quarta-feira, 1 de abril de 2026

REFLETINDO A PALAVRA - QUARTA-FEIRA SANTA

PADRE LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA(✝︎)
REDENTORISTA NA PAZ DO SENHOR
“O discípulo que Jesus amava”
 
Lendo os evangelhos sempre vejo João dizer: o discípulo que Jesus amava! Não existe uma discriminação? Por que não se fala o mesmo dos outros? 
João, quando fala de si no seu evangelho não cita seu nome, mas simplesmente aquilo que o identificava no grupo dos apóstolos: aquele que Jesus amava. Não amava os outros? Jesus dava a cada um o tratamento que lhe era especial. Amava cada um do modo que cada um queria ser amado. A discriminação é desprezar um pelo outro. Por exemplo: Jesus tinham um modo de tratar Judas que os outros não sabiam. Havia coisas que os outros não entendiam. Basta ver a última ceia quando Judas sai da sala.
Com João, o tratamento era conhecido de todos: João era jovem (quantos anos? 15, 18?). Era cheio de vida e entusiasmo. Era bravo, tanto que Jesus chamava-o, como também a seu irmão Tiago, de Boanerges, filhos do trovão. Numa cidade samaritana onde não queriam receber Jesus, eles pediram para fazer descer fogo do céu sobre a cidade. Parece-nos ouvir Jesus dizer a João: Joãozinho, calma! devagar! 
João era como que a sombra de Jesus. Estava em todas. Nos momentos mais selecionados de Jesus, quando não queria ninguém por perto, levava consigo Pedro, Tiago e João. Testemunha escolhida, querida, amada. João bebia as palavras de Jesus e mais as palavras, a própria pessoa de Jesus. Quando escreve sua carta ele diz: "o que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos, e o que nossas mãos apalparam do Verbo da vida, nós a vimos e lhes damos testemunho e vos anunciamos esta Vida eterna...o que vimos e ouvimos nos vo-lo anunciamos para que estejais em comunhão conosco" (1 Jo.1.1-3). E está ali, ao pé da Cruz tocando o sangue, expressão do amor: "tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao extremo do amor" (Jo 13,1). 
Está sempre ao lado. Na ceia pode recostar a cabeça no peito de Jesus e ouvir sobre o traidor. Era uma proximidade palpável (aquele que nossas mãos tocaram). 
João pegava toda a mensagem de Jesus como que através do contato pessoal. É ele que vai falar tanto do amor. Ele viu este amor em Jesus, conheceu Jesus como o Amor do Pai, comunhão com o Pai. E se sentiu envolvido por este amor. Para ele, existir era ser amado por Jesus. Sua identidade era o amor de Jesus que estava nele. Quando Madalena anuncia a ressurreição ele corre ao túmulo. Ele o reconhecia: na pesca milagrosa ele diz: “é o Senhor!” Este amor que era sua identidade torna-se sua pregação: "filhinhos, não amemos só com palavras” (1 Jo.18). Amar é permanecer nele. 
No quadro da Semana Santa não existe somente o mal. Existe o amor de tantos por Jesus. Somos chamados a partilhar!

