terça-feira, 30 de janeiro de 2024

EVANGELHO DO DIA 30 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 5,21-43. 
Naquele tempo, depois de Jesus ter atravessado de barco para a outra margem do lago, reuniu-se uma grande multidão à sua volta, e Ele deteve-Se à beira-mar. Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Ao ver Jesus, caiu a seus pés e suplicou-Lhe com insistência: «A minha filha está a morrer. Vem impor-lhe as mãos, para que se salve e viva». Jesus foi com ele, seguido por grande multidão, que O apertava de todos os lados. Ora, certa mulher que tinha um fluxo de sangue havia doze anos, que sofrera muito nas mãos de vários médicos e gastara todos os seus bens, sem ter obtido qualquer resultado, antes piorava cada vez mais, tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-Lhe por detrás no manto, dizendo consigo: «Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada». No mesmo instante estancou o fluxo de sangue e sentiu no seu corpo que estava curada da doença. Jesus notou logo que saíra uma força de Si mesmo. Voltou-Se para a multidão e perguntou: «Quem tocou nas minhas vestes?». Os discípulos responderam-Lhe: «Vês a multidão que Te aperta e perguntas: "Quem Me tocou?"». Mas Jesus olhou em volta, para ver quem O tinha tocado. A mulher, assustada e a tremer, por saber o que lhe tinha acontecido, veio prostrar-se diante de Jesus e disse-Lhe a verdade. Jesus respondeu-lhe: «Minha filha, a tua fé te salvou». Ainda Ele falava, quando vieram dizer da casa do chefe da sinagoga: «A tua filha morreu. Porque estás ainda a importunar o Mestre?». Mas Jesus, ouvindo estas palavras, disse ao chefe da sinagoga: «Não temas; basta que tenhas fé». E não deixou que ninguém O acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. Quando chegaram a casa do chefe da sinagoga, Jesus encontrou grande alvoroço, com gente que chorava e gritava. Ao entrar, perguntou-lhes: «Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu; está a dormir». Riram-se dele. Jesus, depois de os ter mandado sair a todos, levando consigo apenas o pai da menina e os que vinham com Ele, entrou no local onde jazia a menina, pegou-lhe na mão e disse: «Talitha Kum», que significa: «Menina, Eu te ordeno: levanta-te». Ela ergueu-se imediatamente e começou a andar, pois já tinha doze anos. Ficaram todos muito maravilhados. Jesus recomendou-lhes insistentemente que ninguém soubesse do caso e mandou dar de comer à menina.
Tradução litúrgica da Bíblia 
São João Crisóstomo (345-407) 
Presbítero de Antioquia, 
bispo de Constantinopla, 
doutor da Igreja
Homilias sobre São Mateus,n.°31,1-3 
«Por quê todo este alarido
 e tantas lamentações? 
Está a dormir». 
«Ao chegar a casa do chefe da sinagoga, encontrou grande alvoroço e gente a chorar e a gritar. Entrando, disse-lhes: "Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu, está a dormir". Mas faziam troça dele». Jesus ensina-nos assim a não temer a morte, porque não é uma verdadeira morte: de agora em diante, não é mais do que um sono. E, como Ele próprio ia morrer, prepara os seus discípulos ressuscitando outras pessoas, para que tenham confiança nele e não se assustem quando Ele morrer. Porque, desde a vinda de Cristo, a morte tornou-se apenas um sono. Faziam troça dele, mas Ele não Se indignou com esta falta de confiança no milagre que ia operar; não lhes censurou os sorrisos, para que esses mesmos sorrisos, tal como as flautas e os restantes preparativos, tornassem bem óbvia a morte da menina. Vendo, pois, os músicos e a multidão, Jesus mandou-os sair a todos; e fez o milagre na presença dos pais, como se a acordasse do sono. É evidente que, desde agora, a morte já não é mais que um sono; esta verdade é hoje mais brilhante do que o sol. «Mas então explica-me porque foi que Jesus não ressuscitou o meu filho!». Pois não, mas ressuscitá-lo-á, e em muito maior glória. Porque esta menina que Ele fez regressar à vida morreu de novo, enquanto o teu filho, quando Ele o ressuscitar, permanecerá imortal. Portanto, que ninguém chore, nem se lamente, nem critique a obra de Cristo. Porque Ele venceu a morte. Porque derramas lágrimas inúteis? A morte tornou-se um sono: porque gemes e choras?

