sábado, 3 de fevereiro de 2024

MARIA HELENA STOLLENWERK Religiosa, Fundadora, Beata 1852-1900

Religiosa holandesa co-fundadora, 
com o Beato Arnaldo Jansen, da 
Congregação das Missionárias 
Servas do Santo Espírito.
Helena nasceu no dia 28 de Novembro de 1852, numa aldeia do Eifel, na Alemanha. A sua infância foi marcada pela morte de seu pai e pelo cuidado com seus irmãos surdos-mudos. As leituras sobre as missões em países não evangelizados tocou Helena profundamente. Aos 14 anos foi nomeada promotora da Obra Missionária da Santa Infância de sua paróquia. Sentia-se profundamente atraída pelas crianças da China, a quem procurava meios para ajudar. Aos 16 anos descobriu que, através da vida religiosa, poderia alcançar sua meta. Durante anos procurou por uma congregação missionária. Como a Alemanha vivia tempos de perseguição, Helena precisou esperar. Com Santo Arnaldo Janssen, Helena foi co-fundadora, em Steyl, das Missionárias Servas do Espírito Santo (1889) e das Missionárias Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua (1896). Faleceu no dia 3 de Fevereiro de 1900. CHAMAMENTO E MISSÃO “Sempre foi uma grande alegria, para mim, poder fazer algo pela Obra da Infância missionária” dizia a Beata Maria Helena. Desde pequenina identificou-se com o ideal missionário. Foi “tocada” no seu íntimo pela Palavra de Deus e por situações de sofrimento humano, a ponto de modificar toda a sua vida. Helena sente-se interpelada pelo sofrimento das crianças pagãs e abandonadas da China.

ARNALDO JANSSEN Presbítero, Fundador, Santo (1837-1909)

Da Congregação das Missionárias 
Servas do Santo Espírito.
Arnaldo Janssen nasceu no dia 5 de Novembro de 1837 em Goch, uma pequena cidade da Baixa Renânia (Alemanha). Era o segundo de 10 filhos e os pais incutiram nele uma grande dedicação ao trabalho e uma profunda religiosidade. Foi ordenado sacerdote a 15 de Agosto de 1861 pela Diocese de Münster e foi destinado a trabalhar numa escola secundária em Bocholt, onde se distinguiu como um professor exigente mas justo. Em virtude da sua profunda devoção ao Sagrado Coração de Jesus, foi nomeado Director Diocesano do Apostolado da Oração. Este apostolado encorajou Arnaldo a abrir-se aos cristãos de outras denominações. Ele foi um homem consciente das necessidades espirituais de outros povos, para além dos limites da sua diocese e preocupou-se pela Missão Universal da Igreja. Decidiu dedicar a sua vida despertando a Igreja da Alemanha para as suas responsabilidades missionárias. Com tal propósito, ele resignou do seu lugar de professor e, logo em seguida, fundou o «Mensageiro do Sagrado Coração». Esta revista mensal dava notícias da missão e animava os católicos de língua alemã a trabalhar mais pelas missões. Os tempos eram particularmente difíceis na Alemanha. Bismarck havia declarado a «Kulturkampf» com uma série de leis contra os Católicos, a expulsão de religiosos e sacerdotes e a prisão de muitos bispos. Nesta situação caótica, Arnaldo Janssen propôs a alguns dos sacerdotes expulsos do país a ida para as missões ou que pelo menos ajudassem na formação de missionários.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 3 DE FEVEREIRO

