segunda-feira, 8 de junho de 2026

EVANGELHO DO DIA 08 DE JUNHO

Evangelho segundo São Mateus 5,1-12. 
Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-no os discípulos, e Ele começou a ensiná-los, dizendo: 
«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 
Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a Terra.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 
Bem-aventurados sereis quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. 
Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa. Assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Beato Guerric de Igny 
(1080-1157) 
Abade cisterciense 
Sermão para a Festa de 
Todos os Santos, 3.5-6 
«Deles é o Reino dos Céus» 
«Bem-aventurados os pobres em espírito, 
porque deles é o Reino dos Céus». 
Sim, bem-aventurados aqueles que rejeitam os fardos deste mundo, desprovidos de valor, mas cheios de peso; aqueles que não querem ser ricos, a não ser pela posse do Criador do mundo, e só por Ele; aqueles que, nada tendo, por Ele tudo possuem (cf 2Cor 6,10). De facto, quem possui Aquele que tudo contém e de tudo dispõe, a esse nada lhe falta, pois Deus é parte da sua herança (cf Nm 18,20). «Nada falta aos que O temem» (Sl 34,10): Deus dá-lhes tudo o que sabe ser-lhes necessário; e dar-Se-lhes-á a Si próprio um dia, para que encontrem a alegria. Glorifiquemo-nos, pois, meus irmãos, pelo facto de sermos pobres por Cristo, e esforcemo-nos por ser humildes com Cristo. Pois não há coisa mais detestável nem mais miserável que um pobre orgulhoso. «O Reino de Deus não é uma questão de comer e beber, mas de justiça, paz e alegria no Espírito Santo» (Rom 14,17). Se sentimos que temos tudo isto em nós, proclamemos com segurança que o Reino de Deus está dentro de nós (cf Lc 17,21); ora, aquilo que está dentro de nós pertence-nos verdadeiramente e ninguém no-lo pode arrancar. É por isso que, quando proclama a bem-aventurança dos pobres, o Senhor não diz: «Deles será o Reino dos Céus», mas: «Deles é o Reino dos Céus»; não é deles só por um direito firmemente estabelecido, mas também por um penhor inteiramente seguro, que já é uma experiência da felicidade perfeita. E não apenas porque o reino foi preparado para eles desde o começo do mundo (cf Mt 25,34), mas também porque eles já começaram a entrar na sua posse: eles já possuem o tesouro celeste em vasos de barro (cf 2Cor 4,7), já trazem a Deus no seu corpo e no seu coração.

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