Nascido no dia 20 de julho de 1359 em Ligny-em-Barrois, na França, Pedro era filho do Conde de Ligny. Com apenas dois anos de idade se tornou órfão de pai e, aos quatro, de mãe. Sua educação ficou a cargo da tia, Joana de Chatillon. Com apenas oito anos foi enviado para Paris com a finalidade de iniciar seus estudos. Conforme os costumes da época, com apenas 9 anos de idade, Pedro foi nomeado cônego de Paris pelo antipapa Clemente VII. Esse mesmo antipapa o nomearia bispo de Metz no dia 10 de fevereiro de 1382: Pedro tinha então apenas 14 anos. No ano seguinte, foi ainda nomeado cardeal. Apesar dessas promoções feitas em virtude de laços políticos Pedro demonstrou possuir grandes virtudes cristãs: em 1385 rejeita seus títulos e busca viver uma vida de austeridade. Mesmo frequentando a corte do papa – contra sua vontade – ele demonstrou um caráter virtuoso. Do ponto de vista político, ele primava pela busca da paz e da justiça: uma doença acabou impedindo-o de realizar o projeto de visitar tanto o rei da França quanto da Inglaterra, para tentar selar um acordo de paz entre esses reinos em guerra. De fato, no dia 2 de julho de 1387, com apenas 18 anos de idade, o jovem Pedro falecia. Seu último desejo foi o de ser sepultado no cemitério de São Miguel de Avignon, o cemitério dos pobres. Imediatamente o povo começou um culto de veneração a esse jovem considerado um santo capaz de interceder a Deus grandes milagres. Sua beatificação ocorreu em 1527 e seu culto permanece vivo em Avignon, Metz, Paris, Verdun e Luxemburgo.
sexta-feira, 2 de julho de 2021
BERNARDINO REALINO Presbítero, Santo 1520-1616
Bernardino nasceu em Capri (Itália) em 1530. Profissional do Direito, à sólida competência unia extraordinária formação humanística.
De temperamento optimista, alegre, respeitador dos outros e inclinado à beneficência, entrou para o noviciado dos jesuítas em Nápoles aos 34 anos. Trabalhou depois por 10 anos naquela cidade, pregando, catequizando, dedicando-se aos doentes, aos pobres e encarcerados.
Com Bernardino Realino (1530-1616) aconteceu um facto talvez único na historia dos santos: ainda em vida foi nomeado padroeiro da cidade de Lecce. Ao espalhar-se a notícia de que o padre Bernardinho estava morrendo, o prefeito da cidade reuniu a câmara e dirigiu-se ao colégio dos jesuítas. Diante do leito do morimbundo, leu um documento que tinha preparado: "Grande é nossa dor, pai amado, ao ver que nos deixais, pois nosso mais ardente desejo seria que permanecêsseis sempre connosco. Não querendo, contudo, opor-nos à vontade de Deus, que vos convida para o céu, desejamos pelo menos encomendar-vos a nós mesmos e a toda esta cidade tão amada por vós e que tanto vos tem amado e reverenciado. Assim o fareis, ó pai, pela vossa inesgotável caridade, a qual nos permite esperar que queirais ser nosso protector e patrono no paraíso, pois já por tal vos elegemos desde agora e para sempre, seguros de que aceitareis por fiéis servos e filhos..."
Com esforço respondeu o padre: "Sim, senhores".
JOÃO FRANCISCO RÉGIS presbítero, santo + 1640
Francisco Régis nasceu, em 31 de Janeiro de 1597, numa pequena aldeia de Narbona, na França. Filho de um rico comerciante, foi educado num colégio dirigido por sacerdotes jesuítas desde pequeno. Nada mais S. João Francisco Régis, Jesuíta natural que entrasse para a Companhia de Jesus quando, em 1616, decidiu-se pela vida religiosa. Desejava, ardentemente, seguir o exemplo dos jesuítas missionários que evangelizavam em terras pagãs estrangeiras.