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
3 – Sábado – Santos: Brás de Sebaste, Oscar, Celerina
Evangelho (Mc 6,30-34) “Os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado.”
Deve ter sido a primeira experiência dos apóstolos como anunciadores da boa notícia da salvação. Voltaram entusiasmados e devem ter contato os bons momentos e os difíceis também. Paro um momento, e penso no que poderia dizer a Jesus de minhas experiências de anunciador de sua mensagem. Até que ponto me tenho empenhado? Certamente terá uma palavra para mim, para animar e orientar. Escuto.
Oração
Senhor Jesus, estou aqui sem saber muito bem o que vos dizer. Tenho tentado anunciar vossa proposta de vida e felicidade. Nem sempre tenho acertado nas palavras, ou no tom, ou no exemplo. Perdoai-me as falhas e ajudai-me a fazer melhor no futuro. Que os erros não me desanimem, nem me abatam os insucessos. Que eu saiba olhar de lado, e ver que estais sempre comigo, e que tudo dará certo. Amém.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “Ascensão do Senhor”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTRISTA NA PAZ DO SENHOR
E subiu ao Céu
“Depois de ter dado instruções, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que tinha escolhido... Jesus foi levado ao céu, à vista deles” (At 1,2.9). A festa da Ascensão é relegada a um dia sem expressão que lhe convém. Contudo é um mistério de nossa fé. Um mistério necessário para a salvação e importante para a vivência da fé no dia a dia. Paulo escreve: “Se Jesus não ressuscitasse, vã seria nossa fé” (1Cor 15,14). Se Ele não subisse ao céu, não viria o Espírito Santo: “Se Eu não for, o Paráclito não virá a vós. Quando eu for, enviá-lo-ei a vós” (Jo 16,7). Se Jesus não subisse ao Céu não completaria a obra de redenção da humanidade, pois sua finalidade é conduzir-nos todos ao Pai; Não haveria possibilidade de estabelecer a vida cristã. Este mistério completa a missão de Jesus e a leva a sua plenitude, a glorificação junto do Pai, com a glória que tinha antes da criação do mundo (Jo 17,5). Sendo glorificado, glorifica consigo nossa humanidade. Podemos dizer que é a festa da humanidade que, glorificada, está junto do Pai em Cristo. É o coroamento da encarnação. Ele veio para nos unir a Deus e nos une a Ele em sua carne e esta carne é nossa carne. Por isso rezamos na missa: “Fazei que nossos corações se voltem para o alto, onde está junto de vós nossa humanidade” (Pós comunhão). Ele é o mediador em sua própria realidade humana glorificada, pois une em si e ao Pai, nossa frágil realidade. Rezamos também: “Cristo é o mediador entre vós, Deus, nosso Pai, e a humanidade redimida” (prefácio). Não pensemos que Ele tenha nos deixado, pois “Ele subiu não para se afastarde nossa humildade, mas para nos dar a certeza que os conduzirá à glória da imortalidade” (Prefácio).
Participar da Glória 
Somos chamados, na esperança, a participar de sua glória (oração). Nós celebramos a Ascensão não só nos lembrando de uma “subida entre aclamações e ao toque da trombeta” (Sl 46), mas nos unimos a este mistério na Celebração Eucarística. Nela, o universo celebra com Ele na glória do Pai, pois é o Sumo Sacerdote que nos une a seu eterno louvor. A missa não se reduz a uma sonolenta meia hora, mas é o louvor eterno do Filho que preside a Eucaristia eterna, associando a si toda criatura. Ele está junto do Pai, enviando constantemente o Espírito. Sua missão de Sumo Sacerdote é invocar ao Pai, sem cessar o Espírito sobre o Universo e sobre cada coração. “A ascensão de vosso Filho já é nossa vitória” (Oração). Por isso Paulo, na segunda leitura, insiste que conheçamos o que Deus faz em nosso favor e que riqueza de glória temos (Ef 1,17-23). Jesus já tem vitória completa sobre todo mal, “pois Ele pôs tudo sob seus pés” (22). Jesus não está concorrendo com o mal. 
Olhando para o alto. 
Os anjos disseram aos discípulos: “Homens da Galiléia, por que ficais aqui, parados olhando para o céu?” (At 1,11). Não nos separamos da terra quando temos a certeza do Céu. Pelo contrário: Com a Ascensão recebemos uma missão: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho. Quem crer e for batizado será salvo, quem não crer será condenado” (Mc 15-16). O discípulo é um homem da terra, pois continua a missão de Jesus: “Os discípulos saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra” (20). Nesta missão celebramos “a comunhão de dons entre o céu e a terra”! (Oferendas). Jesus subindo levou-nos consigo, anunciando seu evangelho, Ele vai conosco.
Leituras:Atos 1,1-11; Salmo46;
Efésios 1,17-23; Marcos 16,15-20 
1. A Ascensão é um mistério de nossa fé, necessário para a salvação e para a vida no dia a dia. Ela é o coroamento da missão de Jesus na glorificação. Glorifica consigo nossa humanidade. 
2. Somos chamados a participar de sua glória. Nós nos unimos a este mistério na Eucaristia, na qual, todo o universo celebra com Ele a glória do Pai. Ele nos une a si nesta celebração eterna. Ele invoca sobre nós o Espírito Santo. Paulo nos convida a conhecer o que somos como redimidos. Jesus tem sua vitória completa sobre o mal. Não concorre com o mal. 
3. Não nos separamos da terra quando temos a certeza do Céu. Pela Ascensão continuamos a missão de Jesus que, subindo ao céu nos levou consigo; anunciando seu Evangelho, Ele vai conosco. 
Trafego aéreo 
Tem gente que tem medo de andar de avião. Para subir ao Céu não precisa de avião, pois Jesus deixou um jeito próprio para lá chegar. “Ele foi levado para o Céu depois de ter dado as últimas instruções, pelo Espírito, aos apóstolos que tinha escolhido” (At 1,2). Seguindo estas instruções podemos fazer o mesmo vôo. Temos uma vantagem a mais: Jesus assumiu nossa humanidade. Subindo ao Céu, levou-nos com Ele. Por isso vamos manter na terra os corações voltados para o Céu, onde está nossa humanidade. Nós temos lá, nossa humanidade com Jesus. Ela nos atrai fortemente. Paulo nos recomenda a conhecer a riqueza da glória que está na herança dos santos. Viver para Deus não é só ficar olhando para cima, mas olhar para a terra para anunciar o Reino e fazer um mundo novo.
Homilia da Ascensão do Senhor (20.04.2012)