EVANGELHO DO DIA 01 DE ABRIL

Evangelho segundo São Mateus 26,14-25. 
Naquele tempo, um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse-lhes: «Que estais dispostos a dar-me para vos entregar Jesus?». Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata. E a partir de então, Judas procurava uma oportunidade para O entregar. No primeiro dia dos Ázimos, os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe: «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?». Ele respondeu: «Ide à cidade, a casa de tal pessoa, e dizei-lhe: "O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo. É em tua casa que Eu quero celebrar a Páscoa com os meus discípulos"». Os discípulos fizeram como Jesus lhes tinha mandado e prepararam a Páscoa. Ao cair da noite, sentou-Se à mesa com os Doze. Enquanto comiam, declarou: «Em verdade vos digo: um de vós há de entregar-Me». Profundamente entristecidos, começou cada um a perguntar-Lhe: «Serei eu, Senhor?». Jesus respondeu: «Aquele que meteu comigo a mão no prato é que há de entregar-Me. O Filho do homem vai partir, como está escrito acerca dele. Mas ai daquele por quem o Filho do homem vai ser entregue! Melhor seria para esse homem não ter nascido». Judas, que O ia entregar, tomou a palavra e perguntou: «Serei eu, Mestre?». Respondeu Jesus: «Tu o disseste». 
Tradução litúrgica da Bíblia 
Santa Teresa Benedita da Cruz 
(Edith Stein) 
(1891-1942) 
Carmelita, mártir, 
co-padroeira da Europa 
A oração da Igreja 
«Onde queres que façamos os preparativos 
para comer a Páscoa?» 
Sabemos pelos relatos evangélicos que Cristo rezou como um judeu crente e fiel à Lei, pronunciando as antigas orações de bênção, que ainda hoje se dizem, pelo pão, pelo vinho e pelos frutos da terra, como mostram as narrações da Última Ceia, totalmente consagrada à execução de uma das obrigações religiosas mais santas: a solene refeição da Páscoa, que comemorava a libertação da servidão do Egito. É talvez aqui que nos é dada a visão mais profunda da oração de Cristo, como chave que nos introduz na oração de toda a Igreja. A bênção e a partilha do pão e do vinho faziam parte do rito da refeição pascal. Mas tanto uma como a outra recebem aqui um sentido inteiramente novo: aqui nasce a vida da Igreja. É certo que é apenas no Pentecostes que Ela nasce como comunidade espiritual e visível; mas aqui, na Ceia, realiza-se o enxerto da vara na cepa que torna possível a efusão do Espírito. As antigas orações de bênção tornaram-se, na boca de Cristo, palavras criadoras de vida. Os frutos da terra tornaram-se a sua carne e o seu sangue, cheios da sua vida. A Páscoa da Antiga Aliança tornou-se a Páscoa da Nova Aliança.

01 de abril - Beato Giuseppe Girotti

Religioso dominicano, professo sacerdote da Ordem dos Pregadores e mártir, que morreu em odium fidei no campo de concentração de Dachau, na Alemanha. Reduzido a um esqueleto vivo, foi visto com o rosário na mão, "um cadáver" que ainda sabia consolar e absolver aqueles que o abordavam. Sacerdote aos 25 anos, Giuseppe Girotti, nascido em Alba - Itália - em 19 de julho de 1905, em uma família muito pobre, de caráter vivo e brilhante no intelecto, depois de estudos bíblicos em Jerusalém e Roma, foi professor de literatura sagrada em Turim. Sempre caridoso com os mais pobres, com a suspensão do ensino em 1939, trabalhou de todas as maneiras para ajudar os judeus e acabou preso e deportado para Dachau, onde sobreviveu entre humilhação e sofrimentos, por apenas seis meses. Seu ministério não terminou na "cadeira" porque o padre Girotti tinha uma grande sensibilidade social: voluntariamente e generosamente ele se dedicou ao serviço dos mais necessitados e no hospício dos pobres de Turim e em várias outras atividades de caridade. Com a reviravolta dos eventos da Segunda Guerra Mundial, o padre Girotti tornou-se o animador e organizador de uma vasta rede de ajuda aos judeus: ele trabalhou para encontrar esconderijos seguros para muitos deles, mas também a maneira de ter documentos de identidade com a possibilidade de expatriação.

01 de abril - Beata Sofia Czeska-Maciejowska

Madre Sofia Czeska nasceu em 1584, terceira filha de Mateusz Maciejewski e Lubowiecka Katarzyna Maciejewska. A família relativamente abastada vivia em Cracóvia. Era uma família grande - cinco homens e quatro mulheres - todos criados em um ambiente religioso. Sofia foi a terceira. Com a idade de 16 anos Sofia se casou com Jan Czeski. Após 6 anos de um casamento sem filhos, ficou viúva. Um dia, ao sair da igreja e a caminho de casa, foi abordada por um homem que queria forçá-la ao casamento. Quando ela recusou, o homem se casou com sua irmã Ana. Apesar de sua juventude, ela não se casou novamente e dedicou sua vida às obras de misericórdia. Naquela época, ela testemunhou a guerra, a epidemia, as enchentes, as colheitas ruins, a fome, por isso testemunhou a morte de muitas pessoas. Sofia decidiu cuidar das meninas, especialmente dos órfãos e das famílias pobres. De 1621 a 1627, usando seus próprios recursos, ela fundou um lar para elas, chamado Casa da Apresentação da Santíssima Virgem Maria. Em 31 de maio de 1627, ela recebeu a aprovação oficial do Bispo de para esta fundação. Este foi o começo da primeira escola para meninas na Polônia. Para continuar o seu trabalho, uma congregação de Irmãs foi estabelecida. A constituição do Instituto foi aprovada em 13 de janeiro 1660 pelo Bispo de Cracóvia, não muito tempo depois da morte de Madre Sofia.