Santa Savina Matrona 30 de janeiro

Milão, (*)260/267 - (+)311/317
 
Nobre milanesa, foi uma cristã fervorosa que se dedicou às obras de religião e de caridade, especialmente em favor dos perseguidos durante a perseguição de Diocleciano.Após a morte do marido, Savina mandou enterrar os corpos dos mártires Nabore e Félix, decapitado em Lodi Velho, em sua casa. Cessada a perseguição, mandou trazer os corpos dos dois mártires para Milão, onde foram colocados na nobre capela dos Valérios. Savina morreu e foi enterrada ao lado de “seus” mártires. Em 1798, suas relíquias e as dos Santos Nabore e Félix foram transferidas para a Basílica de Sant'Ambrogio, em Milão. Segundo a tradição, Savina transferiu as relíquias dos mártires da legião tebana de Lodi para Milão, escondidas num barril. Santa Savina nasceu em Milão na nobre família Valeri em 260/267. Já adulta, casou-se com um patrício de Lodi, talvez da família Trissino. Logo viúva, Santa Savina dedicou-se, sendo cristã fervorosa, às obras de religião e de caridade, especialmente em favor dos perseguidos durante a última perseguição de Diocleciano aos cristãos. Santa Savina mandou decapitar os corpos dos mártires Nabore e Félix, soldados da legião tebana, em Laus Pompeia (Lodi Vecchio) por volta de 300-304, secretamente enterrados em sua casa. Cessada a perseguição, Savina mandou trazer os corpos dos dois mártires para Milão, transportando-os numa carruagem na presença dos filhos do imperador.

30 de janeiro - Beato Bronislao Markiewicz

Bronislao Markiewicz nasceu em 13 de julho de 1842 em Pruchnik, na Polônia, sexta das onze crianças de Juan Markiewicz, prefeito da cidade e Marianna Gryziecka. Ele recebeu uma sólida formação religiosa em sua família. Mais tarde, durante seus estudos, ele experimentou uma certa hesitação na fé devido, em grande parte, à atmosfera fortemente antirreligiosa que reinava na escola. Conseguiu, no entanto, superá-la logo recuperando a serenidade e a paz interior. O jovem Bronislao, que obteve um diploma de bacharel , sentiu-se chamado por Deus para o sacerdócio, em 1863, entrou no Seminário Maior de Przemyśl. Depois de completar seus estudos, foi ordenado sacerdote em 15 de setembro de 1867. Após seis anos de pastoral, como vigário, na paróquia de Harta e na Catedral de Przemyśl, com o desejo de se preparar ainda mais para trabalhar coma juventude, durante dois anos estudou pedagogia, filosofia e história na Universidade de Lviv e em Cracóvia. Em 1875 foi nomeado pároco em Gac e em 1877 em Blazowa. Em 1882, lhe foi confiado o ensino da teologia pastoral no Seminário Maior de Przemyśl. Sentindo-se também chamado à vida religiosa, no mês de novembro de 1885, partiu para a Itália e entrou nos Salesianos, onde teve a alegria de conhecer São João Bosco, em cujas mãos fez os votos religiosos em 25 de março de 1887. Como salesiano, desenvolveu várias atribuições confiadas pelos seus superiores e tentou realizá-las com dedicação e zelo. Devido à austeridade da vida e à diversidade do clima, em 1889,

30 de janeiro - Beata Maria Bolognesi

Com alegria recordo que ontem, em Rovigo, foi proclamada Beata Maria Bolognesi, fiel leiga, nascida em 1924 e morta em 1980. Passou toda a sua vida a serviço dos outros, especialmente dos pobres e doentes, suportando grande sofrimento em profunda união com a paixão de Cristo. Demos graças a Deus por este testemunho do Evangelho! 
Papa Francisco – Angelus 08 de setembro de 2013 
A história de Maria Bolognesi é de uma mulher muito simples chamada a ser, de uma maneira singular, sinal de presença de Deus. Nasceu em 1924 em Bosaro, na província de Rovigo, no nordeste da Itália, de uma família pobre e numa situação difícil. Frequentou as escolas até o segundo ano primário; mas através da avó aprendeu a sabedoria da fé e o amor pela oração. Por isso desde menina sua assiduidade à missa cotidiana, ao catecismo, à Ação católica, enquanto ajuda a família no trabalho da terra.

São David Galván Bermúdez

O México, um dos países com maior numero de católicos, sofreu uma grande perseguição religiosa no inicio do século XX. Milhares de cristãos foram martirizados, de modo especial podemos contar a história de São David Galván Bermúdez, sacerdote, perseguido pela defesa de uma jovem e pelo zelo pelos moribundos por quem deu a vida dizendo: "Não haverá maior glória do que morrer salvando uma alma que eu consiga absolver!" David nasceu em Guadalajara, no México em 1881, quando tinha apenas 3 anos de idade, sua mãe faleceu e David ficou aos cuidados de seu pai e seus irmãos. Mais tarde tendo seu pai casado novamente, passou a ser cuidado também por sua madrasta Victoriana Medina. Logo manifestou a seu pai o desejo de ingressar no Seminário, tendo ele aceitado levá-lo para matricular-se em outubro de 1895. Ali cursou como aluno aplicado e sempre obtendo boas notas os cinco anos de latim e humanidades. Terminados os estudos, saiu do Seminário.