EVANGELHO DO DIA 2 DE FEVEREIRO

Evangelho segundo São Lucas 2,22-40. 
Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor. Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava nele. O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o Messias do Senhor; e veio ao Templo, movido pelo Espírito. Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: «Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo». O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que dele se dizia. Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel, e para ser sinal de contradição; e uma espada trespassará a tua alma - assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Havia também uma profetiza, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela, e viúva até aos oitenta e quatro. Não se afastava do Templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações. Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. Entretanto, o Menino crescia, tornava-Se robusto e enchia-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Narsés Snorhali (1102-1173) 
Patriarca arménio 
Segunda parte, §§ 333-336, SC 203 
«Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, 
para O apresentarem ao Senhor» 
Seguindo a santa aliança dos patriarcas, foste circuncidado ao oitavo dia, circuncidando assim pelo teu Espírito o coração incircunciso do homem. Tu, que és o Legislador, entraste no Templo segundo a Lei, para ali seres oferecido; e tu, ancião em dias, tu, velho, foste acariciado pelo Menino em seus santos braços. A mim, que pelo pecado nasci no vício, Tu me fizeste nascer de novo na fonte sagrada; mas fui despojado [do novo nascimento] pelo engano do maligno, voltei a afundar-me no lamaçal dos vícios. Purifica-me de novo pelo teu nascimento, oferecendo-me ao Pai que está no Céu pelas súplicas da Mãe de Deus e do velho Simeão.

Beato Samuel Benedict Daswa

Apaixonou-se por Jesus e dedicou sua vida ao anuncio do Evangelho. Sua recusa em contratar um feiticeiro para acabar com tempestades, raios e trovões, na aldeia o fez ser perseguido e martirizado. Tshimangadzo Daswa nasceu no dia 16 de junho de 1946 na tribo Lemba, localizada na diocese do Tzaneen, África do Sul. Durante sua infância foi pastor de ovelhas. Seu pai morreu cedo em um acidente e o peso da grande família caiu em seus ombros jovens: sua mãe, três irmãos e uma irmã, depois ele se transferiu para Johannesburgo, onde teve seu primeiro contato com a Igreja Católica, por intermédio de um amigo. Em 1963, aos 16 anos, ele abraçou a religião católica, com o nome Benedict, casou-se com Evelyn e tiveram sete filhos, sua esposa estava grávida do oitavo filho quando aconteceu o seu martírio. Em 1976, formou um time de futebol chamado “The Mbahe Elevem Computers, como instrumento para educar e evangelizar. Entretanto, seu time começou a ter várias derrotas. Por isso, alguns membros procuraram um feiticeiro para tentar melhorar a sua situação, o que levou Benedict a se retirar da equipe. Assim, foi escolhido como diretor de uma escola e sempre ajudou os mais necessitados. Era muito conhecido e apreciado por sua vida de oração, generosidade e bondade, características demonstradas em sua família.