01 de abril - Beato Anacleto González Flores

Anacleto González Flores e nove leigos mártires de Jalisco, que morreram defendendo a fé durante a “guerra Cristera” desatada no México pela perseguição maçônica, foram beatificados em 20 de novembro de 2005. Anacleto González Flores, nasceu em Tepatitlán, Jalisco – México - em 13 de julho de 1889. Membro de uma família pobre e numerosa, trabalhou desde muito pequeno para ajudar no sustento familiar. Entretanto, seu amor pela cultura e seu desejo de formar-se para defender a fé ante as agressões anticlericais maçônicas, levou-o a titular-se de advogado em 1922, ano em que contraiu matrimônio. Dedicou-se a ensinar história e literatura em colégios particulares de Guadalajara e em 1925 foi presidente e fundador da “União Popular de Jalisco”. Desde 1926 lutou arduamente por que não se realizasse a rebelião armada, pois sempre se opôs à violência contra as agressões anticatólicas. Pelo contrário, foi um bem-sucedido promotor do “boicote” proclamado pelos católicos contra meios de comunicação e negócios maçônicos. Seu exemplo e seus ensinos o converteram em uma figura simbólica amplamente reconhecida e respeitada pela revolução Cristera; por isso foi feito prisioneiro em 1º de abril de 1927, uma primeira sexta-feira de mês. Logo ao ser capturado, Anacleto começou a ser brutalmente torturado para que revelasse o lugar onde se ocultava o Bispo Orozco e Jiménez.

Santa Maria do Egito

De uma grande pecadora, 
a santa Maria se transformou, 
com a ajuda de Deus, numa grande justa, 
numa das maiores santas e nos deixou 
um grande exemplo de penitencia. 
 Santa Maria do Egito viveu em meados do V século e começo do VI. A sua juventude não foi nada promissora: ela tinha somente 12 anos, quando saiu de sua casa em Alexandria, e ficando livre do controle dos pais, jovem e inexperiente como era se envolveu com a vida devassa. Não havia ninguém quem podia detê-la e tinha muitos sedutores e muitas tentações em volta dela. Assim, ela passou 17 anos nesta vida de luxúria e prostituição, até que Deus misericordioso providenciou a sua penitencia. Aconteceu isto assim: Por força curiosidade, Maria se juntou a um grupo de peregrinos, que estavam se dirigindo para a Terra Santa. Durante a viagem no navio, a Maria não parava de seduzir os romeiros e a pecar. Ela mesma narra sua experiência: O dia sagrado da Exaltação da Cruz despontou, enquanto eu ainda estava à caça de jovens.

Santos Venâncio e companheiros Mártires na Dalmácia e na Ístria Festa: 1º de abril Século III-IV

Venâncio, bispo de Salona, atual Croácia, viveu entre os séculos III e IV; é venerado junto com os Santos Anastácio, Mauro, Pauliniano, Télio, Estério, Septímio, Antioquiano e Graiano, seus companheiros de martírio, que, como ele, também eram provenientes da Dalmácia e da Ístria.
Bispo da cidade de Salona, atual Croácia, São Venâncio, que viveu entre os séculos III e IV, é venerado junto com os santos Anastácio, Mauro, Pauliniano, Télio, Estério, Septímio, Antioquia e Graiano, seus companheiros de martírio, como ele vindos da Dalmácia e da Ístria. Martirológio Romano: Em Roma, comemoração dos santos mártires Venâncio, bispo, e seus companheiros da Dalmácia e da Ístria, Anastácio, Mauro, Pauliniano, Télio, Astério, Sétimo, Antioquia e Gaiano, a quem a Igreja honra com louvor comum.

Santas Ágape e Mártires de Chionia em Tessalônica Festa: 1º de abril

(†)Tessalônica, 304
 
Mártires em Tessalônica sofreram seu destino durante as perseguições de Diocleciano. O martírio delas, narrado em um documento que amplifica testemunhos genuínos, nos oferece um vislumbre da fé inabalável dessas mulheres diante do poder imperial. Presos por se recusarem a comer carne sacrificada aos deuses, Ágape e Quiônia professaram sua fé em Cristo e foram condenados a serem queimados na fogueira. Irene, descoberta em posse de livros cristãos, sofreu um destino mais cruel: despida e levada para um bordel, ela milagrosamente permaneceu intacta. Recusando-se a abjurar, foi condenada à morte. 
Emblema: Palma 
Martirológio Romano: Em Tessalônica, na Macedônia, atualmente na Grécia, os santos Agape e Chionia, virgens e mártires, que durante a perseguição ao imperador Diocleciano, tendo se recusado a comer carne de animais sacrificados a ídolos, foram entregues ao governador Dulcezio e condenados a serem queimados na fogueira. 