Santa Jacinta Marescotti, Padroeira de Viterbo - 30 de janeiro

   Clarice de Marescotti era filha de Marcantonio Marescotti e Otávia Orsini, Condessa de Vignanello, localidade próxima de Viterbo, Itália, onde nasceu provavelmente no dia 16 de março de 1585.

     De seus pais recebeu profunda formação religiosa. Entretanto, atingindo a adolescência, Clarice, nobre, bela, tornou-se vaidosa e mundana, buscando apenas divertir-se. Sua preocupação passou a ser vestidos, adornos, entretenimentos e um casamento digno de sua classe social.
     Seu pai se preocupava muito com a salvação da filha. Resolveu mandá-la para o convento onde já estava sua irmã mais velha, que lá era um exemplo de virtude. Clarice foi de má vontade, mas como terceira franciscana, pois alimentava o desejo de sair dele o mais rápido possível para voltar à vida de antes. Tanto insistiu que o pai acabou cedendo.
     Mas fora ela não encontrou o que esperava: nenhum casamento apareceu e Clarice viu ainda sua irmã mais nova, Hortência, casar-se com o marquês romano Paulo Capizucci e ela ficar para trás.
     Por insistência da família ela retornou àquele mesmo convento das religiosas da Ordem Terceira Franciscana regular, desta vez como freira, tomando o nome de Jacinta.

Santa Batilde, Rainha da França, Viúva (+680)

Inglesa de nascimento, levada para a França, encantou Clóvis II por sua virtude e prudência. Este a fez sua esposa. Mãe de três reis - Clotário III, Childerico II e Thierry III - tornou-se regente à morte do esposo, governando o reino com rara habilidade.
(+)Chelles, Paris, 680 
De origem anglo-saxónica, Batilde foi capturada por alguns piratas durante uma viagem e vendida em França, em 641, a Erchinoald, dignitário da corte da Nêustria, que, depois de ficar viúvo, quis casar com ela. O ex-escravo recusou, concordando então em se casar com Clóvis II, rei da Nêustria e da Borgonha. Ele teve três filhos, Clotário III, Tierrico III e Childerico II. Em 657 Batilde ficou viúva e portanto regente do reino em nome do seu filho Clotário; sob a orientação do Abade Genésio, dedicou-se às obras de caridade, ajudando os pobres e os mosteiros. Ele lutou arduamente contra a simonia e contra a escravidão, que era proibida para os cristãos, enquanto com seu próprio dinheiro restaurou a liberdade de muitos escravos. Quando o seu filho Clotário III atingiu a maioridade, Batilde retirou-se para o mosteiro de Chelles, na diocese de Paris, que ela própria restaurou em 662. Ela morreu lá em 680. Foi sepultada em Chelles, ao lado de seu filho Clotário III, falecido em 670. (Avvenire) Martirológio Romano: Em Chelles, perto de Paris, na França, Santa Batilde, rainha: fundou mosteiros sob o governo de São Bento, segundo o costume de Luxeuil; após a morte do marido Clóvis II, assumiu o governo do reino dos francos e, durante o reinado do filho, viveu os seus últimos anos em absoluta observância da regra da vida monástica.

Santa Aldegundes de Maubeuge, 30 de Janeiro

Símbolo:
Nobre em combate (edel im Kampf) althochdt. 
Abadessa (Äbtissin) de Maubeuge: Segundo a biografia publicada no Ökumenisches Heiligenlexikon (Aldegundis von Maubeuge), Santa Aldegundes nasceu em Cousolre (França) em 630 e faleceu em 684.
Fontes de pesquisa: Aldegundis (Adelgundis) von Maubeuge. Ökumenisches Heiligenlexikon (www.heiligenlexikon.de). Catholic Encyclopedia. Biographisches Kirchenlexikon. (em alemão). 
Aldegundes ou Aldegundis era filha de Waldebertus I, regente a serviço do Rei Chlothars II, na região de Sambre e Maas, e de Bertilla, que era filha do Príncipe da Turíngia. Evadiu-se sob a influência de sua irmã Waldetrudis e seus pais e foi recepcionada em Haumont, por Amandus, onde recebeu o véu de freira. Em 661 fundou o Doppelkloster Malbodium - atual Maubeuge (França) - onde foi a primeira abadessa. Sua sobrinha Adeltrudis foi sua sucessora como abadessa no Convento de Maubeuge. Aldegundes foi sepultada em Cousolre. Suas relíquias por iniciativa de Adeltrudis, foram levadas para Maubeuge, e atualmente se encontram na Igreja Paroquial. A veneração do nome de Santa Aldegundes se propagou rapidamente pela Bélgica, norte da França e na região do rio Reno. Patrona contra doenças dos olhos, asma e doenças das crianças, cancro, dores de cabeça, úlceras e morte súbita e dificuldades de aprendizado.