02 de fevereiro - Santa Maria Catarina Kasper

Esta humilde mulher, desprovida de qualquer meio oferecido pelo progresso técnico, sem cultura e sem dinheiro, conseguiu dar vida a uma grande obra de cultura e promoção social, confirmando assim a profunda verdade das palavras de São Paulo, segundo a qual "Deus escolheu o que é fraco no mundo para confundir os fortes"(ICor 1, 27). Papa Paulo VI – Homilia de Beatificação – 16 de abril de 1978 Catarina Kasper nasceu em 1820 em Dernbach, Alemanha. Foi à terceira dos quatros filhos de Henry e Catherine Kasper, humildes camponeses e de profunda fé cristã. Durante a idade de 6 a 14 anos, Catarina frequentou a escola da aldeia. No entanto, era uma criança doente e faltava à escola com frequência. Sua educação formal foi equivalente a cerca de dois anos. Quando Catarina tinha 21 anos, seu pai morreu. Ela começou a trabalhar como camponesa e tecelã por 10 centavos por dia, para sustentar a mãe e a ela mesma. Mesmo quando era ainda criança, Catarina era sensível às necessidades dos pobres em sua aldeia, e como uma jovem mulher, começou a ajudar os pobres e os abandonados, visitando os doentes.

SÃO NICOLAU DE LONGOBARDI, LEIGO, ORDEM DOS MÍNIMOS

Nicolau, de origem camponesa, teve que entrar para a Ordem dos Mínimos para estudar. Passou por muitos conventos, onde executou as tarefas mais humildes; ao chegar a Roma, cuidou dos pobres, material e espiritualmente, sem deixar o jejum e a penitência. Foi canonizado pelo Papa Francisco em 2014. 
São Nicolau dos Lombardos (Giovanni Battista Saggio)
Religioso dos Mínimos 
(*)Longobardi, Cosenza, 6 de janeiro de 1650
(+)Roma, 2 de fevereiro de 1709 
Nasceu em Longobardi (Cs) em 6 de janeiro de 1650 e foi batizado com o nome de Giovanbattista. Filho de agricultores, não conseguiu prosseguir os estudos, apesar do seu talento, trabalhando desde muito jovem na lavoura. Habituado a práticas como o jejum e frequentador assíduo da Eucaristia, frequentava frequentemente a igreja dos Minimi di Lombardi e ali passava dias inteiros em oração. Aos vinte anos, apesar da oposição dos pais, pediu o hábito de São Francisco e foi destinado ao Convento de Paula, assumindo o nome de Nicola. Terminado o ano de noviciado, mudou-se para Longobardi e depois novamente para San Marco Argentano, Montalto, Cosenza, Spezzano e Paterno. A fama das suas virtudes logo chegou a Roma, onde foi chamado à paróquia do Colégio de San Francesco di Paola ai Monti. Em 1696 Nicola regressou a Lombardi, onde através dele foram realizadas diversas maravilhas. Nos últimos anos de sua vida foi chamado de volta a Roma. Ele previu sua morte, que ocorreu em 2 de fevereiro de 1709. O Papa Francisco o canonizou em 23 de novembro de 2014. 
Martirológio Romano: Em Roma, o beato Nicola Saggio da Longobardi, religioso da Ordem dos Mínimos, que humilde e santamente exerceu o cargo de porteiro.

CATARINA DE RICCI Dominicana, Mística, Santa + 1590

Abadessa dominicana em Prato, na Itália. 
Mística.
Santa Catarina, uma das maiores Santas da idade média, nasceu em Florença, de família ilustríssima. Deus infundira no coração da criança um grande amor a oração e outras práticas de piedade, amor este que a Catarina de Roccilevou ao desprezo de tudo que é do mundo. Com sete anos de idade foi confiada às religiosas do convento de Monticelli. Uma vez em contacto íntimo com a vida religiosa, tanto se lhe afeiçoou, que, mais tarde, quando teve de voltar ao lar paterno, no meio dos trabalhos domésticos conservou os costumes do convento. Bem a contragosto da jovem, o pai tratou de ligá-la pelos laços matrimoniais a um moço distinto de suas relações. Tantas foram as insistências da filha, que afinal desistiram do plano, consentindo que tomasse o hábito da Ordem dominicana, no convento de Prado, na Toscana. Catarina tinha apenas catorze anos. Tendo operado a separação definitiva do mundo, Catarina não só sentiu a alma invadida da mais pura alegria, como tratou, desde o primeiro instante, de adquirir as virtudes de religiosa perfeita. A bula da canonização confirma que sua vida no noviciado foi de uma santidade angélica. Admirável era sua humildade, que a fazia não recuar diante dos trabalhos mais humildes de casa, ficando-lhe o espírito sempre unido a Deus. Tendo apenas 25 anos de idade, foi eleita superiora, cargo que ocupou até a morte, contribuindo assim para maior satisfação das Irmãs, para as quais era uma verdadeira mãe.