Tornou-se rapidamente respeitado e admirado pela dedicação na catequização que fazia directamente ao povo, auxiliando os sacerdotes, assim como nas escolas que a Companhia de Jesus dirigia. Aos trinta e três anos, ordenou-se sacerdote, tomando o nome de João Francisco. Só então o seu contagiante trabalho disseminou-se pela cidade, por meio das obras dedicadas aos marginalizados, necessitados e doentes. Essa era a missão importantíssima que o aguardava lá mesmo, na sua terra natal: atender aos pobres e doentes e converter os pecadores.
JULIÃO MAUNOIR Sacerdote Jesuíta, Missionário na Bretanha, Beato 1606-1683
Nascido em 1606, o Beato Julião Maunoir fez os estudos em Rennes, França, e depois entrou na Companhia de Jesus em Paris, em 1625. Em Quimper, o venerável Miguel Le Nobletz impeliu-o a continuar o apostolado na Baixa Bretanha, onde a assistência religiosa estava nessa época muito descuidada. Em três dias, segundo se diz, por intercessão da Virgem Maria, aprendeu o Padre Maunoir a língua bretã e consagrou-se imediatamente ao ensino do catecismo na região.
De 1634 a 1638 terminou os estudos teológicos em Bourges e, quando se propunha ir para as missões do Canadá, foi atacado por doença grave. Nesse momento, fez o voto de se consagrar às missões da Bretanha, se recuperasse a saúde. Restabelecido, começou vasta obra de restauração religiosa da gente dessa região. Durante 42 anos, perseverou nesse trabalho, pregando, catequizando e dando retiros; estes, em Quimper, reuniam uns mil padres por ano.
São Francisco de Jerónimo : Sacerdote, (1642-1716).
O primeiro de 11 irmãos, Francisco de Jerônimo nasceu a 17 de Maio de 1642 em Grottaglia, a pouca distância de Tarento, na Itália. Aos II anos foi confiado pelos pais a uma Congregação eclesiástica que fundara Monsenhor Carácciolo. Os estudos superiores ele fez com os jesuítas; a filosofia, no colégio de Tarento, e a teologia, no de Nápoles, onde foi ordenado sacerdote no ano de 1666.
Antes de entregar-se ao ministério direto com as almas, pediu aos Padres da Companhia de Jesus que o admitissem como prefeito de disciplina no colégio de Nápoles. Nele esteve quatro anos, e conta-se que os alunos lhe chamavam o prefeito santo, fama que obteve praticando à letra o Evangelho. Um dia teve de castigar severamente uma falta grave de disciplina. O irmão do culpado enfureceu-se contra o Prefeito, insultou-o publicamente e chegou a dar-lhe uma bofetada. Francisco ofereceu-lhe a outra face com a maior serenidade de espírito.
Quando, a 1º de Julho de 1670, pediu para ser admitido na Companhia de Jesus, disse o P. Reitor: «Hoje é dia de glória para a Companhia, porque hoje lhe dá Deus um santo.» Assim foi, na realidade.
Beato António Baldinucci : Sacerdote, (1665-1717).
Antonio Baldinucci, S.J., era um padre e missionário jesuíta italiano, mais conhecido por seus métodos incomuns de conduzir missões.
Vida
Baldinucci nasceu em Florença, filho do historiador da arte e biógrafo Filippo Baldinucci. Ele frequentou a escola jesuíta de Florença e foi atraído para o sacerdócio. Inicialmente, ele considerou seguir seu irmão mais velho na Ordem Dominicana, mas ele entrou no noviciado da Companhia de Jesus em 21 de abril de 1681, e foi ordenado sacerdote em 28 de outubro de 1695. Ele foi então enviado para estudar teologia no Colégio Romano. Ele realizou seu ensino regencial nas escolas jesuítas em Terni e Roma. Ele foi admitido ao quarto voto da Sociedade em 15 de agosto de 1698. Baldinucci queria se tornar um missionário na Ásia, mas sua saúde precária o impediu de seguir esse caminho. Em vez disso, ele trabalhou na Itália central, especificamente nas cidades de Frascati e Viterbo. Ele continuaria a trabalhar nessa área pelo resto de sua vida. Durante quatro meses de cada ano, ele conduziria missões.