MARTINHA DE ROMA Virgem, Mártir, Santa + ca 230

Esta célebre Santa,
 uma das padroeiras de Roma, 
era de família distinta. 
O pai, três vezes eleito cônsul, era possuidor 
das mais belas virtudes e afortunado.
Martinha recebeu uma educação esmerada, baseada nos princípios do Cristianismo, mas teve a infelicidade Santa Martinha de Roma, Mártirede perder bem cedo os pais. Inflamada de amor a Jesus Cristo, deu todos os bens aos pobres, fez voto de castidade e em atenção à sua vida santa e exemplar, foi recebida entre as diaconistas, honra com que pessoas de muita probidade eram distinguidas. Tinha o imperador Alexandre Severo (222-235) concebido o plano de exterminar os Galileus (assim alcunhava aos cristãos). Conhecendo a formosura, nobreza e bondade de Martinha, tudo fez para afastá-la da religião cristã e chegou até a oferecer a dignidade de Imperatriz, caso se decidisse sacrificar a Apolo.

JACINTA DE MARISCOTTI Religiosa, Santa 1585-1640

Religiosa franciscana, durante dez anos não deu bom exemplo a suas irmãs de hábito, pois não quis observar o espírito de pobreza e viveu num quarto decorado com luxo. Dando-se conta do escândalo que causara, Jacinta arrependeu-se sinceramente e pediu perdão a toda a comunidade.
PADROEIRA DE VITERBO 
Após uma vida frívola e mundana, Jacinta de Mariscotti converteu-se radicalmente, transformando-se numa grande santa dotada dos dons de milagre e de profecia!
Clarice de Mariscotti — como se chamava Jacinta antes de entrar em religião — era filha de Marcantonio Mariscotti e Otávia Orsini, condessa de Vignanello, localidade próxima de Viterbo, (na Itália), onde a santa nasceu provavelmente no dia 16 de março de 1585. De seus pais muito virtuosos, recebeu profunda formação religiosa, correspondendo aos anseios dos progenitores. Entretanto, atingindo a adolescência, Clarice tornou-se vaidosa e mundana, buscando apenas divertir-se. Sua preocupação passou a ser vestidos, adornos, entretenimentos. Tal situação fez com que o pai se preocupasse muito com a salvação de sua filha. Como remédio, resolveu mandar a vaidosa para o convento, onde estava sua irmã mais velha, que lá era um exemplo de virtude. Clarice obedeceu de má vontade. Enquanto permaneceu no convento, alimentava o desejo de sair dele o mais rapidamente possível para voltar à vida despreocupada e mundana de antes. Insistiu tanto, que o pai acabou cedendo.

MUCIANO MARIA WIAUX Religioso, Santo 1841-1917

Irmão da Comunidade das Escolas Cristãs 
fundadas por São João Baptista de La Sale.
No dia 20 de Março de 1841 nasceu, em Mellet, na Bélgica, Louis-Joseph Wiaux, sendo baptizado no mesmo dia do nascimento como costume da época. Mellet é um lugar de gente muito tranquila, trabalhadora e honrada. Aí a família Wiaux destaca-se por seu sentido de vida cristã. Trabalham muito, sempre com muita descontracção e um humor destacável. E Luís foi crescendo nesse ambiente de trabalho, alegria e piedade. No dia 28 de Março de 1852 Luís fez sua primeira comunhão. Era muito trabalhador, alegre, modesto e muito delicado de consciência. Logo que terminava suas tarefas, lia muito. Era obediente. Não foi um menino prodígio, mas tinha uma inteligência aberta e ágil, com excelente memória. Tinha um temperamento de chefe e uma formação baseada nos princípios cristãos. Sua vocação foi amadurecendo e não era novidade para aqueles que o conheciam. Logo se anuncia o caminho do Senhor e em 7 de Abril de 1856 dirige-se ao Noviciado dos Irmãos das Escolas Cristãs, em Namur. Ele sabia que tudo era necessário para fazer-se na nova vida e começar um novo aprendizado. O ambiente do Noviciado era de silêncio, orações, exercícios espirituais, leituras espirituais, trabalhos, conferências sobre Vida Religiosa e Regra... Luís sabia que sairia do Noviciado como Irmão. Em 1º de Julho de 1856 o postulante Luís José Wiaux toma o hábito, na entrada do Noviciado, e recebe o nome de Irmão Muciano Maria (Mutien-Marie).