JOANA DE LESTONNAC Viúva, Religiosa, Fundadora, Santa (1556-1640

Sobrinha de Miguel Montaigne. 
Tendo viuvado, fundou a Congregação 
das Irmãs de Nossa Senhora, 
ordem feminina baseada nas 
regras de Companhia de Jesus.
NASCIMENTO E JUVENTUDE 
Joana nasceu em Bordéus, na França no dia 27 de Dezembro de 1556, uma linda menina que encheu de alegria o lar de seus pais. Sua mãe era Joana Eyquen de Montaigne, dama da corte francesa, irmã do famoso filósofo Michel Eyquen de Montaigne, e seu pai, Ricardo de Lestonnac, um nobre magistrado e conselheiro do Rei. Cresceu num ambiente de contradições espirituais em sua família, na qual sua mãe era uma decidida calvinista insistente em converter sua filha a religião Protestante, e o seu pai, homem equilibrado e de fé Católica consistente, professava fervorosamente a religião cristã seguindo os Mandamentos e as Doutrinas. Além desta virtude, o pai se revelou também um excelente amigo e confidente, em todos os momentos, era aquele que lhe dava respostas honestas e diretas as suas perguntas de adolescente, principalmente aquelas relacionadas as suas inquietudes religiosas. Sua mãe querendo impor sua vontade, era esquecida por Joana, que fugia dela e das suas insinuações, tornando muito difícil o relacionamento entre as duas. Não podiam viver juntas e compartilhar os interesses e valores mais profundos da existência, o que deve ser absolutamente natural entre uma mãe e uma filha que se amam, principalmente na idade dela, que começava a se abrir para a vida.

ESTEVÃO BELLESINI Sacerdote agostiniano, Beato 1774-1840

Religioso Agostiniano em Trento 
e depois em Gennazzano (Itália).
Nasceu em Trento, em 25 de novembro de 1774. Aos 18 anos vestiu o hábito agostiniano no convento de São Marcos. Passou pois pelo noviciado de Bolonha, tendo seguido a Roma e de novo a Bolonha para os estudos de filosofia e da teologia. Por ocasião da invasão das tropas napoleónicas teve de abandonar o Estado pontifício, retornando a Trento, onde no ano de 1797 foi ordenado. Viveu no convento de São Marco ao final de 1809, ano em que o Mosteiro foi fechado por ocasião da supressão religiosa operada pelo governo da região. Retornando à família, dedica-se à assistência de jovens, fazendo da própria casa uma escola gratuita. Continua esta actividade até o retorno do governo austríaco, conquistando em breve tempo a estima e consideração do povo e isso estendeu-se à autoridade civil, que o nomeou Inspector Geral da Escola de Trento. Padre Estevão decidiu, porém, permanecer fiel à sua profissão religiosa. Diante da impossibilidade de concretizar isso na sua cidade, já que o governo não permitia a reabertura do convento de São Marco, abandona a carreira escolar e refugia-se à Bolonha, no estado Pontifício, onde em breve espaço se reabilita na vida religiosa. A autoridade civil de Trento, apressadamente o convida a retornar, respondendo resolutamente que se encontra unido à Deus através dos votos religiosos e que sua amantíssima Mãe é a Religião. Foi excelente mestre do noviciado. Consagrou-se, nos últimos anos da sua vida ao ministério paroquial de Genezzano, vindo à morrer em 2 de fevereiro de 1840. Seu corpo repousa no Santuário do Bom Conselho, em Genezzano. Foi proclamado beato por São Pio X em 1904. É o primeiro pároco elevado à honra dos altares. 
A sua memória litúrgica celebra-se em 3 de fevereiro.