EUGÉNIA JOUBERT Religiosa, Beata 1876-1904
Eugénia Joubert nasceu e foi baptizada em Yssingeaux, perto do santuário de Nossa Senhor do Puy, a 11 de Fevereiro de 1876. Aos dezanove anos entrou para a vida religiosa e pronunciou os seus votos a 8 de Dezembro de 1896. A Obediência confiou-lhe as crianças e, as suas preferidas era as mais pobres, pelas quais sentia uma atracção particular.
Eugénia morreu, em odor de santidade, em Liège, na Bélgica, a 2 de Julho de 1904, com apenas vinte e oito anos. O Papa João Paulo II proclamou-a Bem-aventurada no dia 20 de Novembro de 1994.
A sua vida
Em 20 de Novembro de 1994, o Papa João Paulo II beatificou, entre outras, uma jovem religiosa, morta em 1904, na idade de 28 anos.
Nascida em Yssingeaux, a 11 de Fevereiro de 1876, Eugénia Joubert entrou muito jovem ainda no Instituto da Sagrada Família do Sagrado Coração, fundada pelo Padre Rabussier, sacerdote Jesuíta, e a Madre Maria Inácia Melin, Instituto destinado ao ensino da catequese, sobretudo aos mais pobres e mais abandonados.
A irmã Eugénia foi portanto catequista de 1897 até 1901, nas próximas redondezas de Paris, primeiramente em Aubervilliers e depois em São Dinis, onde ela se ocupou igualmente das crianças dos bateleiros e dos feirantes que ali eram numerosos.
ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 2 DE JULHO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o
texto evangélico indicado.
2 – Sexta-feira – Santos:
Oto de Bamberga, Monegundes.
Evangelho (Mt 9,9-13) “Jesus viu um homem chamado
Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: – Segue-me! Ele se
levantou e seguiu a Jesus.”
Mateus estava muito tranquilo sentado à sua
banca. Penso que ao passar Jesus não apenas o viu; olhou para ele, como quem
procura. Acabou-se o sossego de Mateus. Talvez aquela ceia, para a qual
convidou Jesus e seus amigos, tenha sido a última em casa sua, com vinho e boa
comida. Daquele dia em diante sua vida já não lhe pertenceria, e nunca mais o
dia seguinte poderia ser previsto.
Oração
Senhor Jesus, convosco
nunca podemos estar tranquilos, porque não sabemos por onde e para onde nos
levareis. Podemos apenas confiar em vós, sabendo que tudo será para nosso bem e
o bem de todos. Cuidai de meu coração, dai-me coragem para vos seguir
alegremente, de olhos mais no presente do que olhando curiosamente para o
futuro. Que afinal eu me levante e vos siga. Amém.
quinta-feira, 1 de julho de 2021
COMO ENCHER UM BALDE
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| PADRE CLÓVIS DE JESUS BOVO REDENTORISTA VICE-POSTULADOR DA CAUSA VENERÁVEL PADRE PELÁGIO SAUTER MISSINÁRIO REDENTORISTA |
- Está cheio?
Todos disseram que sim. Em seguida pegou um punhado de pedrinhas bem miúdas e despejou no frasco até encher os espaços vazios:
- E agora? Encheu?
Os assistentes começaram a ficar espertos. Talvez sim, talvez não. Agora pegou um copo cheio de areia e foi despejando no recipiente:
- E agora? Ainda não está cheio?
- Ainda não.
Pegou agora uma jarra com água e foi despejando. Mesmo assim, não chegou a derramar.
-Que lição podemos tirar desta demonstração? – perguntou.
Após diversas respostas, finalizou:
- Se a gente não colocar primeiro as pedras grandes, as menores não caberão mais. Quais são as pedras grandes? São aquelas que têm a prioridade na vida: Deus... Religião... Virtudes em geral. Comecem por aí. Tudo o mais encontrará depois seu lugar: os familiares e amigos, os sonhos, as aspirações, etc.
Palavra de vida: Buscai primeiro o reino dos céus, e o resto vos será dado de acréscimo (Mt 6,36)
REFLETINDO A PALAVRA - “Uma fé que restaura”.