Valério de Auvergne Monge, Santo 565-619

Monge, discípulo de São Columbano. 
Fundou vários conventos na Gália, hoje França. 
Uma cidade francesa perpetua o seu nome 
(Saint-Valéry-en-Caux).
Valério nasceu no ano 565, em Auvergne, na França. Sua família era muito pobre e ele trabalhava no campo. Ainda pequeno, tinha uma enorme sede de saber e, para aprender a ler e escrever, ele mesmo foi procurar um professor, e pediu que lhe ensinasse o alfabeto. Mais depressa do que qualquer outro de sua idade, Valério já dominava a escrita e a leitura. Após conhecer a Sagrada Escritura, procurou um parente sacerdote que vivia num mosteiro próximo. Passou ali alguns dias, percebeu sua vocação para a vida religiosa e pediu seu ingresso naquela comunidade. Depois de um bom tempo realizando várias tarefas internas, foi aceito e recebeu as ordens sacerdotais. Pouco depois, mudou-se para um mosteiro sob a direcção espiritual de Columbano, o grande evangelizador da Gália, actual França, que depois foi canonizado, onde aconteceu seu primeiro prodígio. Designado para cuidar da horta do convento, sem nenhum produto a não ser com o trabalho de suas próprias mãos, acabou com as pragas que assolavam anualmente as plantações. Tornou-se tão conhecido na região e tão respeitado internamente que foi testado em sua humildade.

São Macário de Constantinopla

Origens
 
Pouco se sabe sobre a infância e a juventude deste que foi um dos bispos mais importantes da cidade de Jerusalém, numa época muito difícil para a Igreja. Seu nome significa Iluminado e feliz. De fato, em sua trajetória como bispo ele fez jus ao significado de seu nome, deixando um legado importantíssimo para os cristãos de todo o mundo e de todos os tempos: recuperou a Basílica do Santo Sepulcro da mão dos romanos. Estes tinham feito do santo templo o “capitólio romano” na cidade santa. Porque Jerusalém é importante para os cristãos? A cidade de Jerusalém tem importância histórica para todos os cristãos porque foi lá que Nosso Senhor Jesus Cristo foi condenado, crucificado, morto e ressuscitou. Foi lá que o Senhor venceu a morte e deu-nos a vida.

Hugo de Grenoble Bispo, Santo 1053-1132

Foi cónego em Valence, antes de 
ser nomeado bispo de Grenoble.
Hugo nasceu numa família de condes, em 1053, em Castelnovo de Isère, sudoeste da França. Seu pai, Odilon de Castelnovo, foi um soldado da corte que, depois de viúvo, se casou de novo. Hugo era filho da segunda esposa. Sua mãe preferia a vida retirada à da corte, e se ocupava pessoalmente da educação dos filhos, conduzindo-os pelos caminhos da caridade, oração e penitência, conforme os preceitos cristãos. Aos vinte e sete anos, Hugo ordenou-se e foi para a diocese de Valence, onde foi nomeado cónego. Depois, passou para a arquidiocese de Lião, como secretário do arcebispo. Nessa época, recebeu a primeira de uma série de missões apostólicas que o conduziriam para a santidade. Foi designado, por seu superior, para trabalhar na delegação do papa Gregório VII. Este, por sua vez, reconhecendo sua competência, inteligência, prudência e piedade, nomeou-o para uma missão mais importante ainda: renovar a diocese de Grenoble. Grenoble era uma diocese muito antiga, situada próxima aos Alpes, entre a Itália e a França, que possuía uma vasta e importante biblioteca, rica em códigos e manuscritos antigos. A região era muito extensa e tinha um grande número de habitantes, mas suas qualidades terminavam aí. Havia tempos a diocese estava vaga, a disciplina eclesiástica não mais existia e até os bens da Igreja estavam depredados.