COLUMBA MARMION Abade, pai e mestre no século XX, Beato 1858-1923

Monge beneditino irlandês 
em Maredsous (Bélgica) 
e depois abade. 
Beatificado em 2000.
Tendo sido ordenado sacerdote secular, aquele jovem irlandês sentia sua alma poderosamente atraída pelo silêncio e pelo recolhimento da vida monástica. A Providência o chamava a ser digno filho de São Bento e pai espiritual de muitos monges. O peregrino que se proponha conhecer as origens cristãs do Velho Continente não pode deixar de visitar a gruta de Subiaco, local escolhido pelo jovem Bento de Núrsia para consumar sua entrega a Deus, abandonando a vida de estudos que até então levava na Roma dos retóricos e literatos. E os que hoje trilham seus passos sentem uma forte atracção pelo local, marcado misteriosamente pela presença do santo Patriarca e Patrono da Europa. Enquanto se sobe pelos íngremes caminhos que conduzem ao mosteiro — exercício desde logo recompensado pelo belíssimo panorama —, o visitante pode discernir, se não através de voz humana, certamente pela da graça, aquele chamado do varão de Deus que atraiu legiões de almas à vida monástica: "Escuta, filho meu, os preceitos do mestre, e inclina o ouvido do teu coração. Recebe de bom grado o conselho de um bom pai, e cumpre-o eficazmente, para que, pelo trabalho da obediência, voltes Àquele de Quem te havias afastado"[1]. Ao atento observador não passarão despercebidas algumas árvores que adornam o caminho, as quais bem simbolizam a história desta instituição.

CARMEN GARCIA MOYON Leiga, Terciária capuchinha, Beata 1888-1937

Leiga espanhola, cooperadora 
Terceira Capu-chinha. 
Foi queimada viva, 
durante a guerra civil espanhola. 
Beatificada em 2001.
Cármen Maria Moyon, antepenúltima de cinco irmãos, nasceu a 13 de Setembro de 1888 na cidade francesa de Nantes: seu pai era espanhol e sua mãe francesa. Recebeu o baptismo na paróquia de Nossa Senhora do Bom Porto (Notre-Dame de Bon Port) na sua cidade natal, oito dias depois do seu nascimento. Instruída religiosamente, Cármen mostrou, muito rapidamente exemplos dos seus verdadeiros senti-mentos cristãos, que ele defenderá depois com todas as forças da sua alma. Mulher de temperamento heróico e duma amabi-lidade sem limites, ela mostrou-se duma grande valentia sentindo subir, do mais profundo dela mes-ma, uma santa cólera — como acontecia com São João Eudes — diante dum herético, para defender os seus direitos e os da Igreja. No princípio do século XX a família Garcia-Moyon voltou para Espanha, e foi instalar-se na cidade de Segorbe, Castellón. É mais do que provável que as relações de Cármen com as Irmãs religiosas do venerável Luís Amigo foram para ela o princípio da sua vocação religiosa. De facto, em 11 de Janeiro de 1918 ela entrou na Congregação das Terciárias Capuchinhas e, ali fez os seus primeiros votos, votos que ela não renovará, visto que em 1926 ela se en-contra na cidade de Torrente, na região de Valência.

ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 30 DE JANEIRO

Oração da manhã para todos os dias
 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
30 – Terça-feira – Santos: Jacinta de Mariscotti, Savina, Martinha
Evangelho (Mc 5,21-43) “Ele lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença. ... Não tenhas medo. Basta ter fé!”
À mulher que sofria havia tanto tempo, e ao pai aflito com a doença e depois com a morte da filha, Jesus diz ao pai que tenha fé, e à mulher que a fé a tinha curado. A fé que Jesus exige não é a certeza de conseguir o que pedimos. Temos fé se acreditamos que Deus pode e quer ajudar-nos, e que nossa oração sempre será atendida; temos fé se acreditamos e confiamos que ele sempre nos dará o melhor para nós.
Oração
Senhor meu Deus. Creio que quereis o meu bem, creio que me dais a graça da oração, para recorrer a vós em minha necessidade. Creio que sempre atendeis minha oração, dando-me o que for melhor para mim. Perdoai-me se muitas vezes não recorro a vós, mas confio em minhas forças. Ajudai-me, Senhor a orar sempre, sem nunca desistir porque, se orar e pedir sempre graça e socorro, serei salvo. Amém.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

REFLETINDO A PALAVRA - “Permanecei em mim”

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(+)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
Sou a videira e vós os ramos.
 