JOÃO TEÓFANO VÉNARD Missionário, Mártir, Santo (1829-1861)

Martirizado no Tonkim. 
Canonizado em 1988 e festejado com 
os seus companheiros de martírio 
a 24 de Novembro.
O martírio de um conterrâneo
 lhe causa uma santa inveja 
João Teófano nasceu em 21 de Novembro de 1829 em Saint-Loup-sur-Thouet, na diocese de Poitiers, na França. Era o segundo entre quatro irmãos (Melânia, Teófano, Henrique e Eusébio). Contava ele nove anos quando lhe chegou às mãos um livreto no qual era relatada a vida e morte de São João Carlos Cornay, missionário martirizado pouco antes em Tonkin (região na qual se localiza a cidade de Hanói, e que se estendia por áreas geográficas que na actualidade pertencem à China, ao Laos, e ao Vietnam). O mártir, nascido também na França em uma localidade situada a trinta quilómetros de Saint-Loup (também diocese de Poitiers), tivera seu corpo cortado em pedaços, e sua história fez o pequeno Teófano entusiasmar-se com a leitura: “também quero ir para Tonkin; também quero ser mártir”, almejava.

ANDRÉ CARLOS FERRARI Cardeal, Beato 1850-1921

Bispo de Guastalla, de Como e depois de Milão (Itália). 
Nesta última cidade fundou a Universidade do 
Sagrado Coração de Jesus.
André Carlos Ferrari nasceu em Lalatta, diocese de Parma a 13 de Agosto d 1850. Em 1861 foi aceite no Seminário de Parma, onde completou os cinco anos de ginásio, o triénio de liceu e o quadriénio dos estudos de teologia. A 20 de Dezembro de 1873 foi ordenado sacerdote, com o compromisso de se tornar santo e de chamar almas a Cristo. No dia 21 do mesmo mês, no santuário mariano de Fontanellato celebrou a sua primeira missa, implorando da Virgem luz e fortaleza para ser um verdadeiro pastor de almas. Durante algum tempo prestou serviço pastoral como vice-pároco em Mariano e seguidamente em Fornovo Taro, onde se deu a todos para todos levar a Deus. Durante o outono de 1875 foi chamado para o Seminário como vice-reiro e professor de física e ma-temática. Em 1877 foi nomeado Reitor do mesmo Seminário, onde ensinou teologia. A 29 de Maio de 1890 foi eleito Bispo de Guastalla e um ano mais tarde, em 29 de Maio de 1891, foi transferido para a Sé de Como, onde se distinguiu pela sua pastoral. Em 18 de Maio de 1894 foi feito Cardeal e a 21 do mesmo mês de Maio, foi nomeado Arcebispo de Milão. Então que o seu nome André passou a ser Carlos, em honra de São Carlos Borromeu. Em Março de 1895 iniciou a primeira visita pastoral da arquidiocese, que repetiu cinco vezes, sem esquecer as paróquias alpinas.

MARIA DOMENICA MANTOVANI Religiosa, Fundadora, Beata 1862-1934

Co-fundadora, em Castelletto, 
com o Beato José Nascimbeni, 
das Irmãs da Sagrada Família. 
Beatificada em 2003.
Maria Doménica, primogénita de quatro irmãos, nasceu em Castelletto de Brenzone, em Verona, no dia 12 de Novembro de 1862. Teve nos seus pais João Batista Mantovani e Prudência Zamperini, e no seu avô, que vivia com eles, a influência profunda de uma família honesta e cristã de trabalhadores simples, piedosos e dignos. Frequentou apenas a escola primária, por causa da pobreza da família. Mas a falta de cultura foi compensada pelos dotes de inteligência, vontade e grande senso prático. Desde criança mostrou sua vocação religiosa e incentivada pelo avô, dedicava-se à oração e a tudo o que se referia a Deus. Casa, escola e igreja foram os campos que forjaram o seu carácter. Maria Doménica tinha quinze anos, quando chegou o novo pároco Padre José Nascimbeni, mais tarde também beatificado. Desde então ele se tomou o seu director espiritual, que intuindo seu temperamento generoso, a forte vontade de prosseguir na vida da perfeição, conduziu-a seguro e lúcido, para as mais altas conquistas espirituais. Ela foi a sua primeira colaboradora nas muitas actividades paroquiais. Dedicava-se ao ensino do catecismo às crianças, visitava e assistia os doentes e os pobres. Inscrita na Pia União das Filhas de Maria, foi sempre fiel na observância do Regulamento, tornando-se espelho e modelo para suas companheiras.