Celebramos o tempo pascal. Santo Atanásio chama este tempo de um grande domingo, pois tem por finalidade prolongar o domingo de Páscoa por 50 dias. É um tempo de aprofundar o mistério de Cristo Ressuscitado. O evangelho narra-nos o primeiro encontro de Jesus com os discípulos depois da Ressurreição. Mostra-lhes as mãos e o lado. Ele é o Crucificado que agora vive. Esse primeiro encontro com Cristo é já a entrega do Espírito: “Recebei o espírito Santo” (Jo 20,22). O dom do Espírito tem como finalidade o perdão dos pecados. Cristo restaura pelo seu Espírito as separações existentes no coração.
Missão da Igreja.
A Igreja encontra nesta primeira aparição, sua missão: fazer presente no mundo a força restauradora de Cristo em comunhão com Espírito. Ela continua a presença e a missão de Jesus que está sempre a trazer a todos o mundo novo a partir de um coração renovado pela fé nEle que dá o Espírito para o perdão dos pecados. Ela é perita em restaurar. Podemos ver este fato na primeira leitura, quando os apóstolos realizam sinais maravilhosos (At 5,12-16). Quando falamos de Igreja, não podemos nos esquecer de que é a comunidade dos fiéis unidos pelos laços da fé em Jesus. É fruto da ressurreição. Esta comunhão de vida é já o resultado da missão do Espírito de reconciliar. Esta comunidade tem o dom de perdoar e de reter o perdão, isto é, não permitir que o mal se propague com feições de bem. A grande certeza desta comunidade é o conhecimento da presença de Jesus, o Senhor, aquele que estava morto e agora está vivo para sempre (Ap 1,19). Sua presença é o conteúdo do anúncio que faz esta comunhão de fiéis. É preciso chegar ao núcleo da comunidade que é o Espírito que a cria.
Fé que cura.
Tomé duvidou, mas, instado por Jesus para tocar com sua mão o lugar dos pregos, professa a fé: “Meu Senhor e meu Deus”! (Jo 20,28). Jesus louva-nos porque nós acreditamos sem precisar ser um S.Tomé que precisa ver para crer. Nós cremos sem ver. Jesus faz sinais (milagres) para que acreditemos. A fé que temos continua a mesma exigência de transformar nossa vida cristã, numa atitude concreta de mostrar maravilhas (não milagres) que são atitudes que levem à fé. Esta atitude é uma vida entregue para a cura de todos os males que existem diante de nossos olhos. Sem isso ainda não entendemos nada sobre fé. Quando vemos a prática da piedade da Igreja, podemos constatar que se procura uma bela espiritualidade e uma bela participação na Igreja. Mesmo assim a descrença campeia. O que vai convencer o mundo é a capacidade transformadora e curativa que a Igreja possui. Não pretendemos fazer milagres como Jesus fez, se bem que ele prometa que faremos milagres maiores do que Ele fez. Estes milagres têm como característica criar condições para um mundo melhor, mais fraterno e mais aberto a que todos tenham vida. Podemos fazer milagres físicos e espirituais, mas os maiores são os milagres morais. Mudar o coração humano.
Leituras: Atos dos Apóstolos 5,12-16;
Apocalipse 1,2-19; João 20,19-31)
Homilia do 2º Domingo de Páscoa (18.04)
EM ABRIL DE 2004
EVANGELHO DO DIA 1 DE JULHO
Evangelho segundo São Mateus 9,1-8.
Naquele tempo, Jesus subiu para um barco, atravessou o mar e foi para a cidade de Cafarnaum.
Apresentaram-Lhe então um paralítico que jazia numa enxerga. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: «Filho, tem confiança; os teus pecados estão perdoados».
Alguns escribas disseram para consigo: «Este homem está a blasfemar».
Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: «Porque pensais mal em vossos corações?
Na verdade, que é mais fácil: dizer: "Os teus pecados estão perdoados" ou dizer: "Levanta-te e anda"?
Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na Terra o poder de perdoar os pecados, levanta-te», disse Ele ao paralítico, «toma a tua enxerga e vai para casa».
O homem levantou-se e foi para casa.
