usou sua parte na fortuna da família para fazer caridade aos pobres e doentes, que recolhia no convento. Quase duas dezenas de mendigos eram ali socorridas todos os dias, nos horários das refeições. Mas não recebiam esmola, eram atendidos como convidados pessoais da abadessa. Quando a fome assolou a cidade de Vilich, seu convento salvou muita gente da morte.
Após o falecimento de sua irmã,
FELIPE DE JESUS Religioso, Mártir, Santo +1597
martirizado no Japão em 1597.
É o primeiro santo mexicano.
Nasceu na Cidade do México em 1572. Era o primogénito dos onze filhos de um casal de imigrantes espanhóis. Criança de índole insubordinada e travessa, fez seus primeiros estudos no colégio dos jesuítas.
Começou por ser ourives e aos 18 anos embarcou para as Filipinas, onde se fez frade no convento franciscano de Manila. Devia voltar ao México para ser ordenado sacerdote, para isso partiu em 1596, mas os tufões arremessaram o barco em que seguia para as costas do Japão. Felipe refugiou-se junto aos franciscanos em Meaco, onde havia uma escola e um hospital, e ainda tentou obter ajudas para a reparação da embarcação.
Entretanto, na época, o Japão era hostil em relação aos missionários cristãos. Assim, naquele mesmo ano Felipe foi aprisionado juntamente com um grupo de cristãos japoneses e levado para Nagasaqui, onde foi torturado e morto, no dia 5 de Fevereiro de 1597.
A fé cristã chegou ao Japão no século XVI pelos Jesuítas e mais tarde pelos missionários Franciscanos. Ao fim daquele século, havia provavelmente cerca de 300.000 convertidos baptizados no Japão. Infelizmente, este começo promissor encontrou reversos, causados por rivalidades entre grupos diferentes de missionários e intrigas políticas entre os governos da Espanha e Portugal, somando-se a tudo isto a disputa política interna entre as diversas facções do próprio governo japonês.
ISABEL CANORI MORA Terceira franciscana, Beata 1774-1825
O marido converteu-se depois da morte
da esposa e tornou-se jesuíta.
Beatificada em 1994.
Pense por um minuto nas pessoas que vivem ao teu redor. Poderia chamar algum deles de santo?
Houve um bairro na Itália onde efectivamente uma santa vivia na casa contígua.
A beata Isabel Canori Mora que levou sua vida de mãe e esposa à plena conformação com Cristo no quotidiano e na adversidade de ter um marido que a maltratava.
Quem foi
Nasceu em Roma em 21 de novembro de 1774. Filha de Tommaso e Teresa Primoli, no seio de uma família de posição acomodada, profundamente cristã e diligente na educação de seus filhos.
Estudou com as Irmãs Agostinas de Cascia (1785-88), onde se destacou por sua inteligência, uma profunda vida interior e seu espírito de penitência. De volta a Roma, teve uma vida tranquila até que em 1796 - quando tinha 21 anos - se casou com o jovem advogado romano Cristóforo Mora.
Para ela, o matrimónio foi uma decisão reflectida, madura, mas depois de alguns meses, a fragilidade psicológica de Cristóforo comprometeu a serenidade da família. Transformou uma mulher de mal viver em sua amante e a medida em que passava o tempo, humilhou e abusou de sua esposa de diferentes formas, não exerceu mais a advocacia, e gastou tanto dinheiro em suas aventuras que terminou levando a sua esposa e filhas à extrema pobreza e uma crescente dívida.
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