Vivemos o Tempo Pascal. Nele aprendemos o que a vitória sobre a morte de Cristo nos concedeu. A Vida que venceu a morte nos invade e nos une a Cristo de um modo sempre novo. João nos apresenta esta reflexão a partir da imagem da videira e os ramos. A videira é uma imagem forte no Antigo Testamento. Há uma unidade vital a Deus que é Vida como o ramo permanece unido ao tronco. Jesus se chama de “a verdadeira videira”. Permanecer em Cristo é linguagem fundamental para a compreensão da vida cristã. Jesus usa uma parábola muito simples do ramo que dá fruto só se permanecer unido ao tronco. Permanecer significa que existe uma união de vida, pois a vida do ramo é a mesma do tronco. Assim na fé, a vida do cristão é a mesma de Cristo ao qual está unido. É uma adesão por natureza espiritual e por esforço espiritual para que ela se concretize na vida através das boas obras. Quem não dá fruto está morto em sua união com Cristo. Sem Cristo somos ramos estéreis e secos. No momento atual somos convocados a ter maior consciência de nossa união a Cristo assumindo sua vida e sua proposta. É o que demonstra a primeira leitura sobre Paulo. Apenas convertido se torna apóstolo. Permanecer é crer e amar. João confirma na sua carta que devemos guardar o mandamento: “Que creiamos no nome do seu Filho Jesus Cristo e amemos uns aos outros” (1Jo 3,23). Não há cristianismo sem Jesus e do jeito Dele. Assim vivemos inseridos na vida da Trindade. 
Podas da vida 
Continuando a parábola, Jesus nos explica a necessidade das podas para que possamos dar frutos abundantes. Existe a poda que tira o ramo seco e a poda positiva que poda os ramos bons para que deem mais fruto ainda. Mesmo sendo bom, é preciso ver o que tirar para ser melhor ainda. Jesus podas teve em sua obediência ao Pai, fazendo sua vontade (Jo 6,38) e sofrendo em sua carne as consequências de pecado que carregava em seu corpo. Como o trigo, Ele foi moído para ser o pão puro oferecido a Deus no sacrifício da Cruz. Fazer podas é “passar da antiga à nova vida” (Pós Comunhão). Sabemos que se somos da verdade quando amamos com ações e verdade (1Jo 3,18). Fazer as podas é viver no amor e na fé. Temos consciência de estar unidos a Cristo e fazer parte do povo de Deus, videira com seus ramos. Se nosso coração não nos acusa, podemos ficar sossegados. É preciso crescer na consciência que a união a Cristo é pascal, pois vem de sua morte e ressurreição. 
Paulo dá frutos 
Na leitura de Atos vemos o vigor da pregação de Paulo. Sua união a Cristo produz frutos. Onde Paulo aprende a viver a fé? Na comunidade, pois ficou 3 anos na Arábia (Região da Síria). Por estar em Cristo e amar de verdade, anuncia a Palavra.Os frutos do amor e da fé vêm da força do tronco que é Jesus. Sem Cristo nada podemos fazer. Deus não quer ramos estéreis e condenados ao fogo, pois a glória de Deus é o homem vivo (Santo Irineu). Se vivermos os mandamentos podemos ter o que quisermos, pois estaremos de acordo com Deus. Mais do que dizer, é mostrar a ação de Deus em nós. Somos uma continuação de Cristo. Glorificar a Deus é produzir frutos. Agradamos a Deus pela glorificação porque o Pai vê em nós os frutos de seu Filho. 
Leituras: Atos 9,26,31Salmo 21; 
1 João 3,8-24; João 15,1-8 
1. Na Ceia Jesus usa a imagem da videira e dos ramos para explicar a união com Ele. A imagem é conhecida. Há unidade entre o tronco e os ramos. Explica o que é permanecer em Cristo: É ter a mesma vida. Permanecemos unidos se crermos Nele e amarmos os irmãos. Não há cristianismo sem Jesus e do jeito dele. 
2. Para produzir frutos, permanecendo nele, são necessárias as podas para tirar os ramos secos e podar os bons para produzir mais. Jesus, pela sua obediência ao Pai sofre as podas e é moído como grão para ser o Pão do Sacrifício da Cruz. Viver a verdade no amor dá-nos a consciência desta união a Cristo e podemos pedir o que quisermos. 
3. Paulo tem vigor na pregação porque está unido a Cristo. Com Cristo produzimos os frutos. Somos uma continuação de Cristo. Agradamos o Pai porque vêm em nós os frutos do Filho. Paulo aprendeu a viver a fé. Por amar Cristo de verdade, anuncia. 
Daqui não saio! 
Daqui não saio, daqui ninguém me tira! Jeito nosso de pirraçar. Jesus nos ensina outra palavra, mas que quer dizer a mesma coisa: “Permanecei em mim e eu permanecerei em vós”. Significa estar colado, agarrado como um galho num tronco. É ter a vida presa em Jesus. Não é um preso contra a vontade. É como um membro do corpo, por exemplo, o braço que faz parte do corpo, como o ramo faz parte da árvore. Vida que se cola não se separa. Assim o galho dá frutos, como nós também damos frutos. Para dar mais fruto ainda é preciso a poda para limpar e poda para fortalecer. É um desastre quando um ramo é cortado da árvore, seca mesmo e vai para o fogo. Não brinquemos com o fogo. O que faz nossa união e ligação com Cristo é o amor uns aos outros. Esse amor cola mesmo. Ele não é só da boca para fora, mas de coração e na prática. Paulo é um exemplo de quem, depois de se unir a Jesus produziu frutos em abundância. Que beleza! Assim fazia o Reino de Deus crescer. A nós compete a mesma força de produzir frutos. 
Homilia do 5º Domingo da Páscoa (06.04.2012)