Ao ver isto, a multidão ficou cheia de temor e glorificava a Deus por ter dado tal poder aos homens.
Tradução litúrgica da Bíblia
Presbítero de Antioquia,
bispo de Constantinopla,
doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho de Mateus,29,1
«Quem pode perdoar pecados senão Deus?»
(Mc 2,7)
«Apresentaram-Lhe então um paralítico».
São Mateus diz simplesmente que esse paralítico foi levado a Jesus. Os outros evangelistas narram que foi descido por uma abertura no teto e apresentado ao Salvador sem nada pedir, deixando que fosse Ele a decidir sobre a cura. Prossegue o evangelho: «Ao ver a fé daquela gente», isto é, dos que Lhe tinham levado o paralítico. Reparai que, algumas vezes, Cristo não faz caso nenhum da fé do doente: talvez porque ele seja incapaz de a ter, por estar inconsciente ou possuído por um espírito mau. Mas este paralítico tinha uma grande confiança em Jesus e Cristo responde a essa confiança com um prodígio extraordinário: com o poder que é próprio de Deus, perdoa-lhe os pecados, mostrando assim que é igual ao Pai, como já tinha mostrado quando dissera ao leproso: «Quero, fica purificado!» (Mt 8,3), quando, com uma só palavra, tinha acalmado o mar em fúria (cf Mt 8,26) e quando, como Deus, tinha expulsado os demónios, que reconheciam nele o seu soberano e o seu juiz (cf Mt 8,32). Aqui, mostra aos seus adversários, para grande espanto destes, que é igual ao Pai.
E o Salvador mostra também, mais uma vez, que rejeita o que é espetacular ou fonte de glória vã: a multidão pressiona-O de todos os lados, mas Ele não tem pressa em fazer um milagre visível, curando a paralisia exterior desse homem; começa, pois, por fazer um milagre invisível, curando-lhe a alma, cura infinitamente mais vantajosa para o homem — e, na aparência, menos gloriosa para Cristo.
SANTOS JÚLIO E ARÃO, MÁRTIRES DA BRETANHA
Parece que Júlio e Arão tenham sido assassinados, por serem cristãos, durante as perseguições de Diocleciano, em 304.
Hoje, estes dois mártires são particularmente venerados em Caerleon, uma fortaleza romana, ocupada pela Segunda Legião de Augusto, de 75 a 431, na Bretanha.
Santos Cosme e Damião, médicos, mártires, +303, 01 de Julho
Os Santos Anárgiros (que não aceitam dinheiro) eram irmãos e originários de Roma. Estudaram medicina, não como uma profissão lucrativa, mas como uma missão filantrópica. Mas dedicavam-se, preferencialmente, ao atendimento aos pobres, pois, como diziam, «uma cabana tem mais necessidades que um palácio», Mas, quando curavam algum rico enfermo e este insistia em lhes retribuir com algum dinheiro, os santos indicavam um pobre que estivesse enfermo para que o dinheiro fosse levado a ele, Isso, no entanto, despertou à inveja de outros médicos, especialmente no próprio mestre deles, que os detestava por serem cristãos.
Num certo dia, enquanto colhiam plantas medicinais, foram empurrados para um precipício e morreram no ano 284 , sob os imperadores Carinus e Numerian, São Cosme e São Damião sofreram martírio em Ciro (na Síria), provavelmente durante a perseguição de Diocleciano, nos inícios do século IV, A data de 27 de Setembro corresponde provavelmente à dedicação da basílica que o papa Félix IV mandou construir em honra deles no Foro Romano.
Beato Ignacio Falzon, Religioso Franciscano Terceiro (+1865), 1º de Julho
Ignácio nasceu em La Valleta (capital da República de Malta), em 1º de julho de 1813. Sua família tinha uma situação financeira bastante confortável – seu pai, o advogado Giuseppe Francesco, fazia parte da comissão para a redação do novo Código Civil e, mais tarde, foi nomeado Juiz de Sua Majestade. Dois de seus irmãos, Doutores em Direito, tornaram-se sacerdotes.