JOSÉ NASCIMBENI Sacerdote, Fundador, Bem-aventurado 1851-1922

José Nascimbeni era o único filho do carpinteiro António Sartori e da dona de casa Amadea, que foi baptizado no dia 22 de março de 1851. Cresceu e fez o curso primário na sua cidade natal, Torri Del Benaco, Itália. A família modesta, mas rica em fervor a Deus, o enviou para o Colégio dos Jesuítas de Verona e depois para o Seminário diocesano. Em 1874, recebeu o diploma de professor e foi ordenado sacerdote. Logo foi designado para a cidade de São Pedro de Lavanho, na diocese de Verona, como auxiliar do pároco e professor. Três anos depois foi transferido para a paróquia da pequena cidade de Casteletto de Brenzone, também em Verona. Quando o velho pároco morreu, as famílias influentes pediram para que o padre Nascimbeni fosse nomeado o seu sucessor, em 1885. Padre Nascimbeni empenhou todo seu vigor na vida religiosa e civil daqueles mil habitantes. Estimulou as actividades dos paroquianos leigos, valorizando os talentos para a formação de associações e grupos religiosos. Teve igual empenho para o desenvolvimento da cidade, criando asilos, escolas para órfãos e internatos para crianças abandonadas. Para os jovens, ajudou a fundar uma fábrica de roupas, uma tipografia, uma fábrica de azeite e uma cooperativa rural. Para melhorar a vida dos habitantes conseguiu a energia eléctrica, a água potável e uma agência postal. Não se compreendia como, estando tão ocupado, ele ainda encontrasse tempo para se dedicar as orações e as penitências que se impunha de dia ou de noite. Ele rezava em qualquer lugar, com seu rosário bem visível e sem se incomodar com as ironias.

Nossa Senhora do Bom Sucesso e A Profetiza dos séculos XX e XXI: Madre Mariana de Jesus Torres – 2 de fevereiro

 Comemoração dos 385 anos de falecimento

Alma privilegiada que se dedicou especialmente a amar a Deus e expiar pelos pecados do Equador
     A Madre Mariana de Jesus Torres, uma das fundadoras do Mosteiro Real da Imaculada Conceição de Quito, foi uma grande mística que abraçou o estado da perfeição evangélica de acordo com os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, levando-o ao grau de heroísmo.
     Deus a escolheu para ser a guardiã de uma série de revelações sobre o século em que viveu e também os séculos futuros e, por sua vez, a exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo, como vítima expiatório pelos pecados da humanidade impenitente.
     Nascida na Espanha, na província de Vizcaya, no ano do Senhor de 1593, Mariana sentiu desde muito cedo a vocação religiosa. Sua vida, a partir dos 13 anos, foi uma comunicação contínua com o sobrenatural. Com a permissão do Rei Felipe II, ela deixou seu país acompanhando sua tia, Madre Maria de Jesus Taboada, prima do próprio Rei, e outras religiosas, a caminho de Quito, a fim de estabelecer o primeiro mosteiro das Américas em honra à Imaculada Conceição.
     Em 13 de janeiro de 1577, foi fundado o Mosteiro Real da Limpa e Imaculada Conceição de Quito, o primeiro convento de freiras clausuradas no Equador e o primeiro dos Conceptas na América Latina. A menina Mariana Torres não professou os votos nesta cerimônia por ter apenas 13 anos, ela o faria dois anos depois, aos 15 anos, recebendo o nome de Mariana de Jesus.
     Neste recinto abençoado, nos 58 anos subsequentes, desenrolou-se a longa Via Crucis desta grande religiosa, formada à sombra da Cruz e transformada em vítima da justiça divina.
     A vida da Madre Mariana esteve cheia de grandes sofrimentos e penitências, mas, por sua vez, de muitos consolos divinos que a sustentavam e a faziam se entregar ainda mais ao seu esposo místico Nosso Senhor Jesus Cristo.

Festa da Purificação de Nossa Senhora e da Apresentação do Menino Jesus no Templo – 2 de fevereiro

 

A cada 2 de fevereiro, comemora-se a festa da Purificação ou das Candeias (Luz). É o dia da bênção das velas (candeias) e em muitas igrejas, antes da celebração da Santa Missa, são organizadas procissões solenes em que são levadas as velas acesas, símbolo de Jesus Cristo que apresentado a Deus no templo de Jerusalém foi saudado pelo velho Simeão como a luz que veio para iluminar os povos.
     A festa também tem o nome de Purificação de Nossa Senhora, por ser o dia em que Maria Santíssima, em obediência à lei mosaica, se apresentou no templo do Senhor, quarenta dias depois do nascimento do seu Divino Filho. Cabe ressaltar que a maternidade da Virgem Maria, em tudo diferente das outras mulheres, isentava-a das obrigações de uma lei.
     A Antiga Lei Mosaica estabelecia que para a purificação das mulheres que davam à luz, após 40 dias do parto deveriam levar o seu primogênito ao Templo para o apresentarem a Deus (Lv 12). Obviamente, Jesus e Maria não estavam sujeitos à Lei, mas quiseram observá-la para nos dar o exemplo de obediência e humildade.

NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES

Nossa Senhora dos Navegantes é um título dado a Mãe de Jesus, Maria.
A fé e a designação Nossa Senhora dos Navegantes têm início no século XV, com a navegação dos europeus, especialmente com os portugueses. As pessoas que viajavam pelo mar pediam proteção à Nossa Senhora para retornarem aos seus lares. Maria era vista como protetora das tempestades e demais perigos que o mar e os rios ofereciam. A primeira estátua foi trazida de Espanha junto com os navegadores. Pedro Álvares Cabral trazia em sua nau capitânia uma imagem de Nossa Senhora da Boa Esperança, sendo levada até a Índia, onde uma capela em sua homenagem foi erguida e ali ficou até o século XVII sob a guarda de franciscanos e sob mantença de descendentes de Cabral. Atualmente, a imagem está na Igreja da Sagrada Família, em Belmonte, Portugal. Nossa Senhora dos Navegantes é também conhecida pelo nome de Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Boa Viagem; Nossa Senhora da Boa Esperança e Nossa Senhora da Esperança. Em Pelotas, no estado do Rio Grande do Sul, a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes vai até o Porto de Pelotas. Antes do encerramento da festividade católica acontece um dos momentos mais marcantes da festa de Nossa Senhora dos Navegantes em Pelotas, que em 2009 chegou à 78ª edição. 

2 DE FEVEREIRO - MARIA APRESENTA SEU FILHO NO TEMPLO

São Lucas nos conta em seu evangelho a cena da apresentação do Menino Jesus no Templo de Jerusalém, quarenta dias após o seu nascimento: 

“Concluídos os dias de sua purificação, segundo a Lei de Moisés, levaram o Menino a Jerusalém, para apresentá-lo ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor... e para oferecer o sacrifício prescrito pela lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos (Lc 2,22-4)."
Com este gesto bíblico e generoso, Maria e José entregavam seu Filho ao Pai Eterno, para que se cumprisse nele o projeto divino da redenção do mundo. Certa vez um senhor, após o café da manhã, foi tirar o carro da garagem, como fazia todos os dias. Nesse momento o filho de dois anos estava brincando lá sem o pai perceber. Ao dar marcha-ré ouviu um grito. Seu filho ficara preso entre o carro e a parede. Tomando nos braços o menino ferido pelo choque, ergueu-o para o alto, transido de dor, dizendo entre soluços:
-Senhor, tu me deste. Ele é teu.
Colocando-o no carro, foi às pressas para o hospital. Assim fez Maria.Assim fez aquele homem. Façamos nossa entrega incondicional para Deus. Amém!
PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO
REDENTORISTA
Vice-Postulador da Causa
Venerável Padre Pelágio Sauter
Missionário Redentorista

APRESENTAÇÃO DE JESUS NO TEMPLO

O velho Simeão e a profetisa Ana
 
Os pais de Jesus, de acordo com a lei mosaica, 40 dias depois do nascimento do primeiro filho, foram ao Templo de Jerusalém para oferecer o primogénito ao Senhor e para a mãe ser purificada. Mas este rito não foi exactamente igual aos outros. Nos ritos comuns, eram os pais que apresentavam os filhos a Deus em sinal de oferta e de pertença; neste rito é Deus que apresenta o seu Filho aos homens. Fá-lo pela boca do velho Simeão e da profetisa Ana. Simeão apresenta-O ao mundo como salvação para todos os povos, como luz que iluminará as gentes, mas também como sinal de contradição; como Aquele que revelará os pensamentos dos corações. O encontro de Jesus com Simeão e Ana no Templo de Jerusalém é símbolo de uma realidade maior e universal: a Humanidade encontra o seu Senhor na Igreja. Malaquias preanunciava este encontro: «Eis que Eu vou enviar o meu mensageiro, a fim de que ele prepare o caminho à minha frente. E imediatamente entrará no seu santuário o Senhor, que vós procurais».