EVANGELHO DO DIA 29 DE JANEIRO

Evangelho segundo São Marcos 5,1-20. 
Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos chegaram ao outro lado do mar, à região dos gerasenos. Logo que Ele desembarcou, saiu ao seu encontro, dos túmulos onde morava, um homem possesso de um espírito impuro. Já ninguém conseguia prendê-lo, nem sequer com correntes, pois estivera preso muitas vezes com grilhões e cadeias e ele despedaçava os grilhões e quebrava as cadeias. Ninguém era capaz de dominá-lo. Andava sempre, de dia e de noite, entre os túmulos e pelos montes, a gritar e a ferir-se com pedras. Ao ver Jesus de longe, correu a prostrar-se diante dele e disse, clamando em alta voz: «Que tens a ver comigo, Jesus, Filho de Deus Altíssimo? Conjuro-Te, por Deus, que não me atormentes». Porque Jesus dizia-lhe: «Espírito impuro, sai desse homem». E perguntou-lhe: «Qual é o teu nome?». Ele respondeu: «O meu nome é Legião, porque somos muitos». E suplicava instantemente que não os expulsasse daquela região. Ora, ali junto do monte, andava a pastar uma grande vara de porcos. Os espíritos impuros pediram a Jesus: «Manda-nos para os porcos e entraremos neles». Jesus consentiu. Então os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos. A vara, que era de cerca de dois mil, lançou-se ao mar, do precipício abaixo, e os porcos afogaram-se. Os guardadores fugiram e levaram a notícia à cidade e aos campos; e, de lá, vieram ver o que tinha acontecido. Ao chegarem junto de Jesus, viram, sentado e em perfeito juízo, o possesso que tinha tido a legião; e ficaram cheios de medo. Os que tinham visto narraram o que havia acontecido ao possesso e o que se passara com os porcos. Então pediram a Jesus que Se retirasse do seu território. Quando Ele ia a subir para o barco, o homem que tinha sido possesso pediu-Lhe que o deixasse ir com Ele. Jesus não lho permitiu, mas disse-lhe: «Vai para casa, para junto dos teus, conta-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti». Então ele foi-se embora e começou a apregoar na Decápole o que Jesus tinha feito por ele. E todos ficavam admirados. 
Tradução litúrgica da Bíblia 
São Charles de Foucauld 
(1858-1916) 
Eremita e missionário no Saara 
Meditações sobre os Evangelhos, n.° 194 
«Quando Ele ia a subir para o barco, o homem que tinha sido possesso pediu-Lhe que o deixasse ir com Ele. 
Jesus não lho permitiu» 
A verdadeira, a única perfeição, não é ter este ou aquele tipo de vida, é fazer a vontade de Deus; é ter a vida que Deus quer, onde Ele quer, e vivê-la como Ele próprio a viveria. Quando Ele nos permite escolher, então sim, procuremos segui-lo passo a passo o mais exatamente possível, partilhar a sua vida tal como ela foi, como os apóstolos fizeram ao longo da sua vida e após a sua morte. Se Deus permite esta escolha, esta liberdade, é precisamente porque quer que abramos as nossas velas ao vento do puro amor e, empurrados por ele, «corramos atrás do seu perfume» (Ct 1,4 LXX), em imitação perfeita, como São Pedro e São Paulo. E se um dia Deus quiser tirar-nos, durante algum tempo ou para sempre, deste caminho tão belo e tão perfeito, não nos perturbemos nem nos surpreendamos. Os seus desígnios são insondáveis: poderá fazer por nós, a meio ou no fim da caminho, o que fez ao geraseno no início. Obedeçamos, façamos a sua vontade, andemos por onde Ele quiser, levemos a vida que a sua vontade designar. Mas aproximemo-nos dele com todas as nossas forças em toda a parte, e vivamos todas as situações, todas as condições, como Ele próprio as teria vivido, comportando-nos como Ele Se teria comportado se, por vontade do Pai, Se tivesse encontrado na situação em que nós nos encontramos.

Beata Villana de'Botti

Já imaginou você se olhando no espelho 
e ao invés de ver a sua imagem, 
deparar-se com a figura do demônio? 
O que você faria? 
Villana, filha de Andrew de'Botti, um comerciante florentino, nasceu em 1332. Quando tinha treze anos, fugiu de casa para entrar em um convento, mas suas tentativas foram infrutíferas e foi forçada a voltar. Para evitar a repetição de sua fuga, seu pai, pouco depois obrigou-a a casar-se com Rosso di Piero. Após seu casamento, ela mudou completamente, entregou-se ao prazer e à dissipação e viveu uma vida inteiramente ociosa e mundana. Um dia, quando estava prestes a partir para uma festa, vestida com um lindo vestido adornado com pérolas e pedras preciosas, ao olhar-se no espelho, para seu espanto, o reflexo que encontrou seus olhos era o de um demônio hediondo.