Aos quinze anos, recebeu a primeira tonsura (a tonsura é uma cerimônia religiosa em que o bispo dá um corte no cabelo do ordinando ao conferir-lhe o primeiro grau no clero, chamado também “prima tonsura”); três anos mais tarde, recebeu as Ordens Menores, mas nunca se sentiu digno de receber a Ordenação Sacerdotal.
Aos vinte anos, em 7 de setembro de 1833, obteve o Doutorado em Direito Canônico e Civil no Ateneu de Malta, porém nunca exerceu essa profissão. Estudou a língua inglesa, coisa rara naqueles tempos, mas essencial para manter contato com os soldados ingleses (eram, então, cerca de vinte mil) que chegavam a Malta para preparar a guerra da Criméia
PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE JESUS
O mês de julho foi estabelecido pela Igreja como o mês dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Jesus. A piedade cristã sempre manifestou, através dos séculos, especial devoção ao Sangue de Cristo derramado para a remissão dos pecados de todo o género humano, por ocasião da Paixão e Morte de Jesus e atravessando a história até hoje com Sua presença real no Sacramento da Eucaristia.
Desde tempos muito remotos, a devoção ao Preciosíssimo Sangue de Jesus sempre esteve presente e floresceu cada vez mais em meio ao clero e aos fiéis, através de solenidades, preces públicas e Ladainha própria, com o fim de pedir a Deus perdão dos pecados, afastar os fiéis dos justos cas-tigos, implorar as bênçãos do céu sobre os frutos da terra, e prover nossas ne-cessidades espirituais e temporais.
No século passado, foi São Gaspar de Búfalo admirável propagador desta insigne devoção, tendo o merecimento da aprovação da Santa Sé e por isto até hoje é conhecido como o "Apóstolo do Preciosíssimo Sangue".
AARÃO Sumo Sacerdote judeu, Santo (século XIII a. J. C.)
Santo Aarão era filho de Amrão e irmão carnal de Moisés.
Foi escolhido por Deus para ser o primeiro Sumo Sacerdote dos hebreus.
Moisés consagrou-o e ungiu-o com o óleo santo. Constituiu uma aliança perene com ele e com os seus descendentes e enquanto durar o céu há-de presidir o culto e exercer o sacerdócio e abençoar o povo em nome do Senhor.
Segundo o livro das Crónicas, Capítulos 35-38, são filhos de Aarão: Eleazar, Finéias, Abisué, Boci, Ozi, Zaraías, Meraiot, Amarias, Aquitob, Sadoc e Aquimaas.
Homem frágil e pecador, como todos, Aarão é, todavia o modelo de colaboração com Deus para a realização de seu desígnio de amor.
O seu perfil já foi magistralmente traçado pela Bíblia, que por outra parte é a única fonte para a sua biografia. Além, é claro, do amplo e articulado desenvolvimento dos cinco primeiros livros da Sagrada Escritura (o Pentateuco) há dois trechos na carta aos hebreus e no livro do Eclesiástico. “Ninguém, pois, se atribua esta honra, senão o que foi chamado por Deus, como Aarão” (Hb 5,1-4). No Salmo 104,26 está: “Mas Deus lhes suscitou Moisés, seu servo, e Aarão, seu escolhido”.
OLIVER PLUNKETT Bispo, Mártir, Santo 1625-1681
Oliver Plunkett, irlandês, nasceu no ano de 1625, em Loughcrew, numa família de nobres. Ele queria ser padre, mas para realizar sua vocação estudou particularmente e na clandestinidade. Devido à perseguição religiosa empreendida contra os católicos, seus pais o enviaram para completar o seminário em Roma, onde recebeu a ordenação em 1654.
A ilha irlandesa pertence à Coroa inglesa e possuía maioria católica. Mas como havia rompido com a Igreja de Roma, o exército real inglês, liderado por Cromwel, assumiu o poder para conseguir a unificação política da Inglaterra, Escócia e Irlanda. Obcecado pelo projecto, mandara até mesmo assassinar o rei Carlos I. E na Irlanda não fez por menos, todos os religiosos, sem excepção, foram mortos, além de leigos, militares e políticos; enfim, todos os que fossem católicos. Por isso o então padre Plunkett ficou em Roma exercendo o ministério como professor de teologia.