Ludovico Pavoni Sacerdote, Fundador, Beato (1784-1849)

Fundador da Congregação Religiosa 
dos Filhos de Maria Imaculada.
Educar, abrigar e instruir os jovens pobres e abandonados na Itália do século XVIII era um enorme desafio que o padre bresciano Ludovico Pavoni aceitou, ele que nasceu no dia 11 de setembro de 1784. Naqueles anos de fome e de guerras, quando a miséria, as doenças e as armas se tornaram aliadas importantes para exterminar os pobres, Ludovico Pavoni teve uma intuição genial e profética, "educar, abrigar e instruir" os jovens pobres, abandonados ou desertores que eram, de fato, numerosos na Itália de 1800, tanto nas cidades como no campo. Não só para evitar que se tornassem delinquentes, o que mais temia a elite pensante daquele tempo, e com certeza não só daquela época, mas para que eles tivessem a oportunidade de viver uma vida digna, do ponto de vista cristão e humano. Ordenado padre em 1807, Ludovico Pavoni dedicou-se desde o início à educação dos jovens e criou o "seu" orfanato para abrigar os adolescentes e jovens necessitados. Já como secretário do bispo de Bréscia, conseguiu, para aqueles jovens, fundar o primeiro "Colégio de Artífices" e, depois, em 1821, a primeira escola gráfica da Itália, o Pio Instituto de São Barnabé.

CARLOS DA ÁUSTRIA Imperador, Beato (1887-1922)

Último imperador do Império austríaco. 
Depois de deposto, viveu e 
morreu na ilha da Madeira.
Carlos de Áustria nasceu a 17 de Agosto no Castelo de Persenbeug na região da Áustria Inferior. Os seus pais eram o Arquiduque Otto e a Princesa Maria Josefina de Saxónia, filha do último Rei de Saxónia. O Imperador Francisco José I era o tio-avô de Carlos. Carlos recebeu uma educação expressamente católica e até ao fim da adolescência é acompanhado com a oração de um grupo de pessoas, uma vez que uma religiosa estigmatizada lhe tinha profetizado grandes sofrimentos e ataques contra ele. Daqui teria origem, depois da morte de Carlos, a «Liga de oração do imperador Carlos para a paz dos povos», que em 1963 se torna numa comunidade de oração reconhecida pela Igreja. Bem cedo cresceu em Carlos um grande amor pela Santa Eucaristia e pelo Coração de Jesus. Todas as decisões importantes eram procuradas por ele na oração. A 21 de Outubro de 1911 esposou a Princesa Zita de Borbone-Parma. Nos dez anos de vida matrimonial feliz e exemplar, o casal recebeu o dom de oito filhos. Sobre o leito da morte, Carlos dizia ainda a Zita: «Amo-te sem limites!». A 28 de Junho de 1914, após o assassínio num atentado do Arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono, Carlos torna-se herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro.

ORAÇÕES - 01 DE ABRIL

Oração da manhã para todos os dias 
Senhor meu Deus, mais um dia está começando. Agradeço a vida que se renova para mim, os trabalhos que me esperam, as alegrias e também os pequenos dissabores que nunca faltam. Que tudo quanto viverei hoje sirva para me aproximar de vós e dos que estão ao meu redor. Creio em vós, Senhor. Eu vos amo e tudo espero de vossa bondade. Fazei de mim uma bênção para todos que eu encontrar. Amém. 
As reflexões seguintes supõem que você antes leu o texto evangélico indicado.
1 – Quarta-feira da Semana Santa
Evangelho (Mt 26,14-25) “Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes e disse: – Que me dareis se vos entregar Jesus?”
Como Judaschegou a esse ponto? Foi escolhido porJesus, como discípulo e amigo.Foi tocado pelo favor de Deus, recebeu ajuda para creditar e superar obstáculos, vencer dúvidas e decidir.Também eu fui amado e escolhido,vivo ajudado pela graça e cercado de irmãos. Posso dizer que sou um privilegiado.Preciso pedir que o Senhor me ajude a lhe ser fiel, e que nunca o abandone.
Oração
Senhor Jesus, fico triste sempre que me lembro desse vosso discípulo. Eu também fui escolhido e chamado a ser vosso amigo.Reconheço que muitas vezes não vos amei quanto devia. Minha generosidade tem sido pobre, e vos tenho seguido a passos lentos. Preciso Jesus, que me desperteis da modorra em que vivo. E, como aquele santo, eu vos peço:Não deixeis que vos abandone. Amém.