São Julião Hospitaleiro - 29 de janeiro -

Conta a tradição que os pais de Julião eram nobres e viviam num castelo. No dia do seu batizado, seus pais tiveram um sonho idêntico. Nele, um ermitão lhes dizia que o menino seria um santo. O menino foi educado como um nobre, apreciando a caça como esporte, e apesar do caráter violento, era caridoso com os pobres. Na adolescência, foi a vez de Julião. Ele sonhou com um grande veado negro que lhe disse: "Você será o assassino de seus pais". Impressionado, fugiu para nunca mais voltar. Ficou famoso como soldado mercenário. Casou-se com uma princesa e foi morar num castelo. Certa noite, saiu para caçar, avisando que voltaria só ao nascer do sol. Algumas horas depois, seus pais, já idosos, chegaram para revê-lo. Foram bem acolhidos pela nora que lhes cedeu o seu quarto para aguardarem o filho, repousando. Julião regressou irritado porque não conseguira nenhuma caça. Mas a lembrança da esposa a sua espera acalmou seu coração. Na penumbra do quarto, percebeu que na cama havia duas pessoas. Possuído pela cólera matou os dois com seu punhal. Ao tentar sair, viu o vulto de sua mulher na porta do quarto. Então, ele compreendeu tudo. Desesperado abriu as janelas e viu que tinha assassinado os pais. Após os funerais, colocou a esposa num mosteiro, doou os bens aos pobres e partiu para cuidar da alma. Tornou-se outro homem, calmo, humilde e pacífico. Andou pelos caminhos do mundo, esmolando. Por espírito de sacrifício contava a sua história e, então, todos se afastavam fazendo o sinal da cruz.

São Gelásio II (Papa) - 29 de janeiro -

159º Papa da Igreja, era italiano. 
Foi batizado com o nome de João de Gaeta, era monge na abadia de Montecassino, conhecido pela sua sapiência e que desde o ano de 1089 exercia o cargo de chanceler pontifício. Foi eleito secretamente na igreja romana de Santa Maria de Pallara, pelos cardeais, devido a uma perigosa situação política e militar em Roma. Foi violentamente agredido e aprisionado por Cencius Frangipini, de uma família que odiava o falecido Papa Pascoal II, a quem o Papa Gelásio II era profundamente leal. Apesar de ter sido aprisionado no meio da eleição, a 24 de janeiro de 1118, a manifestação popular fez com que fosse libertado, tendo-se então refugiado em Gaeta, onde foi ordenado sacerdote (era apenas diácono quando foi eleito papa) e consagrado Bispo de Roma em 10 de março de 1118. Gelásio II não aceitou o pedido de encontro do imperador, que queria discutir a questão das investiduras – a interferência de governantes seculares na designação e posse de bispos e abades.

SANTOS PAPÍAS E AMARO(MAURO), SOLDADOS, MÁRTIRES, NA VIA NOMENTANA

Estes dois Santos soldados romanos, Papia e Mauro, que viveram na época de Diocleciano, foram sepultados ao longo da Via Nomentana, no “Coemeterium Maius”. Foram martirizados por terem-se convertido ao cristianismo. Eles são os Santos Padroeiros da Congregação do Oratório de São Felipe Neri. 
Os santos mártires Papias e Mauro eram soldados na época do imperador Diocleciano. Na primeira confissão de Cristo, Laodicius, prefeito da cidade, mandou bater-lhes na boca com pedras, depois mandou-os atirar na prisão, depois espancá-los com paus e, finalmente, com flagelos, até morrerem. 
Patronos:Congregação do Oratório de São Filippo Neri
Martirológio Romano: Em Roma, na Via Nomentana, no cemitério Maggiore, os santos mártires Pápia e Mauro, soldados. 
Os restos mortais destes santos mártires de Roma - recordados nos Itinerários do século VII como sepultados no Coemeterium Maius da Via Nomentana - foram encontrados em 1590 em S. Adriano al Foro e doados pelo Card. Agostino Cusano, proprietário da igreja, em S. Maria in Vallicella, onde foram colocados sob o altar-mor em 23 de maio de 1599, juntamente com os de Domitilla, Nereo e Achilleo; algumas relíquias foram utilizadas no dia 16 de maio de 1725 para a consagração do altar da capela de S. Filippo Neri, que com tanto fervor acolheu os santos corpos que chegavam em procissão à igreja que ele construíra e ainda recentemente rebocada. Coloca-se neste contexto de oração extática o gesto engraçado do Padre Philip que, para se distrair do êxtase e esconder o fervor, começou a puxar as barbas dos guardas suíços de serviço no adro. A Congregação do Oratório os teve como Padroeiros desde então.