Em 1669, o bispo da Irlanda, que estava exilado na Itália, morreu. Para sucedê-lo, o papa Clemente IX consagrou o padre Oliver Plunkett, que retornou para a Irlanda viajando como clandestino.
ANTÓNIO ROSMINI Sacerdote, Fundador, Beato 1797-1855
António Rosmini nasceu em Rovereto no dia 24 de Março de 1797 e faleceu em Stresa a 1 de Julho de 1855. Dedicou a sua vida aos estudos de filosofia, política, ascética e pedagogia. Ao terminar os estudos jurídicos e teológicos na Universidade de Pádua, recebeu a Ordenação sacerdotal em 1821. Imediatamente demonstrou grande interesse e inclinação para os estudos filosóficos, encorajado neste sentido pelo Papa Pio VIII, que lhe pedira para conduzir os homens à religião através da razão, e mais de uma vez colocou-se contra enganadores e falsos movimentos de pensamento como o sensismo e o iluminismo.
Fundou o Instituto da Caridade e o das Irmãs da Providência, idealizados e queridos como ambientes propícios à formação humana, cristã e religiosa de quantos tinham partilhado o mesmo espírito, adaptando-se às contingências históricas, civis e culturais do seu tempo. Na audiência de 12 de Janeiro de 1972, Paulo VI definiu-o “profeta”, que em antecipação de um século sentiu e indicou problemas da humanidade e pastorais, debatidos depois no Concílio Vaticano II.
Beata Madre Assunta Marchetti, Co-fundadora – 1°. de julho
Maria Assunta Catarina Marchetti nasceu em Lombrici di Camaiore, província de Lucca, na região da Toscana, Itália, no dia 15 de agosto de 1871, dia da Assunção de Nossa Senhora ao céu, e foi batizada no dia seguinte na paróquia Santa Maria Assunta, que ficava ao lado da casa da família. Seus pais eram Ângelo Marchetti e Carolina Ghilarducci, moleiros. Toda a família se dedicava ao trabalho da moagem de cereais e, como meeiros dos proprietários, dependiam do moinho não só para o sustento como para a moradia da família.
Os pais sempre contaram com a ajuda de Assunta para cuidar dos outros 10 irmãos, pois era a terceira filha e sua mãe tinha saúde frágil. Desde jovem Maria Assunta anelava por uma vida de total dedicação e doação a Deus na vida religiosa contemplativa. Mas as tarefas domésticas, a doença da mãe e a morte prematura do pai impediram-na de realizar imediatamente suas aspirações.
Seu anseio foi adiado ainda mais, pois seu irmão mais velho, José Marchetti, ingressou no seminário de Lucca, e ordenou-se padre em 1892. Isso aumentou os seus trabalhos.
ORAÇÃO DE TODOS OS DIAS - 1 DE JULHO
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor.
Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém.
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o
texto evangélico indicado.
1 – Quinta-feira – Santos:
Teodorico, Aarão, Domiciano
Evangelho (Mt 9,1-8) “Apresentaram-lhe um paralítico numa
cama. Vendo sua fé, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, os teus pecados
estão perdoados!”
O paralítico e seus amigos acreditavam que
Jesus tinha o poder de o curar. Jesus ofereceu um favor maior, o perdão em nome
de Deus. Convidou-os a uma fé mais elevada: que acreditassem que ele podia
livrá-los do pecado. E, como tinha o poder de agir diretamente nos corações,
ajudou-os a acreditar em sua palavra, antes ainda que vissem o amigo
levantar-se e sair andando com ele.
Oração
Senhor Jesus, mais de
uma vez aconteceu de eu vos pedir um favor, uma graça qualquer, e me dardes uma
graça muito maior. Pedia a cura de algum incômodo, ou ajuda em dificuldade
qualquer, e me destes a graça de perceber o que queríeis de mim, a necessidade
de levar a vida mais a sério. Agradeço vosso poder e a bondade com que me
tratais. Cuidais de mim mais do que eu mesmo. Amém.
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